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sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

A teia cósmica

O cosmos parece ser uma vastidão escura com pontos de luz e poeira, mas os astrônomos descobriram que as estrelas e galáxias que vemos estão mergulhadas em correntes de luz esticadas entre vazios negros, formando uma estrutura chamada “a teia cósmica”.
Esta “estrutura” do universo do universo contém a matéria visível que conhecemos e vemos, mas 80% dela é formada pela “matéria escura”, aquela que os astrônomos só conhecem porque seu efeito gravitacional atrai objetos em sua vizinhança.
A estrutura e a forma como ela mantém o universo coeso são dos maiores desafios da astronomia. Os cientistas acreditam que os computadores quânticos, bem mais poderosos, e o desenvolvimento de telescópios mais poderosos irão revelar brevemente os segredos dessa teia, que se estende até nosso quintal cósmico.
Uma dos desafios, diz Fabrizio Nicastro, do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian Astrophysics é que as previsões sobre formação da matéria comum na teia estão erradas. A teia é tão grande quanto o próprio universo, medindo algo como 14 bilhões de anos-luz de diâmetro.
Embora os detalhes estejam sendo investigados, a origem da teia é um dos resultados melhor compreendidos da cosmologia. Ela cresceu a partir de pequenas flutuações no universo primordial, após o Big Bang, que finalmente se condensou nas estruturas massivas que se vê agora.
A teia cósmica já foi amplamente comprovada pela luz visível; novas experiências e observatórios estão sendo planejados ou entrando em funcionamento para comprovar a web (teia) em novas freqüências de onda, do rádio aos raios-x, passando pelo infravermelho e ultravioleta.
Estes comprimentos de onda abrirão novas janelas para a teia cósmica, que deverão conduzir a novas descobertas e ocupar os astrofísicos teóricos, á medida que eles trabalham para prever e compreender as características reveladas por estas novas imagens do universo.
Galáxias de formam nos menores cantos da web, e os cientistas estão se esforçando para determinar como elas passam a existir. Galáxias se distribuem ao longo da teia cósmica e o padrão só pode ser explicado por grandes quantidades de matéria escura que faz a ligação. Eles esperam poder juntar as estrelas há muito dispersas por eventos antigos, dissecando por completo a Via Láctea e trazendo à tona a sua história e como ela foi influenciada pela teia cósmica local.
Embora a natureza da teia cósmica permaneça desconhecida, os astrônomos podem reproduzir mapas detalhados do cosmos, mostrando sua localização em relação à matéria comum que vemos nos telescópios.
Um dos métodos se vale das lentes gravitacionais – quando a luz de uma galáxia distante é desviada pela gravidade da matéria próxima. Estas lentes gravitacionais dão uma prova direta da existência da localização da teia cósmica. Ano passado, Richard Massey, do California Institute of Technology em Pasadena, usou imagens de 500 mil galáxias feitas pelo Telescópio Espacial Hubble, da NASA, para desenhar o rascunho de um mapa com apenas uma fração em 3D da web. Este trabalho demonstra como as galáxias que vemos situam-se no meio de porções de matéria escura, e que esses locais estão conectados por “filamentos cósmicos” – pontes de matéria escura que conectam aglomerados e constroem uma teia que preenche o universo. Ano todo, o universo contém 5% de matéria comum visível, 25% de matéria escura e 70% de energia escura, uma fonte de antigravidade que permeia tudo, influenciando a evolução da teia desde pontos próximos até os mais distantes, desde o presente até o passado mais remoto.

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