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quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Bancos e caridade

O jornal inglês The Guardian revela, em reportagem de hoje, como bancos ingleses usaram artifícios para se beneficiarem de leis que dão isenções para fins beneficentes, no inacreditável montante de 234 bilhões de libras, ou cerca de US$ 500 bilhões de dólares, ou, ainda, aproximadamente, R$ 1 trilhão.

Doze bancos de Londres, entre os mais bem reputados, investiram bilhões de libras em fundos através de complexa engenharia financeira, que emprega fundos supostamente voltados para a caridade, mas que não doaram um centavo sequer para boas causas.
O Northern Bank, por exemplo, estaria usando o nome de uma pequena instituição beneficente para portadores de síndrome de Down.
O processo usado era o de securitização, que estava substituindo as tradicionais hipotecas, onde os bancos emprestam para os compradores de imóveis e recebem as moradias como garantia até o final dos pagamentos.
Durante os últimos sete anos, os bancos têm emitido papéis lastreados nestes títulos, revendendo-os para grandes investidores . Eles têm feito isso através de fundos que podem controlar sem os possuir, "isolando" riscos financeiros e mantendo suas responsabilidades fora dos balanços, de modo que estes pareçam mais lucrativos.
Ao dar-lhes o status de caritativos, eles podem ser operados indefinidamente.
As 12 instituições investigadas pelo Guardian admitiram que as séries correntes de bônus "caritativos" não haviam feito nenhum tipo de caridade.
É assim que as empresas operam, o que vale é ganhar muito, não importa de que forma. Mas para admitir alguém para trabalhar nelas, exigem ficha limpa, impecável.
A íntegra da reportagem, em inglês, está em:

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