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terça-feira, 27 de novembro de 2007

Opinião tarifada

Paulo Henrique Amorim, aquele jornalista que trabalhava para a Globo, comemorou quando entrou na Justiça paulista contra Diogo Mainardi e a revista Veja. O que ele não esperava era peder a demanda, o que acaba de acontecer. O site Consultor Jurídico publicou hoje um texto a respeito, do qual reproduzimos aqui um trecho. A sua íntegra encontra-se no link:
http://conjur.estadao.com.br/static/text/61668,1
Poucos dias atrás, Amorim descreveu à Folha de S.Paulo como pratica seu jornalismo: "Quando a gente senta no (sic) computador para escrever, é como se estivesse apertando aqueles botões que disparam mísseis", disse ele, referindo-se a seu trabalho. "Cada vírgula minha tem um alvo", completa, dizendo que a sua atuação "é um exercício de pancadaria verbal, de pancadaria ideológica".
Diante de decisões judiciais que não favoreceram o governo nos últimos meses, ele passou a questionar a honestidade de ministros do Supremo Tribunal Federal e a defender o fechamento da TV Justiça. “STF, seu outro nome é impunidade”, foi o título de um de seus textos.
Para prejudicar o ministro Gilmar Mendes, Amorim divulgou que o integrante do STF fora mencionado em um grampo comprometedor. A degravação em que ele se baseou deixava claro que não se tratava do ministro, mas até hoje o jornalista não corrigiu a notícia que, à época, causou transtornos ao ministro.
O convidado de estréia de seu telejornal na TV Bandeirantes, em 1997, foi o presidente Fernando Henrique Cardoso, com quem antes se encontrou na presença de Sérgio Motta, no Palácio da Alvorada. Ao mesmo tempo, fulminava Lula com acusações cuja gravidade aumentava com a proximidade das eleições. Acusado de desonesto por ele, Lula processou a TV Bandeirantes. Com o PT no poder, Amorim passou a apoiar seu governo com entusiasmo. Mas o presidente jamais concedeu entrevista a ele, apesar de seus insistentes pedidos. Os governos Sarney e Collor ele cobriu pela TV Globo.
Também em relação às empresas jornalísticas que o contratam ele muda de opinião de forma surpreendente. Depois de sair da Globo, escreveu um livro contra a emissora. No rastro de sua saída da TV Bandeirantes ficaram pelo menos cinco processos judiciais de parte a parte. Hoje ele trabalha na TV Record. (do "bispo" Edir Macedo).
Ousado, Paulo Henrique Amorim passou a ameaçar a direção deste site depois que seu nome apareceu na lista italiana. Durante duas semanas, o acusado e uma série de pessoas assediaram os jornalistas da Consultor Jurídico para obter a localização da testemunha Luciane Araújo. Como se sabe, tanto a legislação brasileira como a italiana consideram crime a intimidação de testemunhas. Tão grave a tentativa que é uma das hipóteses para a qual se prevê prisão preventiva.
A situação de Paulo Henrique Amorim pode não melhorar caso ele não consiga explicar porque ele nunca declarou no Brasil a propriedade de dois apartamentos em Nova York. Ele admite a posse de três carros importados, uma moto e três apartamentos no valor de 800 mil reais cada um. Um patrimônio incomum para quem vive de jornalismo no Brasil.
Por Márcio Chaer, Consultor Jurídico.

Um comentário:

  1. O Sr. Amorim está exercendo uma função que não pode ser chamada de jornalismo. Seria melhor chamar de animador de torcida. Contudo ele faz o que outros fazem para animar a torcida adversária. Infelizmente, ambos os animadores são necessários para compensar a péssima imprensa que se diz independente no Brasil. O Sr. Chaer foi alvo do Sr. Amorim alguns dias atrás. Agora responde na mesma moeda. Não está sendo criativo, o Sr. Chaer. Parece que quer seguir os passos de Amorim.

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