A Polícia Federal anunciou a terceira operação do dia. Começaram bem a semana...
A Polícia Federal desencadeia hoje, 06, a operação Kaspar II, com o objetivo de desarticular esquema organizado por instituições financeiras suíças dedicada à prática de crimes de evasão de divisas e lavagem de dinheiro.
As investigações, iniciadas há um ano e meio, revelaram que as instituições abriam contas numeradas e codificadas para as quais clientes brasileiros enviavam dinheiro sem origem declarada utilizando-se da intermediação de doleiros (modalidade dólar-cabo). Essas contas numeradas dificultam a identificação de seus titulares pelas autoridades brasileiras. Alguns investigados utilizavam-se dos doleiros para o pagamento de fornecedores no exterior, em muitos casos, em razão do subfaturamento de importações.
Cerca de 280 policiais federais cumprem 20 mandados de prisão e 44 mandados de busca e apreensões nos estados de São Paulo, Bahia e Amazonas. As ordens de prisão temporária e de busca e apreensão foram expedidas pela Justiça Federal em São Paulo – 6ª Vara Criminal Federal, especializada em crimes financeiros e lavagem de dinheiro.
Os investigados responderão pelos crimes de gestão fraudulenta, evasão de divisas, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal, formação de quadrilha e funcionamento de instituição financeira sem autorização do Banco Central (as penas máximas somadas atingem 40 anos de prisão).
Por: Comunicação Social da Polícia Federal em São Paulo.
20 pessoas, entre elas funcionários dos bancos UBS - União de Bancos Suíços, AIG, e do Clariden Leu, foram presas na manhã de hoje, depois de longas investigações, iniciadas há 1 ano e meio, junto com a operação kaspar 1, quando foram presos vários doleiros. O UBS , no Brasil, opera em associação com o Banco Pactual, sob o nome UBS Pactual. A PF apreendeu US$700.000, 24 automóveis, uma pistola e R$ 177.000, pertencentes a um cinco grupos de doleiros, que giravam R$ 60 milhões mensalmente.
Foram divulgados os nomes de três foragidos: Marco Antonio Cursini, seu filho Caio Vinicius Cursini e Nick Salussoia. O governo brasileiro tenta o bloqueio de contas correntes em vários países, como Panamá, EUA e Portugal.
Saiu a lista dos presos: Luc Mark Depensaz, do UBS, que disse aos policiais que quem tem dinheiro neste país não fica preso. Alguns dias na carceragem da PF vão amenizar essa sua arrogância. Cinco ou dez dias lá derrubam qualquer um. Outros: Reto Buzzi, do banco Clariden Leu; Magada Maria Malvão Portugal, do banco AIG; Jacques Feller (Feller Engenharia); Claudine Spiero, doleira; Murilo Cerello Schhan, da Ornare Móveis; Boris Zampezzi. Empresas conhecidas são acusadas de envolvimento: Le Postiche, rede de lojas de artigos de couro; Gold, indústria metalúrgica fabricante de chaves; entre outras.
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