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terça-feira, 20 de novembro de 2007

A deusa da Justiça (tente não rir)

Para quem pensa que já ouviu as maiores besteiras do mundo:
Advogados costumam dizer que há juízes que pensam que são deuses e juízes que têm certeza. É o caso da juíza Adriana Sette da Rocha Raposo, titular da Vara do Trabalho de Santa Rita, na Paraíba.
Nas palavras da juíza: “A liberdade de decisão e a consciência interior situam o juiz dentro do mundo, em um lugar especial que o converte em um ser absoluto e incomparavelmente superior a qualquer outro ser material”.
A consideração sobre a “superioridade” natural dos membros da magistratura faz parte de uma das decisões da juíza. Ela negou pedido de um trabalhador rural por considerar que seus direitos trabalhistas já estavam prescritos. O trabalhador largou o emprego em 1982 e só foi reclamar seus direito em agosto de 2007.
Adriana aproveitou a ocasião de decidir tão magna questão para ressaltar, em poucas palavras, toda a magnificência da profissão dos juízes. O trabalhador, além de perder a causa, teve de ouvir coisas como esta: “Ele [o juiz] é alguém em frente aos demais e em frente à natureza; é, portanto, um sujeito capaz, por si mesmo, de perceber, julgar e resolver acerca de si em relação com tudo o que o rodeia”.
Revista Consultor Jurídico, por Aline Pinheiro. Filósofos como Platão e Sêneca devem estar se revirando no túmulo, com inveja de tanta sabedoria...

Um comentário:

  1. lamentável que ainda tem juizes que pensam dessa forma tão arcaica, quanto eles mesmos.Deveriam (os juizes) passar por exames periodicos para ver o grau de sua "santidade" verificando a possibilidade de continuar julgando e jamais prejudicar os SERES HUMANOS.

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