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quarta-feira, 10 de outubro de 2007

A nova geração dos P2P

Semana passada, os internautas viram a condenação da americana que baixava músicas pelo programa Kazaa a pagar US$222 mil de multa como um alerta e um desestímulo.
No entanto, os sistemas de trocas que arquivos chamados P2P continuam a todo o vapor, tanto que uma nova geração destes programas ameaça navamente a indústria fonográfica, cinematográfica e tudo o mais que produz conteúdo. São os chamados peer to per (ou entre semelhantes), bem mais sensíveis, rápidos e seguros que os já conhecidos Emule, Kazaa ou Bittorrent.
Os de nova geração como o Ares ou o Azureus já agitam os usuários que têm pouca familiaridade com a informática. Há outros, as maiores novidades, nos quais se pode ver os filmes sem necessidade de os baixar, como o http://www.sinlamula.com/ ou o http://www.peliculasonline.net/; mas a novidade são os sites de alojamento nos quais os internautas podem baixar todos os tipos de arquivos, e não se trata de P2P, porque não há intercâmbio de arquivos entre usuários, mas só downloads entre a conexão e o computador.
Existem centenas de páginas dedicadas ao alojamento de arquivos, embora as mais conhecidas sejam o Rapidshare, Sendspace, Megaupload e Filefactory.Estes sites são diferentes também porque se financiam através de publicidade ou pelo pagamento de uma parcela para usuários premium, quer dizer, há a opção paga e a gratuita, da mesma forma que certos antivírus. Os gratuitos têm limites na capacidade de baixar e na velocidade, e a qualidade do conteúdo não é garantida, portanto, quase todos optam pela modalidade paga, 55 Euros no caso do Rapidshare, ou cerca de R$135,00 anuais.
As entidades de proteção dos direitos autorais já estão esperneando, porque estes sites têm fins lucrativos e, indubitavelmente, se apropriam dos direitos alheios, ao contrário dos P2P. Considerado uma velharia, o Emule cansava alguns internautas pela dificuldade de configuração (que nem é tanta assim), mas o Ares é elogiado pela rapidez e funcionalidade. Exemplo: um filme baixado em conexão de 3 mega (mbps) levou 1h15m; e pelo Emule 13h20m; um álbum inteiro em CD, 4,5 minutos no Ares e 37 minutos no Emule.
O Ares foi lançado em 2002, mas passou a ser um programa livre para evitar problemas legais, e dizem que tem 5 milhões de usuários. O ponto fraco é que só tem coisa muito recente. Baixar de sites de alojamento ou hospedagem é mais complicado, até porque são muitos os sites, que usam blogs ou foruns para alojar os arquivos. Por isso, muitos são lentos e outros só têm publicidade, sem conteúdo, umas arapucas, fora o fato de que arquivos maiores vêm em várias partes, e fica mesmo muito complicado juntar tudo.
Por este motivo, muitos preferem pagar, já que um filme em DV pode ser baixado em apenas 20 minutos. Só que pagam para as pessoas erradas, o certo seria para os donos dos direitos. Ainda assim, os downloads ilegais vivem um período de pujança, pois 31,8% dos internautas os fazem.

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