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sexta-feira, 21 de setembro de 2007

A vez do senador Eduardo Azeredo

O procurador-geral da República irá mesmo denunciar o senador tucano Eduardo Azeredo pelo que ficou conhecido como Mensalão mineiro, a gênese do atual esquema do mensação no Congresso. Ele consta em inquérito da Polícia Federal como suposto idealizador e maior beneficiário do esquema que, nas eleiçoes de 1998, quando ele era recandidato ao governo de Minas Gerais, e perdeu. Um ministro de Lula lhe faz companhia no rol de acusados: Walfrido dos Mares Guia, também mineiro, ministro das Relações Institucionais, espécie de relações-públicas do governo com os políticos. Outros protagonistas do suposto esquema que integram o inquérito são os publicitários Duda Mendonça e Marcos Valério.

Os valores envolvidos são da ordem de dezenas de milhões de reais, e até o atual governador mineiro, Aécio Neves, pode ter recebido algo como R$110 mil.

Eduardo Azeredo espera do Ministério Público a mesma fidalguia em relação a Lula, que ficou de fora da denúncia do mensalão, nesta versão mais autual da trama. Em Justiça não cabem comparações nem se pode fazer este tipo de reivindicação.

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