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sábado, 8 de setembro de 2007

Terremotos no gelo

Por mais crédito que se possa dar à ciência, ficamos todos embasbacados com a quantidade de argumentos opostos a respeito da questão do aquecimento global, o efeito estufa, conhecido como greenhose em inglês. Mas é difícil ficar indiferente a questões como o derretimento das geleiras na região próxima do Pólo Norte. Com todo o respeito às opiniões contrárias, vale destacar o que segue:
Medições e observações feitas na Groenlândia dão conta de que a capa de gelo local está derretendo tão rápido que tem causado pequenos terremotos à medida que pedaços gigantescos de gelo da ordem de vários quilômetros cúbicos se desprendem. O monitoramento local durante este verão no hemisfério norte sugere que esta aceleração pode ser catastrófica no que diz respeito ao nível do mar, ultrapassando em muito as previsões do IPCC. O glaciar de Ilulissat, do qual se supõe tenha saído o iceberg que afundou o Titanic, está agora fluindo três vezes mais rápido para o mar do que há 10 anos. O gelo ali está se movendo a 2 m/h em uma região de 5 km de comprimento e 1,5 km de profundidade, o que significa que este glaciar joga água fresca no oceano numa quantidade suficiente para abastecer de água potável durante um ano uma cidade como Londres. A Groenlândia tem uma capa de gelo com 3 km de espessura que contém água suficiente para elevar o nível dos oceanos em 7 metros. Líderes das religiões Cristã, Shia, Suni, Hindu, Shinto, Budista e Judaica tomaram uma embarcação que os levou à ponta do glaciar, onde fizeram uma oração silenciosa pelo planeta, atendendo a uma convocação de Bartolomeu I, líder espiritual de 250 milhões de católicos ortodoxos. O IPCC previra uma elevação do nível dos mares de cerca de 20 a 60 cm neste século, mas o mínimo que se acredita que alcançará é 60 m, podendo atingir 2m, o que seria catastrófico para a linha costeira européia. Um sobrevôo do glaciar de Ilulissat permitiu ver gigantescos buracos por onde fluem enormes quantidades de água. Nos anos 60 não havia nenhum buraco ali, e hoje os que se vêem têm diâmetros médios de até 15m e estão por toda parte, às centenas. Testes de radar com o gelo mostraram que esta água proveniente de gelo derretido está se acumulando no fundo do glaciar, criando um lago de 500 metros de profundidade, e esses rios de gelo derretido fazem o glaciar escorregar pela terra, pois agem como um lubrificante.
O glaciar está se movendo à incrível velocidade de 15 km/ano em direção ao mar, embora movimentos oscilantes eventuais atinjam até 5 km em 90 minutos, algo extraordinário. Os terremotos não são fortes, entre 1 e 3 na escala Richter, bem pouco mesmo, mas significativo, pois nunca haviam ocorrido antes na região, mostrando a probabilidade da capa de gelo entrar em colapso.

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