A propalada reforma ortográfica da língua portuguesa está em todas as manchetes, e muita gente tem reclamado. Nós, brazucas, sempre fomos diferentes de nossos irmãos de idioma; de todos os países onde o português é lingua oficial (Portugal, Brasil, Guiné-Bissau, Angola, Moçambique, Timor-Leste, São Tomé e Príncipe e Cabo Verde - tem também Macau, mas estou em dúvida se lá é língua oficial, além de Goa, Damão e Diu, na Índia), só nós escrevemos e falamos diferente. O que não influi em nada, pois as diferenças são mínimas. Os gênios que estão nos impondo essa medida despótica e desnecessária não têm mais o que fazer, ignoram, como mostrou a revista Veja, os enormes custos de adaptação, a reimpressão de dicionários, livros escolares, impressos de empresas. Tudo por causa de bobagens como eliminar o trema, o acento circunflexo em vôo, o diferencial em pára, o duplo c e o p, como em acção... Ainda se fossem mudanças maiores, vá lá, mas por isso que está ai?Melhor fariam se ensinassem direito a falar e escrever, ensinar a moçada a usar ponto-e-vírgula; a evitar a tautologia, que é a redundância. Aproveitando o tema, alguém já leu um texto em crioulo, uma estranha mistura de português com, me parece, francês? E em galego? Galego é um barato, entende-se tudo. Abaixo, dois trechos, um em crioulo e outro em galego, bem mais fácil de compreender do que o crioulo, mas esforcem-se, vale a pena; divirtam-se:
Crioulo
Môda q’ta dzîde na terra, cada pov néss Planeta tem sé iducaçon ô q’Deus dàl, ô q’él ta merêçé. Na opinion d’nôs grande cricket-man Damatinha (João da Mata Costa) nôs nô tive nôs Salina, Universidade d’Despôrte Cab-Verdiano.
Déss Universidade natural d’scola d’vida, saìba qés home d’valor, pai d’tud nôs geraçon d’Campião, na stora d’despôrte d’nôs terra e q’sube passà mensàja q’aqél valor moral, q’inda tchéu d’nôs otchà e conché, q’firmeza na méi d’tud nôs despôrtista d’um vez. (Por Zizim Figueira, em Liberal Online: http://www.liberal-caboverde.com/noticia.asp?idEdicao=64&id=15626&idSeccao=527&Action=noticia
GALEGO:
Al Gore, o ex alumno 'máis influínte' de Harvard
A 02138, a revista bimensual da Universidade de Harvard, publica no seu último número a lista dos seus cen 'máis influíntes' ex alumnos por segundo ano consecutivo. O ex vicepresidente dos EUA Al Gore lidera a clasificación, seguido por George Bush (graduado na Escola de Negocios de Harvard, malia estudar en Yale) que repite no segundo posto. Gore, distinguido polos seus esforzos na loita contra o quecemento global do planeta, desbanca do primeiro posto a Bill Gates, primeiro na lista do ano pasado pola súa recente actividade benéfica, que cae á sexta posición. Outros alumnos destacados por 02138 (código postal da Universidade de Harvard) son o candidato a liderar o Partido Demócrata na vindeiras eleccións presidenciais, Barak Obama, que ocupa o quinto lugar, e o actual presidente de México, Felipe Calderón, o décimo. (em Vieiros.com : http://www.vieiros.com)
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