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segunda-feira, 17 de setembro de 2007

A reforma ortográfica poderá não sair

A unificação ortográfica dos países de língua portuguesa, que vem sendo protelada desde a assinatura do acordo, em 1991, "pode nunca entrar em vigor". É o que admitiu hoje o presidente da Comissão de Definição da Política de Ensino, Aprendizagem, Pesquisa e Promoção da Língua Portuguesa (Colip), Godofredo de Oliveira Neto. "Não faz sentido começar um acordo de unificação já desunidos", disse ele, sobre o fato de que apenas três dos oito países da Comissão de Países de Língua Portuguesa (CPLP) ratificaram o documento. Para o secretário de Educação Superior do MEC, Ronaldo Motta, que participou da reunião, a adesão de Portugal e Angola, que ainda não ocorreu, é estratégica para a unificação ortográfica. "Favoreceria o intercâmbio cultural, educacional, didático e até econômico do Brasil com os países de língua portuguesa", afirmou.De acordo com Motta, o MEC retomou as discussões para implementação do acordo como parte da política externa do governo Lula, de aumentar a área de atuação do Brasil no continente africano. "Não pode mais acontecer de doarmos livros didáticos para Angola e eles serem queimados porque a ortografia é diferente", disse ele.
A reforma ortográfica, que, entre outros itens abole o trema e os acentos diferenciais, já poderia ter entrado em vigor desde dezembro de 2006, quando São Tomé e Príncipe ratificou o documento. O Brasil foi o primeiro a ratificá-lo, em abril de 2004, seguido de Cabo Verde. Além de Portugal e Angola, faltam ratificar o documento Moçambique, Guiné Bissau e Timor-Leste. Fonte: Estado COMENTÁRIO: Retifico minha opinião: Conversando com o sr. Marciano Moreira, do governo de Cabo Verde, percebi que é melhor para as crianças escrever como se fala, logo, para que escrever "adoptar", "acção"? Nós perdemos os acentos em algumas palavras, eles perdem algumas letras sem função e fica tudo muito melhor e mais prático. Haverá um custo, da adaptação de enciclopédias, dicionários e outros materiais impressos, mas resolve-se logo a questão. Uns dirão que há uma e outra diferença entre o inglês britânico e o americano, o que é verdade, como em Center (EUA) e Centre (UK), color e colour; é mais ou menos a mesma coisa, mas se é possível harmonizar, por que não? 20/9/07 LL.

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