Pesquisar conteúdo deste blog

terça-feira, 11 de setembro de 2007

Na santa paz

Dizem que o que faz o cão bravo é maneira como é tratado. Aí na foto, o pitbull parece tão inofensivo quanto a criança. Talvez, porque qualquer cão submetido a tratamento ou treinamento desumanos tende a se tornar neurótico e agressivo. Aliás, qualquer animal. Seja como for, o governo de Minas Gerais irá obrigar os donos de cachorros das raças pit bull, dobermann e rottweiller a cadastrá-los no Corpo de Bombeiros, e chips deverão ser implantados em todos os cães de médio e grande porte, não obstante a raça. Uma boa medida, porque nos últimos 4 anos foram registrados nada menos de 1.300 ataques em Belo Horizonte.

2 comentários:

  1. Mas destes 1.300 incidentes envolvendo cães e pessoas, quantos podem ser atribuidos as raças que o projeto preve como obrigadas a castração? Qual o percentual correspondente dentro deste universo de incidentes?
    A Forma correta de resolver questões que envelvem ataques de cães passa pela proposição de leis que regulamentem a posse e criação de cães, regulamentando a posse em ambiente domiciliar e definindo a criação com vias a reprodução para canis devidamente registrados nos orgãos cinófilos e orgãos públicos de saúde e vigilância sanitária. Além é claro de criar mecanismos legais eficientes e duros para responsabilizar cívil e criminalmente aqueles que agem com negligência na guarda de animais.
    Leis que visam o extermínio de raças caninas específicas não são uma boa solução, pois em geral são baseados em informações que possuem mais sustentação no senso comum do que em argumentos cinotécnicos. Uma lei de restrição voltada para uma ou outra raça canina específica é falha, na medida em que o número de raças com potencial para causar algum dano físico é grande, sem contar é claro o grande número de exemplares de cães SRD (SEM RAÇA DEFINIDADA), que também possuem compleição física para causar dano.
    Leis que investem de forma radical sob determinada raça canina colabora para o aumento da ignorância popular com relação ao comportamento canino, "sataniza" animais irracionais, aumenta o preconceito contra proprietários de cães destas raças, podendo até de forma inadivertida, dar a sensação de legitimidade a quem considerar que pode agredir animais pertencentes a raça que foi apontada pela lei, podendo esta agressão chegar a atingir até mesmo aos proprietários. Uma lei não pode ser formulada a partir, e exclusivamente atendendo ao clamor popular, pois este em geral é motivado a partir de premissas passionais e não racionais. Os animais dependem da nossa racionalidade e não da nossa truculência e igonorância.

    Ricardo Ventura
    Brasília D.F.

    ResponderExcluir
  2. caro Fabio,

    Seu comentário é bem ponderado, não é o caso de uma "limpeza étnica" de certas raças de cães, e nem é adequado legislar sob o clamor popular, como se faz quase sempre aqui no Brasil. O que eu disse ser uma boa medida, independentemente da raça, é a implantação do chip. Mas isso não significa que eu esteja certo, esse negócio de chip para vigiar pessoas, carros, etc., pode nos tornar vítimas de um Big-brother muito abrangente, e não
    convém que governos controlem sociedades com tanta eficiências assim.

    ResponderExcluir