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sábado, 8 de setembro de 2007

Julgamento sumário

As vaias que os portugueses deram à mãe de Madeleine McCann e as afirmações da Polícia Judiciária constituem um julgamento sumário. Não há crime sem corpo, não há provas da morte de Maddy. Kate e Gerry McCann foram indiciados pela morte da filha, com base em exames de DNA encontrados em um carro alugado pelo casal 25 dias após o sumiço da filha. Ora, se a suspeita, um tanto romântica, de que os dois teriam culpa pela morte acidental da garota, se baseia nisso, como poderiam amostras de sangue em um carro alugado 25 dias depois do alegado sumiço ter a ver com o caso; como o sangue de Maddy teria ido para lá. se ela já estava sumida? Uma publicação portuguesa chegou a dizer que os pais teriam dado uma superdose de sedativos à garota, e ambos são médicos. Agora, fala-se em acidente, um homicído culposo, portanto, mas com que base? A ridícula tese de que o casal teria escondido o corpo da menina e o removido após algumas semanas é afrontosamente absurda; a decomposição do corpo nesse período tornaria o cheiro insuportável, e além disso, os pais estariam se expondo a serem flagrados. Além de tudo, o casal divulgou o caso e fez uma campanha internacional a respeito do desaparecimento de Maddy. Ora, o que um assassino, mesmo não intencional, menos desejaria seria a publicidade do caso; ao contrário, o ideal seria que caísse no esquecimento.

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