A semana que passou foi muito produtiva; serviu, entre outras coisas, para alguns políticos se darem a conhecer mais, digamos, intimamente pelo distinto público eleitor. Aluízio Mercadante, Ideli Salvatti, ambos senadores e abstêmios na sessão que poderia ter resultado na cassação do presidente do Senado, Renan Calheiros são dois exemplos. A prisão do ex-banqueiro Salvatore Cacciola, na Itália, reacende nossa esperança na Justiça; e a maior publicidade sobre o chamado mensalão mineiro refresca a memória a respeito das travessuras do PSDB, partido cujos integrantes são apelidados de tucanos. O senador tucano Eduardo Azeredo terá, finalmente, oportunidade de se explicar nos tribunais, se a denúncia contra ele for aceita, e tudo indica que será. Um alento em nosso monótono - não no sentido da falta de acontecimentos, mas no de sua repetitividade - cotidiano. Em sua música Cotidiano número dois, o grande compositor, poeta e diplomata Vinícius de Morais dizia: mas não tem nada, não, tem o meu violão. Podemos dizer, a respeito das vergonhosas absolvições de nossos políticos, algo parecido: mas não tem nada, não tem a Justiça, que o Supremo Tribunal Federal demonstrou que, quando quer, funciona. Acima, o leitor e a leitora amigos se divirtam com algumas charges, a doce vingança que nos ajuda a suportar o dia-a-dia de inqüidades e cumplicidades dos que nos deveriam representar.
Luiz Leitão.
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