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sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Celular faz mal?

A conversa não é hoje, mas o assunto não tem mais apelo popular. Afinal, há perigo de se vir a ter câncer pelo uso de telefones celulares (telemóveis)? Bem, pesquisadores ingleses dizem que não há evidências de perigo para adultos em um período curto, mas aconselham tirar os aparelhos de crianças menores de oito anos.
Celulares não apresentam riscos de saúde para adultos em curto prazo, mas há discretos indícios de risco de câncer em usuários a longo prazo, diz o estudo que assegura que não há perigo para usuários no prazo de até 10 anos, mas que não descarta a possibilidade de ocorrência de câncer de ouvido ou no cérebro de usuários além de 10 anos. A pesquisa foi conduzida pelo Programa de Pesquisas de Saúde e Telecomunicações Móveis. Então a leve suspeita de ocorrência de câncer no longo prazo é algo que deve ser levado conta. Os pesquisadores deste estudo que durou 6 anos disseram que aprofundarão as pesquisas na próxima fase do programa, em que também examinarão os efeitos dos telefones móveis na saúde das crianças.
O programa, de US$18 milhões é um projeto conjunto do governo e da indústria de telefones móveis, em resposta a uma pesquisa independente feita por Sir William Stewart no ano 2000 a respeito da segurança dos celulares. À época, os estudos não acharam nada errado, mas recomendou-se um aprofundamento no futuro. O relatório apresentado compreende um trabalho baseado em 28 estudos e outras pesquisas feitas em âmbito mundial que procuraram identificar os efeitos dos celulares sobre outros fatores, como pressão sangüínea, funções cerebrais e câncer. A conclusão é que não há evidências de efeitos em curto prazo tanto por aparelhos GSM e G3 como pelas estações radiobase, que retransmitem os sinais de um aparelho para toda a rede. Também não há evidências de efeitos como hipersensibilidade elétrica, fenômeno que atinge 4% da população no Reino Unido, descrito como uma sensação de tontura na presença de sinais elétricos. Todavia, não há certezas a longo prazo. Paul Elliott, epidemologista do Imperial College de Londres diz que em alguns desses estudos, havia um excesso de tumores cerebrais malignos e de neuromas acústicos (cânceres de ouvido). Mas este excesso era pequeno, na fronteira da relevância estatística.
No que diz respeito aos efeitos em crianças, ele diz que até aqui, não se tem evidências de que telefones ou antenas de celulares possam afetá-las. Mas sabe-se que levando-se em conta outros agentes do meio-ambiente, como chumbo, fumaça de cigarro, radiação ultravioleta e radiação ionizante, as crianças reagem de maneira diversa a eles e, geralmente, de maneira mais intensa do que os adultos.
Os cientistas dizem que as descobertas deste grupo não contradizem os conselhos de Sir William, que, em 2005, foi enfático em recomendar aos pais que limitem o uso de celulares pelo filhos por precaução, e aconselharam a não permitir seu uso de forma alguma por menores de 8 anos. Ano que vem, o grupo iniciará uma pesquisa de US$12 milhões com mais de 200 mil usuários de celulares por toda a Europa.
Agora, um pequeno comentário: O sinal dos celulares é nada mais do que ondas de rádio, e a energia de uma onda eletromagnética depende de sua freqüência. O potencial de danos, por sua vez, está ligado à dose de radiação. É por isso que o raio-x em doses eventuais não causa mal, e sua freqüência é muito mais alta do que a dos celulares. Outro exemplo são os fornos de microondas (bastante altas, energéticas)que cozinham os alimentos conforme o tempo de exposição. O motivo pelo qual as ondas não "vazam" dos fornos é que eles são gaiolas de Faraday, que não deixam ondas daquele comprimento passar. Pessoalmente, arriscaria dizer que as crianças podem, eventualmente, falar ao celular, com bastante moderação, o que significa sob supervisão adulta.

5 comentários:

  1. se o seu comentario sobre celular e este eu nao quero nem ver sobre politica.

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  2. Está publicada a sua crítica, mesmo anônima. Mas, embora a postagem seja antiga, o assunto voltou à baila, e as opiniões sobre os danos a longo prazo pelo celular são muito controversas, ainda.

    Quanto à política, talvez você tenha razão; depende de quem lê. Se for com viés ideológico, não vai mesmo gostar.

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  3. falo no celular 8horas por dia faz mal?

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  4. falo no celular 8horas por dia faz mal?

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  5. Bem, 8 horas por dia é bastante tempo, mas os estudos que discutem se isso faz mal ou não reaparecem de vez em quando, sem nenhuma conclusão até agora.

    Nenhuma certeza contra, nem a favor.

    Não se tem notícia de relatos de médicos dizendo que alguém adoeceu por causa do celular.

    Vamos reproduzir aqui um trecho da postagem acima:

    "No que diz respeito aos efeitos em crianças, ele diz que até aqui, não se tem evidências de que telefones ou antenas de celulares possam afetá-las."

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