A invasão dos computadores do Pentágono (EUA) por agentes do Exército Chinês de Libertação do Povo , já comentada aqui no blog, antecedida por outras ocorridas em sistemas do governo alemão dão uma mostra da fragilidade das fronteiras dos países, por mais que se construam muros e se faça o controle de imigrantes. Para atingir e causar danos a uma ou mais nações não é mais necessário sujar as mãos nem derramar sangue, perder tempo com bombas e mísseis teleguiados. A informática dá conta do recado e os autores ainda podem alegar que as ações partiram de hackers comuns, embora a desculpa soe esfarrapada.
A interrupção de sistemas de computação podem literalmente levar um país ao caos, já que hoje tudo é controlado por essas máquinas. Pontes móveis, tráfego aéreo, ferroviário, sistemas de segurança, alarmes, telefonia, bancos, e muito mais.
Por isso mesmo, é inacreditável que agentes terroristas ainda se dêem ao trabalho de manusear explosivos, como estes que foram presos na Alemanha prestes a desencadear um grande atentado.
Mas isto é só um lado da questão, pois existe a ameaça do bioterrorismo. Um agente a serviço de uma organização terrorista poderia facilmente adentrar um país sem ser detido por detectores de metais e raios-x. Que diferença faria para um suicida morrer indo pelos ares como homem-bomba ou através de uma infecção? É isso aí, há pouco tempo um passageiro portador de um tipo virulento de tuberculose atravessou o atlântico em um avião de carreira, deixando em pânico as autoridades. Muitos vírus têm um período de latência durante o qual seus portadores não têm sintomas, logo, são indetectáveis.
Além destas ameaças, a falta de controle dos países é crítica em vários aspectos: há bem pouco tempo, os EUA deram falta de nada menos que 190 mil armas enviadas ao Iraque. Ora, se uma quantidade tal de artefatos simplesmente desaparece, é óbvio que estes sistemas de controle são praticamente amadores.
Ontem mesmo noticiou-se que um avião militar americano sobrevoou 2.500 km do território daquele país carregando foguetes com ogivas nucleares, várias vezes mais poderosas do que as bombas jogadas sobre Hiroshima e Nagasaki. Elas não deveriam jamais ter sido embarcadas naquela aeronave, as ordens eram bem diferentes.
As fronteiras se dissolveram, porque os inimigos são a incompetência, a falibilidade humana, microorganismos e os ciberpiratas. Todos invisíveis.
Por Luiz Leitão
luizmleitao@gmail.com
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