Astronomia, astrofísica, astrogeologia, astrobiologia, astrogeografia. O macro Universo em geral, deixando de lado os assuntos mundanos. Um olhar para o sublime Universo que existe além da Terra e transcende nossas brevíssimas vidas. Astronomy astrophysics, astrogeology, astrobiology, astrogeography. The macro Universe in general, putting aside mundane subjects. A look at the sublime Universe that exists beyond Earth and transcends our rather brief life spans.
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quarta-feira, 5 de setembro de 2007
Aditivos artificiais e a hiperatividade
Novas descobertas a respeito do efeito causado por aditivos artificiais presentes em refrigerantes, sucos, doces e confeitos vieram a público hoje, na Inglaterra, e mostram a ligação entre estes produtos e o comportamento hiperativo e distúrbio do déficit de atenção (DDA). A Agência Regulamentadora de Padrões Alimentícios está alertando os consumidores para que evitem o consumo de produtos contendo certos aditivos se seus filhos apresentarem sinais de hiperatividade ou de DDA.
A publicação de novas recomendações dos serviços de saúde a respeitos destes aditivos é resultado do maior estudo realizado no Reino Unido sobre a ligação entre a hiperatividade a aditivos químicos para alimentos, divulgado hoje no jornal médico Lancet.
Mas o episódio confundiu especialistas e agentes de saúde, que dizem que o governo perdeu a oportunidade de ser mais enérgico e banir os aditivos completamnte, em vez de deixar o encargo para os pais. Os adultos estão sendo aconselhados a verificar a presença de aditivos lendo minuciosamente os rótulos, ainda que vários tipos de doces, sorvetes e bolos sejam vendidos a granel, sem rótulos. O Serviço de Saúde também informou que não emitiria avisos formais acerca das descobertas para professores a respeito do conteúdo de merenda escolar. A Agência governamental informou ontem que está enviando os resultados dos estudos à Agência Européia de Segurança Alimentar, para que ela decida a respeito do banimento como parte de providência para a reavaliação da segurança de todos os alimentos coloridos artificialmente. A hiperatividade é um tipo de comportamento caracterizado por movimentação excessiva, impulsividade e desatenção, e pode prejudicar o aprendizado. A forma mais severa de hiperatividade, o DDA, atinge entre 2,4 e 5% da população. Em sua pesquisa, os cientistas da Universidade de Southampton coletaram informações sobre as reações de 153 crianças de 3 anos e 144 entre 8 e 9 anos a aditivos adicionados a diferentes tipos de bebidas; e concluíram que alimentos artificialmente coloridos e aditivos químicos causavam "efeitos deletérios". As crianças beberam misturas de aditivos, que incluíam colorantes artificiais e o conservante "benzoato de sódio", muito usado em refrigerantes. Tais misturas foram elaboradas para identificar o que uma criança típica ingere durante um dia comum. os resultados do estudo de Southampton mostram que quando uma criança ingeria as bebidas contendo aquelas misturas, havia um aumento na hiperatividade. De qualquer forma, as respostas não foram consistentes no sentido de que algumas crianças reagiam significativamente, ao passo que outras não apresentavam nenhuma reação. O estudo mostrou que a deterioração no comportamento após o consumo de aditivos ocorreu em crianças de um modo geral, e não apenas com aquelas que já tinham comportamento hiperativo. O professor Jim Stevenson, que chefiou as pesquisas disse: "Nós agora temos certeza de que misturas contendo certos colorantes e o conservante benzoato de sódio podem influenciar negativamente o comportamento de crianças. Já havia evidências de que algumas crianças com distúrbios de comportamento poderiam se beneficiar da retirada de sua dieta de alguns tipos de alimentos coloridos artificialmente". Ele disse que este é seu ponto de vista pessoal e que o governo poderia facilmente ter adotado uma linha mais severa e banido os colorantes, embora ele admita que a questão acerca do benzoato de sódio é mais complexa. O dr. Andrew Wadge, cientista-chefe da Agência Reguladora de Alimentos disse: "Nós revisamos nosso aconselhamento aos consumidores: se uma criança mostrar sinais de hiperatividade ou DDA, eliminar os colorantes mencionados no estudo de Southampton poderá trazer benefícios a elas". Ele complementou: "Se os pais estiverem preocupados a respeito de qualquer aditivo, devem se lembrar que, por lei, todos os aditivos dos alimentos devem ser discriminados nos rótulos, para que possam ter a opção de evitá-los". Mais uma vez, cabe lembrar que produtos como sorvetes de massa não têm essas informações por não terem rótulos. O porta-voz do Grupo de Apoio a Crinaças Hiperativas disse: "Esta pesquisa confirma aquilo que muitos de nós já sabia há 30 anos". Mas nós questionamos a maneira como está sendo feito o novo alerta. Não é razoável esperar que pais questionem os professores-coordenadores sobre a presença de aditivos nas merendas escolares. Refrigerantes populares e doces que ainda contêm um ou mais dos aditivos mencionados incluem a Coca-Cola Diet, por exemplo. Richard Watts, coordenador da Campanha Alimentar Infantil declarou: "A "junk food"se afigura prejudicial para a saúde mental das crianças, assim como para sua saúde física". Precisamos ir além e alertar os pais sobre os potenciais problemas de saúde causados pelos aditivos, assim como fazer mais no sentido de convencer as crianças a consumir menos alimentos com aditivos através da restrição de sua propaganda e tornando os rótulos mais claros. A indústria do junk food fatura algo como US$50 bilhões anuais no mundo todo. mas o impacto da pesquisa será ainda mais amplo, afetando toda a indústria de alimentos e bebidas. Julian Hunt, da Associação de Alimentos e Bebidas enfatizou o trabalho que já havia feito para banir os aditivos e completou: " Como indústria responsável, estudaremos detalhadamente os resultados da pesquisa e as empresas usarão os dados em sua revisão das fórmulas dos produtos. A indústria dá ouvidos´às demandas dos consumidores reduzindo o uso de aditivos; já há muitas prateleiras em supermercados com produtos isentos de colorantes artificiais". A Associação Britânica dos Fabricantes de Refrigerantes declarou: "Todos os aditivos, incluindo os colorantes usados em alimentos e bebidas foram aprovados pela FSA como sendo seguros e são cuidadosamente selecionados e monitorados". "Eles são usados para atender às expectativas do público no que diz respeito à aparência e durabilidade (prazo de validade) dos produtos e para ampliar as variedades de escolha disponíveis".
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