O Pânico percorre um circuito cerebral diferente daquele que nos faz sentir ansiedade, segundo um estudo que revela pela primeira vez como as pessoas lidam com uma ameaça que se aproxima. Quando encaram uma ameaça, como um urso, as pessoa mudam seu comportamento dependendo se o animal encontra-se a 15 metros de distância, quando têm noção de sua presença, ou a apenas 1,5 metro, quando terão que lutar ou correr. Ameaças distantes são tratadas pela parte do cérebro responsável pela tomada de decisões complexas, como planejar uma rota de fuga, enquanto reações ao perigo mais próximo são executadas por uma região mais antiga, que são os mecanismos de luta ou fuga. Embora essa resposta em dois passos ou momentos tenha ajudado nossos ancestrais a sobreviver, o achado pode ajudar a explicar por que algumas pessoas sofrem de distúrbios de ansiedade, ligados a um defeito no circuito onde se desenrolam as reações a ameaças distantes, e ataques de pânico, relacionados ao outro circuito, o dos perigos imediatos. O grupo de pesquisas da London College University utilizou nos estudos um jogo eletrônico de computador do tipo "Pac Man", no qual sujeitos são caçados através de um labirinto por um inimigo artificial, um predador - um ponto vermelho - e, quando são pegos, recebem um leve choque elétrico na mão. O dr. Dean Mobbs e seus colaboradores mediram a atividade cerebral dos pesquisados e reportaram, na revista Science, que quando o predador artificial estava desligado, havia atividade nas partes inferiores do córtex pré-frontal, que fica atrás das sobrancelhas. A atividade nessa área aumenta durante a ansiedade e ajuda a controlar estratégias de resposta à ameaça. No entanto, à medida que o predador se aproxima, a atividade cerebral passa para a região conehcida como cinza paraquedutal, associada ao comportamento mais primitivo. Está área está ligada ao mecanismos de resposta rápida, como luta, vôo e paralisia. Também está associada ao analgésico natural do organismo, a analgesia opióide, que prepara o corpo para reagir à dor. "Sem o medo, os animais não reagiriam a ameaças. Está é uma estratégia de sobrevivência pouco efetiva, que prediz mais que o animal será devorado e não transmitirá seus genes"." A estratégia mais eficaz dependerá do nível de ameaça que é percebido. Isto faz sentido porque, às vezes, estar apenas ciente de um perigo é suficiente, mas em outras ocasiões é necessária uma reação rápida." "Quanto mais perto uma está uma ameaça, mais impulsiva será a resposta - na verdade, haverá menos livre-arbítrio." "Quando nossos mecanismos de defesa não funcionam direito, poderá haver um exagero na capacidade de estimar a ameaça, levando a um nível de ansiedade aumentado, e, em casos extremos, ao pânico." "Embora imagens do cérebro como estas nossas não possam ajudar diretamente a curar estas patologias, elas podem melhorar nossa compreensão sobre como o sistema emocional funciona." "Este é o primeiro passo para ajudar as pessoas que sofrem de transtornos de ansiedade."
" This is the first step to helping people with anxiety-related disorders."
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