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sábado, 25 de agosto de 2007

Os sucessores da Aids

Dentro de uma década, o mundo deverá enfrentar novas ameças de doenças tão letais quanto a Aids, SARS e Ebola, disse a maior autoridade mundial em saúde, ao alertar que doenças têm se espalhado mais rapidamente do que em qualquer outro tempo na história da humanidade.
Segundo o relatório anual da Organização Mundial de Saúde (OMS), novas patologias têm surgido em um ritmo sem precedentes, de uma a cada ano, e cada vez se tornando mais difíceis de tratar. A OMS pinta um quadro sombrio das futuras ameaças à saúde, com a ciência lutando para se manter em dia com as ameaças, enquanto as doenças vão se tornando cada vez mais resistentes às drogas. Um das causas são os vôos de aviões de carreira, que já contam 2 bilhões de passageiros por ano, um eficientíssimo mecanismo para a rápida disseminação de doenças pelos continentes. Novos males que sejam considerados uma súbita ameaça em um canto qualquer do planeta estarão somente a "algumas horas" - de avião - distantes de se tornar uma ameaça em outro ponto do globo, diz a OMS. "Ocorreram mudanças profundas na forma como a humanidade habita o planeta", disse Margaret Chan, diretora geral da OMS. " A situação das doenças é qualuqer coisa, menos estável. Aumento populacional, invasão de áreas antes inabitadas, urbanização acelerada, práticas agropecuárias muito intensas, degradação do meio-ambiente e mau uso de antimicrobianos causaram o desequilíbrio no mundo dos microorganismos. O ritmo de surgimento de novas doenças, uma por ano, não tem precedentes.
O relatório, "Um futuro mais seguro" identifica 40 patologias que eram desconhecidas há uma geração, e revela que durante os cinco últimos anos, a OMS identificou 1.100 surtos epidêmicos no mundo inteiro. Cólera, febre amarela e meningite meningocócica sofreram um repique nos últimos 25 anos do século passado. Síndrome Aguda Respiratória Severa (SARS) e gripe aviária em humanos ainda têm potencial de causar uma devastação mundial. Doenças virais como o Ebola, febre hemorrágica do vírus Marburg e o vírus Nipah se afiguram ameaças à segurança da saúde pública global. O uso do vírus da varíola pelo bioterrorismo em particular, é uma grave ameaça; autoridades no mundo todo trabalham em conjunto no combate ao bioterrorismo, como o que ocorreu com as cartas com ameças de Antraz após o 11 de setembro de 2001. Uma pandemia de gripe afetaria mais de 1,5 bilhão de pessoas, 25% da população mundial, ou praticamente o equivalente a toda a população da China. Ainda que a eventual doença seja moderada em si, os distúrbios sociais e econômicos seriam enorme. E, acrescenta o relatório da OMS: Seria algo extremamente ingênuo e inconseqüente presumir que não haverá outra doença como a Aids, o Ebola ou a SARS, mais cedo ou mais tarde. "A preparação para tais eventos exigirá uma inédita colaboração global e política", alerta o relatório. "Nenhum país, não obstante quão cuidadoso com a saúde e tecnologicamente avançado seja, poderá prevenir, detectar e responder a todas as ameaças à saúde pública". A OMS conclama a um esforço internacional conjunto para a troca de informações. A cooperação será fundamental na prevenção deste riscos.
As preocupações acerca dos efeitos das viagens internacionais na disseminação de patologias se mostraram evidentes em junho, quando um cidadão americano, Andrew Speaker, de 31 anos, portador de uma espécie altamente contagiosa e fatal de tuberculose, embracou em um vôo internacional. As autoridades americanas identificaram e vigiaram todos os passageiros que compartilharam um dos dois vôos transatlânticos de Speaker, que contraiu a forma XDR, resistente a drogas, do bacilo da tuberculose quando estava em lua-de-mel na Europa. Ele retornou via Montreal para evitar as autoridades dos EUA, que haviam lhe ordenado que permanecesse em quarentena e não lhe teriam permitido pegar o vôo, presumiu. na África do Sul, a Justiça determinou a detenção de pessoas portadoras da mesma vairiante da tuberculose para prevenir sua disseminação, em virutde dos receios de que haveria mais gente do que as que foram oficialmente diagnosticadas, que não informaram as autoridades. A variante XDR do bacilo da tuberculose é uma doença altamente infecciosa que se dissemina por gotículas espalhadas no ar e é fatal para 98% dos infectados num prazo de duas semanas. os especialistas acreditam que ele surgiu em conseqüência do uso inapropriado e abusivo de antibióticos no tratamento da tuberculose comum.

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