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quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Nordeste, sem pressa...

O ministro da Saúde descarta intervir nos Estados em crise na saúde, dizendo que a situação no Nordeste reflete o problema de subfinanciamento crônico da saúde. Mas como, e a CPMF, não é para isso? Alagoas decretou estado de calamidade pública, e ele diz que o melhor saída é o trabalho conjunto. Que trabalho, se estão em greve?? "A experiência do Rio mostrou que toda a intervenção é muito dramática os resultados sempre ficam aquém do que você considera razoáveis", disse ele. Temporão afirmou que os problemas enfrentados atualmente pelos Estados do Nordeste têm de ser tratados de forma ampla. Para ele, é evidente que funcionários ganham mal. "A reivindicação é justa. A questão é a maneira como eles estão se colocando para resolver a questão salarial." Para o ministro, o movimento de greve na área de saúde precisa ser repensado, rediscutido. Isso é conversa de quem quer resolver a questão? Quantos irão morrer enquanto se "pensa" no assunto?
Agora tem PAC da saúde, também... Ele diz que Estados e municípios deixam de empregar 5 bi por ano na saúde. Como "deixam" de empregar? Pessoas morrem e a singela explicação é essa? Não, o nome disso é descaso, incompetência e negligência. Em Alagoas, os médicos querem 50% de reajuste. O governo oferece apenas 5%. É evidente que com essa disparidade de intenções não haverá acordo nunca. Mas as pessoas estão lá, doentes. A secretaria de Saúde de João Pessoa pretende transferir para Recife e Natal pacientes que estão na lista de espera para cirurgias de alta complexidade, como as cardiovasculares. Mas os hospitais do Recife estão superlotados!! Os médicos se negam a atender, sob alegação de que a tabela do SUS está defasada em 120%. O ministério da Saúde recomenda que, para cada 600 mil habitantes, haja um hospital capacitado para atendimentos cardiovasculares, o que obrigaria o Estado a ter seis unidades. A Paraíba tem apenas três. Eis aí o princípio do apagão da Saúde.

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