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quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Espiritismo

Você acredita que haja vida após a morte? E, havendo, crê que os espíritos possam se comunicar com os vivos? Essas perguntas não têm nada de original, volta e meia um jornal ou revista publica algo do tipo. Vou contar aqui minha experiência, as dúvidas e as conclusões que tirei.
Quando perdi um irmão, em 2000, senti muita angústia e tive aquela insuportável sensação de perda. Ele ia ocasionalmente a um centro espírita, o Grupo Noel. Pensando nisso, fui até lá me informar acerca de psicografia, e me foi dito que seria preciso esperar um ano após o falecimento para se tentar um contato. Quando foi a época certa, voltai lá, com o atestado de óbito e ganhei um papelote com o nome dele, a data de falecimento e o meu primeiro nome. Iniciada a sessão, com vários médiuns, as papeletas entregues a eles, eu o vi começar a escrever rapida e continuamente, uma pessoa ao lado ia trocando as folhas de papel sulfite à medida em que eram preenchidas. O detalhe que chama atenção é a velocidade da escrita, ininterrupta. Não dava tempo para a pessoa que escrevia, o médium, pensar no que ia pôr no papel. Ao final, recebi minha mensagem, nove folhas no total, mas as letras eram bem grandes, de modo que as palavras ocupavam bastante papel. O que me deixou impressionado, porque os nomes das minhas duas sobrinhas foram mencionados e grafados corretamente. Era uma mensagem genérica, e é necessário dizer que a médium que fizera aquela psicografia conhecia minhas sobrinhas, mas são muitas pessoas que freqüentam o centro, e já fazia muito tempo que elas não iam lá. Pode ser que a médium se recordasse dos nomes e da ordem em que eles costumam ser citados na família, o da mais velha primeiro, sempre. Outras mensagens foram recebidas, algumas sutis, que, no contexto, poderiam significar algo. Não me convenci, mas também não posso dizer que esteja convicto de que não eram verdadeiras as mensagens. Hoje, não tenho mais curiosidade ou necessidade de tentar esses contatos, simplesmente penso que é possível, o que não quer dizer provável. Bem, talvez querer provas disso seja demais. Uma coisa é certa: o espiritismo não censura ninguém, ao contrário aceita e procura compreender todos do jeito que são. Não pede dinheiro nem fatura com cerimônias. Se é que pode ser considerado uma religião, e isso não é o que realmente importa, é algo que faz bem porque ensina valores como compreensão, aceitação, humildade, perseverança, amor, solidariedade. Afinal, o que é que uma pessoa procura quando vai fazer terapia, psicanálise? Compreensão, autoconhecimento, aceitação, ser visto sem censura nem preconceito, ser ouvido com isenção, resolver seus conflitos. Não há pecados, mas, sim, condutas adequadas ou não, de acordo com as circunstâncias.

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