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segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Dependência tecnológica

Tudo o que vicia as pessoas é insidioso, a droga, o jogo, o cigarro, a bebida. Quando se percebe, e, às vezes, as pessoas nem se dão conta, a dependência já se instalou. Com a tecnologia não é diferente, um terço dos trabalhadores em escritórios já padecem do estresse de e-mail, mas não são apenas eles, também há tecnodependentes entre os usuários de telefone celular e da internet, gente que não suporta ficar longe, desconectado, e é claro que a conexão sem-fio ajudou a piorar as coisas. Um terço dessas pessoas verificam sua caixas postais a cada quinze minutos, e dois terços o fazem ao menos uma vez por hora. Uns chegam a ficar angustiados quando impedidos de acessar suas caixas postais, como quando estão em reuniões, audiências. No extremo, há quem verifique suas mensagens 40 vezes em uma hora. Além da agonia para ler os e-mails, sobrevém a ansiedade por respondê-los logo. Pois é, vivemos a era da hiperinformação; há quem apresente outra forma do distúrbio: a necessidade de acessar os sites dos jornais com alta freqüência, em busca das últimas notícias. Isso é como droga, não se pode forçar a abstinência repentina, é preciso ir dessensibilizando os usuários, algo como uma terapia comportamental.

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