Os soldados americanos no Iraque têm enfrentado um inimigo persistente, que nem sequer precisa empunhar armas: o esgotamento, tão intenso que alguns têm recorrido a bebidas energéticas para enfrentar o dia. A crise parece não ter fim, deserções e fugas têm aumentado significativamente.Estes homens têm dormido, quando o conseguem, cerca de quatro horas, cumprindo escalas de serviço de cinco dias por dois de descanso, em termos, porque ainda tem de lavar suas roupas. Todo um exército literalmente exaurido, o que é uma grave desvantagem em combate. Uma força armada de aparências, porque totalmente esgotada, uma face ocultada da mídia. Para os comandantes, números, apenas.
Os soldados no inferno iraquiano enfrentam mais problemas do que o cansaço e o estresse causado pela ameaça constante e a necessidade de estar alerta o tempo todo: são divórcios, filhos nascidos sem ainda ter conhecido os pais, saudades da namorada.
Apenas um terço das forças americanas pode ser considerado pronto para o combate; há um déficit de cerca de três mil oficiais, e os conflitos no Iraque e Afeganistão já levaram à destruição de 40% do equipamento bélico das forças americanas, ao custo de US$212 bilhões.
Distúrbios do sono e outros transtornos psíquicos, causados também pela visão de colegas feridos ou mortos têm sido comuns. Os inimigos são indistinguíveis, não usam uniformes, estão em toda parte, a tensão é enorme.
A questão é tão grave que os cuidados no alistamento de soldados foram relaxados, não mais se investiga tão a fundo o estado psicológico daqueles que irão empunhar um fuzil e zelar pela segurança dos companheiros.
Infinitamente pior que o Vietnam, a intervenção americana no Iraque tem outro agravante: não há, no horizonte, a opção de sair, a menos que se esteja disposto a pagar o preço político de uma guerra civil ainda pior do que os atuais embates entre as forças de ocupação e os insurgentes, muito bem armados com os milhares de armas de cujo extravio os americanos acabam de se dar conta.
Três ataques perpetrados por suicidas que dirigiam caminhões-bomba atingiram seguidores de uma antiga seita religiosa no Norte do Iraque, matando pelo menos 175 pessoas e ferindo outras 200, informou o exército iraquiano. Isso foi hoje, 14/8/07, agora imaginem quando os EUA saírem.
ResponderExcluir