Pesquisar conteúdo deste blog

sábado, 25 de agosto de 2007

Células-tronco híbridas

Se a questão das células-tronco embrionárias já era uma encrenca danada, agora terá tudo para ficar ainda mais complicada. Os principais cientistas britânicos que atuam nas pesquisas com células-tronco (CT) estão pleiteado o direito de criar o primeiro embrião híbrido animal-humano para pesquisas médicas, usando óvulos de vacas mortas. O comitê da Autoridade de Fertilização e Embriologia irá anunciar sua decisão na semana que vem, dizendo se dará ou não permissão aos laboratórios ingleses para criar embriões híbridos com o fim de desvendar o mecanismo de certas doenças de origem genética. A questão é controversa porque envolve cientistas pegarem um óvulo animal, remover seu material genético e nele inserir DNA de uma célula humana. Mas atenção: não se trata de um espermatozóide, não é uma fertilização in vitro. A técnica poderá ser usada na criação de células-tronco que farão partde de estudos de doenças genéticas incuráveis como doenças motores neuronais. Seja como for, já está causando controvérsias porque grupos religiosos argumentam que não é ético misturar céluas humanas com animais desta maneira. O cientista Stephen Minger pediu permissão para trabalhar com híbridos, de modo a compreender melhor um leque de doenças neurológicas, inclusive Alzheimer e doenças motoras neuronais. Em suas palavras: "Estou prudentemente otimista sobre a probabilidade de conseguir a permissão". Tenho a esperança de encontrar um caminho com essas experiências, poderemos estudar um número de doenças genéticas de maneira mais abrangente a com mais clareza. As descobertas que fizermos a respeito sobre estas células poderão então ser utilizadas para desenvolver terapias para doenças como Alzheimer, que afetam tanta gente, mas para as quais, por enquanto, não há muito o que fazer em termos terapêuticos. Minger, especialista senior em biologia de células-tronco do King's College de Londres, acredita ser muito mais sensato usar híbridos do que empregar um embrião humano, criado a partir de um óvulo e espermatozóide humanos, porque os cientistas poderiam usar óvulos colhidos de ovários de milhares de vacas que são abatidas diariamente. para esse trabalho, necessitaríamos de um número muito maior de embriões para fazer células-tronco, muito mais do que conseguiriam pedindo a mulheres para doar seus óvulos para pesquisas. Células-tronco são células imaturas que podem ser direcionadas para desenvolver diversos tipos de tecido, o que é de suma importância para a pesquisa médica. "Quando falo sobre isso com as pessoas, elas acham esquisito", disse o cientista. "Mas, quando se esclarece a questão, explicando como a coisa funciona, e por que estamos fazendo isso, elas compreendem e acabam concordando que é uma boa idéia". " A mim, parece bastante prático usar óvulos de vacas, que são produto de um processo - a matança de vacas por frigoríficos -, algo que já ocorre". Outro cientista, o professor Robin Lovell-Badge, líder em pesquisas genéticas no Instituto Nacional de Pesquisas Médicas de Londres, disse: " Absolutamente não vejo razão alguma pela qual este tipo de experiências não devam ser levadas a cabo. Penso que cientistas que desejam realizá-las deixaram o assunto muito claro". Recentemente, o governo mudou sua posição a respeito dos híbridos animais-humanos: no começo contra a idéia, agora propõe permitir híbridos parciais, nos quais um conjunto completo de genes humanos é inserido num óvulo animal, apenas com o propósito de pesquisa, através de uma nova Lei de Tecidos e Embriões que seja uma revisão das leis que envolvem o tratamento da infertilidade. Como seria de se esperar, a iniciativa gerou protestos de grupos religiosos e anti-aborto que se opõem a esse tipo de pesquisa. Ativistas "anti-embrio" disseram no começo deste ano que um choque o afto de o governo haver, sob a sua ótica, "se curvado à pressão de um bando aleatório de cinetistas agindo em interesse proprio". A Igreja Católica, é claro, deixou clara a sua oposição. Bispos disseram ao Comitê Parlamentar que está fazendo o projeto de lei para permitir as pesquisas que eles se opõem á criação de qualuqer embrião só para fins de pesquisa - eles acreditam que a vida começa na concepção.
Eles disseram ainda estar ansiosos por limitar a destruiçao de vidas assim que são criadas. Num documento enviado ao Comitê, eles disseram: "No mínimo, embriões com uma preponderãncia de genes humanos deveriam ser considerados embriões de seres humanos, e ser tratados de acordo". É a tal história: em nome do fundamentalismo religioso, são contra tudo e contra todos, não existe uma argumentação honesta, lógica, clara. Contra dogmas não há argumentos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário