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segunda-feira, 9 de julho de 2007

Rússia abre arquivos do stalinismo

Tradução exclusiva do autor deste blogue para os leitores. Fonte: The Guardian, Londres.
Luke Harding, de Petrazavodsk, Federação Russa.
*os arquivos sobre milhões de vítimas da repressão stalinista, inclusive aquelas que pereceram no infausto Gulag foram, segundo o Serviço de Segurança da Rússia (FSB) acaba de anunciar nesta segunda, tornados públicos.
Os documentos, do período entre 1920 e 1950, poderão lançar uma luz sobre os excessos cometidos durante as eras pós-revolucionária e stalinista, inclusive a respeito da coletivização forçada da agricultura levada a cabo por Stálin no começo dos anos 30, na qual cerca de 10 milhões de pessoas morreram.
Os arquivos, que compreendem cerca de 2 milhões de documentos, cobrem também os expurgos políticos do final da década de 30, quando centenas de milhares de membros do partido foram executados ou enviados de navio aos Gulags.
Todavia, isto não parece uma grande novidade, uma porque o processo de abertura já havia se iniciado no governo Yeltsin; outra, porque ativistas de direitos humanos alegam que a liberação de documentos pode ser discricionária. Além do mais, o FSB disse que os aruivos serão liberados somente para os parentes dos que foram expurgados.
*Tradução de Luiz Leitão*

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