Astronomia, astrofísica, astrogeologia, astrobiologia, astrogeografia. O macro Universo em geral, deixando de lado os assuntos mundanos. Um olhar para o sublime Universo que existe além da Terra e transcende nossas brevíssimas vidas. Astronomy astrophysics, astrogeology, astrobiology, astrogeography. The macro Universe in general, putting aside mundane subjects. A look at the sublime Universe that exists beyond Earth and transcends our rather brief life spans.
sábado, 24 de março de 2018
NGC 602 and Beyond | NGC 602 e além
Próxima às cercanias da Pequena Nuvem de Magalhães, uma galaxia satelite distante cerca de 200 mil anos-luz, situa-se o jovem aglomerado estelar NGC 602. Circundado por gás e poeira natais, NGC 602 é mostrada nesta impressionante imagem da região, obtida através do Hubble, aumentada por imagens em raios X pelo Chandra, e em infravermelho, pelo Spitzer.
Fantasticas cordilheiras e formas voltadas para trás sugerem fortemente que radiações energeticas e ondas de choque das grandes estrelas de NGC 602 erodiram o material formado de poeira e desencadearam uma progressão de formação estelar movendo-se para longe do centro do aglomerado.
À distância estimada da Pequena Nuvem de Magalhães, a foto se espalha por cerca de 200 anos-luz, mas uma atraente variedade de galáxia de fundo são também visiveis nesta nitida visão multicolorida. As galaxias de fundo estão centenas ou milhões de anos-luz além de NGC 602.
Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha
Near the outskirts of the Small Magellanic Cloud, a satellite galaxy some 200 thousand light-years distant, lies 5 million year young star cluster NGC 602. Surrounded by natal gas and dust, NGC 602 is featured in this stunning Hubble image of the region, augmented by images in the X-ray by Chandra, and in the infrared by Spitzer.
Fantastic ridges and swept back shapes strongly suggest that energetic radiation and shock waves from NGC 602's massive young stars have eroded the dusty material and triggered a progression of star formation moving away from the cluster's center.
At the estimated distance of the Small Magellanic Cloud, the Picture spans about 200 light-years, but a tantalizing assortment of background galaxies are also visible in this sharp multi-colored view. The background galaxies are hundreds of millions of light-years or more beyond NGC 602.
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sexta-feira, 23 de março de 2018
Rotating Moon from LRO | A Lua girando, vista pelo LRO
Ninguém, atualmente, vê a Lua girar assim. Isso porque a Lua está gravitacionalmente travada à Terra, mostrando-nos apenas um de seus lados.
Com a moderna tecnologia, no entanto, combinada com varias imagens detalhadas enviadas de volta pelo Orbitador de Reconhecimento Lunar (LRO), um filme em alta resolução de uma Lua virtual foi composto.
Este video de lapso temporal começa com uma vista padrão da Lua a partir da Terra. Rapidamente, no entanto, Mare Orientale, uma grande cratera com um centro escuro que é dificil de ver a partir da Terra, gira tornando-se visivel logo abaixo do equador.
De um mês lunar inteiro condensado em 24 segundos, o video claramente mostra que o lado da Lua virado para a Terra contém uma abundancia de escuras marias lunares, enquanto a face oculta é dominada por brilhantes altiplanos lunares. Atualmente, mais de 20 novas missões à Lua estão em desenvolvimento ativo em quatro paises diferentes, a maiorias dos quais têm datas de lançamento esperadas neste ano ou no proximo.
Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha
No one, presently, sees the Moon rotate like this. That's because the Earth's moon is tidally locked to the Earth, showing us only one side.
Given modern digital technology, however, combined with many detailed images returned by the Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO), a high resolution virtual Moon rotation movie has been composed.
The above time-lapse video starts with the standard Earth view of the Moon. Quickly, though, Mare Orientale, a large crater with a dark center that is difficult to see from the Earth, rotates into view just below the equator.
From an entire lunar month condensed into 24 seconds, the video clearly shows that the Earth side of the Moon contains an abundance of dark lunar maria, while the lunar far side is dominated by bright lunar highlands. Currently, over 20 new missions to the Moon are under active development from four different countries, most of which have expected launch dates either this year or next.
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quinta-feira, 22 de março de 2018
Catalog Entry Number 1 | Registro numero 1 dos catalogos
Toda jornada começa com um primeiro passo, e todo catálogo, com um primeiro registro. Os primeiros registros em seis conhecidos catalogos do ceu profundo aparecem nesses paineis, do canto superior esquerdo ao inferior direito, em ordem cronologica de publicação original dos catalogos.
De 1774, o registro numero 1 no catalogo de Charles Messier é M1, o famoso crustáceo cosmico e remanescente de supernova Nebulosa do Caranguejo.
O Novo Catalogo Geral (NGC) de J.L.E. Dreyer (não tão novo) foi publicado em 1888. Uma galaxia espiral em Pegaso, sua NGC 1 está centralizada no painel seguinte. Logo abaixo dela no quadro está outra galaxia espiral, catalogada como NGC 2. No Catalogo de Indice de continuidade de Dreyer (painel seguinte), IC 1 é, na verdade, uma esmaecida estrela dupla.
Agora reconhecida como sendo parte do complexo de nuvens moleculares de Perseu, a escura nebulosa Barnard 1 inicia a fila inferior de Marcas Escuras no Céu, um catalogo de 1919 por E.E. Barnard. Abell 1 é um distante aglomerado galactico em Pegaso, do catalogo de Ricos Aglomerados Galacticos de George Abell, de 1958.
O painel final é centralizado em vdB 1, do estudo de Sidney van den Bergh de 1966. A bonita nebulosa azul de reflexão é encontrada na constelação de Cassiopeia.
Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha
Every journey has first step and every catalog a first entry. First entries in six well-known deep sky catalogs appear in these panels, from upper left to lower right in chronological order of original catalog publication.
From 1774, Charles Messier's catalog entry number 1 is M1, famous cosmic crustacean and supernova remnant the Crab Nebula.
J.L.E. Dreyer's (not so new) New General Catalog was published in 1888. A spiral galaxy in Pegasus, his NGC 1 is centered in the next panel. Just below it in the frame is another spiral galaxy cataloged as NGC 2. In Dreyer's follow-on Index Catalog (next panel), IC 1 is actually a faint double star, though.
Now recognized as part of the Perseus molecular cloud complex, dark nebula Barnard 1 begins the bottom row from Dark Markings of the Sky, a 1919 catalog by E.E. Barnard. Abell 1 is a distant galaxy cluster in Pegasus, from George Abell's 1958 catalog of Rich Clusters of Galaxies.
The final panel is centered on vdB 1, from Sidney van den Bergh's 1966 study. The pretty, blue galactic reflection nebula is found in the constellation Cassiopeia.
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astronomia
terça-feira, 20 de março de 2018
Chicagohenge: Equinox in an Aligned City | Chicagohenge: Equinócio en uma cidade alinhada
Às vezes, de certa forma, Chicago é como um Stonehenge moderno. O caminho é de leste para oeste, e o dia é hoje. Hoje, e em todos os equinócios, o Sol irá se por exatamente no oeste, em todos os cantos da Terra.
Portanto, hoje, em Chicago, o Sol irá se por diretamente sobre a longa grade de ruas e predios equatorialmente alinhadas, um evento chamado #chicagohenge (há também o Manhattanhenge).
Esta foto é de um Chicago Henge tirada durante o ultimo equinocio em meados de setembro de 2017 ao longo de parte de Upper Wacker Drive. Muitas cidades, no entanto, tem ruas e outras caracteristicas que são bem alinhadas ao eixo de rotaçao da Terra. Portanto, muito possivelmente, sua rua favorita também pode estar no sentido leste-oeste. Hoje à noite, ao por-do-sol, com um rapido olhar, voce poderá descobrir.
Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha
Sometimes, in a way, Chicago is like a modern Stonehenge. The way is east to west, and the time is today. Today, and every equinox, the Sun will set exactly to the west, everywhere on Earth.
Therefore, today in Chicago, the Sun will set directly down the long equatorially-aligned grid of streets and buildings, an event dubbed #chicagohenge (There's also the Manhattanhenge).
Featured here is a Chicago Henge picture taken during the last equinox in mid-September of 2017 looking along part of Upper Wacker Drive. Many cities, though, have streets or other features that are well-aligned to Earth's spin axis. Therefore, quite possibly, your favorite street may also run east - west. Tonight at sunset, with a quick glance, you can actually find out.
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curiosidades
The Crab from Space | O Caranguejo visto do espaço
A Nebulosa do Caranguejo é catalogada como M1, o primeiro objeto da famosa lista de Charles Messier, de coisas que não são cometas. Na verdade, sabe-se agora que o Caranguejo é o remanescente de uma supernova, detritos em expansão oriundos da explosão mortífera de uma estrela de grande massa.
Esta intrigante imagem em cores artificiais combina dados de observatorios baseados no espaço, o Chandra, o Hubble e o Spitzer, para explorar a nuvem de detritos em luz de raios X (azul-branco), optica (roxo), e infravermelha (rosa).
Um dos mais exóticos objetos conhecidos dos astronomos modernos, o Pulsar do Caranguejo, uma estrela de neutrons que gira ao ritmo de 30 vezes por segundo, é o ponto branco proximo ao centro da foto.
Como um dinamo cosmico, esses remanescentes colapsados do nucleo estelar alimenta as emissões do Caranguejo através do espectro eletromagnetico. Espalhando-se por cerca de 12 anos-luz, a Nebulosa do Caranguejo está distante 6.500 anos-luz, na constelação do Touro.
Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha
The Crab Nebula is cataloged as M1, the first object on Charles Messier's famous list of things which are not comets. In fact, the Crab is now known to be a supernova remnant, expanding debris from the death explosion of a massive star.
This intriguing false-color image combines data from space-based observatories, Chandra, Hubble, and Spitzer, to explore the debris cloud in X-rays (blue-white), optical (purple), and infrared (pink) light.
One of the most exotic objects known to modern astronomers, the Crab Pulsar, a neutron star spinning 30 times a second, is the bright spot near picture center.
Like a cosmic dynamo, this collapsed remnant of the stellar core powers the Crab's emission across the electromagnetic spectrum. Spanning about 12 light-years, the Crab Nebula is 6,500 light-years away in the constellation Taurus.
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segunda-feira, 19 de março de 2018
The Seagull and the Duck | A Gaivota e o Pato
Vistas como uma gaivota e um pato, estas nebulosas não são as unicas nuvens cosmicas a evocar imagens de voos. Mas ambas estão fazendo seus caminhos através dessa ampla paisagem celestial, espalhando-se por quase 7 graus através do ceu noturno do planeta Terra, na direção da constelação do Cão Maior.
A grande Gaivota (topo ao centro) em si é composta de duas importantes nebulosas de emissões catalogadas. A mair brilhante, NGC 2327, forma a cabeça, com a mais difusa IC 2177 como as asas e corpo. Impressionante, a envergadura de asa da gaivota corresponderia a cerca de 250 anos-luz à distância estimada da nebulosa, de 3.800 anos-luz.
No canto inferior direito, o Pato aparenta ser muito mais compacto, e se espalharia por apenas cerca de 50 anos-luz, dada sua distancia estimada de 15.000 anos-luz. Soprada por ventos energeticos de uma estrela quente extremamente massiva proxima ao seu centro, a nebulosa do Pato é catalogada como NGC 2359. O esguio corpo do pato e as partes aladas também lhe dão um apelido um pouco mais emocionante, o Elmo de Thor.
Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha
Seen as a seagull and a duck, these nebulae are not the only cosmic clouds to evoke images of flight. But both are winging their way across this broad celestial landscape, spanning almost 7 degrees across planet Earth's night sky toward the constellation Canis Major.
The expansive Seagull (top center) is itself composed of two major cataloged emission nebulae. Brighter NGC 2327 forms the head with the more diffuse IC 2177 as the wings and body. Impressively, the Seagull's wingspan would correspond to about 250 light-years at the nebula's estimated distance of 3,800 light-years.
At the lower right, the Duck appears much more compact and would span only about 50 light-years given its 15,000 light-year distance estimate. Blown by energetic winds from an extremely massive, hot star near its center, the Duck nebula is cataloged as NGC 2359. Of course, the Duck's thick body and winged appendages also lend it the slightly more dramatic popular moniker, Thor's Helmet.
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domingo, 18 de março de 2018
Arcs, Jets, and Shocks near NGC 1999 | Arcos, jatos e choques proximos a NGC 1999
Este cativante conjunto de nebulosas e estrelas pode ser encontrado a cerca de dois graus ao sul da famosa nebulosa Orion de formação estelar. Na região há uma abundancia de jovens estrelas energeticas que produzem jatos e fluxos de saída que passam através do material circundante à velocidade de centenas de quilometros por segundo.
A interação cria ondas de choque luminosas chamadas objetos Herbig-Haro (HH). Por exemplo, o gracioso arco que fui bem à direita do centro está catalogado como HH 222, também chamado Nebuosa da Cachoeira.
Visto abaixo da Cachoeira, HH 401 tem um caracteristico formato de cone. A brilhante nebulosa azulada abaixo e à esquerda do centro é NGC 1999, uma nuvem de poeira cosmica que reflete a luz de uma estrela variavel incrustrada. Toda essa vista cosmica estende-se por mais de 30 anos-luz, perto da borda do Complexo de Nuvens Moleculares de Orion, distante uns 1.500 anos-luz.
Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha
This tantalizing array of nebulas and stars can be found about two degrees south of the famous star-forming Orion Nebula. The region abounds with energetic young stars producing jets and outflows that push through the surrounding material at speeds of hundreds of kilometers per second.
The interaction creates luminous shock waves known as Herbig-Haro (HH) objects. For example, the graceful, flowing arc just right of center is cataloged as HH 222, also called the Waterfall Nebula.
Seen below the Waterfall, HH 401 has a distinctive cone shape. The bright bluish nebula below and left of center is NGC 1999, a dusty cloud reflecting light from an embedded variable star. The entire cosmic vista spans over 30 light-years, near the edge of the Orion Molecular Cloud Complex some 1,500 light-years distant.
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sábado, 17 de março de 2018
Facing NGC 6946 | De frente para NGC 6946
De nosso ponto de vista na Via Lactea, vemos NGC 6946 de frente. A grande e bela galaxia espiral está localizada à distancia de apenas 10 milhões de anos-luz, atrás de um veu em primeiro plano de poeira e estrelas na alta e distante constelação de Cefeu.
Do nucleo para fora, as cores da galaxia mudam da amarelada luz de velhas estrelas ao centro para os jovens aglomerados estelares azuis e as avermelhadas regiões de formação estelar ao longo dos espaçados e fragmentados braços espirais.
NGC 6946 é tambem brilhante em luz infravermelha e rica em gás e poeira, apresentando uma alta taxa de nascimento e mortalidade estelares. Na verdade, desde o começo do seculo 20, ao menos nove supernovas, que são explosões mortais de estrelas de grande massa, foram descobertas em NGC 6946.
Com um diametro de aproximadamente 40.000 anos-luz, NGC 6946 é também chamada a galáxia dos Fogos de Artificio. Este notavel retrato de NGC 6946 é uma composição que inclui dados de imagens obtidos através do Telescopio Subaru, de 8,2 metros, em Mauna Kea, Havaí.
Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha
From our vantage point in the Milky Way Galaxy, we see NGC 6946 face-on. The big, beautiful spiral galaxy is located just 10 million light-years away, behind a veil of foreground dust and stars in the high and far-off constellation of Cepheus.
From the core outward, the galaxy's colors change from the yellowish light of old stars in the center to young blue star clusters and reddish star forming regions along the loose, fragmented spiral arms.
NGC 6946 is also bright in infrared light and rich in gas and dust, exhibiting a high star birth and death rate. In fact, since the early 20th century at least nine supernovae, the death explosions of massive stars, were discovered in NGC 6946.
Nearly 40,000 light-years across, NGC 6946 is also known as the Fireworks Galaxy. This remarkable portrait of NGC 6946 is a composite that includes image data from the 8.2 meter Subaru Telescope on Mauna Kea.
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sexta-feira, 16 de março de 2018
Duel Particle Beams in Herbig-Haro 24 | Raios de partículas em duelo em Herbig-Haro 24
Isso pode parecer um sabre de luz de duas lâminas, mas esses dois jatos cosmicos, na verdade, fluem para fora de uma estrela recém-formada em uma galaxia próxima de nós. Construída com dados de imagem obtidos com o Hubble, a impressionante cena se espalha por cerca de meio ano-luz por Herbig-Haro 24 (HH 24), distante uns 1.300 anos-luz, nos criadouros estelares do complexo de nuvens moleculares Orion B.
Oculta da observação direta, a protoestrela central de HH 24 é circundada por poeira e gás frios achadados em um disco de acreção giratório. Quando materiais do disco caem em direção ao jovem objeto estelar, ele se aquecem.
Jatos opostos são soprados ao longo do eixo de rotação do sistema. Atravessando a materia interestelar da região, os estreitos jatos energeticos produzem uma serie de frentes de choque incandescentes pelo caminho.
Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha
This might look like a double-bladed lightsaber, but these two cosmic jets actually beam outward from a newborn star in a galaxy near you. Constructed from Hubble Space Telescope image data, the stunning scene spans about half a light-year across Herbig-Haro 24 (HH 24), some 1,300 light-years away in the stellar nurseries of the Orion B molecular cloud complex.
Hidden from direct view, HH 24's central protostar is surrounded by cold dust and gas flattened into a rotating accretion disk. As material from the disk falls toward the young stellar object it heats up.
Opposing jets are blasted out along the system's rotation axis. Cutting through the region's interstellar matter, the narrow, energetic jets produce a series of glowing shock fronts along their path.
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quinta-feira, 15 de março de 2018
Flying over the Earth at Night II | Sobrevoando a Terra à noite II
Qual seria a sensação de orbitar a Terra? A Estação Espacial Internacional (ISS) faz isso a cada 90 minutos, e, às vezes, os astronautas a bordo registram sequencias de imagens que são transformadas em videos.
Este video de lapso temporal mostra varios espetaculos visuais da Terra escura abaixo. Primeiro, quando o video começa, auroras verdes e vermelhas são visiveis no canto superior esquerdo, acima de nuvens brancas.
Logo aparecem as luzes das cidades, e fica claro que voce esta sobrevoando a America do Norte, finalmente passando sobre a Florida. Na segunda sequencia voce sobrevoa a Europa e a Africa, ao final passando sobre o Rio Nilo.
Os fugazes clarões são relampagos em tempestades. Estrelas ao longe podem ser vistas elevando-se atraves do brilho esverdeado-dourado da atmosfera terrestre.
Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha
What would it be like to orbit the Earth? The International Space Station (ISS) does this every 90 minutes, and sometimes the astronauts on board take image sequences that are made into videos.
The featured time-lapse video shows many visual spectacles of the dark Earth below. First, as the video begins, green and red auroras are visible on the upper left above white clouds.
Soon city lights come into view, and it becomes clear you are flying over North America, eventually passing over Florida. In the second sequence you fly over Europe and Africa, eventually passing over the Nile River.
Brief flashes of light are lightning in storms. Stars far in the distance can be seen rising through the greenish-gold glow of the Earth's atmosphere.
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Night Sky Highlights: March to May | Destaques no céu noturno: De março a maio
O que você poderá ver no céu noturno nos proximos meses? Este grafico mostra alguns destaques. Visto como um relogio centralizado na parte inferior, os eventos celestes em março se distribuem em direção à esquerda; abril, em direção ao topo; e maio, para a direita.
Objetos relativamente próximos à Terra são ilustrados, em geral, como mais proximos à figura do desenho com o telescopio, embaixo, ao centro — embora quase tudo aqui mostrado possa ser visto sem o uso de telescópios.
Entre os destaques no céu nesta estação estão um brilhante Venus no céu noturno durante março, a chuva de meteoros das Líridas durante abril, e Jupiter entrando no ceu noturno durante maio. Como em todas as estações do ano, a Estação Espacial Internacional (ISS) pode, às vezes, ser encontrada vagando através do céu, se você souber apenas quando e onde procurar.
Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha
What might you see in the night sky over the next few months? The featured graphic gives a few highlights. Viewed as a clock face centered at the bottom, sky events in March fan out toward the left, April toward the top, and May toward the right.
Objects relatively close to Earth are illustrated, in general, as nearer to the cartoon figure with the telescope at the bottom center -- although almost everything pictured can be seen without a telescope.
Sky highlights this season include a bright Venus in the evening sky during March, the Lyrids meteor shower during April, and Jupiter entering the evening sky during May. As true in every season, the International Space Station (ISS) can be sometimes be found drifting across your sky if you know just when and where to look.
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quarta-feira, 14 de março de 2018
Phases of the Moon | Fases da Lua
Olhe para a Lua todas a noites, e você verá que sua parte visivel iluminada pelo Sol muda gradualmente. Em fases progressivas, da Lua nova à Lua cheia, e novamente à Lua nova, um ciclo lunar ou lunação é completado em cerca de 29,5 dias.
Do canto superior esquerdo ao inferior direito, esses quadros mostram a faixa de fases lunares por 25 noites consecutivas, começando em 18 de janeiro, numa lunação quase completa. Eles pulam os 2 dias imediatamente posteriores e os 2 anteriores à Lua nova, quando a fase lunar é, no máximo, um fino crescente, próximo ao Sol e muito difícil de se ver.
É claro que o ceú noturno do Arizona, na maior parte das vezes limpido, e alguma ajuda de amigos foram necessários para completar esse projeto de ciclo lunar, com fotos no começo da noite na primeira metade e tarde da noite e no começo da manhã na segunda metade da lunação.
Como crédito extra, o ciclo foi centralizado na Lua Cheia de 31 de janeiro. Aquela foi a segunda Lua cheia de janeiro, quando a Lua estava próxima ao perigeu de sua orbita, e assumiu tonalidades avermelhadas durante um eclipse total lunar.
Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha
Look at the Moon every night and its visible sunlit portion gradually changes. In phases progressing from New Moon to Full Moon to New Moon again, a lunar cycle or lunation is completed in about 29.5 days.
Top left to bottom right, these frames show the range of lunar phases for 25 consecutive nights beginning on January 18, following an almost complete lunation. They skip the 2 days just after and 2 days before New Moon, when the lunar phase is at best a narrow crescent, close to the Sun and really hard to see.
Of course, mostly clear Arizona night skies and a little help from a friend were required to complete this lunar cycle project, imaging in early evening for the first half and late evening and early morning for the second half of the lunation.
For extra credit, the cycle was centered on the Full Moon of January 31. That was the second Full Moon in January, when the Moon was near lunar orbit perigee and took on reddish hues during a total lunar eclipse.
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terça-feira, 13 de março de 2018
The Complete Galactic Plane: Up and Down | O plano galáctico completo: Em cima e embaixo
Acaso seria possivel captar todo o plano da nossa galaxia em uma só imagem? Sim, porém não com uma só exposição — e foi necessário algum planejamento para construir isso com duas. A parte superior desta imagem é o céu noturno sobre o Libano, ao norte do equador, tirada em junho de 2017.
A imagem foi obtida no momento em que a faixa central da Via Lactea passava diretamente acima do fotografo. A metade inferior foi captada de maneira similar, seis meses depois, no Chile, em latitude oposta, ao sul do equador da Terra.
Todas as imagens do ceu noturno foram, portanto, registradas exatamente na direção oposta da outra, quando a metade inteira do plano galactico estava visivel. A metade sul estava então invertida — carro e tudo o mais — e digitalmente unida à metade superior para mostrar toda a faixa central de nossa galáxia, como um circulo, em uma só imagem.
Muitas estrelas e nebulosas são visiveis, com a Grande Nuvem de Magalhães sendo especialmente notavel no interior da metade inferior do circulo galactico completo.
Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha
Is it possible to capture the entire plane of our galaxy in a single image? Yes, but not in one exposure -- and it took some planning to do it in two. The top part of the featured image is the night sky above Lebanon, north of the equator, taken in 2017 June.
The image was taken at a time when the central band of the Milky Way Galaxy passed directly overhead. The bottom half was similarly captured six months later in latitude-opposite Chile, south of Earth's equator.
Each image therefore captured the night sky in exactly the opposite direction of the other, when fully half the Galactic plane was visible. The southern half was then inverted -- car and all -- and digitally appended to the top half to show the entire central band of our Galaxy, as a circle, in a single image.
Many stars and nebulas are visible, with the Large Magellanic Cloud being particularly notable inside the lower half of the complete galactic circle.
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Horsehead: A Wider View | Cabeça de Cavalo: uma visão mais ampla
Dados de imagens combinados obtidos através do grande telescopio VISTA, baseado em solo, e do espacial Hubble, foram usados para criar esta ampla perspectiva da paisagem interestelar em volta da famosa Nebulosa da Cabeça de Cavalo.
Capturada em frequencias de onda próximas ao infravermelho, a nuvem molecular de poeira da região se espalha pelo cenario que cobre um angulo de cerca de dois terços do tamanho da Lua cheia no céu. Da esquerda para a direita, o quadro se estende por pouco mais de 10 anos-luz à distancia estimada de 1.600 anos-luz da Cabeça de Cavalo.
Também chamada Barnard 33, a ainda reconhecível Nebulosa da Cabeça de Cavalo está no canto superior direito, com o brilho próximo ao infravermelho de um pilar de poeira coroado de estrelas recém-formadas. Abaixo e à esquerda, a brilhante nebulosa de reflexão NGC 2023 é, ela própria, o ambiente iluminado de uma jovem e quente estrela.
Nuvens obscurecedoras abaixo da base da Cabeça de Cavalo e nas cercanias de NGC 2023 mostram a caracteristica emissão em vermelho extremo de jatos energeticos, chamados objetos Herbig-Haro, também associados a estrelas recém-formadas.
Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha
Combined image data from the massive, ground-based VISTA telescope and the Hubble Space Telescope was used to create this wide perspective of the interstellar landscape surrounding the famous Horsehead Nebula.
Captured at near-infrared wavelengths, the region's dusty molecular cloud sprawls across the scene that covers an angle about two-thirds the size of the Full Moon on the sky. Left to right the frame spans just over 10 light-years at the Horsehead's estimated distance of 1,600 light-years.
Also known as Barnard 33, the still recognizable Horsehead Nebula stands at the upper right, the near-infrared glow of a dusty pillar topped with newborn stars. Below and left, the bright reflection nebula NGC 2023 is itself the illuminated environs of a hot young star.
Obscuring clouds below the base of the Horsehead and on the outskirts of NGC 2023 show the tell-tale far red emission of energetic jets, known as Herbig-Haro objects, also associated with newborn stars.
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segunda-feira, 12 de março de 2018
Colorful Airglow Bands Surround Milky Way | Coloridas faixas de brilho atmosferico ao redor da Via Lactea
Por que haveria o ceu de brilhar como um gigantesco arco-iris repetitivo? Devido ao brilho atmosferico. O brilho atmosferico ocorre o tempo todo, mas, normalmente, é dificil de ver. Entretanto, uma perturbação — como uma tempestade se aproximando — pode causar perceptiveis ondulações na atmosfera terrestre.
Essas ondas de gravidade são oscilações no ar analogas às que são criadas quando uma pedra é atirada em águas tranquilas. O brilho atmosferico vermelho origina-se, provavelmente, de moleculas de hidroxila, OH, à altitude de uns 87 quilometros, excitadas por luz ultravioleta do Sol, enquanto o brilho atmosferico laranja e o verde são, provavelmente, causados por atomos de sodio e oxigenio a uma altitude ligeiramente maior.
Dirigindo nas proximidades do Lago Keluke, em Qinghai, China, o fotografo originalmente notou, principalmente, a impressionante faixa central da Via Lactea. Ao parar para fotografa-la, surpreendentemente, a imagem que resultou, obtida com a camera sensivel, revelou faixas de brilho atmosferico bastante destacadas, espalhadas por todo o ceu. A imagem foi realçada digitalmente para tornar as cores mais vibrantes.
Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha
Why would the sky glow like a giant repeating rainbow? Airglow. Now air glows all of the time, but it is usually hard to see. A disturbance however -- like an approaching storm -- may cause noticeable rippling in the Earth's atmosphere.
These gravity waves are oscillations in air analogous to those created when a rock is thrown in calm water. Red airglow likely originates from OH molecules about 87-kilometers high, excited by ultraviolet light from the Sun, while orange and green airglow is likely caused by sodium and oxygen atoms slightly higher up.
While driving near Keluke Lake in Qinghai Provence in China, the photographer originally noticed mainly the impressive central band of the Milky Way Galaxy. Stopping to photograph it, surprisingly, the resulting sensitive camera image showed airglow bands to be quite prominent and span the entire sky. The featured image has been digitally enhanced to make the colors more vibrant.
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curiosidades
domingo, 11 de março de 2018
Alborz Mountain Star Trails | Trilhas de estrelas na Montanha Alborz
Coloridas trilhas de estrelas fomam um arco através da noite nesta foto grande angular de uma montanha e da paisagem celeste. De um planeta giratorio, a exposições consecutivas digitalmente acrescentadas foram feitas com uma camera fixada a um tripé e voltada para o sul, por sobre a cadeia montanhosa iraniana Alborz, ao norte.
As estrelas traçam arcos concentricos ao redor do polo sul celestial do planeta, abaixo do horizonte acidentado do cenário. Combinadas, as diversas curtas exposições também mostram as belas cores das estrelas.
As trilhas azuladas são de estrelas mais quentes que o Sol, enquanto as amareladas são de estrelas mais frias. Próxima ao centro a notavel trilha rosada foi traçada pela nebulosa de formação estelar Orion.
Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha
Colourful star trails arc through the night in this wide-angle mountain and skyscape. From a rotating planet, the digitally added consecutive exposures were made with a camera fixed to a tripod and looking south, over northern Iran's Alborz Mountain range.
The stars trace concentric arcs around the planet's south celestial pole, below the scene's rugged horizon. Combined, the many short exposures also bring out the pretty star colours.
Bluish trails are from stars hotter than our Sun, while yellowish trails are from cooler stars. Near the center, the remarkably pinkish trail was traced by the star-forming Orion Nebula.
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sábado, 10 de março de 2018
Passing Jupiter | Passando por Jupiter
Aí vem Jupiter! A espaçonave robotica Juno da NASA está continuando em suas orbitas de 53 dias, altamente alongadas ao redor do maior planeta do Sistema Solar. Este video é do perijove 11, a décima-primeira ver que Juno passou proximo a Jupiter desde que ela chegou, em meados de 2016.
Este filme de lapso temporal e cores realçadas cobre um periodo de cerca de quatro horas e alterna entre 36 imagens da JunoCam. O video começa com Jupiter elevando-se à medida que Juno se aproxima do norte. Quando Juno atinge sua visão mais proxima — de cerca de 3.500 quilometros acoma dos topos das nuvens de Jupiter — a espaçonave captura o grande planeta em incriveis detalhes.
Juno passa por zonas claras e escuros cinturões de nuvens que circundam o planeta, asssim como numerosas tempestades circulares giratorias, muitas das quais são maiores que os furacões na Terra. Após o perijove, Jupiter recua ao longe, agora exibindo as nuvens incomuns que aparecem sobre o sul de Jupiter.
Para obter os dados cientificos desejados, Juno passa tão perto de Jupiter que seus instrumentos podem logo falhar devido à exposição a altos niveis de radiação. Por isso, em parte, a missão Juno está atualmente programada para ser concluída em meados de 2018, no 14º perijove, quando será direcionada para mergulhar na atmosfera de Jupiter e se derreter.
Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha
Here comes Jupiter! NASA's robotic spacecraft Juno is continuing on its 53-day, highly-elongated orbits around our Solar System's largest planet. The featured video is from perijove 11, the eleventh time Juno has passed near Jupiter since it arrived in mid-2016.
This time-lapse, color-enhanced movie covers about four hours and morphs between 36 JunoCam images. The video begins with Jupiter rising as Juno approaches from the north. As Juno reaches its closest view -- from about 3,500 kilometers over Jupiter's cloud tops -- the spacecraft captures the great planet in tremendous detail.
Juno passes light zones and dark belt of clouds that circle the planet, as well as numerous swirling circular storms, many of which are larger than hurricanes on Earth. After the perijove, Jupiter recedes into the distance, now displaying the unusual clouds that appear over Jupiter's south.
To get desired science data, Juno swoops so close to Jupiter that its instruments may soon fail due to exposure to high levels of radiation. Because of this, in part, the Juno mission is currently schedule to conclude in mid-2018, at perijove 14, when the spacecraft will be directed to dive into Jupiter's atmosphere and melt.
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astronomia
quinta-feira, 8 de março de 2018
Cyclones at Jupiter's North Pole | Ciclones no polo norte de Jupiter
Dados do Mapeador Infravermelho de Auroras Jovianas da Juno foram usados para construir essa impressionante vista de ciclones no polo norte de Jupiter. Medindo as emissões térmicas dos topos das nuvens jovianas, as observações em infravermelho não estão restritas ao hemisferio iluminado pela luz solar.
Elas revelam oito caracteristicas ciclonicas que circundam um ciclone com cerca de 4.000 quilometros de diâmetro, logo ao lado do polo norte geografico do planeta gigante. Dados similares mostram um ciclone no polo sul joviano com cinco ciclones circumpolares.
Os ciclones do polo sul são ligeiramente maiores que seus congêneres do norte. Dados da Cassini mostraram que os polos sul e norte do gigante gasoso Saturno têm cada um apenas um sistema de tempestades ciclonicas.
Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha
Juno's Jovian Infrared Auroral Mapper data was used to construct this stunning view of cyclones at Jupiter's North Pole. Measuring the thermal emission from Jovian cloud tops, the infrared observations are not restricted to the hemisphere illuminated by sunlight.
They reveal eight cyclonic features that surround a cyclone about 4,000 kilometers in diameter, just offset from the giant planet's geographic North Pole. Similar data show a cyclone at the Jovian South Pole with five circumpolar cyclones.
The South Pole cyclones are slightly larger than their northern cousins. Cassini data has shown that gas giant Saturn's north and south poles each have a single cyclonic storm system.
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astrometeorologia
quarta-feira, 7 de março de 2018
Southwest Mare Fecunditatis | Mare Fecunditatis no sudoeste
Frank Borman, James Lovell e William Anders viajaram ida e volta da Terra à Lua em dezembro de 1968. Da orbita lunar, a vista que tinham das crateras no Mare Fecunditatis, no sudoeste, é mostrada neste anáglifo estereo, melhor de ver por alguem sentado em cadeiras no planeta Terra através de oculos vermelhos/azuis.
Goclenius é a grande cratera de impacto em primeiro plano. Com cerca de 70 quilometros de diametro, sua superficie inundada de lava é marcada por fissuras ou sulcos, longas e estreitas depressões na superficie.
Cruzando as paredes e picos centrais da cratera, as fissuras formaram-se, provavelmente, depois da cratera. No plano de fundo as duas grandes crateras com solo liso são Colombo A (no alto) e Magalhães. Magalhães A, a cratera de fundo com o assoalho irregular, tem cerca de 35 quilometros de diametro.
Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha
Frank Borman, James Lovell, and William Anders journeyed from Earth to the Moon and back again in December of 1968. From lunar orbit, their view of craters in southwest Mare Fecunditatis is featured in this stereo anaglyph, best experienced from armchairs on planet Earth with red/blue glasses.
Goclenius is the large impact crater in the foreground. About 70 kilometers (45 miles) in diameter its lava-flooded floor is scarred by rilles or grooves, long, narrow depressions in the surface.
Crossing the crater walls and central peaks the rilles were likely formed after the crater itself. In the background, the two large craters with smooth floors are Colombo A (top) and Magelhaens. Magelhaens A, the background crater with the irregular floor, is about 35 kilometers (20 miles) in diameter.
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astronomia
terça-feira, 6 de março de 2018
The Lunar X (V) | O X (V) lunar
O impressionante X nessa paisagem lunar é facilmente visivel atraves de binoculos ou pequenos telescopios, embora poucos o tenham visto. A eogada é que este X lunar é fugaz e só aparente na hora que antecedem a fase lunar do quarto crescente.
Ao longo da linha lunar de sombra entre dia e noite, a ilusão do X é produzida por uma configuração de crateras visivel aqui em direção à esquerda, Blanchinus, La Caille e Purbach.
Proximo à fase quarto crescente da Lua, um astronauta situado proximo à posição das crateras veria o Sol nascendo lentamente, muito proximo ao horizonte. Temporariamente, as paredes das crateras estariam iluminadas pela luz solar, enquanto o solo delas ainda estaria na escuridão.
Vistas do planeta Terra, seções contrastantes de paredes iluminadas contra os solos escuros, por acaso, se parecem notavelmente com um X. Esta nitida imagem do X Lunar foi registrada em 22 de fevereiro. Como bônus, deslize seu olhar pela linha do terminador lunar, e você também poderá identificar o V Lunar.
Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha
The striking X in this lunarscape is easily visible in binoculars or a small telescope, but not too many have seen it. The catch is, this lunar X is fleeting and only apparent in the hours before the Moon's first quarter phase.
Along the shadow line between lunar day and night, the X illusion is produced by a configuration of craters seen here toward the left, Blanchinus, La Caille and Purbach.
Near the Moon's first quarter phase, an astronaut standing close to the craters' position would see the slowly rising Sun very near the horizon. Temporarily, crater walls would be in sunlight while crater floors would still be in darkness.
Seen from planet Earth, contrasting sections of bright walls against the dark floors by chance look remarkably like an X. This sharp image of the Lunar X was captured on February 22nd. For extra credit, sweep your gaze along the lunar terminator and you can also spot the Lunar V.
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astronomia,
curiosidades
segunda-feira, 5 de março de 2018
NGC 613 in Dust, Stars, and a Supernova | NGC 613 em poeira, estrelas, e uma supernova
De onde surgiu aquela mancha? O astronomo amador Victor Buso estava testando uma nova camera em seu telescopio, em 2016, quando notou uma curiosa mancha de luz aperecer — e permanecer. Após relatada essa observação incomum, determinou-se que a mancha era luz proveniente de uma supernova que acabava de se tornar visivel — em um estagio mais anterior do que jamais havia sido fotografado opticamente antes.
As fotos de antes e depois da descoberta, tiradas com um intervalo de uma hora, são mostradas no inserto de uma imagem mais detalhada da mesma galaxia espiral, NGC 613, obtida através do Hubble.
Observações de acompanhamento mostram que SN 2016gkg foi, provavelmente, a explosão de uma estrela supergigante, e Buso, provavelmente, captou o estagio em que a onda de detonação em progresso do nucleo estelar irrompeu pela superficie da estrela.
Uma vez que os astronomos têm passado anos monitorando galaxias em busca de supernovas sem verem tal evento "se iniciar", as chances de Buso capturar este foram comparadas às de ganhar na loteria.
Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha
Where did that spot come from? Amateur astronomer Victor Buso was testing out a new camera on his telescope in 2016 when he noticed a curious spot of light appear -- and remain. After reporting this unusual observation, this spot was determined to be light from a supernova just as it was becoming visible -- in an earlier stage than had ever been photographed optically before.
The discovery before and after images, taken about an hour apart, are shown in the inset of a more detailed image of the same spiral galaxy, NGC 613, taken by the Hubble Space Telescope. Follow-up observations show that SN 2016gkg was likely the explosion of a supergiant star, and Buso likely captured the stage where the outgoing detonation wave from the stellar core broke through the star's surface. Since astronomers have spent years monitoring galaxies for supernovas without seeing such a "break out" event, the odds of Buso capturing this have been compared to winning a lottery.
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astronomia
domingo, 4 de março de 2018
Clouds, Birds, Moon, Venus | Nuvens, pássaros, a Lua e Venus
Às, vezes, o ceu sobre nós pode ser tornar um espetaculo e tanto. No começo de setembro de 2010, por exemplo, a Lua e Venus convergiram, criando, por si só, uma vista e tanto para entusiastas observadores celestes por todo o globo.
De algumas localidades, no entanto, o céu esteve ainda mais pitoresco. Nesta imagem, obtida na Espanha, uma Lua crescente e o planeta Venus, a extrema direita, foram capturados durante o pôr-do-sol contra um profundo céu azul.
Em primeiro plano, escuras nuvens de tempestade pairam pelo fundo da imagem, enquanto nuvem branca em formato de bigorna aparece ao alto. Manchas negras pontilham a imagem, causadas por um bando de passaros alçando voo.
Logo depois de esta foto ter sido tirada, no entanto, os pássaros passaram, a tempestade acabou, a Venus a a Lua se puseram. O brilhante Venus estará novamente visivel logo após o pôr-do-sol neste mês (março de 2018), e irá aparecer bem perto de Mercurio nesta noite, e pelo restante desta semana.
Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha
Sometimes the sky above can become quite a show. In early September of 2010, for example, the Moon and Venus converged, creating quite a sight by itself for sky enthusiasts around the globe.
From some locations, though, the sky was even more picturesque. In the featured image taken in Spain, a crescent Moon and the planet Venus, on the far right, were captured during sunset posing against a deep blue sky.
In the foreground, dark storm clouds loom across the image bottom, while a white anvil cloud shape appears above. Black specks dot the frame, caused by a flock of birds taking flight.
Very soon after this picture was taken, however, the birds passed by, the storm ended, and Venus and the Moon set. Bright Venus is again visible just after sunset this month (2018 March) and will appear quite near Mercury tonight and the rest of this week.
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curiosidades
sábado, 3 de março de 2018
Dueling Bands in the Night | Faixas competindo na noite
O que são essas duas faixas no ceu? A faixa mais comumente avistada é a da direita, a faixa central da Via Lactea. O Sol orbita no disco dessa galaxia espiral, de tal forma que, de dentro, esse disco aparece como uma faixa de intesidade de brilho comparavel, por todo o ceu.
A faixa da Via Lactea também pode ser vista durante o ano todo — quando o observador estiver longe das luzes das cidades. A faixa menos comumente vista, à esquerda, é luz zodiacal — luz solar refletida da poeira que orbita o Sol no Sistema Solar.
A luz zodiacal é mais intensa próximo ao Sol, de forma que é mais visivel pouco antes do nascer-do-sol, ou logo após o pôr-do-sol. No norte, em algumas noites, particularmente durante os meses de março e abril, essa faixa de luz zodiacal pode parecer bastante destacada após o pôr-do-sol.
Determinou-se, recentemente, que a poeira zodiacal foi em sua maior parte expelida por cometas que passaram próximos a Jupiter. Somente em algumas epocas do ano as duas faixas serão visiveis lado a lado, em partes do ceu, como essa.
Aqui, as duas trilhas de luz parecem uma continuação das margens do Rio Liver, em direção ao ceu. Este panorama de exposições consecutivas foi registrado há cerca de três semanas, em North Jutland, Dinamarca.
Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha
What are these two bands in the sky? The more commonly seen band is the one on the right and is the central band of our Milky Way galaxy. Our Sun orbits in the disk of this spiral galaxy, so that from inside, this disk appears as a band of comparable brightness all the way around the sky.
The Milky Way band can also be seen all year — if out away from city lights. The less commonly seem band, on the left, is zodiacal light — sunlight reflected from dust orbiting the Sun in our Solar System.
Zodiacal light is brightest near the Sun and so is best seen just before sunrise or just after sunset. On some evenings in the north, particularly during the months of March and April, this ribbon of zodiacal light can appear quite prominent after sunset.
It has recently been determined that zodiacal dust was mostly expelled by comets that have passed near Jupiter. Only on certain times of the year will the two bands be seen side by side, in parts of the sky, like this.
Here the two streaks of light appear like the continuation of the banks of the Liver River into the sky. The featured panorama of consecutive exposures was recorded about three weeks ago in North Jutland, Denmark.
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astronomia
sexta-feira, 2 de março de 2018
Galaxy NGC 474: Shells and Star Streams | Galaxy NGC 474: conchas e correntes de estrelas
O que está acontecendo com a galaxia NGC 474? As multiplas camadas de emissão parecem estranhamente complexas e inesperadas, dada a aparencia relativamente sem caracteristicas da galaxia eliptica em imagens menos profundas.
O que dá origem às conchas é algo ainda desconhecido, mas, possivelmente, caudas de maré gravitacionais relacionadas a detritos deixados pela absorção de numerosas pequenas galaxias nos ultimos bilhões de anos. Alternativamente, as conchas podem ser como ondulações em um lago, onde a colisão em andamento com a galaxia espiral logo acima de NGC 474 está gerando ondas de densidade para serpentear através do gigante galactico.
Não obstante qual seja a verdadeira causa, esta imagem destaca de forma impressionante o crescente consenso de que ao menos algumas galaxias elipticas se formaram no passado recente, e de que halos externos de galaxias maiores não são, na verdade, simples, mas tem complexidades induzidas por frequentes interações com — e acreações de — galaxias menores proximas.
O halo da Via Lactea é um exemplo dessa inesperada complexidade. NGC 474 espalha-se por uns 250.000 anos-luz e situa-se a cerca de 100 milhões de anos-luz de distancia, na direção da constelação do Peixe (Pisces).
Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha
What's happening to galaxy NGC 474? The multiple layers of emission appear strangely complex and unexpected given the relatively featureless appearance of the elliptical galaxy in less deep images.
The cause of the shells is currently unknown, but possibly tidal tails related to debris left over from absorbing numerous small galaxies in the past billion years. Alternatively the shells may be like ripples in a pond, where the ongoing collision with the spiral galaxy just above NGC 474 is causing density waves to ripple through the galactic giant.
Regardless of the actual cause, the featured image dramatically highlights the increasing consensus that at least some elliptical galaxies have formed in the recent past, and that the outer halos of most large galaxies are not really smooth but have complexities induced by frequent interactions with -- and accretions of -- smaller nearby galaxies.
The halo of our own Milky Way Galaxy is one example of such unexpected complexity. NGC 474 spans about 250,000 light years and lies about 100 million light years distant toward the constellation of the Fish (Pisces).
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