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sábado, 6 de janeiro de 2018

Planets on the Wing | Planetas na asa


Ultimamente, o brilhante Jupiter e o mais apagado Marte têm sido facilmente localizáveis por observadores celestes matinais. Antes do alvorecer de 7 de janeiro, os dois planetas a olho nu atingirão uma conjunção próxima erto do horizonte, separados por apenas 1/4 de grau no céu do pré-alvorecer do leste. 

Aquela separação aparente corresponde a cerca de metade do diâmetro angular de uma Lua cheia. Logo após a ponta da asa de um avião voando a grande altitude nesta foto de começo de manhã em 5 de janeiro, Jupiter (esq.) e Marte (centro) estão também alinhados à bem equilibrada Zubenelgenubi (direita), estrela alfa da constelação de Libra, a Balança. Abaixo estão as luzes da Europa central, próximo a Praga, Republica Checa, planeta Terra.

Tradução da Luiz M. Leitão da Cunha

Lately, bright Jupiter and fainter Mars have been easy to spot for early morning skygazers. Before dawn on January 7 the two naked-eye planets will reach a close conjunction near the horizon, only 1/4 degree apart in predawn eastern skies. 

That apparent separation corresponds to about half the angular diameter of a Full Moon. Just off the wing of a high-flying aircraft in this snapshot from early morning January 5, Jupiter (left) and Mars (middle) are also lined-up with the well-balanced Zubenelgenubi (right), alpha star of the constellation Libra. Below are lights from central Europe near Prague, Czech Republic, planet Earth.

M1: The Incredible Expanding Crab | M1: O Incrivel Caranguejo em expansão


A Nebulosa do Caranguejo está catalogada como M1, a primeira da famosa lista de Charles Messier de coisas que não são cometas. Na verdade, sabe-se agora que o Caranguejo são os restos de uma supernova, a nuvem de detritos em expansão resultante da explosão de uma estrela de grande massa. 

O violento nascimento do Caranguejo foi testemunhado por astronomos no ano 1054. Hoje com mais ou menos  10 light anos-luz de diâmetro, a nebulosa ainda está em expansão, a um ritmo superior a 1.000 quiilometros por segundo. 

Na decada passada, sua expansão foi documenta neste impressionante video de lapso temporal. Em cada ano, de 2008 a 2017, uma imagem foi registrada com o mesmo telescopio e camera de um remoto observatorio na Austria. 

Combinadas no video de lapso temporal, a 10 imagens representam 32 horas de tempo total de integração. Os nitidos quadro processados revelam até a dinamica emissão energetica no interior do Caranguejo em expansão. A Nebulosa do Caranguejo situa-se a cerca de 6.500 anos-luz de distancia, na constelação do Touro.

Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha

The Crab Nebula is cataloged as M1, the first on Charles Messier's famous list of things which are not comets. In fact, the Crab is now known to be a supernova remnant, an expanding cloud of debris from the explosion of a massive star. 

The violent birth of the Crab was witnessed by astronomers in the year 1054. Roughly 10 light-years across today, the nebula is still expanding at a rate of over 1,000 kilometers per second. 

Over the past decade, its expansion has been documented in this stunning time-lapse movie. In each year from 2008 to 2017, an image was produced with the same telescope and camera from a remote observatory in Austria. 

Combined in the time-lapse movie, the 10 images represent 32 hours of total integration time. The sharp, processed frames even reveal the dynamic energetic emission within the incredible expanding Crab. The Crab Nebula lies about 6,500 light-years away in the constellation Taurus.

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Apollo 17 VIP Site Anaglyph | Anáglifo do local VIP da Apollo 17


Pegue seus óculos vermelhos/azuis e veja esta cena estereo do Vale Taurus-Littrow, na Lua! O anáglifo colorido mostra uma visão 3D detalhada do jipe  lunar da Apollo 17 em primeiro plano — atrás do qual estão o Modulo Lunar e distantes colinas lunares. 

Como o munto todo poderia ver o estágio de subida do Modulo Lunar através da camera de TV do jipe, este local de estacionamento foi também chamado o local VIP. Em Dezembro de 1972, os astronautas da Apollo 17 Eugene Cernan e Harrison Schmitt  passaram cerca de 75 horas na Lua, enquanto o colega Ronald Evans a orbitava. 

A tripulação retornou à Terra com 110 quilogramas  de amostras de rochas e solo, mais que qualquer outra nos demais locais de pouso na Lua. Cernan e Schmitt são até  hoje as últimas pessoas e caminhar (ou dirigir) na Lua.

Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha

Get out your red/blue glasses and check out this stereo scene from Taurus-Littrow valley on the Moon! The color anaglyph features a detailed 3D view of Apollo 17's Lunar Rover in the foreground -- behind it lies the Lunar Module and distant lunar hills. 

Because the world was going to be able to watch the Lunar Module's ascent stage liftoff via the rover's TV camera, this parking place was also known as the VIP Site. In December of 1972, Apollo 17 astronauts Eugene Cernan and Harrison Schmitt spent about 75 hours on the Moon, while colleague Ronald Evans orbited overhead. 

The crew returned with 110 kilograms of rock and soil samples, more than from any of the other lunar landing sites. Cernan and Schmitt are still the last to walk (or drive) on the Moon.

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

The Helix Nebula from CFHT | A nebulosa da Helice pelo CFHT


Sera que o Sol será assim um dia? A Nebulosa da Helice  é um dos mais brilhantes e proximos exemplos de nebulosa planetaria, uma nuvem de gas criada no final da vida de estrelas semelhantes ao Sol. 

Os gases externos expelidos para o espaço aparecem de nosso ponto de vista como se nós esivessemos olhando para baixo de uma helice. O nucleo central estelar remanescente, destinado a se tornar uma estrela anã branca, brilha com uma luz tão energetica que faz com que o gas anteriormente expelido se torne fluorescente. 

A nebulosa da Helice, que recebeu a designação tecnica de NGC 7293, situa-se a cerca de 700 anos-luz, na direção da constelação de Aquario, e espalha-se por cerca de 2,5 anos-luz. 

Esta foto foi tirada com o Telescopio Canada-França-Havaí (CFHT), localizado no topo de um vulcão adormecido, no Havaí, EUA. Um close-up da borda interna da Nebulosa da Helice mostra complexos nós de gas de origem desconhecida.

Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha

Will our Sun look like this one day? The Helix Nebula is one of brightest and closest examples of a planetary nebula, a gas cloud created at the end of the life of a Sun-like star. 

The outer gasses of the star expelled into space appear from our vantage point as if we are looking down a helix. The remnant central stellar core, destined to become a white dwarf star, glows in light so energetic it causes the previously expelled gas to fluoresce. 

The Helix Nebula, given a technical designation of NGC 7293, lies about 700 light-years away towards the constellation of the Water Bearer (Aquarius) and spans about 2.5 light-years. 

The featured picture was taken with the Canada-France-Hawaii Telescope (CFHT) located atop a dormant volcano in Hawaii, USA. A close-up of the inner edge of the Helix Nebula shows complex gas knots of unknown origin.

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

To Fly Free in Space | Voando solto no espaço


Come seria a sensação de voar livre no espaço? A cerca de 100 metros do atracadouro de carga do onibus espacial Challenger, Bruce McCandless II viveu este sonho — flutuar, indo mais longe do que qualquer outra pessoa jamais esteve. 

Guiado por uma Unidade de Manobra Trtipulada — Manned Maneuvering Unit (MMU), o astronauta McCandless, nesta foto, flutuava livre no espaço. McCandless e o colega astronauta da NASA Robert Stewart foram os primeiros a experimentar uma "caminhada espacial sem amarras" durante a missão  41-B do Onibus espacial,  in 1984. 

A MMU funcionava expelindo jatos de nitrogenio, e era usada para lançar e resgatar satelites. Com uma massa superior a 140 quilogramas, uma MMU é pesada na Terra, porém, como tudo o mais, não tem peso quando flutuando em orbita. A MMU foi substituida pela unidade mochila de propulsão SAFER.

Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha

What would it be like to fly free in space? At about 100 meters from the cargo bay of the space shuttle Challenger, Bruce McCandless II was living the dream -- floating farther out than anyone had ever been before. 

Guided by a Manned Maneuvering Unit (MMU), astronaut McCandless, pictured, was floating free in space. McCandless and fellow NASA astronaut Robert Stewart were the first to experience such an "untethered space walk" during Space Shuttle mission 41-B in 1984. 

The MMU worked by shooting jets of nitrogen and was used to help deploy and retrieve satellites. With a mass over 140 kilograms, an MMU is heavy on Earth, but, like everything, is weightless when drifting in orbit. The MMU was replaced with the SAFER backpack propulsion unit.

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Grand Spiral Galaxy NGC 1232 | A grande galaxia espiral NGC 1232


Galaxias são fascinantes não só pelo que se vê, mas também por aquilo que, nelas, é invisivel. A grande galaxia espiral NGC 1232, captada em detalhes por uma Telescópios Ultra Grandes, é um bom exemplo. 

A parte visivel é dominada por milhões de estrelas brilhantes e poeira escura, pegas em um redemoinho gravitacional de braços espirais girando perto do centro. Aglomerados abertos contendo brilhantes estrelas azuis podem ser vistos espalhados ao longo desses braços espirais, enquanto trilhas de densa poeira interestelar podem ser vistas espalhadas entre eles. 

Menos visiveis, porém detectaveis,  bilhões de tênues estrelas normais e vastas areas de gás  interestelar gas, manipulando juntas uma massa tão grande que dominam a dinamica da galaxia interna. As principais teorias indicam que mesmo maiores quantidades de materia são invisiveis, em uma forma que ainda desconhecemos. Essa penetrante materia escura é postulada, em parte, para explicar os movimentos da materia visivel nas regiões externas de galaxias. 

Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha

Galaxies are fascinating not only for what is visible, but for what is invisible. Grand spiral galaxy NGC 1232, captured in detail by one of the Very Large Telescopes, is a good example. 

The visible is dominated by millions of bright stars and dark dust, caught up in a gravitational swirl of spiral arms revolving about the center. Open clusters containing bright blue stars can be seen sprinkled along these spiral arms, while dark lanes of dense interstellar dust can be seen sprinkled between them. 

Less visible, but detectable, are billions of dim normal stars and vast tracts of interstellar gas, together wielding such high mass that they dominate the dynamics of the inner galaxy. Leading theories indicate that even greater amounts of matter are invisible, in a form we don't yet know. This pervasive dark matter is postulated, in part, to explain the motions of the visible matter in the outer regions of galaxies.

domingo, 31 de dezembro de 2017

The Horsehead Nebula | A Nebulosa da Cabeça de Cavalo


Uma das mais facilmente identificaveis nebulosas no ceu, a Nebulosa da cabeça de Cavalo em Orion é parte de uma grande e escura nuvem molecular. Também denominada Barnard 33, a incomum forma foi descoberta em uma chapa fotografica, no final da decada de 1800. 

O brilho vermelho se origina do gas hidrogenio que predomina atrás da nebulosa, ionizado pela estrela brilhante proxima Sigma Orionis. A escuridão da Cabeça de Cavalo é causada, na maior parte, por poeira espessa, embora a parte inferior do pescoço  da Cabeça de Cavalo projete uma sombra à esquerda. 

Fluxos da gas saindo da nebulosa são conduzidos por um forte campo magnetico. As manchas brilhantes na base da nebulosa da Cabeça de Cavalo são jovens estrelas extamanete em processo de formação. 

A luz vinda da Cabeça de Cavalo leva cerca de 1.500 anos para chegar até nós. Esta imagem foi obtida através do grande telescopio de 3,6 metros Canada-França-Havaí, no Havaí, EUA.

Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha

One of the most identifiable nebulae in the sky, the Horsehead Nebula in Orion, is part of a large, dark, molecular cloud. Also known as Barnard 33, the unusual shape was first discovered on a photographic plate in the late 1800s. 

The red glow originates from hydrogen gas predominantly behind the nebula, ionized by the nearby bright star Sigma Orionis. The darkness of the Horsehead is caused mostly by thick dust, although the lower part of the Horsehead's neck casts a shadow to the left. 

Streams of gas leaving the nebula are funneled by a strong magnetic field. Bright spots in the Horsehead Nebula's base are young stars just in the process of forming. 

Light takes about 1,500 years to reach us from the Horsehead Nebula. The featured image was taken with the large 3.6-m Canada-France-Hawaii Telescope in Hawaii, USA.

sábado, 30 de dezembro de 2017

M78 Wide Field | Campo amplo de M78


Nuvens de poeira interestelares e nebulosas brilhantes abundam na fertil constelação de Orion. Uma das mais brilhantes, M78, está centralizada nesta colorida visão de campo amplo, cobrindo uma area ao norte do Cinturão de Orion. 

A uma distancia ao redor de 1.500 anos-luz, a nebulosa de reflexão azulada tem cerca de 5 anos-luz de diametro. Sua cor se deve ao fato de a poeira refletir preferencialmente a luz azul das jovens e quentes estrelas. 

A nebulosa de reflexão NGC 2071 está logo à esquerda de M78. À direita, e de aparencia muito mais compacta, a intrigante Nebulosa de McNeil é uma nebulosa variavel recentemente reconhecida, associada a uma jovem estrela semelhante ao Sol. 

Manchas vermelhas mais profundas de emissões de objetos Herbig-Haro, jatos energeticos de estrelas em processo de formação, destacam-se contra trilhas de poeira escura. A foto também destaca  o mais tênue brilho penetrante do gás hidrogenio atomico.

Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha

Interstellar dust clouds and glowing nebulae abound in the fertile constellation of Orion. One of the brightest, M78, is centered in this colorful, wide field view, covering an area north of Orion's belt. 

At a distance of about 1,500 light-years, the bluish reflection nebula is around 5 light-years across. Its tint is due to dust preferentially reflecting the blue light of hot, young stars. 

Reflection nebula NGC 2071 is just to the left of M78. To the right, and much more compact in appearance, the intriguing McNeil's Nebula is a recently recognized variable nebula associated with a young sun-like star. 

Deeper red flecks of emission from Herbig-Haro objects, energetic jets from stars in the process of formation, stand out against the dark dust lanes. The exposure also brings out the region's fainter pervasive glow of atomic hydrogen gas.

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Recycling Cassiopeia A | Reciclando Cassiopeia A


Estrelas de grande massa na Via Lactea vivem vidas espetaculares. Colapsando a partir de vastas nuvens cosmicas, suas fornalhas nucleares  entram em ignição e criam elementos pesados em seus nucleos. Após alguns milhões de anos, o material enriquecido é jogado de volta no espaço interestelar, onde a  formação de estrelas pode recomeçar. 

A nuvem de detritos em expansão chamada Cassiopeia A é um exemplo dessa fase final do ciclo de vida estelar. A luz da explosão que criou os remanescentes da supernova teria sido vista pela primeira vez no ceu do planeta Terra há cerca de 350 anos, embora tivesse levado uns 11.000 anos para chegar até nós. 

Esta imagem em cores artificiais do Observatorio Chandra de Raios X mostra os ainda quentes filamentos  e nós nos remanescentes de Cassiopeia A. A emissão em altas energias de elementos especificos foi codificada por cores, sendo o silicio em vermelho, enxofre em amarelo, calcio em verde, e ferro em roxo, para ajudar os astronomos a explorar a reciclagem da materia estelar em nossa galaxia - ainda expandindo-se, a onda de explosão é visivel como azul no anel externo. 

A nitida imagem em raios X espalha-se por uns 30 anos-luz à distancia estimada de Cassiopeia A. A mancha brilhante proxima ao centro é uma estrela de neutrons, os incrivelmente densos restos das ruinas do nucleo de uma estrela de grande massa.

Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha

Massive stars in our Milky Way Galaxy live spectacular lives. Collapsing from vast cosmic clouds, their nuclear furnaces ignite and create heavy elements in their cores. After a few million years, the enriched material is blasted back into interstellar space where star formation can begin anew. 

The expanding debris cloud known as Cassiopeia A is an example of this final phase of the stellar life cycle. Light from the explosion which created this supernova remnant would have been first seen in planet Earth's sky about 350 years ago, although it took that light about 11,000 years to reach us. 

This false-color Chandra X-ray Observatory image shows the still hot filaments and knots in the Cassiopeia A remnant. High-energy emission from specific elements has been color coded, silicon in red, sulfur in yellow, calcium in green and iron in purple, to help astronomers explore the recycling of our galaxy's star stuff - Still expanding, the blast wave is seen as the blue outer ring. 

The sharp X-ray image, spans about 30 light-years at the estimated distance of Cassiopeia A. The bright speck near the center is a neutron star, the incredibly dense, collapsed remains of the massive stellar core.

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Fireball in the Arctic | Bola de fogo no Artico


Algo muito brilhante subitamente iluminou o arctico — o que seria? A ideia original era tirar uma serie de fotos de aurora para produzir um video de lapso temporal. Mas, quando a noite repentinamente virou dia, o astrofotografo rapidamente percebeu que estava vendo algo ainda mais espetacular. 

Movendo-se pelo ceu — diante de nada menos que a Grande Concha — estava um meteoro das Geminidas tão brilhante que podia ser chamado uma bola de fogo. O meteoro brilhou e piscou durante varios segundos enquanto passava. Por um golpe de sorte, a camera da aurora pôde capturar todo o trajeto.  

A foto foi tirada na noite seguinte à do auge da Chuva de Meteoros das Geminidas, e a localização do astrofotografo era próxima ao Lago Lovozero, em Murmansk, Russia, bem ao norte do Circulo Artico.

Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha

Something very bright suddenly lit up the arctic -- what was it? The original idea was to take a series of aurora images that could be made into a time-lapse video. But when night suddenly turned into day, the astrophotographer quickly realized that he was seeing something even more spectacular. 

Moving through the sky -- in front of the Big Dipper no less -- was a Geminid meteor so bright it could be called a fireball. The meteor brightened and flashed for several seconds as it went. By a stroke of good fortune, the aurora camera was able to capture the whole track. 

Taken the night after the Geminids Meteor Shower peaked, the astrophotographer's location was near Lovozero Lake in Murmansk, Russia, just north of the Arctic Circle.

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Phaethon's Brood | A ninhada de Phaethon


Com base em sua bem calculada orbita, 3200 Phaethon (soa como FAY-eh-thon) é reconhecido como a fonte da corrente de meteoros responsavel pela chuva anual de meteoros das Geminidas. 

Muito embora a maioria dos astros que originam chuvas de meteoros sejam  cometas, 3200 Phaethon é um conhecido e atentamente rastreado asteroide proximo à Terra com um periodo orbital de 1,4 ano. Rochoso e cozido pelo Sol, seu periélio, ou aproximação máxima do Sol está bem dentro da orbita do mais interno dos planetas, Mercurio.

Neste campo de visão telescópica, o rapido movimento do asteroide contra esmaecidas estrelas no plano de fundo da constelação de Perseu deixou uma curta trilha durante o tempo total de exposição de dois minutos. 

As riscas paralelas de suas crias meteoricas brilhavam muito mais rapidamente pela cena. O retrato de familia foi registrado próximo ao muito ativo pico da chuva de meteoros das Geminidas, em 13 de dezembro. Isso ocorreu pouco antes da historica maxima aproximação de 3200 Phaethon do planeta Terra, em 16 de dezembro.

Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha

Based on its well-measured orbit, 3200 Phaethon (sounds like FAY-eh-thon) is recognized as the source of the meteroid stream responsible for the annual Geminid meteor shower. 

Even though most meteor showers' parents are comets, 3200 Phaethon is a known and closely tracked near-Earth asteroid with a 1.4 year orbital period. Rocky and sun-baked, its perihelion or closest approach to the Sun is well within the orbit of innermost planet Mercury. 

In this telescopic field of view, the asteroid's rapid motion against faint background stars of the heroic constellation Perseus left a short trail during the two minute total exposure time. 

The parallel streaks of its meteoric children flashed much more quickly across the scene. The family portrait was recorded near the Geminid meteor shower's very active peak on December 13. That was just before 3200 Phaethon's historic December 16 closest approach to planet Earth.

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

SpaceX Rocket Launch Plume over California | Coluna de fumaça do lançamento do foguete SpaceX sobre a California


O que aconteceu no ceu?  Na sexta-feira, a fotogenica coluna de fumaça do lançamento  de um foguete SpaceX criou um espetaculo e tanto sobre partes do sul da California e Arizona. 

Às vezes parecendo-se com um gigantesco peixe espacial, o impressionante lançamento do foguete da base Aerea Vandenberg, proxima a Lompoc, California, foi muito brilhante devido ao fato de ele ser iluminado por tras pelo Sol poente. 

Elevando-se  durante uma minuscula janela de lançamento de um segundo, o foguete Falcon 9 Heavy levou à orbita baixa da Terra dez satelites Iridium NEXT que fazem parte de uma rede global de comunicações. 

A coluna de fumaça do primeiro estagio é visivel à direita, enquanto o segundo estagio do foguete em ascenção é visivel no apice da coluna, proximo à esquerda. Inumeros bons videos do lançamento foram feitos. Esta imagem foi registrada no Condado de Orange, na California, em uma exposição de 2,5 segundos de duração.

Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha

What's happened to the sky? On Friday, the photogenic launch plume from a SpaceX rocket launch created quite a spectacle over parts of southern California and Arizona. 

Looking at times like a giant space fish, the impressive rocket launch from Vandenberg Air Force Base near Lompoc, California, was so bright because it was backlit by the setting Sun. 

Lifting off during a minuscule one-second launch window, the Falcon 9 Heavy rocket successfully delivered to low Earth orbit ten Iridium NEXT satellites that are part of a developing global communications network. 

The plume from the first stage is seen on the right, while the soaring upper stage rocket is seen at the apex of the plume toward the left. Several good videos of the launch were taken. The featured image was captured from Orange County, California, in a 2.5 second duration exposure.

The Einstein Cross Gravitational Lens | As lentes gravitacionais da Cruz de Einstein


A maioria das galáxias tem apenas um nucleo — será que esta aqui tem quatro? A estranha resposta leva os astronomos a concluir que o nucleo da galaxia circundante nem sequer é visivel nesta imagem. 

A folha de trevo central está mais para luz emitida pelo quasar no primeiro plano de fundo. O campo gravitacional da galaxia visivel em primeiro plano fraciona a luz desse distante quasar em quatro imagens distintas. 

O quasar tem de estar adequadamente alinhado atrás do  centro de uma galaxia de grande massa para que um milagre como esse seja evidente. O efeito geral é chamado lente gravitacional, sendo esse caso especifico denominado a Cruz de Einstein. 

Fato ainda mais estranho, é que as imagens da Cruz de Einstein variam em brilho relativo, aumentado ocasionalmente pelo efeito adicional de microlentes gravitacionais de estrelas especificas na galáxia em primeiro plano.

Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha

Most galaxies have a single nucleus — does this galaxy have four? The strange answer leads astronomers to conclude that the nucleus of the surrounding galaxy is not even visible in this image. 

The central cloverleaf is rather light emitted from a background quasar. The gravitational field of the visible foreground galaxy breaks light from this distant quasar into four distinct images. 

The quasar must be properly aligned behind the center of a massive galaxy for a mirage like this to be evident. The general effect is known as gravitational lensing, and this specific case is known as the Einstein Cross. 

Stranger still, the images of the Einstein Cross vary in relative brightness, enhanced occasionally by the additional gravitational microlensing effect of specific stars in the foreground galaxy.

segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

Gemini's Meteors | Meteoros de Gemeos


Do ceu escuro sobre a provincia de Heilongjiang, no nordeste da China, meteoros caem em chuva numa paisagem invernal nesta bela cena noturna composta. Os 48 meteoros são parte da ultima chuva anual de meteoros das Geminidas. 

Apesar as temperaturas abaixo de -28 graus C, todos foram registrados em exposições de camera feitas durante a hora de pico do espetaculo celestial. Eles vêm do radiante da chuva, muito acima do horizonte, próximos às duas brilhantes estrelas da constelação zodiacal de Gêmeos. 

Uma chuva muito ativa, neste ano o auge de 13-14 de dezembro das Geminidas chegou pouco antes da aproximação maxima do asteroide 3200 Phaethon ao planeta Terra, em 16 de dezembro. O misterioso 3200 Phaethon é o provavel astro-mãe da chuva das Geminidas.

Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha

From dark skies above Heilongjiang province in northeastern China, meteors rain down on a wintry landscape in this beautiful composited night scene. The 48 meteors are part of last week's annual Geminid meteor shower. 

Despite temperatures of -28 degrees C, all were recorded in camera exposures made during the peak hour of the celestial spectacle. They stream away from the shower's radiant high above the horizon near the two bright stars of the zodiacal constellation of the Twins. 

A very active shower, this year the December 13-14 peak of the Geminids arrived just before the December 16 closest approach of asteroid 3200 Phaethon to planet Earth. Mysterious 3200 Phaethon is the Geminid shower's likely parent body.

domingo, 24 de dezembro de 2017

How to Wash Your Hair in Space | Como lavar os cabelos no espaço



Como lavar os cabelos no espaço  — na ausencia de gravidade? Há tempos um entrave para astronautas de longa permanencia no espaço, Karen Nyberg, uma engenheira de voo da (ISS), em 2013, fez um video ensinando como fazer isso. 

Os componentes basicos são  uma embalagem de água flexivel, de espremer, xampu sem enxague, e o uso vigoroso de uma toalha e um pente. Mesmo assim, este video mostra que o processo todo deve durar apenas alguns minutos. 

A agua residual acabará se evaporando dos cabelos, sendo capturada pelos sistema de ar condicionado da estação espacial, e purificada, tornando-se potavel. Apos retornar de um total de 180 dias de permanencia do espaço, Nyberg trabalhou para a NASA em inumeras atividades, inclusive como Chefe do Departamento de Robotica.

Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha

How can you wash your hair in space -- without gravity? Long a bother for space-faring astronauts, Karen Nyberg, a flight engineer on the International Space Station (ISS) in 2013, gave a tutorial. 

Key components are a squirt package of water, no-rinse shampoo, and vigorous use of a towel and comb. Even so, the featured video shows that the whole process should take only a few minutes. 

Residual water will eventually evaporate from your hair, be captured by the space station's air conditioning system, and be purified into drinking water. After returning from a total of 180 days in space, Nyberg has worked for NASA in several capacities including as the Chief of Robotics branch.

sábado, 23 de dezembro de 2017

Highlights of the Winter Sky | Destaques do céu de inverno (no hemisfério norte)


O que está acontecendo no ceu neste inverno? Este grafico proporciona alguns destaques para o hemisferio norte da Terra. Visto como um mostrador de relogio centralizado na parte inferior, os eventos do começo do inverno se distribuem em direção à esquerda, enquanto os eventos do final são projetados em direção à direita. 

Objetos relativamente próximos à Terra são ilustrados, em geral, como mais próximos à figura de cartoon com o telescopio no centro da parte inferior —  embora quase tudo fotografado possa ser visto sem o uso de telescopios. 

Entre os destaques deste ceu de inverno estão a chuva de meteoros das Geminidas em seu auge, nesta semana, a constelação de Orion tornando-se notavel no ceu noturno, e muitos planetas sendo visiveis antes do nascer-do-sol, em fevereiro. 

Como ocorre em todas as estações, a Estação Espacial Internacional (ISS) pode, às vezes, ser encontrada vagando pelo céu, se voce souber quando e para onde olhar.

Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha

What's up in the sky this winter? The featured graphic gives a few highlights for Earth's northern hemisphere. Viewed as a clock face centered at the bottom, early winter sky events fan out toward the left, while late winter events are projected toward the right. 

Objects relatively close to Earth are illustrated, in general, as nearer to the cartoon figure with the telescope at the bottom center -- although almost everything pictured can be seen without a telescope. 

Highlights of this winter's sky include the Geminids meteor shower peaking this week, the constellation of Orion becoming notable in the evening sky, and many planets being visible before sunrise in February. 

As true in every season, the International Space Station (ISS) can be sometimes be found drifting across your sky if you know just when and where to look.

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Alpine Superga Moonset | Pôr-da-lua alpino em Superga


A fase de Lua cheia de dezembro ocorreu próxima ao perigeu, o ponto mais próximo em sua orbita ao redor do nosso agradavel planeta. Grande e brilhante, o disco lunar totalmente iluminado se põe sobre acidentadas montanhas nesta paisagem matinal em Turim, Itália. 

Captada pouco antes do nascer-do-sol no horizonte oposto, a luz solar espalhada próxima à borda da sombra da Terra proporciona o belo brilho avermelhado dos picos alpinos. As colinas em primeiro plano ainda estão na sombra. 

Mas a luz solar espalhada só ilumina o dome e as torres da historica Basilica de Superga em Turim, no topo de uma montanha próxima ao canto inferior direito da telefoto.

Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha

December's Full Moon phase occurred near perigee, the closest point in its orbit around our fair planet. Big and bright, the fully illuminated lunar disk sets over rugged mountains in this early morningscape from Turin, Italy. 

Captured just before sunrise on the opposite horizon, scattered sunlight near the edge of Earth's shadow provides the beautiful reddish glow of the alpine peaks. Hills in the foreground are still in shadow. 

But the scattered sunlight just illuminates the dome and towers of Turin's historic Basilica of Superga on a hilltop near the lower right in the telephoto frame.

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Solstice Sun and Milky Way | Sol de solsticio e a Via Lactea


Bem vindo ao dia do solsticio de dezembro, o primeiro dia de inverno no norte, e de verão no hemisferio sul. Marcadores astronomicos das estações, as datas de solsticio e equinocio são baseadas no local do Sol em sua jornada anual ao longo da ecliptica, através do ceu do planeta Terra. 

Neste solsticio, o Sol atinge sua máxima declinação para o sul, de -23,5 graus, hoje, às 16h28 UTC, enquanto sua correta coordenada de ascensão na esfera celestial é 18 horas. Isso situa o Sol na constelação de Sagitario, em uma direção próxima ao centro da Via Lactea. Na verdade, se voce pudesse ver o Sol do solsticio de hoje contra um esmaecido plano de fundo de estrelas e nebulosas (isso é algo realmente difícil de fazer, especialmente de dia ...) sua vista poderia ser meio parecida com esse panorama composto. 

Para faze-lo, imagens de nossa galaxia foram obtidas sob o escuro ceu noturno da Namibia, e então reunidas em uma visão panoramica.De uma foto tirada em 21 de dezembro de 2015, o Sol foi digitalmente sobreposto como uma brilhante estrela na posição do solsticio de hoje, de inveno no norte, proximo ao centro da Via Lactea.

Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha

Welcome to December's solstice, first day of winter in the north and summer for the southern hemisphere. Astronomical markers of the seasons, solstice and equinox dates are based on the Sun's place in its annual journey along the ecliptic, through planet Earth's sky. 

At this solstice, the Sun reaches its maximum southern declination of -23.5 degrees today at 16:28 UTC, while its right ascension coordinate on the celestial sphere is 18 hours. That puts the Sun in the constellation Sagittarius in a direction near the center of our Milky Way galaxy. In fact, if you could see today's Solstice Sun against faint background stars and nebulae (that's really hard to do, especially in the daytime ...) your view might look something like this composited panorama. 

To make it, images of our fair galaxy were taken under dark Namibian night skies, then stitched together in a panoramic view. From a snapshot made on December 21, 2015, the Sun was digitally overlayed as a brilliant star at today's northern winter solstice position, close to the center of the Milky Way.

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

The Spiral North Pole of Mars | O polo norte espiral de Marte


Por que há uma espiral ao redor do Polo Norte de Marte? A cada inverno, esse polo desenvolve uma nova camada externa com cerca de um metro de espessura, composta de dioxido de carbono congelado a partir da fina atmosfera marciana. 

Essa nova camada é então depositada em uma camada de gelo de agua que existe durante o ano todo. Fortes ventos sopram do alto do cantro da calota, e giram devido à rotação do  planeta vermelho — contribuindo para a estrutura espiral do Planum Boreum. 

Esta imagem é um mosaico em perspectiva gerado anteriormente neste ano a partir de inumeras imagens obtidas pela  Mars Express da ESA (Agencia espacial Europeia) e por elevações extraidas do altimetro a laser a bordo da missão da NASA Mars Global Surveyor. 

Entre as novas missões a Marte planejadas nos proximos anos incluem-se a Insight, com planos de fazer perfurações  no planeta,  a ExoMars, e o jipe-sonda Mars 2020, com planos de procurar sinais de formas de vida marcianas  microscopicas — passadas e presentes.

Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha

Why is there a spiral around the North Pole of Mars? Each winter this pole develops a new outer layer about one meter thick composed of carbon dioxide frozen out of the thin Martian atmosphere. 

This fresh layer is deposited on a water-ice layer that exists year round. Strong winds blow down from above the cap's center and swirl due to the spin of the red planet -- contributing to Planum Boreum's spiral structure. 

The featured image is a perspective mosaic generated earlier this year from numerous images taken by ESA's Mars Express and elevations extracted from the laser altimeter aboard NASA's Mars Global Surveyor mission. 

New missions to Mars planned in the next few years include Insight with plans to drill into Mars, and ExoMars and the Mars 2020 Rover with plans to search for signs of microscopic Martian life -- past and present.

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

A Wintry Shower | Uma chuva invernal


Quatro Geminidas formam um clarão através do céu do norte nesta paisagem celeste invernal. A brilhante bola de fogo e 3 meteoros mais apagados foram registrados em uma só exposição de 10 segundos, próximo ao auge da chuva de meteoros de dezembro das Geminidas. 

Refletindo a luz esverdeada da bola de fogo, um parcialmente congelado Lago Edith, no Parque  Nacional Jasper de Alberta, no Canadá, aparece em primeiro plano, com as Montanhas Rochosas Canadenses ao longo do horizonte norte. 

É claro que o lago glacial é frio até mesmo no verão. Mas o fotografo Jack Fusco informa ter se submetido a uma temperatura de -9 graus C naquela noite enquanto apreciava uma dss mais ativas chuvas de meteoros que já viu.

Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha

Four Geminids flash through northern skies in this wintry night skyscape. The bright fireball and 3 fainter meteors were captured in a single 10 second exposure, near the peak of December's Geminid meteor shower. 

Reflecting the fireball's greenish light, a partially frozen Lake Edith in Alberta Canada's Jasper National Park lies in the foreground, with the Canadian Rocky Mountains ranging along the northern horizon. 

Of course, the glacial lake is cold even in summer. But photographer Jack Fusco reports that he experienced -9 degree C temperatures that night while enjoying one of the most active meteor showers he's ever seen.