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domingo, 22 de outubro de 2017

Two Black Holes Dancing in 3C 75 | Dois buracos negros dançando em 3C 75


O que está acontecendo no centro da galaxia ativa 3C 75? As duas fontes brilhantes ao centro desta imagem composta de raios x (azul)/ radio (rosa) estão coorbitando buracos negros supermassivos alimentando a gigantesca fonte de radio 3C 75. 

Circundados por gás emissores de raios e a temperaturas de vários milhões de graus, e expelindo jatos de particulas relativisticas, os buracos negros supermassivos estão separados por 25.000 anos-luz. 

Nos nucleos de duas galaxias em fusao no aglomerado galactico Abell 400, eles estão distantes uns 300 milhões de anos-luz. Astronomos conclurm que esses dois buracos negros supermassivos são mantidos juntos pela gravidade em um sistema binario, em parte porque a aparencia consistente dos jatos voltados para trás deve-se, mais provavelmente, ao seu movimento comum, quando eles atravessam velozmente o quente aglomerado gasoso, a 1200 quilometros por segundo. 

Acredita-se que essas espetaculares  fusões cosmicas sejam comuns em ambientes de aglomerados galacticos muito populosos no universo distante. Em seus estágios finais as fusões devem ser intensas fontes de ondas gravitacionais.

Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha

What's happening at the center of active galaxy 3C 75? The two bright sources at the center of this composite x-ray (blue)/ radio (pink) image are co-orbiting supermassive black holes powering the giant radio source 3C 75. 

Surrounded by multimillion degree x-ray emitting gas, and blasting out jets of relativistic particles the supermassive black holes are separated by 25,000 light-years. 

At the cores of two merging galaxies in the Abell 400 galaxy cluster they are some 300 million light-years away. Astronomers conclude that these two supermassive black holes are bound together by gravity in a binary system in part because the jets' consistent swept back appearance is most likely due to their common motion as they speed through the hot cluster gas at 1200 kilometers per second. Such spectacular cosmic mergers are thought to be common in crowded galaxy cluster environments in the distant universe. In their final stages the mergers are expected to be intense sources of gravitational waves.

sábado, 21 de outubro de 2017

A Beautiful Trifid | Um belo Tridente


A bela Nebulosa do Tridente é um estudo cosmico em contrastes. Também denominada M20, ela está situada a cerca de 5.000 anos-luz, na direção da constelação de Sagitario, rica em nebulosas. 

Uma região de formação estelar no plano de nossa galáxia, o Tridente ilustra três diferentes tipos de nebulosas astronomicas; as de emissões vermelhas, dominadas por luz emitida por atomos de hidrogenio, as de  reflexão azul, produzidas por poeira refletindo a luz estelar, e nebulosas escuras onde densas nuvens de poeira aparecem em silhueta. 

Mas a região de emissões vermelhas, mal separada em tres partes por trilhas de poeira obscurecedora, é que dá ao tridente seu nome popular. Pilares e jatos esculpidos por estrelas recém-formadas, abaixo e à esquerda do centro da nebulosa de emissões, aparecem em famosas imagens em close-up da região obtidas com o Hubble. A  Nebulosa do Tridente tem cerca de 40 anos-luz de diametro. Demasiado esmaecida para ser vsta a olho nu, ela cobre  uma area quase equivalente à da Lua no ceu do planeta Terra.

Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha

The beautiful Trifid Nebula is a cosmic study in contrasts. Also known as M20, it lies about 5,000 light-years away toward the nebula rich constellation Sagittarius. 

A star forming region in the plane of our galaxy, the Trifid does illustrate three different types of astronomical nebulae; red emission nebulae dominated by light from hydrogen atoms, blue reflection nebulae produced by dust reflecting starlight, and dark nebulae where dense dust clouds appear in silhouette. 

But the red emission region roughly separated into three parts by obscuring dust lanes is what lends the Trifid its popular name. Pillars and jets sculpted by newborn stars, below and left of the emission nebula's center, appear in famous Hubble Space Telescope close-up images of the region. The Trifid Nebula is about 40 light-years across. Just too faint to be seen by the unaided eye, it almost covers the area of the Moon in planet Earth's sky.

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Under the Galaxy | Sob a galáxia


A Grande Nuvem de Magalhães, uma galáxia satelite da Via Láctea,paira sobre o horizonte sul nesta visão de telefoto obtida no Observatorio Las Campanas, no planeta Terra. No escuro céu de setembro do deserto de Atacama, no Chile, a pequena galáxia ocupa uma impressionante extensão de uns 10 graus, que equivalem a 20 vezes a Lua Cheia. 

O panorama da sensível camera digital também registrou um esmaecido e penetrante brilho atmosférico, ou airglow, normalmente invisível a olho nu. As luzes terrestres aparentemente brilhantes em primeiro plano são, na verdade, a iluminação muito tênue do aglomerado de acomodações para os astronomos e engenheiros do observatorio. 

Mas o topo achatado da montanha ao longo do horizonte logo abaixo da galáxia é o pico de Las Campanas, que irá abrigar o futuro Telescópio Gigante de Magalhães.

Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha

The Large Magellanic Cloud, a satellite galaxy of the Milky Way, stands above the southern horizon in this telephoto view from Las Campanas Observatory, planet Earth. In the dark September skies of the Chilean Atacama desert, the small galaxy has an impressive span of about 10 degrees or 20 Full Moons. 

The sensitive digital camera's panorama has also recorded a faint, pervasive airglow, otherwise invisible to the eye. Apparently bright terrestrial lights in the foreground are actually very dim illumination from the cluster of housing for the observatory astronomers and engineers. But the flattened mountain top along the horizon just under the galaxy is Las Campanas peak, home to the future Giant Magellan Telescope.

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Star Cluster NGC 362 from Hubble | O aglomerado estelar NGC 362 visto pelo Hubble


Se o Sol estivesse próximo do centro de NGC 362, o céu noturno brilharia como uma caixa de joias de estrelas brilhantes. Centenas de estrelas brilhariam mais intensamente do que a Siria, e em várias cores diferentes. 

Embora essas estrelas pudessem se tornar parte de constelações de tirar o  fôlego e de um folclore intrincado, seria difícil para habitantes planetários por lá ver —  e consequentemente compreender — o universo maior além. NGC 362 é apenas um entre cerca de 170 aglomerados estelares globulares que existem na Via Láctea. 

Este aglomerado  estelar é um dos mais jovnes globulares, formando-se, provavelmente, muito depois da nossa galáxia. NGC 362 pode ser visto a olho nu em frente à Pequena Nuvem de Magalhães, e angularmentes próximo ao segundo mais brilhante aglomerado globular conhecido, 47 Tucanae. 

Esta imagem foi obtida através do Hubble para ajudar a melhor compreender como as estrelas de grande massa acabam próximas aos centros de alguns aglomerados globulares.

Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha

If our Sun were near the center of NGC 362, the night sky would glow like a jewel box of bright stars. Hundreds of stars would glow brighter than Sirius, and in many different colors. 

Although these stars could become part of breathtaking constellations and intricate folklore, it would be difficult for planetary inhabitants there to see -- and hence understand -- the greater universe beyond. NGC 362 is one of only about 170 globular clusters of stars that exist in our Milky Way Galaxy. 

This star cluster is one of the younger globulars, forming likely well after our Galaxy. NGC 362 can be found with the unaided eye nearly in front of the Small Magellanic Cloud, and angularly close to the second brightest globular cluster known, 47 Tucanae. 

The featured image was taken with the Hubble Space Telescope to help better understand how massive stars end up near the center of some globular clusters.

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

GW170817: A Spectacular Multi-Radiation Merger Event Detected | GW170817: Um espetacular evento de fusão de multi radiação detectado



Radição gravitacional e eletromagnetica foram detectadas em rapída sucessão em um evento de fusão explosiva, pela primeira vez. Dados da explosão combinam muito bem com uma espetacular espiral de morte de estrela de neutrons binaria. 

O episodio explosivo foi visto em 17 de agosto na próxima NGC 4993, uma galaxia eliptica distante apenas 130 milhões de anos-luz. Ondas gravitacionais foram vistas primeiro pelos observatorios baseados em solo LIGO e Virgo, enquanto, segundos mais tarde, o observatorio orbital terrestre Fermi  detectou raios gama, e hora depois disso, o Hubble e outros observatorios detectaram luz através de todo o espectro eletromagnetico. 

Este é um filme ilustrativo animado dos provaveis progenitores do evento. O video representa estrelas de neutrons quentes espiralando em direção uma à outra e emitindo radiação gravitacional. 

Quando elas se fundem, um potente jato se projeta,  drives a explosão de raios gama de curta duração, seguida de nuvens de material ejetado e, com o tempo, um episodio optico do tipo supernova, chamado quilonova. 

Essa primeira detecção coincidente confirma que eventos LIGO podem estar associados a explosão de raios gama de curta duração. Acredita-se que essas potentes fusões de estrelas de neutrons tenham espalhado pelo universo varios nucleos pesados, inclusive o iodo necessário à vida e o uranio e plutonio necessarios para a energia de fissão nuclear. Pode ser que você já carregue um souvenir de uma dessas explosões — pois acredita-se que elas sejam as criadoras originais dos atomos de ouro.

Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha

Both gravitational and electromagnetic radiations have been detected in rapid succession for an explosive merging event for the first time. Data from the outburst fit well with a spectacular binary neutron-star death-spiral. 

The explosive episode was seen on August 17 in nearby NGC 4993, an elliptical galaxy only 130 million light years distant. Gravitational waves were seen first by the ground based LIGO and Virgo observatories, while seconds later the Earth-orbiting Fermi observatory detected gamma-rays, and hours after that Hubble and other observatories detected light throughout the electromagnetic spectrum. 

Pictured is an animated illustrative movie of the event's likely progenitors. The video depicts hot neutron stars as they spiral in toward each other and emit gravitational radiation. 

As they merge, a powerful jet extends that drives the short-duration gamma-ray burst, followed by clouds of ejecta and, over time, an optical supernova-type episode called a kilonova. This first coincident detection confirms that LIGO events can be associated with short-duration gamma-ray bursts. Such powerful neutron star mergers are thought to have seeded the universe with many heavy nuclei including the iodine needed for life and the uranium and plutonium needed for nuclear fission power. You may already own a souvenir of one of these explosions -- they are also thought to be the original creators of gold.

terça-feira, 17 de outubro de 2017

All-Sky Steve | Steve por todo o céu


Emissões de aurora nos familiares tons verde e vermelho inundam o céu ao longo do  horizonte norte (acima) nesta projeção de panorama grande-angular de 27 de setembro. 

No agradável e límpido alvorecer, a Via Láctea segue pelo zênite do céu do sul de Alberta e termina onde a Lua de seis dias se põe, no sudoeste. O  desigual e isolado arco rosa-esbranquiçado através do sul passou a ser chamado Steve. 

O nome foi atibuído ao fenômenopelo grupo de observadores de auroras de Albertaque havia registrado aparições do detalhe semelhante a auroras. Às vezes erroneamente identificados como auroras de protons ou arcos de protons, os misteriosos arcos de Steve parecem associados a auroras, porém aparentam estar mais próximos do equador do que as cortinas de auroras. 

Amplamente documentados por cidadãos cientistas, e recentemente explorados diretamente por um satelite da missão Swarm, os arcos de Steve foram medidos como emissões termicas de gases fluentes, em vez de emissões excitadas por eletrons energeticos. 

Muito embora haja um acrônimo invertido que combina com o nome originalmente simpatico, Sudden Thermal Emission from Velocity Enhancement (Emissão Térmica Subita de Aumento de Velocidade),  sua origem ainda é um misterio.

Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha

Familiar green and red tinted auroral emission floods the sky along the northern (top) horizon in this fish-eye panorama projection from September 27. 

On the mild, clear evening the Milky Way tracks through the zenith of a southern Alberta sky and ends where the six-day-old Moon sets in the southwest. The odd, isolated, pink and whitish arc across the south has come to be known as Steve. 

The name was given to the phenomenon by the Alberta Aurora Chasers Facebook group who had recorded appearances of the aurora-like feature. Sometimes mistakenly identified as a proton aurora or proton arc, the mysterious Steve arcs seem associated with aurorae but appear closer to the equator than the auroral curtains. 

Widely documented by citizen scientists and recently directly explored by a Swarm mission satellite, Steve arcs have been measured as thermal emission from flowing gas rather than emission excited by energetic electrons. 

Even though a reverse-engineered acronym that fits the originally friendly name is Sudden Thermal Emission from Velocity Enhancement, his origin is still mysterious.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Unusual Mountain Ahuna Mons on Asteroid Ceres | A estranha Montanha Ahuna Mons no Asteroide Ceres


O que terá criado esta estranha montanha? Ahuna Mons é a maior montanha do maior asteroide do Sistema Solar de que se tem notícia, Ceres, que orbita o Sol no principal cinturão de asteroides entre Marte e Jupiter. 

Ahuna Mons, entretanto, é algo jamais antes visto por qualquer pessoa. Um dos motivos é que suas encostas são revestidas não por antigas crateras, mas por jovens estrias verticais. 

Uma das hipóteses é que Ahuna Mons seria um vulcão de gelo que se formou pouco depois de um grande impacto no lado oposto do planeta anão teria afofado o terreno através de ondas sísmicas focalizadas. 

As brilhantes estrias podem conter muitos sais  refletivos, e, portanto, similares a outros materiais recentemente vindos à superfície, como se vê nas famosas manchas brilhantes de Ceres. Esta imagem digital de dupla altitude foi construída a partir de mapas da superfície de Ceres obtidos no ano passado pela missão robotica Dawn.

Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha

What created this unusual mountain? Ahuna Mons is the largest mountain on the largest known asteroid in our Solar System, Ceres, which orbits our Sun in the main asteroid belt between Mars and Jupiter. 

Ahuna Mons, though, is like nothing that humanity has ever seen before. For one thing, its slopes are garnished not with old craters but young vertical streaks. 

One hypothesis holds that Ahuna Mons is an ice volcano that formed shortly after a large impact on the opposite side of the dwarf planet loosened up the terrain through focused seismic waves. 

The bright steaks may be high in reflective salt, and therefore similar to other recently surfaced material such as visible in Ceres' famous bright spots. The featured double-height digital image was constructed from surface maps taken of Ceres last year by the robotic Dawn mission.

domingo, 15 de outubro de 2017

On the Origin of Gold | Na origem do ouro


Onde se originou o ouro que usamos na produção de joias? Ninguém sabe ao certo. A relativa abundancia média do elemento em nosso Sistema Solar parece ser maior do que no universo primordial, nas estrelas, e até mesmo nas típicas explosões de supernovas. 

Alguns astronomos  sugeriram, e muitos acreditam, que elementos ricos em neutrons, como o ouro poderiam ter mais facilmente ter sido formados em raras explosões ricas em neutrons, como no caso das colisões entre estrelas de neutrons. 

Esta imagam é a representação artistica de duas estrelas de neutrons indo uma de encotro à outra, pouco antes de colidirem. Como sugere-se também que colisões entre estrelas de neutrons seria a origem de explosões de curta duração de raios gama, é possível que você já tenha seu próprio souvenir de uma das mais poderosas explosões de todo o universo.

Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha

Where did the gold in your jewelry originate? No one is completely sure. The relative average abundance in our Solar System appears higher than can be made in the early universe, in stars, and even in typical supernova explosions. 

Some astronomers have suggested, and many believe, that neutron-rich heavy elements such as gold might be most easily made in rare neutron-rich explosions such as the collision of neutron stars. 

Pictured here is an artist's illustration depicting two neutron stars spiraling in toward each other, just before they collide. Since neutron star collisions are also suggested as the origin of short duration gamma-ray bursts, it is possible that you already own a souvenir from one of the most powerful explosions in the universe.

sábado, 14 de outubro de 2017

NGC 1365: Majestic Island Universe | NGC 1365: Majestoso universo-ilha


A galáxia espeiral barrada NGC 1365 é realmente um majestoso universo-ilha com cerca de  200.000 anos-luz de diâmetro. Localizada a apenas 60 milhões de anos-luz de distância, na direção da constelação Fornax, NGC 1365 é um membro dominante do bastante estudado aglomerado galáctico Fornax. 

Esta impressionante e nítida imagem colorida mostra regiões de intensa formação estelar nas extremidades da barra e ao longo dos braços espirais, e  detalhes de trilhas de poeira  cruzando obrilhante núcleo da galáxia. 

No núcleo há um buraco negro supermassivo. Astronomos acham que a destacada barra de NGC 1365 desempenha um papel crucial na evolução da galáxia, levando gas e poeira para um turbilhão de formação estelar e acabando por levar material para o bruraco negro central.

Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha

Barred spiral galaxy NGC 1365 is truly a majestic island universe some 200,000 light-years across. Located a mere 60 million light-years away toward the chemical constellation Fornax, NGC 1365 is a dominant member of the well-studied Fornax galaxy cluster. 

This impressively sharp color image shows intense star forming regions at the ends of the bar and along the spiral arms, and details of dust lanes cutting across the galaxy's bright core. 

At the core lies a supermassive black hole. Astronomers think NGC 1365's prominent bar plays a crucial role in the galaxy's evolution, drawing gas and dust into a star-forming maelstrom and ultimately feeding material into the central black hole.

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

The Soul Nebula in Infrared from Herschel | A Nebulosa da Alma vista em infravermelho pelo Herschel


Estrelas estão se formando na Alma da Rainha da Etiopia. Mais precisamente, uma grande região de formação estelar chamada Nebulosa da Alma, pode ser encontrada na direção da constelação de Cassiopeia, que, segundo a mitologia grega, é a convencida mulher de um rei que há muito tempo governou as terras ao redor do alto Nilo. 

A Nebulosa da Alma abriga inúmeos aglomerados estelares abertos, uma grande fonte de radio denominada W5, e enormes bolhas evacuadas formadas pelos ventos de jovens estrelas de grande massa.

Localizada a cerca de 6.500 anos-luz, a Nebulosa da Alma se espalha por cerca de 100 anos-luz, sendo normalmente fotografada próxima à sua vizinha celestial, a Nebulosa do Coração (IC 1805). Esta imagem, em detalhes impressionantes, foi registrada no mês passado em várias faixas de luz infravermelha pelo Observatório Orbital Espacial Herschel.

Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha

Stars are forming in the Soul of the Queen of Aethopia. More specifically, a large star forming region called the Soul Nebula can be found in the direction of the constellation Cassiopeia, who Greek mythology credits as the vain wife of a King who long ago ruled lands surrounding the upper Nile river. 

The Soul Nebula houses several open clusters of stars, a large radio source known as W5, and huge evacuated bubbles formed by the winds of young massive stars. 

Located about 6,500 light years away, the Soul Nebula spans about 100 light years and is usually imaged next to its celestial neighbor the Heart Nebula (IC 1805). The featured image, impressively detailed, was taken last month in several bands of infrared light by the orbiting Herschel Space Observatory.

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Ice Ring around Nearby Star Fomalhaut | Anel de gelo ao redor da estrela próxima Formalhaut


Por que há um grande anel de gelo ao redor de Fomalhaut? Esta interessante estrela — facilmente visivel no céu noturno — fica a apenas uns 25 anos-luz de distância da Terra, e sabe-se que há ao menos um planeta, Dagon, em sua órbita, assim como vários discos de poeira internos. 

Mais intrigante, talvez, seja um anel externo, descoberto há uns 20 anos, que tem uma fronteira interna incomumente nítida, definida. Esta recente imagem obtida através do Atacama Large Millimeter Array (ALMA) mostra esse anel externo em detalhes completos, sem precedentes — em rosa — superpostos em uma imagem do sistema  Fomalhaut obtida pelo Hubble, em azul

Uma teoria dominante diz que esse anel resultou de numerosas colisões violentas envolvendo cometas de gelo e planetesimais, os objetos componentes de planetas, enquanto os limites dos aneis são causados pela gravidade de planetas ainda não observados. 

Se isso for verdade, quaisquer planetas interiores no sistema Fomalhaut  estarão, provavelmente, sendo continuamente atingidos por grandes meteoros e cometas — uma investida vista pela última vez em nosso sistema planetário há quatro bilhões de anos, em um episódio chamado Late Heavy Bombardment (Recente Bombardeio Pesado).

Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha

Why is there a large ice ring around Fomalhaut? This interesting star — easily visible in the night sky — lies only about 25 light-years away and is known to be orbited by at least one planet, Dagon, as well as several inner dust disks. 

More intriguing, perhaps, is an outer ring, first discovered about 20 years ago, that has an unusually sharp inner boundary. The featured recent image by the Atacama Large Millimeter Array (ALMA) shows this outer ring with complete and unprecedented detail —in pink — superposed on a Hubble image of the Fomalhaut system in blue. 

A leading theory holds that this ring resulted from numerous violent collisions involving icy comets and planetesimals, the component objects of planets, while the ring boundaries are caused by the gravity of yet unseen planets. 

If correct, any interior planets in the Fomalhaut system are likely being continually pelted by large meteors and comets -- an onslaught last seen in our own planetary system four billion years ago in an episode called the Late Heavy Bombardment.

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Ring around dwarf planet Haumea beyond Neptune | Um anel ao redor do planeta Haumea além de Netuno


Um anel foi descoberto ao redor de um dos planetas anões que orbita as extremidades do sistema solar.


Até agora, estruturas semelhantes a aneis só haviam sido encontradas ao redor do quatro planetas mais externos – Jupiter, Saturno, Urano e Netuno.

“Em 2014, nós descobrimos que um objeto muito pequeno na região de Centauro (uma area de pequenos corpos celestiais entre o cinturão de asteroides e Netuno) tinha um aneal e, àquela época, aquilo parecia ser algo muito estranho,” explicou o Dr José Ortiz, cujo grupo no Instituto de Astrofísica de Andaluzia em Granada fez a descoberta descrita na revista Nature. “Nós não esperávamos encontrar um anel ao redor de Haumea, mas tampouco nos surpreendemos muito.”

Milhares de  assim chamados objetos  Netunianos estão localizados na região mais externa do sistema solar. Em 2006, revelou-se que alguns deles poderiam ser tão grandes quanto Plutão, po que levou a União Astronômica Internacional (UAI) a criar a categoria dos planetas anãos.

Haumea foi reconhecido pela UAI em 2008 , sendo um dos cinco planetas anãos, ao lado de Plutão, Ceres, Eris e Makemake. Eles estão localizados além de Netuno– 50 vezes mais distantes do Sol do que a Terra.

Haumea, cujo nome se origina da deusa Havaiana do nascimento, e é incomum devido à sua forma alongada, comparável a uma bolda de rugby, e sua rapida rotação, completando uma volta a cada 3,9 horas. Seu diâmetro equivale a, aproximadamente, um terço do diâmetro da Lua.

“Planetas são únicos por si proórpios, as Haumea é ainda mais especial entre eles,” disse Ortiz “Ele tem também duas luas, uma grande e outra pequena, sendo que a  maior delas está no mesmo plano do anel que encontramos.”

Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha

A ring has been discovered around one of the dwarf planets that orbits the outer reaches of the solar system.

Until now, ring-like structures had only been found around the four outer planets – Jupiter, Saturn, Uranus and Neptune.

“In 2014 we discovered that a very small body in the Centaurs region [an area of small celestial bodies between the asteroid belt and Neptune] had a ring and at that time it seemed to be a very weird thing,” explained Dr José Ortiz, whose group at the Instituto de Astrofísica de Andalucía in Granada made the discovery described in the journal Nature. “We didn’t expect to find a ring around Haumea, but we were not too surprised either.”

Thousands of so-called Neptunian objects are located in the outer solar system. In 2006, it was revealed that some of them could be as large as Pluto, which led the International Astronomical Union to create the category of dwarf planets.

Haumea was recognised by the International Astronomical Union in 2008 and is one of five dwarf planets, alongside Pluto, Ceres, Eris and Makemake. They are located beyond Neptune – 50 times farther away from the sun than Earth.

Haumea, named after the Hawaiian goddess of childbirth, is unusual because of its elongated shape, comparable to a rugby ball, and its rapid rotation, spinning around once every 3.9 hours. Its diameter is approximately a third of the size of Earth’s moon.

Evidence suggests huge ninth planet exists past Pluto at solar system's edge
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“Dwarf planets are unique by themselves but Haumea is even more special among them,” said Ortiz “It also has two moons, a large and a small one, and the larger one turns out to be in the same plane as the ring we found.”

Milky Way and Zodiacal Light over Australian Pinnacles | A Via Láctea e a luz Zodiacal sobre os Pináculos Australianos


Que estranho mundo é este? É a Terra. Em primeiro plano está a imagem dos Pináculos, incomuns cones rochosos no Parque Nacional Nambung, na Australia Oeste. Compostas de antigas conchas marinhas (calcário), a formação desses pitorescos cones do tamanho de uma pessoa ainda é objeto de pesquisas. 

O panorama foi fotografado no mês passado. Um raio de luz zodiacal, a luz solar  refletida por grãos de poeira orbitando entre os planetas do Sitema Solar, eleva-se do horizonte próximo ao centro da imagem. Arqueando-se através do topo, vê-se a faixa central da Via Láctea. Os planetas Jupiter e Saturno, asssim como várias estrelas famosas, também são visíveis no ceú noturno de fundo.

Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha

What strange world is this? Earth. In the foreground of the featured image are the Pinnacles, unusual rock spires in Nambung National Park in Western Australia. Made of ancient sea shells (limestone), how these human-sized picturesque spires formed remains a topic of research. The panorama was taken last month. A ray of zodiacal light, sunlight reflected by dust grains orbiting between the planets in the Solar System, rises from the horizon near the image center. Arching across the top is the central band of our Milky Way Galaxy. The planets Jupiter and Saturn, as well as several famous stars are also visible in the background night sky.

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Layers of a Total Solar Eclipse | Camadas de um eclipse total solar


Nem chuva, nem neve, nem a escuridão da noite podem impedir uma espaçonave baseada no espaço de observar o Sol. Na verdade, de seu ponto de observação voltado para o Sol, a 1,5 milhão de quilometros do planeta Terrra, O SOlar Heliospheric Observatory (SOHO) da NASA pode monitorar sempre a atmosfera externa do Sol, também chamada coroa. 

Mas somente durante um eclipse total solar é que observadores baseados na Terra podem ver as adoraveis  auroras e estruturas coronais - quando lua brevemente bloqueia o ofuscante brilho da superficie solar. Então, torna-se possivel acompanhar detalhadamente a atividade coronal até a superficie do Sol. 

Na camada externa desta imagem composta, a visão continua da coroa solar pelo SOHO durante o eclipse de agosto é mostrada em cor de laranja. O região do meio, em formato de rosca, é a coroa conforme registrada pela Expedição de Eclipse do Williams College a Salem, Oregon, EUA. 

Simultaneamente, a visão interna é do Observatorio Orbital Terrestre de Dinâmica Solar da NASA, o qual, estando fora da totalidade, pôde fotografar a face do Sol em luz ultravioleta extrema, mostrada em dourado.

Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha

Neither rain, nor snow, nor dark of night can keep a space-based spacecraft from watching the Sun. In fact, from its vantage point 1.5 million kilometers sunward of planet Earth, NASA's SOlar Heliospheric Observatory (SOHO) can always monitor the Sun's outer atmosphere, or corona. 

But only during a total solar eclipse can Earth-based observers also see the lovely coronal streamers and structures - when the Moon briefly blocks the overwhelmingly bright solar surface. Then, it becomes possible to follow detailed coronal activity all the way down to the Sun's surface. 

In the outside layer of this composite image, SOHO's uninterrupted view of the solar corona during August's eclipse is shown in orange hues. The middle, donut-shaped region is the corona as recorded by the Williams College Eclipse Expedition to Salem, Oregon, US. Simultaneously, the inner view is from NASA's Earth-orbiting Solar Dynamics Observatory, which, being outside of totality, was able to image the face of the Sun in extreme ultraviolet light, shown in gold.

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Global Aurora at Mars | Aurora Global em Marte


Um forte evento solar, ocorrido no mês passado, desencadeou intensa aurora global em Marte. Antes (esq) e durante (dir) a tempestade solar, essas projeções mostram o súbito aumento da emissão ultravioleta da aurora marciana, mais de 25 vezes  mais brilhante do que a emissão auroral anteriormente detectada pela espaçonave orbital MAVEN. 

Com um crescente iluminado pelo Sol em direção à direita, os dados do espectrógrafo de imagem ultravioleta da MAVEN são projetados em tons roxos nos globos do lado noturno de Marte simulando combinar as datas e horas da observação. 

Em Marte, tempestades solares podem resultar em auroras por todo o planeta porque, diferentemente da Terra, o Planeta Vermelho não é protegido por um forte campo magnetico global que possa conduzir as particulas energeticas em direção aos polos. 

Para todos aqueles que estiverem na superficie do planeta durante a tempestade solar, perigosos niveis de radiação foram dupla e previamente medidos pela sonda Curiosity. 

A MAVEN está estudando se Marte perdeu sua atmosfera devido a sua falta de um campo magnetico global.

Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha

A strong solar event last month triggered intense global aurora at Mars. Before (left) and during (right) the solar storm, these projections show the sudden increase in ultraviolet emission from martian aurora, more than 25 times brighter than auroral emission previously detected by the orbiting MAVEN spacecraft. 

With a sunlit crescent toward the right, data from MAVEN's ultraviolet imaging spectrograph is projected in purple hues on the night side of Mars globes simulated to match the observation dates and times. On Mars, solar storms can result in planet-wide aurora because, unlike Earth, the Red Planet isn't protected by a strong global magnetic field that can funnel energetic charged particles toward the poles. 

For all those on the planet's surface during the solar storm, dangerous radiation levels were double any previously measured by the Curiosity rover. 

MAVEN is studying whether Mars lost its atmosphere due to its lack of a global magnetic field.

domingo, 8 de outubro de 2017

Dark Molecular Cloud Barnard 68 | A nuvem molecular escura Barnard 68


Aonde foram parar todas as estrelas? O que costumava ser considerado um buraco no céu revelou-se agora para os astronomos uma nuvem molecular escura. Aqui, uma alta concentração de poeira e gás molecular absorve praticamente toda a luz visível emitida pelas estrelas de fundo. 

Os estranhos arredores ajudam a tornar o interior das nuvens moleculares uns dos lugares mais frios  e isolados do universo. Uma das mais notáveis dessas nebulosas escuras de absorção é uma nuvem na direção da constelação Ofiuco, chamada Barnard 68, aqui mostrada. 

O fato de não haver estrelas visíveis no centro indica que Barnard 68 está relativamente próxima, tendo as medições a situado a cerca de 500 anos-luz da Terra, e com meio ano-luz de diâmetro. 

Não se sabe exatamente como nuvens moleculares como Barnard 68 se formam, mas sabe-se que essas nuvens são, elas mesmas, prováveis locais de formação de novas estrelas. Na verdade, descobriu-se que a própria Barnard 68 irá, provavelmente, entrar em colapso e formar um novo sistema estelar. É possivel ver através da nuvem por meio de luz infravermelha.

Tradução de Luiz M. Leitão  da Cunha

Where did all the stars go? What used to be considered a hole in the sky is now known to astronomers as a dark molecular cloud. Here, a high concentration of dust and molecular gas absorb practically all the visible light emitted from background stars. 

The eerily dark surroundings help make the interiors of molecular clouds some of the coldest and most isolated places in the universe. One of the most notable of these dark absorption nebulae is a cloud toward the constellation Ophiuchus known as Barnard 68, pictured here. 

That no stars are visible in the center indicates that Barnard 68 is relatively nearby, with measurements placing it about 500 light-years away and half a light-year across. 

It is not known exactly how molecular clouds like Barnard 68 form, but it is known that these clouds are themselves likely places for new stars to form. In fact, Barnard 68 itself has been found likely to collapse and form a new star system. It is possible to look right through the cloud in infrared light.

sábado, 7 de outubro de 2017

Two Comets and a Star Cluster | Dois cometas e um aglomerado estelar


Duas manchas incomuns estão em movimento perto do famoso aglomerado estelar das Peiades. Mudando apenas um pouco a cada noite, essas manchas são, na verdade, cometas em nosso sistema solar proximo que, por acaso, vagaram até o campo das estrelas distantes anos-luz. 

À extrema esquerda está o cometa C/2017 O1 ASAS-SN, um bloco de gelo em evaporação de diversos quilômetros, exibindo uma brilhante cabeleira de gás circundantes onde predomina o carbono, de brilho esverdeado. 

O Cometa ASAS-SN1 exibe uma leve cauda embaixo, à direita. Próximo ao centro da imagem está o cometa C/2015 ER61 PanSTARRS, também ele um gigantesco bloco de gelo em evaporação, mas exibindo uma cauda mais longa à sua direita. 

No canto superior direito está as Pleiades,um aglomerado aberto onde predominam estrelas azuis iluminando a poeira refletora proxima. Esta foto, tirada há cerca de duas semanas, é tão profunda que a poeira filamentar interestelar pode ser  rastreada através de todo o campo. As Pleiades são visiveis a olho nu, mas é necessário o uso de binóculo para observar os cometas.

Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha

Two unusual spots are on the move near the famous Pleiades star cluster. Shifting only a small amount per night, these spots are actually comets in our nearby Solar System that by chance wandered into the field of the light-years distant stars. 

On the far left is comet C/2017 O1 ASAS-SN, a multi-kilometer block of evaporating ice sporting a bright coma of surrounding gas dominated by green-glowing carbon. Comet ASAS-SN1 shows a slight tail to its lower right. Near the frame center is comet C/2015 ER61 PanSTARRS, also a giant block of evaporating ice, but sporting a rather long tail to its right. On the upper right is the Pleiades, an open cluster dominated by bright blue stars illuminating nearby reflecting dust. This exposure, taken about two weeks ago, is so deep that the filamentary interstellar dust can be traced across the entire field. The Pleiades is visible to the unaided eye, but it should require binoculars to see the comets.

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Pluto's Bladed Terrain | O terreno laminado de Plutão


Fotografado durante o sobrevoo da espaçonave New Horizons em julho de 2015, o terreno laminado do distante Plutão é mostrado neste close-up. A estranha textura pertence a campos de formações de terreno irregular do tamanho de arranha-céus compostos quase inteiramente de gelo de metano, encontrado a altitudes extremas próximo ao equador de Plutão. 

Projetando sombras impressionantes, as altas escarpas semelhantes a facas parecem ter se formado por sublimação. Por meio daquele processo, o gelo de metano condensado transforma-se diretamente em gás metano, sem passar pelo estado líquido durante os períodos geológicos mais quentes de Plutão. 

No planeta Terra, a sublimação também pode produzir campos de lâminas de gelo semelhantes a facas, como as encontradas noalto platô da cadeia montanhosa dos Andes. Chamadas penitentes, aquelas estruturas  laminadas são feitas de gelo de água e têm, na maioria poucos metros de altura.

Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha

Imaged during the New Horizons spacecraft flyby in July 2015, Pluto's bladed terrain is captured in this close-up of the distant world. The bizarre texture belongs to fields of skyscraper-sized, jagged landforms made almost entirely of methane ice, found at extreme altitudes near Pluto's equator. 

Casting dramatic shadows, the tall, knife-like ridges seem to have been formed by sublimation. By that process, condensed methane ice turns directly to methane gas without passing through a liquid phase during Pluto's warmer geological periods. 

On planet Earth, sublimation can also produce standing fields of knife-like ice sheets, found along the high plateau of the Andes mountain range. Known as penitentes, those bladed structures are made of water ice and at most a few meters tall.

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Puppis A Supernova Remnant | Puppis A, os restos de uma Supernova


Alimentado pela explosão de uma grande estrela, o remanescente de supernova Puppis A está blasting o meio interestelar no seu entorno, a uns 7.000 anos-luz de distância. Àquela distância, este colorido campo estelar baseado em dados de imagem óptica de banda larga e estreita tem cerca de 60 anos-luz de diâmetro. 

À medida que os restos da explosão de supernova (no alto, à direita) se expandem  por seus arredores clumpy, não-uniformes, filamentos  de atomos de oxigênio brilham em tons verde-azulados. E atomos de hidrogenio e nitrogenio aparecem em vermelho. A luz da propria supernova inicial, desencadeada pelo colapso do nucleo de uma estrela de grande massa, teria chegado à Terra cerca de 3.700 anos atrás. 

Os restos de Puppis A são, na verdade, vistos através de emissões distantes dos restos da mais proxima porém mais antiga supernova de Vela, próximo ao populoso plano da Via Láctea. Ainda brilhando através do espectro electromagnetico, Puppis A continua sendo uma das mais intensas fontes de raios X no céu.

Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha

Driven by the explosion of a massive star, supernova remnant Puppis A is blasting into the surrounding interstellar medium about 7,000 light-years away. At that distance, this colorful telescopic field based on broadband and narrowband optical image data is about 60 light-years across. 

As the supernova remnant (upper right) expands into its clumpy, non-uniform surroundings, shocked filaments of oxygen atoms glow in green-blue hues. Hydrogen and nitrogen are in red. Light from the initial supernova itself, triggered by the collapse of the massive star's core, would have reached Earth about 3,700 years ago. 

The Puppis A remnant is actually seen through outlying emission from the closer but more ancient Vela supernova remnant, near the crowded plane of our Milky Way galaxy. Still glowing across the electromagnetic spectrum Puppis A remains one of the brightest sources in the X-ray sky.

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Portrait of NGC 281 | Retrato de NGC 281


Olhe atraves da nuvem cosmica catalogada como NGC 281 e você poderá não notar as estrelas do aglomerado aberto IC 1590. Ainda assim, formadas no interior da nebulosa, as jovens e grandes estrelas daquele aglomerado acabam alimentando o permeante brilho nebular. 

As  atraentes formas que aparecem neste retrato de NGC 281 são colubas esculpidas e densos globulos de poeira vistos em silhueta, erodidos por intensos ventos energeticos e radiação vindos das quentes estrelas dos aglomerados. Se elas sobreviverem por tempo suficiente, as estruturas de poeira também poderia vir a ser locais de futura formação estelar. 

Divertidamente chamada Nebulosa Pacman devido ao seu formato geral, NGC 281 está distante cerca de 10.000 anos-luz, na constelação de Cassiopeia. Esta nitida imagem composta foi feita através de filtros de banda estreita, combinando emissões de atomos de hidrogenio, enxofre  e oxigenio da nebulosa em tons verdes, vermelhos e azuis. Ela se espalha por mais de 80 anos-luz à distância estimada de NGC 281.

Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha

Look through the cosmic cloud cataloged as NGC 281 and you might miss the stars of open cluster IC 1590. Still, formed within the nebula that cluster's young, massive stars ultimately power the pervasive nebular glow. 

The eye-catching shapes looming in this portrait of NGC 281 are sculpted columns and dense dust globules seen in silhouette, eroded by intense, energetic winds and radiation from the hot cluster stars. If they survive long enough, the dusty structures could also be sites of future star formation. 

Playfully called the Pacman Nebula because of its overall shape, NGC 281 is about 10,000 light-years away in the constellation Cassiopeia. This sharp composite image was made through narrow-band filters, combining emission from the nebula's hydrogen, sulfur, and oxygen atoms in green, red, and blue hues. It spans over 80 light-years at the estimated distance of NGC 281.

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Cassini's Last Ring Portrait at Saturn | A última imagem dos aneis de Saturno pela Cassini


Como deveria a Cassini dizer adeus a Saturno? Três dias antes de mergulhar no lado de Saturno iluminado pelo Sol, a espaçonave robotica Cassini passou longe por trás do lado noturno de Saturno, com as cameras disparando. 

Trinta e seis dessas imagens foram fundidas numa só — por um cidadão cientista alerta adepto — um último retrato do completo com os aneis do planeta que hopedou a Cassini durante os últimos 13 anos. O Sol está logo acima do quadro, levando  Saturno a projetar uma sombra escura sobre seus enormes aneis. 

Esta posição nas sombas não poderia ser fotografada da Terra, e não será visível novamente até que outra espaçonave lançada da Terra visite novamente o gigante anelado. Dados e imagens do mergulho na atmosfera de Saturno que encerrou a missão da Cassini, em 15 de setembro, continuam sendo analisados.

Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha

How should Cassini say farewell to Saturn? Three days before plunging into Saturn's sunny side, the robotic Cassini spacecraft swooped far behind Saturn's night side with cameras blazing. 

Thirty-six of these images have been merged -- by an alert and adept citizen scientist -- into a last full-ring portrait of Cassini's home planet for the past 13 years. The Sun is just above the frame, causing Saturn to cast a dark shadow onto its enormous rings. 

This shadow position cannot be imaged from Earth and will not be visible again until another Earth-launched spaceship visits the ringed giant. Data and images from Cassini's mission-ending dive into Saturn's atmosphere on September 15 continue to be analyzed.

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

LIGO-Virgo GW170814 Skymap | Mapa celeste de LIGO-Virgo GW170814

De locais distintos no planeta Terra, três detectores de ondas gravitacionais  informaram agora uma detecção conjunta de ondulações no espaço-tempo, a quarta detecção anunciada de fusão de um buraco negro binario no universo distante. 

O evento foi registrado em 14 de agosto de 2017, e assim batizado como GW170814, pelos locais de observatorio LIGO em Hanford, Washington, eLivingston, Louisiana, e o mais recentemente operaciona Observatorio Virgo, proximo a Pisa, Italia. 

O sinal foi emitido nos momentos finais da união de dois buracos negros com  31 e 25 vezes a massa solar, localizados a cerca de 1,8 bilhão de anos-luz. Mas a comparação do tempo das três detecções de ondas gravitacionais todos os três locais permitiu aos astronomos aprimorar muito a localização da origem do sinal no céu. 

Logo acima das Nuvens de Magalhães, e geralmente na direção da constelação de Eridani, a unica região do céu consistente com os sinais em todos  os tres detectores é indicada pela linha de contorno amarela neste mapa de todo o céu. 

A projeção de todo o céu inclui o arco da Via Lactea. Uma localização por três detectores  da fonte de ondas gravitacionais aprimorada permitiu rapidas observações de follow-up por outros observatorios mais convencionais de ondas eletromagneticas que podem procurar sinais potencialmente relacionados. 

O acrescimo do detector Virgo tambem permitiu a medição da polarização de ondas gravitacionais, uma propriedade que ajuda a confirmar as previsões da teoria geral da relatividade de Einstein.

Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha

From around planet Earth three gravitational wave detectors have now reported a joint detection of ripples in spacetime, the fourth announced detection of a binary black hole merger in the distant Universe. 

The event was recorded on 2017 August 14, and so christened GW170814, by the LIGO observatory sites in Hanford, Washington and Livingston, Louisiana, and the more recently operational Virgo Observatory near Pisa, Italy. 

The signal was emitted in the final moments of the coalescence of two black holes of 31 and 25 solar masses located about 1.8 billion light-years away. But comparing the timing of the gravitational wave detections at all three sites allowed astronomers to vastly improve the location of the signal's origin on the sky. 

Just above the Magellanic clouds and generally toward the constellation Eridanus, the only sky region consistent with signals in all three detectors is indicated by the yellow contour line in this all-sky map. 

The all-sky projection includes the arc of our Milky Way Galaxy. An improved three-detector location of the gravitational wave source allowed rapid follow-up observations by other, more conventional, electromagnetic wave observatories that can search for potentially related signals. 

The addition of the Virgo detector also allowed the gravitational wave polarization to be measured, a property that further confirms predictions of Einstein's general relativity.

domingo, 1 de outubro de 2017

Concept Plane: Supersonic Green Machine | Avião Conceito: Máquina verde supersonica


Como serão os aviões de carreira no futuro? Para ajudar a idealizar atributos desejáveis e funcionais, a NASA patrocina competições de design. Esta foto mostra o desenho artistico de um avião conceito que foi sugerido em 2010. 

Este avião futuristico deveria atingir velocidades supersonicas, possivelmente superando as velocidades dos aviões de transporte supersonicos que foram usados comercialmente no final do seculo 20. 

Em termos de redução de ruído, o futuro avião foi desenhado com uma asa em V invertido sobre seus motores. A estrutura foi planejada para reduzir o incômodo som gerado pelos trovões (boom) sonicos. 

Além disso, os aviões do futuro deverão afetar pouco o meio ambiente, inclusive com limites "verdes" de poluição e consumo de combustivel. Aeronaves que utilizarão conceitos de design similares poderão muito bem entrar em operação na década de 2030.

Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha

What will passenger airplanes be like in the future? To help brainstorm desirable and workable attributes, NASA sponsors design competitions. Shown here is an artist's depiction of a concept plane that was suggested in 2010. 

This futuristic plane would be expected to achieve supersonic speeds, possibly surpassing the speeds of the supersonic transport planes that ran commercially in the late twentieth century. 

In terms of noise reduction, the future aircraft has been drawn featuring an inverted V wing stretched over its engines. The structure is intended to reduce the sound from annoying sonic booms. 

Additionally, future airplanes would aim to have relatively little impact on our environment, including green limits on pollution and fuel consumption. Aircraft utilizing similar design concepts might well become operational by the 2030s.