Astronomia, astrofísica, astrogeologia, astrobiologia, astrogeografia. O macro Universo em geral, deixando de lado os assuntos mundanos. Um olhar para o sublime Universo que existe além da Terra e transcende nossas brevíssimas vidas. Astronomy astrophysics, astrogeology, astrobiology, astrogeography. The macro Universe in general, putting aside mundane subjects. A look at the sublime Universe that exists beyond Earth and transcends our rather brief life spans.
domingo, 24 de setembro de 2017
A Conjunction of Comets | Conjunção de cometas
Uma conjunção de cometas foi capturada neste bonito campo estelar na manhã de 17 de setembro. Descoberto em julho por uma pesquisa celeset robótica a´procura de supernovas, o cometa C/2017 O1 ASASSN Está no canto inferior esquerdo.
O brilho esverdeado visível de sua cabeleira é produduzido pela fluorescência de moléculas diatômicas de carbono sob a luz solar. Quase em sua aproximação máxima do Sol, o cometa binocular stava apenas uns 7,2 minutos-luz da Terra.
No mesmo campo de visão telescopica está o cometa de cauda longa C/2015 ER61 PanSTARRS distanciando-se do Sol, no canto superior direito, distante quase 14 minutos -luz. Distante muito anos -luz, o estrelado plano de fundo inclui esmaecidas nebulosas de poeira da Via Láctea. O conhecido aglomerado estelar das Pleiades situa-se logo além do canto superior direito da imagem.
Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha
A conjunction of comets is captured in this pretty star field from the morning of September 17. Discovered in July by a robotic sky survey searching for supernovae, comet C/2017 O1 ASASSN is at the lower left.
The visible greenish glow of its coma is produced by the fluorescence of diatomic carbon molecules in sunlight. Nearing its closest approach to the Sun, the binocular comet was only about 7.2 light-minutes from Earth.
In the same telescopic field of view is the long-tailed, outbound comet C/2015 ER61 PanSTARRS at the upper right, almost 14 light-minutes away. Many light-years distant, the starry background includes faint, dusty nebulae of the Milky Way. The well-known Pleiades star cluster lies just off the top right of the frame.
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sábado, 23 de setembro de 2017
A September Morning Sky | Céu de uma manhã de setembro
A Lua, três planetas, e uma estrela brilhante se reuniram próximo ao plano ecliptico, no céu matinal de 18 de setembro, sobre o Castelo Veszprem, na Hungria. Nesta paisagem celeste de crepúsculo, Mercúrio e Marte ainda brilham próximos ao horizonte leste, para logo desaparecerem ofuscados pelo brilho do Sol.
Regulus, estrela alfa da constelação do Leão, é o ponto brilhante próximo à waning Lua crescente, com o brilhante Vênus próximo ao topo da imagem. A bela conjunção matinal da Lua, planetas, e uma estrela brilhante podiam geralmente ser acompanhados por madrugadores por todo o planeta Terra.
Notavelmente, porém, a Lua também ocultou, ou passou direto em frente de, Regulus e cada um dos três planetas no espaço de 24 horas, tudo em 18 de setembro, no horário UT. Visível de diferentes localidades, observar as ocultações lunares no momento exato foi algo muito mais diferente, no entanto, e, na maioria dos casos, a observação basicamente tinha de ser feita sob céu diurno.
Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha
The Moon, three planets, and a bright star gathered near the ecliptic plane in the September 18 morning sky over Veszprem Castle, Hungary. In this twilight skyscape, Mercury and Mars still shine close to the eastern horizon, soon to disappear in the glare of the Sun.
Regulus, alpha star of the constellation Leo, is the bright point next to a waning crescent Moon, with brilliant Venus near the top of the frame. The beautiful morning conjunction of Moon, planets, and bright star could generally be followed by early morning risers all around planet Earth.
But remarkably, the Moon also occulted, or passed directly in front of, Regulus and each of the three planets within 24 hours, all on September 18 UT. Visible from different locations, timing and watching the lunar occultations was much more difficult though, and mostly required viewing in daytime skies.
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sexta-feira, 22 de setembro de 2017
Solar Eclipse Solargraph | Solargrafia de Eclipse Solar
Hoje é o dia do equinócio de setembro. Rumo ao sul, a trajetória do Sol através do céu cruzará o equador celestial às 20h02 UT. Claro que a data do equinócio resulta em dias e noites (majoritariamente) iguais por todo o planeta Terra.
Mas em 21 de agosto, a trajetória do Sol pelo céu encontrou uma pequena noite extra para alguns. Feita com uma câmera de buraco de alfinete de lata de bebida e papel fotossensível, esta criativa solargrafia acompanha a trajetória do Sol naquela data.
Numa exposição que durou o dia inteiro, ela traça o arco do Sol ainda elevando-se alto no céu do norte, alinhada a uma foto panoramica da paisagem local ao fundo. A falha no arco representa a duração das fases total e parcial do eclipse solar em um céu límpido sobre Lowman, Idaho, EUA.
Lá, a noite extra (totalidade) durou cerca de 2 minutos. A ampla falha no arco do Sol também cobre a falta de luz solar durantes as fases, mais longas, de eclipse parcial.
Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha
Today is the September equinox. Heading south, the Sun's path through the sky will cross the celestial equator at 20:02 UT. Of course the equinox date results in (mostly) equal night and day all over planet Earth.
But on August 21 the Sun's path through the sky found a little extra-night for some. Made with a drink can pinhole camera and light-sensitive paper, this creative solargraph follows the Sun's path on that date.
An all-day exposure, it traces the Sun's arc still rising high in northern skies, aligned with a panoramic snapshot of the local landscape at the bottom. The gap in the arc represents the duration of the partial and total phases of the solar eclipse in clear skies over Lowman, Idaho, USA.
There, the extra-night (totality) lasted for about 2 minutes. The broad gap in the Sun's arc also covers the loss of sunlight during the more extended partial eclipse phases.
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quinta-feira, 21 de setembro de 2017
Veil Nebula: Wisps of an Exploded Star | A Nebulosa do Véu: Tufos de uma estrela que explodiu
Tufos como estes são tudo o que resta de visível de uma estrela da Via Láctea. Cerca de 7.000 anos atrás, aquela estrela explodiu em uma supernova, deixando a Nebulosa do Véu. À época, a nuvem em expansão era, provavelmente, tão brilhante quanto a Lua crescente, permanecendo visivel por semanas para pessoas que viveram no início da histroria de que se tem registro.
Hoje em dia, os remanescentes resultantes da supernova, também denominados Laço do Cisne, esmaeceram e agora só são visiveis através de pequenos telescópios apontados para a constelação do Cisne. No entanto, a remanescente Nebulosa do Véu é fisicamente enorme, e muito embora situe-se à distancia de uns 1.400 anos-luz, cobre uma área no céu maior que o tamanho da Lua cheia.
Esta foto é um mosaico de seis imagens juntas do Hubble cobrindo um trecho de apenas dois anos-luz, uma pequena parte do grande remanescente da supernova. Em imagens de toda a Nebulosa do Véu, até mesmo leitores estudiosos podem não conseguir identificar esses filamentos.
Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha
Wisps like this are all that remain visible of a Milky Way star. About 7,000 years ago that star exploded in a supernova leaving the Veil Nebula. At the time, the expanding cloud was likely as bright as a crescent Moon, remaining visible for weeks to people living at the dawn of recorded history.
Today, the resulting supernova remnant, also known as the Cygnus Loop, has faded and is now visible only through a small telescope directed toward the constellation of the Swan (Cygnus). The remaining Veil Nebula is physically huge, however, and even though it lies about 1,400 light-years distant, it covers over five times the size of the full Moon.
The featured picture is a Hubble Space Telescope mosaic of six images together covering a span of only about two light years, a small part of the expansive supernova remnant. In images of the complete Veil Nebula, even studious readers might not be able to identify the featured filaments.
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quarta-feira, 20 de setembro de 2017
Bright Spiral Galaxy M81 | A brilhante galáxia espital M81
Uma das mais brilhantes galáxias visiveis no ceu do planeta Terra tem tamanho similar ao da nossa Via Láctea: a grande e bela M81. Esta grandiosa galáxia pode ser encontrada na direção da constalação da Ursa Maior, ao norte.
Esta vista soberbamente detalhada revela o brilhante núcleo amarelo de M81, seus braços espirais azuis e trilhas de poeira cósmica de uma escala comparável à Via Láctea.
Indicando um passado conturbado, uma notável trilha de poeira de fato cruza direto o disco, apra a esquerda do centro galactico, contrary às outras proeminentes caracteristicas espirais de M81. A trilha de poeira errante pode ser o duradouro resultado de um encontro próximo entre M81 e sua galáxia companheira menor, M82.
O escrutínio de estrelas variáveis em M81 levou ao estabelecimento de uma das distãncia mais bem determinadas para galáxias externas — 11,8 milhões de anos-luz.
Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha
One of the brightest galaxies in planet Earth's sky is similar in size to our Milky Way Galaxy: big, beautiful M81. This grand spiral galaxy can be found toward the northern constellation of the Great Bear (Ursa Major).
This superbly detailed view reveals M81's bright yellow nucleus, blue spiral arms, and sweeping cosmic dust lanes with a scale comparable to the Milky Way.
Hinting at a disorderly past, a remarkable dust lane actually runs straight through the disk, to the left of the galactic center, contrary to M81's other prominent spiral features. The errant dust lane may be the lingering result of a close encounter between M81 and its smaller companion galaxy, M82.
Scrutiny of variable stars in M81 has yielded one of the best determined distances for an external galaxy -- 11.8 million light-years.
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terça-feira, 19 de setembro de 2017
Orion above Easter Island | Orion sobre a Ilha de Páscoa
Por que razão foram construídas as estátuas da Ilha de Páscoa? Ninguém sabe ao certo. O quese sabe ao certo é que lá existem mais de 800 grandes estatuas de pedra. As estátuas da Ilha de Páscoa têm, em média, mais que o dobro da altura de uma pessoa comum, e massa mais de 200 vezes superior.
Poucos detalhes são conhecidos a respeito da história ou significado das incomuns esculturas de pedra, porém, muita gente acredita que elas teriam sido criadas há 700 anos, retratando os líderes locais de uma civilização perdida.
Nesta foto, uma as antigas esculturas Moai foi retratada em 2016 diante da constelação de Orion, incluindo a famosa linha do cinturão de três estrelas e as brilhantes estrelas Betelgeuse (à extrema esquerda, em vermelho) e Rigel (no alto, ao centro). Os gigantes de pedra parecem, no entanto, estar inspecionando a estrela mais brilhante do céu noturno (à extrema direita): Sirius.
Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha
Why were the statues on Easter Island built? No one is sure. What is sure is that over 800 large stone statues exist there. The Easter Island statues, stand, on the average, over twice as tall as a person and have over 200 times as much mass.
Few specifics are known about the history or meaning of the unusual rock sculptures, but many believe that they were created about 700 years ago in the images of local leaders of a lost civilization.
Featured here, one of the ancient Moai sculptures was imaged in 2016 before the constellation of Orion, including the famous line of three belt stars and brilliant stars Betelgeuse (far left in red) and Rigel (upper center). The stone giant appears, however, to be inspecting the brightest star in the night sky (far right): Sirius.
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segunda-feira, 18 de setembro de 2017
Flare Well AR2673 | Labareda Well AR2673
Quase fora da visão de observadores em nosso agradavel planeta, girando ao redor da borda oeste do Sol, a gigantesca região ativa AR2673 lançou outra intensa labareda solar seguida de uma grande ejeção de massa coronal, em 10 de setembro.
A labareda em si é visível aqui à direita, em uma imagem em ultravioleta extremo do Observatorio de Dinâmica Solar (SDO). Esta intensa labareda foi a quarta labareda classe X emitida por AR2673 neste mês.
A mais recente ejeção de massa coronal da região ativa colidiu com a magnetosfera da Terra dois dias depois. Despeça-se da potente AR2673, por ora. Durante as duas proximas semanas, o poderoso grupo de manchas solares estará no lado oposto do Sol.
Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha
Almost out of view from our fair planet, rotating around the Sun's western edge giant active region AR2673 lashed out with another intense solar flare followed by a large coronal mass ejection on September 10.
The flare itself is seen here at the right in an extreme ultraviolet image from the sun-staring Solar Dynamics Observatory. This intense flare was the fourth X-class flare from AR2673 this month.
The active region's most recent associated coronal mass ejection collided with Earth's magnetosphere 2 days later. Say farewell to the mighty AR2673, for now. For the next two weeks, the powerful sunspot group will be on the Sun's far side.
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domingo, 17 de setembro de 2017
100 Steps Forward | 100 passos à frente
Uma bela conjunção de Venus e a Lua, humano, areia e a Via Lactea é mostrada nesta paisagem celeste noturna no planeta Terra. A cena é um panorama de 6 fotos tiradas em um momento proximo ao final de uma jornada.
Em primeiro plano, as pegadas ao longo das dunas onduladas pelos ventos estão próximas ao oásis Huacachina, no deserto sudoeste do Peru. Uma cativante perspectiva do mundo à noite, a deslumbrante imagem final foi também escolhida vencedora do Concurso Internacional Fotografico de Terra e Céu 2017 O Mundo à Noite.
Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha
A beautiful conjunction of Venus and Moon, human, sand, and Milky Way is depicted in this night skyscape from planet Earth. The scene is a panorama of 6 photos taken in a moment near the end of a journey.
In the foreground, footsteps along the wind-rippled dunes are close to the Huacachina oasis in the southwestern desert of Peru. An engaging perspective on the world at night, the stunning final image was also chosen as a winner in The World at Night's 2017 International Earth and Sky Photo Contest.
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sábado, 16 de setembro de 2017
Cassini's Final Image | A imagem final da Cassini
Conforme planejado, a espaçonave Cassini chocou-se contra a atmosfera superior de Saturno em 15 de setembro, ao cabo de 13 anos de exploração do sistema saturnino.
Com os propulsores da espaçonave em atividade até o final, sua entrada atmosférica segui-se a uma inedita serie de mergulhos do Grand Finale entre Saturno e os aneis. O último sinal emitido pela Cassini levou 83 minutos para chegar até o planeta Terra e ao completo de antenas Rede Deep Space (Espaço Profundo) em Canberra, Australia onde a perda de contato com a espeçonave foi registrada às 11h55 UT.
Para a espaçonave, Saturno era brilhante e o Sol estava verticalmente acima quando ela mergulhou nos topos das nuvens giratórias do planeta gasoso gigante, à velocidade de uns 113.000 quilometros por hora.
Entretanto, a imagem final da Cassini mostra o local de impacto horas antes, e no lado do planeta onde ainda era noite, com os topos das nuvens iluminados pela luz solar refletida pelos aneis de Saturno.
Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha
As planned, the Cassini spacecraft impacted the upper atmosphere of Saturn on September 15, after a 13 year long exploration of the Saturnian System.
With spacecraft thrusters firing until the end, its atmospheric entry followed an unprecedented series of 22 Grand Finale dives between Saturn and rings. Cassini's final signal took 83 minutes to reach planet Earth and the Deep Space Network antenna complex in Canberra Australia where loss of contact with the spacecraft was recorded at 11:55 UT.
For the spacecraft, Saturn was bright and the Sun was overhead as it plowed into the gas giant planet's swirling cloud tops at about 70,000 miles (113,000 kilometers) per hour.
But Cassini's final image shows the impact site hours earlier and still on the planet's night side, the cloud tops illuminated by ringlight, sunlight reflected from Saturn's rings.
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sexta-feira, 15 de setembro de 2017
O mergulho final da Cassini | Cassini's Last Plunge
Em suas horas finais, a espaçonave Cassini da NASA transmitiu à Terra essas últimas imagens de Saturno, seus aneis e luas, ao preparar-se para encerrar sua viagem espacial de quase 20 anos de duração. Este video inclui a imagem final registrada pela Cassini, que mostra os topos das nuvens onde posteriormente mergulharia na atmosfera do planeta.
Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha
In its final hours, NASA’s Cassini spacecraft returned these last looks at Saturn, its rings and moons, as it prepared to end its nearly 20-year voyage in space. This video includes the final image Cassini took, which shows the cloud tops where it would later plunge into the atmosphere.
quinta-feira, 14 de setembro de 2017
NGC 6334: The Cat's Paw Nebula | NGC 6334: A Nebulosa da Pata de Gato
Nebulosas são, talvez, tão famosas por serem identificadas com formas familiares quanto os gatos por se meterem em encrencas. Mesmo assim, nenhum gato de que se tem notícia poderia ter criado a vasta Nebulosa da Pata de Gato, visível em Escorpião.
Distante 5.500 anos-luz, a Pata de Gato é uma nebulosa de emissões com uma cor vermelha que se origina de uma abundância de átomos de hidrogênio ionizado. Alternativamente chamada Nebulosa da Mandíbula de Urso, ou NGC 6334, estrelas com cerca de dez vezes a massa do Sol nasceram ali apenas nos últimos milhões de anos.
Esta foto é uma imagem de campo profundo da Nebulosa da Pata de Gato em luz emitida por hidrogenio, oxigenio e enxofre.
Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha
Nebulas are perhaps as famous for being identified with familiar shapes as perhaps cats are for getting into trouble. Still, no known cat could have created the vast Cat's Paw Nebula visible in Scorpius.
At 5,500 light years distant, Cat's Paw is an emission nebula with a red color that originates from an abundance of ionized hydrogen atoms. Alternatively known as the Bear Claw Nebula or NGC 6334, stars nearly ten times the mass of our Sun have been born there in only the past few million years.
Pictured here is a deep field image of the Cat's Paw Nebula in light emitted by hydrogen, oxygen, and sulfur.
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Astrofísica
quarta-feira, 13 de setembro de 2017
Video: A Total Solar Eclipse Close-Up in Real Time | Eclipse total solar em tempo real
Como você se sentiria se o Sol desaparecesse? Muitos observadores de eclipses nos EUA se surpreenderam com a admiração que sentiram e as exclamações que soltaram quando o Sol desapareceu momentaneamente por detrás da Lua.
Talvez esperando apenas um breve momento de crepúsculo, o espetáculo de uma incomumente rápida escuridão, com pérolas brilhantes de tirar o fôlego ao redor da borda da Lua, proeminências solares cor de rosa-choque, e uma coroa com estranhos detalhes estendendo-se através do céu pegaram vários rabugentos de surpresa.
Muitos desses atributos foram captados neste vídeo em tempo real, de três minutos de duração, do mais recente eclipse total solar, ocorrido no mês passado. Os quadros do video foram registrados em Warm Springs, Oregon, com um equipamento especialmente projetado por Jun Ho Oh para rastrear um close-up do perifério do Sol durante o eclipse. Ao final do video, o Sol é visto renascendo do outro lado da Lua, de onde desaparecera.
Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha
How would you feel if the Sun disappeared? Many eclipse watchers across the USA surprised themselves with the awe that they felt and the exclamations that they made as the Sun momentarily disappeared behind the Moon.
Perhaps expecting just a brief moment of dusk, the spectacle of unusually rapid darkness, breathtakingly bright glowing beads around the Moon's edge, shockingly pink solar prominences, and a strangely detailed corona stretching across the sky caught many a curmudgeon by surprise.
Many of these attributes were captured in the featured real-time, three-minute video of last month's total solar eclipse. The video frames were acquired in Warm Springs, Oregon with equipment specifically designed by Jun Ho Oh to track a close-up of the Sun's periphery during eclipse. As the video ends, the Sun is seen being reborn on the other side of the Moon from where it departed.
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terça-feira, 12 de setembro de 2017
The Climber and the Eclipse | O escalador e o eclipse
O que você deveria fazer se sua foto de escalada de rochedo fosse fotobombardeada por um eclipse solar total? Alegre-se — porque seu planejamento valeu a pena. Após meses considerando diferentes locais, e uma semana observando diferentes localizações no Parque Nacional Estadual Smith Rock, no Oregon, EUA, um grupo de fotografos e escaladores liderados por Ted Hesser, Martina Tibell e Michael Shainblum se estabaleceram na pitoresca torre Monkey Face, de 100 metros de altura como impressionante primeiro plano para suas imagens do então vindouro eclipse total solar .
A tensão aumentou quando a hora do eclipse se aproximou, justaposições planejadas foram escrutinadas, e a localização do escalador Tommy Smith foi ajustada. Bem no horário, no entanto, a Lua se moveu diante do Sol, e Smith moveu-se diante dela, exatamente conforme planejado. A imagem do eclipse solar aqui mostrada, na verdade, exibe um anel de diamante, uma fase do eclipse na qual um pouquinho do Sol distante ainda é visível além da superficie da Lua.
Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha
What should you do if your rock climbing picture is photobombed by a total eclipse of the Sun? Rejoice — because your planning paid off. After months of considering different venues, and a week of scouting different locations in Oregon's Smith Rock State Park, a group of photographers and rock climbers led by Ted Hesser, Martina Tibell, and Michael Shainblum settled on picturesque 100-meter tall Monkey Face tower as the dramatic foreground for their images of the pending total solar eclipse.
Tension mounted as the eclipse time approached, planned juxtapositions were scrutinized, and the placement of rock climber Tommy Smith was adjusted. Right on schedule, though, the Moon moved in front of the Sun, and Smith moved in front of the Moon, just as planned. The solar eclipse image displayed here actually shows a diamond ring, an eclipse phase when a bit of the distant Sun is still visible beyond the Moon's surface.
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segunda-feira, 11 de setembro de 2017
Cassini Approaches Saturn | A Cassini se aproxima de Saturno
Como seria a aproximação de Saturno a bordo de uma espaçonave? Não é preciso sequer imaginar — a espaçonave Cassini fez exatamente isso em 2004, registrando milhares de imagens pelo caminho, e mais outras centenas de milhares desde que entrou em orbita.
Algumas das primeiras imagens da Cassini foram digitalmente torcidas, cortadas e compiladas neste video inspirador, que é parte de um projeto maior de filme da IMAX em desenvolvimento, denominado Outside In.
Na sequencia final, Saturno cresce cada vez mais na aproximação enquanto a nublada lua Titã passa abaixo. Com Saturno girando no plano de fundo, a Cassini é em seguida mostrada sobrevoando a lua Mimas, com a grande Cratera Herschel claramente visivel. Os majestosos aneis de Saturno então tomam conta do espetaculo quando a Cassini cruza o fino plano dos aneis.
Sombras escuras dos aneis são projetadas sobre Saturno. Finalmente, a enigmatica lua de geiser de gelo Encelado aparece ao longe, sendo então aproximada logo que o videoclipe termina. A espaçonave Cassini, com o combustível se esgotando, deverá chegar ao fim na sexta-feira, quando será direcionada para chegar tão perto de Saturno que cairá nele e se derreterá.
Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha
What would it look like to approach Saturn in a spaceship? One doesn't have to just imagine -- the Cassini spacecraft did just this in 2004, recording thousands of images along the way, and hundreds of thousands more since entering orbit.
Some of Cassini's early images have been digitally tweaked, cropped, and compiled into the featured inspiring video which is part of a larger developing IMAX movie project named Outside In.
In the concluding sequence, Saturn looms increasingly large on approach as cloudy Titan swoops below. With Saturn whirling around in the background, Cassini is next depicted flying over Mimas, with large Herschel Crater clearly visible. Saturn's majestic rings then take over the show as Cassini crosses Saturn's thin ring plane.
Dark shadows of the ring appear on Saturn itself. Finally, the enigmatic ice-geyser moon Enceladus appears in the distance and then is approached just as the video clip ends. The Cassini spacecraft itself, low on fuel, is scheduled to end on Friday when it will be directed to approach so close to Saturn that it falls in and melts.
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The Flash Spectrum of the Sun | O espectro do clarão do Sol
Sob o céu límpido de Madras, Oregon, EUA, esta colorida composição de eclipse captou o furtivo espectro cromosférico ou de clarão do Sol. Apenas três exposições, feitas em 21 de agosto com lentes telescópicas e grade de difração, estão alinhadas no quadro.
Diretamente fotografado à extrema esquerda, o visual do Sol semelhante a um anel de diamantes no começo e no final do intervalo de totalidade abrange uma silheta do disco lunar no auge do eclipse.
Espalhado pela grade de difração no espectro de cores em direção à direita, o espectro fotosférico do Sol traça as duas riscas contínuas. Elas correspondem ao brilho fugaz do anel de diamante do normalmente ofuscante disco solar.
Mas imagens individuais do eclipse também aparecem em cada comprimento de onda emitida por atomos ao longo dos finos e fugazes arcos da cromosfera solar. As imagens mais brilhantes, ou mais intensas emissões cromosfericas, se devem a atomos de hidrogênio.
Emissões alfa vermelhas de hidrogenio estão à extrema direita, com series de emissões de hidrogênio azuis e púrpura à esquerda. No meio, a emissão amarela mais brilhante é causada por atomos de helio, um elemento só descoberto pela primeira vez no clarão do espectro solar.
Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha
In clear Madras, Oregon skies, this colorful eclipse composite captured the elusive chromospheric or flash spectrum of the Sun. Only three exposures, made on August 21 with telephoto lens and diffraction grating, are aligned in the frame.
Directly imaged at the far left, the Sun's diamond ring-like appearance at the beginning and end of totality brackets a silhouette of the lunar disk at maximum eclipse.
Spread by the diffraction grating into the spectrum of colors toward the right, the Sun's photospheric spectrum traces the two continuous streaks. They correspond to the diamond ring glimpses of the Sun's normally overwhelming disk.
But individual eclipse images also appear at each wavelength of light emitted by atoms along the thin, fleeting arcs of the solar chromosphere. The brightest images, or strongest chromospheric emission, are due to Hydrogen atoms.
Red hydrogen alpha emission is at the far right with blue and purple hydrogen series emission to the left. In between, the brightest yellow emission is caused by atoms of Helium, an element only first discovered in the flash spectrum of the Sun.
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domingo, 10 de setembro de 2017
Swirling Around the Eye of Hurricane Irma | Girando ao redor do olho do furacão Irma
Por que há um olho no centro de todo furacão? Não se sabe ainda ao certo. Entretanto, o que ocorre dentro e ao redor do olho dos furacões é algo bem documentado. O ar quente se eleva ao redor das bordas dos olhos, resfria-se, gira e se espalha pela grande tempestade, mergulhando basicamente nas bordas extremas.
No interior do olho de baixa pressão, o ar também afunda e se aquece — o que causa evaporação, calmaria, e clareamento — a luz solar pode até mesmo passar através. Bem na borda do olho, há uma alta muralha, a area dos ventos mais altos.
É especialmente perigoso sair para o exterior quando o olho tranquilo passar por cima porque logo a pessoa, novamente, estará exposta à violenta parede do olho da tempestade.
Aqui está um dos mais imptressionantes videos já feitos de um olho e da muralha giratória. O video de lapso temporal foi registrado do espaço pelo satélite GOES-16 da NASA na semana passada sobre um dos mais potentes ciclones tropicais da história até hoje registrada: O furacão Irma. Furacões podem ser extremamente perigosos, e seus parigos não estão restritos ao centro da tempestade.
Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha
Why does a hurricane have an eye at its center? No one is yet sure. What happens in and around a hurricane's eye is well documented, though. Warm air rises around the eye's edges, cools, swirls, and spreads out over the large storm, sinking primarily at the far edges.
Inside the low-pressure eye, air also sinks and warms — which causes evaporation, calm, and clearing -- sunlight might even stream through. Just at the eye's edge is a towering eyewall, the area of the highest winds.
It is particularly dangerous to go outside when the tranquil eye passes over because you are soon to experience, again, the storm's violent eyewall.
Featured is one of the most dramatic videos yet taken of an eye and rotating eyewall. The time-lapse video was taken from space by NASA's GOES-16 satellite last week over one of the most powerful tropical cyclones in recorded history: Hurricane Irma. Hurricanes can be extremely dangerous and their perils are not confined to the storm's center.
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sábado, 9 de setembro de 2017
Calm Waters and Geomagnetic Storm | Aguas calmas e tempestade geomagnetica
Estrelas muito facilmente reconhecíveis do céu do norte formam um plano de fundo para este mar iluminado pelo luar e a paisagem celeste ao largo de Cabo Cod, Massachusetts, EUA.
Tirada em 7 de setembro, a foto também, registra uma colorida exibição de luzes do norte ou aurora borealis desencadeada por uma forte tempestade geomagnetica.
Visivel cruzando o Sol, a gigantesca região solar ativa responsável, AR 2673, é muito maior que o planeta Terra.Ela produziu a mais forte labareda do atual ciclo solar e a ejeção de massa coronal direcionada à Terra nos últimos dias.
Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha
Very recognizable stars of the northern sky are a backdrop for calm waters in this moonlit sea and skyscape off Cape Cod, Massachusetts, US.
Taken on September 7, the photo also records a colorful display of northern lights or aurora borealis triggered by a severe geomagnetic storm.
Visible crossing the Sun, the giant solar active region responsible, AR 2673, is much larger than planet Earth. It has produced the strongest flare of the current solar cycle and the Earth-directed coronal mass ejection in the last few days.
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sexta-feira, 8 de setembro de 2017
The Great Gig in the Sky | O grande espetáculo no céu
Não há multidões na praia do lago Phillips, Oregon , em 21 de agosto. Mas algumas pessoas apareceram, por um momento, na escura sombra da Lua. Da praia, esta não planejada foto em mosaico registra seu longamente esperado eclipse solar.
Em dois paineis verticais, ele capta os últimos segundos da totalidade e o primeiro instante do 3º contato, assim que o eclipse terminou e a luz solar retorna aos poucos. Através dos EUA, aqueles reunidos ao longo da trajetoria da totalidade também tiraram fotos e compartilharam seus momentos.
E, assim como aqueles no Lago Phillips, eles podem treasure the experience mais do que qualquer outra foto, planejada ou não, do eclipse total do Sol.
Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha
There were no crowds on the beach at Phillips Lake, Oregon on August 21. But a few had come there to stand, for a moment, in the dark shadow of the Moon. From the beach, this unscripted mosaic photo records their much anticipated solar eclipse.
In two vertical panels it catches the last few seconds of totality and the first instant of 3rd contact, just as the eclipse ends and sunlight faintly returns. Across the US those gathered along the path of totality also took pictures and shared their moment.
And like those at Phillips Lake they may treasure the experience more than any planned or unplanned photograph of the total eclipse of the Sun.
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quarta-feira, 6 de setembro de 2017
Milky Way Voyager | Viajante na Via Láctea
Lançada em 1977 para uma turnê pelos planetas mais externos do Sistema Solar, a Voyager 1 e a 2 se tornaram as espaçonaves em operação por mais tempo e mais distantes da Terra.
horas-luz do Sol, a Voyager 2 chegou à borda da heliosfera, a região definida pela influência do vento solar e do campo magnetico do Sol.
Agora o primeiro mensageiro da humanidade na Via Láctea, a Voyager 1 está distante mais de 19 horas-luz, além da heliosfera, no espaço interestelar. Comemoramos os 40 anos da jornada das Voyagers rumo às estrelas com a NASA, em 5 de setembro.
Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha
Launched in 1977 on a tour of the outer planets of the Solar System, Voyager 1 and 2 have become the longest operating and most distant spacecraft from Earth. Nearly 16 light-hours from the Sun, Voyager 2 has reached the edge of the heliosphere, the realm defined by the influence of the solar wind and the Sun's magnetic field.
Now humanity's first ambassador to the Milky Way, Voyager 1 is over 19 light-hours away, beyond the heliosphere in interstellar space. Celebrate the Voyagers' 40 year journey toward the stars with NASA on September 5.
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astronomia
Saturn in Blue and Gold | Saturno em azul e dourado
Por que Saturno é parcialmente azul? Esta foto de Saturno se aproxima daquilo que o olho humano veria se pairasse proximo ao gigantesco planeta anelado. A imagem foi obtida em março de 2006 pela espaçonave robotica Cassini, atualmente orbitando Saturno.
Aqui, os majestosos aneis de Saturno aparecem diretamente apenas como uma fina linha vertical. Os aneis mostram sua estrurura complexa nas sombras escuras que na parte esquerda da imagem. A lua fonte Encelado de Saturno, com um diametro de apenas uns 500 quilometros, é vista como o ressalto no plano dos aneis.
O hemisferio norte de Saturno pode parecer parcialmente azul pela mesma razão que o ceu da Terra aparenta ser azul —as moleculas nas partes sem nuvens nas atmosferas de ambos os planetas difundem melhor a luz azul do que a vermelha.
Entretanto, quando se olha profundamente pelas nuvens de Saturno, o tom natural dourado delas torna-se predominante. Não se sabe por que o sul de Saturno não exibe o mesmo tom azul — uma hipotese é a de que as nuvens seriam mais altas lá. Tampouco se sabe por que as nuvens de saturno têm a cor dourada. Neste mês, a Cassini encerrará sua missão com um emocionante mergulho final na atmosfera de Saturno.
Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha
Why is Saturn partly blue? The featured picture of Saturn approximates what a human would see if hovering close to the giant ringed world. The image was taken in 2006 March by the robot Cassini spacecraft now orbiting Saturn.
Here Saturn's majestic rings appear directly only as a thin vertical line. The rings show their complex structure in the dark shadows they create on the image left. Saturn's fountain moon Enceladus, only about 500 kilometers across, is seen as the bump in the plane of the rings.
The northern hemisphere of Saturn can appear partly blue for the same reason that Earth's skies can appear blue -- molecules in the cloudless portions of both planet's atmospheres are better at scattering blue light than red.
When looking deep into Saturn's clouds, however, the natural gold hue of Saturn's clouds becomes dominant. It is not known why southern Saturn does not show the same blue hue -- one hypothesis holds that clouds are higher there. It is also not known why Saturn's clouds are colored gold. Next month, Cassini will end its mission with a final dramatic dive into Saturn's atmosphere.
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astronomia
terça-feira, 5 de setembro de 2017
Europa and Jupiter from Voyager 1 | Europa e Jupiter vistas pela Voyager 1
O que são aquelas manchas em Jupiter? Maior e mais longa, logo à direita do centro, está a Grande Mancha Vermelha — um enorme sistema de tempestades enfurecidas que varrem Jupiter possivelmente desde a sua provável notação por Giovanni Cassini, há 352 anos.
Ainda não se sabe por que a Grande Mancha é vermelha. A mancha na direção da parte inferior esquerda é uma das maiores luas de Jupiter: Europa. Imagens obtidas pela Voyager em 1979 embasam a moderna hipotese de que Europa contém um oceano subterrâneo sendo, portanto, um bom lugar para se procurar por vida extraterrestre.
Mas e a mancha escura no canto superior direito? Trata-se da sombra de outra das grandes luas de Jupiter: Io. A Voyager 1 descobriu que Io é tão vulcanica que não foi possivel encontrar nela qualquer cratera de impacto.
Dezesseis quadros do sobrevoo da Voyager 1 por Jupiter, em 1979, foram recentemente reprocessados e combinados para criar esta imagem. Quarenta anos atrás, neste mesmo dia, a Voyager 1 foi lançada da Terra e iniciou uma das maiores explorações do Sistema Solar de todos os tempos.
Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha
What are those spots on Jupiter? Largest and furthest, just right of center, is the Great Red Spot — a huge storm system that has been raging on Jupiter possibly since Giovanni Cassini's likely notation of it 352 years ago.
It is not yet known why this Great Spot is red. The spot toward the lower left is one of Jupiter's largest moons: Europa. Images from Voyager in 1979 bolster the modern hypothesis that Europa has an underground ocean and is therefore a good place to look for extraterrestrial life.
But what about the dark spot on the upper right? That is a shadow of another of Jupiter's large moons: Io. Voyager 1 discovered Io to be so volcanic that no impact craters could be found. Sixteen frames from Voyager 1's flyby of Jupiter in 1979 were recently reprocessed and merged to create the featured image. Forty years ago today, Voyager 1 launched from Earth and started one of the greatest explorations of the Solar System ever.
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astronomia
A Waterspout in Florida | Tromba d'água na Flórida
O que está acontecendo sobre a água? Esta foto é uma das melhores imagens já obtidas de uma tromba d´água, um tipo de tornado que ocorre sobre a água. São colunas giratorias de ar úmido em ascenção que tipicamente se formam sobre massas de ar mornas.
Trombas d'água podem ser tão perigosas quanto tornados, com ventos de mais de 200 quilometros por hora. Algumas se formam longe de tempestades de trovão, e até mesmo durante condições climáticas relativamente boas. Elas podem ser relativamente transparentes e inicialmente visíveis somente por um padrão incomum que criam na água.
Esta imagem foi registrada em julho de 2013, prpximo à Baía de Tampa Bay, na Florida. O Oceano Atlantico ao largo da costa da Florida é indiscutivelmente a mais ativa região do mundo na formação de trombas d'água, com centenas delas se formando todos os anos. Algumas pessoas especulam que as trombas d'água seriam responsáveis por alguns dos desaparecimentos registrados no Triângulo das Bermudas.
Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha
What's happening over the water? Pictured here is one of the better images yet recorded of a waterspout, a type of tornado that occurs over water. Waterspouts are spinning columns of rising moist air that typically form over warm water.
Waterspouts can be as dangerous as tornadoes and can feature wind speeds over 200 kilometers per hour. Some waterspouts form away from thunderstorms and even during relatively fair weather. Waterspouts may be relatively transparent and initially visible only by an unusual pattern they create on the water. The featured image was taken in 2013 July near Tampa Bay, Florida.
The Atlantic Ocean off the coast of Florida is arguably the most active area in the world for waterspouts, with hundreds forming each year. Some people speculate that waterspouts are responsible for some of the losses recorded in the Bermuda Triangle.
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curiosidades
segunda-feira, 4 de setembro de 2017
Saturn's Rings from the Inside Out | Os aneis de Saturno vistos de dentro para fora
Como são os aneis de Saturno vistos do planeta? Imagens da espaçonave robotics Cassini estão proporcionando à humanidade este ponto de vista sem precedentes, ao chegar perto de completar sua missão.
As órbitas anteriores de Grand Finale da Cassini, todas imagens do majestoso sistema de aneis de Saturno, foram obtidas do interior dos aneis olhando para eles. Na foto com o inserto está este notável vídeo, no qual as posições da espaçonave são representadas na animação ao redor.
Detalhes dos complexos aneis são evidentes quando a curta sequência de lapso temporal se inicia, enquanto a extrema finura de papel dos aneis se torna aparente próximo ao final do video.
Estas fotos foram tiradas em 20 de agosto. Restam à Cassini apenas mais algumas órbitas ao redor de Saturno antes que ela seja direcionada para um mergulho no planeta gigante, em 15 de setembro.
Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha
What do Saturn's rings look like from Saturn? Images from the robotic spacecraft Cassini are providing humanity with this unprecedented vantage point as it nears the completion of its mission.
Previous to Cassini's Grand Finale orbits, all images of Saturn's majestic ring system were taken from outside of the rings looking in. Pictured in the inset is the remarkable video, while the spacecraft's positions are depicted in the surrounding animation.
Details of the complex rings are evident as the short time-lapse sequence begins, while the paper-thin thickness of the rings becomes apparent near the video's end. The featured images were taken on August 20. Cassini has only a few more orbits around Saturn left before it is directed to dive into the giant planet on September 15.
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astronomia
domingo, 3 de setembro de 2017
Panoramic Eclipse Composite with Star Trails | Composite Panoramic Eclipse with Star Trails
O que estava acontecendo no ceu durante o eclipse total solar da semana passada? Esta composição de pequeno planeta, todo o ceu, com duplo lapso temporal, digitalmente fundida, captou a ação celestial durante a noite e o dia, a partir de uma só localidade.
Neste panorama de 360x180, o norte o o sul são o topo e a parte inferior da imagem, enquanto o leste e o oeste estão nas bordas esquerda e direita, respectivamente. Durante quatro horas, na noite anterior ao eclipse, trilhas de estrelas foram capturadas circundando o polo norte celestial (embaixo) à medida que a Terra girava.
Durante o dia do eclipse total, o Sol foi fotografado a cada quinze minutos, do nascer ao pôr-do-sol (topo), às vezes em eclipse parcial. Todas essas imagens foram então digitalmente fundidas em uma só imagem, obtida exatamente durante o eclipse total solar.
Então, a brilhante coroa solar pôde ser vista flamejando ao redor da escura Lua nova (no alto, à esquerda), enquanto Venus simultaneamente tornava-se facilmente visivel (topo). A árvore no meio, abaixo da camera, é um Douglas fir (um tipo de pinheiro). As imagens foram obtidas com cuidado e planejamento no Lago Magone, Oregon, EUA.
Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha
What was happening in the sky during last week's total solar eclipse? This featured little-planet, all-sky, double time-lapse, digitally-fused composite captured celestial action during both night and day from a single location.
In this 360x180 panorama, north and south are at the image bottom and top, while east and west are at the left and right edges, respectively. During four hours the night before the eclipse, star trails were captured circling the north celestial pole (bottom) as the Earth spun.
During the day of the total eclipse, the Sun was captured every fifteen minutes from sunrise to sunset (top), sometimes in partial eclipse. All of these images were then digitally merged onto a single image taken exactly during the total solar eclipse.
Then, the Sun's bright corona could be seen flaring around the dark new Moon (upper left), while Venus simultaneously became easily visible (top). The tree in the middle, below the camera, is a Douglas fir. The images were taken with care and planning at Magone Lake in Oregon, USA.
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astronomia
Lunar View, Solar Eclipse | Visão lunar, eclipse solar
Orbitando acima do lado proximo lunar em 21 de agosto, a Sonda Orbital de Reconhecimento Lunar voltou-se para observar uma brilhante Terra Cheia. Conforme antecipado, sua Camera de Angulo Estreito varreu esta nitida vista do nosso agradavel planeta, captando a sombra da Lua Moon correndo por uma trajetoria atraves dos Estados Unidos a cerca de 1.500 milhas por hora.
Na verdade, a escura sombra lunar está centralizada sobre Hopkinsville, Kentucky às 1h25min30s do Horario de Verão Central. De lá, a Lua Nova bloqueava o Sol no alto de um ceu límpido por cerca de 2 minutos e 40 segundos em um eclipse total solar.
Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha
Orbiting above the lunar nearside on August 21, the Lunar Reconnaissance Orbiter turned to look back on a bright, Full Earth. As anticipated its Narrow Angle Camera scanned this sharp view of our fair planet, catching the shadow of the Moon racing along a path across the United States at about 1,500 miles per hour.
In fact, the dark lunar shadow is centered over Hopkinsville, Kentucky at 1:25:30 Central Daylight Time. From there, the New Moon blocked the Sun high in clear skies for about 2 minutes and 40 seconds in a total solar eclipse.
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astronomia
sexta-feira, 1 de setembro de 2017
Hubble's Megamaser Galaxy | A galaxia megamaser do Hubble
Fenomenos atraves do Universo emitem radiação por todo o espectro eletromagnetico — desde raios gama de alta energia, que fluem da maioria dos mais energeticos eventos do cosmos, até micro-ondas de baixa energia e ondas de radio.
Micro-ondas, a mesmissima radiação que aquece sua comida, são produzidas por uma variedade de fontes astrofisicas, inclusive fortes emissores chamados masers (lasers de micro-ondas), emissores ainda mais potentes com o um tanto infame nome de megamasers e os centros de algumas galaxies. Centros galacticos especialmente intensos e luminonos são denominados nucleos galacticos ativos. Acredita-se que eles, por sua vez, sejam alimentados pela presença de buracos negros supermassivos, que atraem para dentro a materia ao redor e expelem brilhantes jatos e radiação ao fazerem isso.
As duas galaxias aqui mostradas, fotografadas pelo Hubble, são denominadas MCG+01-38-004 (a superior, avermelhada) e MCG+01-38-005 (a inferior, azulada). MCG+01-38-005 (tambem denominada NGC 5765B) é um tipo especial de megamaser; o nucleo ativo da galaxia leva para fora enormes quantidades de energia, a qual estimula nuvens de água circundantes. So atomos de hidrogenio e oxigenio constituintes da água têm a capacidade de absorver parte dessa energia e reemiti-la em comprimentos de onda especificos, um dos quais situa-se dentro do regime de micro-ondas, invisível para o Hubble, porém detectavel por telescopios de micro-ondas. MCG+01-38-005 é, assim, denominado um megamaser de água!
Astronomos podem usar tais objetos para sondar as propriedades fundamentais do Universo. As emissões de micro-ondas de MCG+01-38-005 foram usadas para calcular um valor refinado para a constante de Hubble, uma medida da velocidade de expansão do Universo. Essa constante recebeu o nome do astronomo Edwin Hubble, cujas observações foram responsaveis pela descoberta do Universo em expansão, e que também deu nome ao Telescopio Espacial Hubble.
Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha
Phenomena across the Universe emit radiation spanning the entire electromagnetic spectrum — from high-energy gamma rays, which stream out from the most energetic events in the cosmos, to lower-energy microwaves and radio waves.
Microwaves, the very same radiation that can heat up your dinner, are produced by a multitude of astrophysical sources, including strong emitters known as masers (microwave lasers), even stronger emitters with the somewhat villainous name of megamasers and the centers of some galaxies. Especially intense and luminous galactic centers are known as active galactic nuclei. They are in turn thought to be driven by the presence of supermassive black holes, which drag surrounding material inwards and spit out bright jets and radiation as they do so.
The two galaxies shown here, imaged by the NASA/ESA Hubble Space Telescope, are named MCG+01-38-004 (the upper, red-tinted one) and MCG+01-38-005 (the lower, blue-tinted one). MCG+01-38-005 (also known as NGC 5765B) is a special kind of megamaser; the galaxy’s active galactic nucleus pumps out huge amounts of energy, which stimulates clouds of surrounding water. Water’s constituent atoms of hydrogen and oxygen are able to absorb some of this energy and re-emit it at specific wavelengths, one of which falls within the microwave regime, invisible to Hubble but detectable by microwave telescopes. MCG+01-38-005 is thus known as a water megamaser!
Astronomers can use such objects to probe the fundamental properties of the Universe. The microwave emissions from MCG+01-38-005 were used to calculate a refined value for the Hubble constant, a measure of how fast the Universe is expanding. This constant is named after the astronomer whose observations were responsible for the discovery of the expanding Universe and after whom the Hubble Space Telescope was named, Edwin Hubble.
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Astrofísica
A First Glimpse of the Great American Eclipse | Uma primeira visão do Grande Eclipse Americano
Chagando ao Oregon, a sombra umbral escura da Lua passeou pelos Estados Unidos em 21 de agosto. As pessoas reunidas ao longo de sua trajetoria de costa a costa testemunharam um eclipse total do Sol, possivelmente o mais amplamente disseminado evento celestial de toda a historia.
Mas primeiro, a sombra da Lua tocou o Pacifico norte e correu para o leste em direção à terra. Esta impressionante foto foi tirada durante a travessia da trajetoria da sombra, 250 milhas ao largo da costa do Oregon, 45.000 pés acima do nublado Pacifico norte.
Embora de uma totalidade menor, ela capta o eclipse antes que ele pudesse ser visto nos EUA continentais. Com o Sol eclipsado não muito acima, belas cores aparecem ao longo do horizonte oeste, abrindo caminho para um límpido ceu estratosferico preto na sombra da Lua.
Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha
Making landfall in Oregon, the Moon's dark umbral shadow toured the United States on August 21. Those gathered along its coast to coast path were witness to a total eclipse of the Sun, possibly the most widely shared celestial event in history.
But first, the Moon's shadow touched the northern Pacific and raced eastward toward land. This dramatic snapshot was taken while crossing the shadow path 250 miles off the Oregon coast, 45,000 feet above the cloudy northern Pacific.
Though from a shorter totality, it captures the eclipse before it could be seen from the US mainland. With the eclipsed Sun not far above, beautiful colors appear along the western horizon giving way to a clear, pitch-black, stratospheric sky in the shadow of the Moon.
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