Pesquisar conteúdo deste blog

domingo, 5 de novembro de 2017

Orionid Meteors from Orion | Meteros das Orionidas de Orion


Meteoros vêm sendo disparados da constelação de Orion. Isso era esperado, já que outubro é a época do ano em que ocorre a Chuva de Meteoros das Orionidas. Nesta foto, mais de uma duzia de meteoros foram captados em exposições sucesivamente acrescentadas, no fim de semana passado, sobre o vulcão Wulan Hada, na  Mongolia Interior, China. 

Esta imagem mostra multiplas riscas de meteoros que podem ser todas elas conectadas a uma unica pequena região do ceu chamada radiante, aqui visivel logo acima e à esquerda do Cinturão de Orion. Os meteoros das Orionidas começaram como pedaços do tamanho de grãos de areia expelidos pelo Cometa Halley durante uma de suas jornadas ao interior do Sistema Solar. 

O Cometa Halley é, na verdade, responsável por duas conhecidas chuvas de meteoros, sendo a outra chamada Eta Aquaridas, visivel todo mês de maio. Neste mês, a Chuva de Meteoros do Cometa Tempel-Tuttle deve também resultar em algumas brilhantes riscas de meteoros.

Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha

Meteors have been shooting out from the constellation of Orion. This was expected, as October is the time of year for the Orionids Meteor Shower. Pictured here, over a dozen meteors were caught in successively added exposures last weekend over Wulan Hada volcano in Inner Mongolia, China. 

The featured image shows multiple meteor streaks that can all be connected to a single small region on the sky called the radiant, here visible just above and to the left of the belt of Orion, The Orionids meteors started as sand sized bits expelled from Comet Halley during one of its trips to the inner Solar System. 

Comet Halley is actually responsible for two known meteor showers, the other known as the Eta Aquarids and visible every May. Next month, the Leonids Meteor Shower from Comet Tempel-Tuttle should also result in some bright meteor streaks.

sábado, 4 de novembro de 2017

A/2017 U1: An Interstellar Visitor | A/2017 U1: Um visitante interestelar


Viajando a alta velocidade por uma extrema orbita hiperbolica e fazendo uma virada em U ao passar pelo Sol, o agora designado A/2017 U1 é o primeiro pequeno astro conhecido vindo do espaço interestelar. 

Um ponto de luz centrado nesta exposição de 5 minutos de duração, registrada com o Telescopio William Herschel, nas Ilhas Canarias, em 28 de outubro, o visitante interestelar é do tipo asteroide, sem sinais de atividade cometária. 

Esmaecidas estrelas de fundo aparecem como riscas porque o grande telescopio de 4,2 metros de diametro está rastreando o veloz A/2017 U1 no campo de visão. O astronomo Rob Weryk (IfA)  reconheceu pela primeira vez o objeto em movimento em dados de uma pesquisa noturna celeste Pan-STARRS, em 19 de outubro. 

A/2017 atualmente ruma para o exterior, e jamais haverá de retornar ao Sistema Solar, e já é visivel do planeta Terra apenas através de grandes telescópios opticos. Embora uma origem interestelar tenha sido estabelecida  com  base em sua orbita, ainda não se sabe surante quanto tempo o object poderia ter vagado entre as estrelas da Via Lactea. 

Entretanto, sua velocidade de cruzeiro interestelar seria algo em torno de 26 quilometros por segundo. A titulo de comparação, a espaçonave Voyager 1  viaja a cerca de 17 quilometros por segundo através do espaço interestelar.

Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha

Traveling at high velocity along an extreme hyperbolic orbit and making a hairpin turn as it swung past the Sun, the now designated A/2017 U1 is the first known small body from interstellar space. 

A point of light centered in this 5 minute exposure recorded with the William Herschel Telescope in the Canary Islands on October 28, the interstellar visitor is asteroid-like with no signs of cometary activity. 

Faint background stars appear streaked because the massive 4.2 meter diameter telescope is tracking the rapidly moving A/2017 U1 in the field of view. Astronomer Rob Weryk (IfA) first recognized the moving object in nightly Pan-STARRS sky survey data on October 19. 

A/2017 is presently outbound, never to return to the Solar System, and already only visible from planet Earth in large optical telescopes. Though an interstellar origin has been established based on its orbit, it is still unknown how long the object could have drifted among the stars of the Milky Way. 

But its interstellar cruise speed would be about 26 kilometers per second. By comparison humanity's Voyager 1 spacecraft travels about 17 kilometers per second through interstellar space.

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

NGC 891 vs Abell 347 | NGC 891 vs Abell 347


Galaxias distantes situam-se além de um primeiro plano de estrelas pontudas da Via Lactea neste campo de visão telescopica. Centralizada na estrela amarelada HD 14771, a cena se estende por cerca de 1 grau no céu, em direção à constelação de Andromeda, ao norte. 

No canto superior direito está a grande galaxia espiral NGC 891,  com 100 mil anos-luz de diâmetro, e vista quase exatamente de lado. Distante uns 30 milhões de anos-luz, NGC 891 se parece bastante com a Via Láctea, com um fino disco galactico achatado. 

Seu disco e o bulbo central são atravessados no meio por escuras nuvens de poeira obscurecedora. Espalhadas em direção ao canto inferior esquerdo estão membros so aglomerado galactico Abell 347. 

Distante cerca de 240 milhões de anos-luz, Abell 347 mostra suas grandes galaxias na nitida imagem. Elas são similares a NGC 891 em tamanho fisico, mas, como estão localizadas quase 8 vezes mais longe, as galaxias de Abell 347 têm aproximadamente um oitavo do tamanho aparente de NGC 891.

Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha

Distant galaxies lie beyond a foreground of spiky Milky Way stars in this telescopic field of view. Centered on yellowish star HD 14771, the scene spans about 1 degree on the sky toward the northern constellation Andromeda. 

At top right is large spiral galaxy NGC 891, 100 thousand light-years across and seen almost exactly edge-on. About 30 million light-years distant, NGC 891 looks a lot like our own Milky Way with a flattened, thin, galactic disk. 

Its disk and central bulge are cut along the middle by dark, obscuring dust clouds. Scattered toward the lower left are members of galaxy cluster Abell 347. 

Nearly 240 million light-years away, Abell 347 shows off its own large galaxies in the sharp image. They are similar to NGC 891 in physical size but located almost 8 times farther away, so Abell 347 galaxies have roughly one eighth the apparent size of NGC 891.

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Dark Matter in a Simulated Universe | Matéria escura em um universo simulado


Será que nosso universo é assombrado? Ele pode parecer assim neste mapa de matéria escura. A gravitdade da invisível matéria escura é a principal explicação do porquê de as galáxias girarem tão rápido, e de as galáxias orbitarem os aglomerados tão velozmente, de as lentes gravitacionais defletirem a luz de forma tão intensa, e de a matéria visível ser distribuída da forma como é tanto no universo local como no plano de fundo cosmico de micro-ondas. 

Esta  imagem, do  Hayden Planetarium Space Show Dark Universe do Museu Americano de História  Natural destaca um exemplo do quanto a penetrante materia escura pode  assombrar o universo. 

Neste quadro de uma detalhada simulação por computador, complexos filamentos de materia escura, mostrados em preto, estão espalhados pelo universo como teias de aranha, enquanto os relativamente raros aglomerados da familiar materia barionica são coloridos de laranja. 

Essas simulações são boas combinações estatisticas para observações astronomicas. Naquilo que seria, talvez, uma ainda mais assustadora virada de eventos, a matéria escura —  embora muito estranha e ainda em uma forma desconhecida — , acredita-se que a materia escura seja  mais a mais estranha fonte de gravidade em todo o universo. Essa honra transfere-se agora para a energia escura, uma mais uniforme fonte de gravidade repulsora que parece agora dominar a expansão de todo o universo.

Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha


Is our universe haunted? It might look that way on this dark matter map. The gravity of unseen dark matter is the leading explanation for why galaxies rotate so fast, why galaxies orbit clusters so fast, why gravitational lenses so strongly deflect light, and why visible matter is distributed as it is both in the local universe and on the cosmic microwave background. 

The featured image from the American Museum of Natural History’s Hayden Planetarium Space Show Dark Universe highlights one example of how pervasive dark matter might haunt our universe. 

In this frame from a detailed computer simulation, complex filaments of dark matter, shown in black, are strewn about the universe like spider webs, while the relatively rare clumps of familiar baryonic matter are colored orange. 

These simulations are good statistical matches to astronomical observations. In what is perhaps a scarier turn of events, dark matter -- although quite strange and in an unknown form -- is no longer thought to be the strangest source of gravity in the universe. That honor now falls to dark energy, a more uniform source of repulsive gravity that seems to now dominate the expansion of the entire universe.

terça-feira, 31 de outubro de 2017

Marius Hills and a Hole in the Moon | Marius Hills e um buraco na Lua


Poderiam seres humanos viver sob a superficie da Lua? Esta intrigante possibilidade foi aventada em 2009, quando a espaçonave orbital lunar japonesa SELENE fotografou um curioso buraco na região Marius Hills da Lua, possivelmente uma claraboia para um canal de lava subterrâneo. 

Observações de acompanhamento da Sonda Orbital de Reconhecimento Lunar da NASA (LRO) indicaram que o Buraco Marius Hills (MHH) se estende visualmente para baixo por uns 100 metros, e tem várias centenas de metros de diâmetro. Mais recentemente, dados de radar da SELENE que penetram o solo foram reanalisados, revelando uma série de intrigantes ecos de segundos — indicando que os longos canais de lava existentes sob  Marius Hills podem se estender para baixo até mesmo por quilômetros, e ser suficientemente grandes para neles caberem cidades. 

Tais canais poderiam proteger uma futura colonia lunar de grandes variações de temperatura,  impactos de micrometeoros, e radiação solar perigosa. Potencialmente, os canais de lava subterraneos poderiam até ser vedados para conter ar respirável. 

Esses canais de lava provavelmente se formaram quando vulcões lunares estavam ativos, há bilhões de anos. Na foto, a superficie da região de Marius Hills foi registrada na decada de 1960 pela missão Lunar Orbiter 2 da NASA, enquanto uma imagem em detalhe de MHH é mostrada pela atual LRO da NASA. Vários domos vulcânicos são visiveis, enquanto a Cratera Marius é  visivel no alto, à direita.

Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha

Could humans live beneath the surface of the Moon? This intriguing possibility was bolstered in 2009 when Japan's Moon-orbiting SELENE spacecraft imaged a curious hole beneath the Marius Hills region on the Moon, possibly a skylight to an underground lava tube. 

Follow-up observations by NASA's Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO) indicated that the Marius Hills Hole (MHH) visually extends down nearly 100 meters and is several hundred meters wide. Most recently, ground penetrating radar data from SELENE has been re-analyzed to reveal a series of intriguing second echoes — indicators that the extensive lava tubes exist under Marius Hills might extend down even kilometers and be large enough to house cities.

Such tubes could shelter a future Moon colony from large temperature swings, micro-meteor impacts, and harmful solar radiation. Potentially, underground lava tubes might even be sealed to contain breathable air. 

These lava tubes likely formed when lunar volcanos were active billions of years ago. Pictured, the surface of Marius Hills region was captured in the 1960s by NASA's Lunar Orbiter 2 mission, while an inset image of the MHH is shown from NASA's continuing LRO. Several volcanic domes are visible, while Marius Crater is visible on the upper right.

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

NGC 7635: Bubble in a Cosmic Sea | NGC 7635: Uma bolha em um mar cósmico


À deriva em um mar cosmico de estrelas e gás incandescente, a delicada aparição flutuante à esquerda do centro nesta visão de campo amplo é catalogada como NGC 7635, a Nebulosa da Bolha. 

Com apenas 10 anos-luz de diametro, a minuscula Nebulosa da Bolha foi soprada pelos ventos de uma grande estrela. Ela está situada em um complexo maior de gás interestelar e nuvens de poeira cosmica que se encontra distante cerca de 11.000 anos-luz,  na fronteira entre as constelações de Cefeu e Cassiopeia. 

Incluso nesta visão de tirar o fôlego está o aglomerado estelar aberto M52 (embaixo, à esquerda), distante cerca de 5.000 anos-luz. Acima e à direita da Nebulosa da Bolha há uma região de emissões identificada como Sh2-157, também chamada Nebulosa da Garra. 

Feita a partir de 47 horas de exposições de banda larga e estreita, esta imagem se espalha por cerca de 3  graus no ceu. Isso corresponde a um diâmetro de 500 anos-luz à distância  estimada da Nebulosa da Bolha.

Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha

Adrift in a cosmic sea of stars and glowing gas the delicate, floating apparition left of center in this widefield view is cataloged as NGC 7635, the Bubble Nebula. 

A mere 10 light-years wide, the tiny Bubble Nebula was blown by the winds of a massive star. It lies within a larger complex of interstellar gas and dust clouds found about 11,000 light-years distant, straddling the boundary between the parental constellations Cepheus and Cassiopeia. 

Included in the breathtaking vista is open star cluster M52 (lower left), some 5,000 light-years away. Above and right of the Bubble Nebula is an emission region identified as Sh2-157, also known as the Claw Nebula. 

Constructed from 47 hours of narrow-band and broad-band exposures, this image spans about 3 degrees on the sky. That corresponds to a width of 500 light-years at the estimated distance of the Bubble Nebula.

domingo, 29 de outubro de 2017

Night on a Spooky Planet | Noite em um planeta fantasmagórico


Que planeta fantasmagórico é este? É o planeta Terra, claro, em uma noite escura e tempestuosa de 2013, em Hverir, uma área geotermicamente ativa a longo da paisagem vulcanica no nordeste da Islandia. 

Rempestades geomagneticas produziram a exibição de auroras no céu de noite estrelada, enquanto torres fantasmagoricas de vapor e gás saindo de fumarolas dançavam em meio à estranha luz esverdeada.

Esta noite, há também uma chance de ocorrencia de tempestades geomagneticas desencadeadas por recente atividade solar, de forma que observadores em altas latitudes devem ficar alertas. Formas fantasmagoricas poderão logo logo dançar em suas vizinhanças, também.

Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha

What spooky planet is this? Planet Earth of course, on a dark and stormy night in 2013 at Hverir, a geothermally active area along the volcanic landscape in northeastern Iceland. 

Geomagnetic storms produced the auroral display in the starry night sky while ghostly towers of steam and gas venting from fumaroles danced against the eerie greenish light. Tonight, there is also a chance for geomagnetic storms triggered by recent solar activity, so high-latitude skygazers should beware. Ghostly shapes may dance in your neighborhood pretty soon, too.

Mirach's Ghost | O fantasma de Mirach


Até aonde vão os fantasmas, o Fantasma de Mirach não é de fato tão assustador assim. O Fantasma de Mirach é apenas uma galáxia esmaecida e difusa, bem conhecida dos astronomos, que ocorre de ser visivel praticamente ao longo da linha de visão até Mirach, uma estrela brilhante. 

Centralizada neste campo estelar, Mirach é também chamada Beta Andromedae. Distante cerca de 200 anos-luz, Mirach é uma estrela gigante vermelha, mais fria do que o Sol, porém muito maior e, assim, intrinsecamente bem mais brilhante do que a nossa estrela-mãe. 

Na maioria das observações telescopicas, glare and diffraction spikes tendem a ocultar coisas situadas próximas a Mirach e fazem a esmaecida e difusa galaxia parecer uma fantasmagorica reflexão interna da quase ofuscante luz estelar. 

Ainda assim, aparecendo nesta nitida imagem, logo acima e à esquerda de Mirach, o Fantasma de Mirach é catalogada como a galáxia NGC 404, e calcula-se que esteja distante cerca de 10 milhões de anos-luz.

Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha

As far as ghosts go, Mirach's Ghost isn't really that scary. Mirach's Ghost is just a faint, fuzzy galaxy, well known to astronomers, that happens to be seen nearly along the line-of-sight to Mirach, a bright star. 

Centered in this star field, Mirach is also called Beta Andromedae. About 200 light-years distant, Mirach is a red giant star, cooler than the Sun but much larger and so intrinsically much brighter than our parent star.

 In most telescopic views, glare and diffraction spikes tend to hide things that lie near Mirach and make the faint, fuzzy galaxy look like a ghostly internal reflection of the almost overwhelming starlight. Still, appearing in this sharp image just above and to the left of Mirach, Mirach's Ghost is cataloged as galaxy NGC 404 and is estimated to be some 10 million light-years away.

sábado, 28 de outubro de 2017

NGC 6369: The Little Ghost Nebula | NGC 6369: A Nebulosa do Pequeno Fantasma


A fantasmagórica NGC 6369 é uma esmaecida aparição no céu noturno, popularmente chamada Nebulosa do Pequeno Fantasma. Foi descoberta pelo astronomo do seculo 18 Sir William Herschel, usando um telescopio para explorar a constelação de Ofiuco. 

Herschel historicamente classificou a arredondada nebulosa em forma de planeta como Nebulosa Planetaria. Mas as nebulosas planetarias em geral não são de forma alguma  relacionadas a planetas. Em vez disso, são envoltorios gasosos criados no fim da vida de estrelas semelhantes ao Sol, com as camadas externas da estrela em colapso se expandindo para o espaço enquanto seu nucleo se encolhe para se tornar uma anã branca. 

A estrela anã branca transformada, visivel próxima ao centro, emite fortemente radição em comprimentos de onda ultravioleta e alimenta o brilho da nebulosa em expansão. Detalhes surpreendentemente complexos e estruturas de NGC 6369 são revelados nesta cativante imagem composta com dados obtidos pelo Hubble. 

A estrutura principal redonda da nebulosa tem cerca de um ano-luz de diametro, e o brilho de atomos de oxigenio, hidrogenio e nitrogenio ionizados são coloridos de azul, verde e vermelho, respectivamente. 

Distante mais de 2.000 anos-luz, a Nebulosa do Pequeno Fantasma oferece uma visão do destino do Sol, que poderá produzir sua propria nebulosa planetaria daqui a uns 5 bilhões de anos.

Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha

Wraithlike NGC 6369 is a faint apparition in night skies popularly known as the Little Ghost Nebula. It was discovered by 18th century astronomer Sir William Herschel as he used a telescope to explore the medicinal constellation Ophiucus. 

Herschel historically classified the round and planet-shaped nebula as a Planetary Nebula. But planetary nebulae in general are not at all related to planets. Instead they are gaseous shrouds created at the end of a sun-like star's life, the dying star's outer layers expanding into space while its core shrinks to become a white dwarf. 

The transformed white dwarf star, seen near the center, radiates strongly at ultraviolet wavelengths and powers the expanding nebula's glow. Surprisingly complex details and structures of NGC 6369 are revealed in this tantalizing image composed from Hubble Space Telescope data. 

The nebula's main round structure is about a light-year across and the glow from ionized oxygen, hydrogen, and nitrogen atoms are colored blue, green, and red respectively. 

Over 2,000 light-years away, the Little Ghost Nebula offers a glimpse of the fate of our Sun, which could produce its own planetary nebula about 5 billion years from now.

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

A/2017 U1


Se suas origens forem confirmadas, o asteroide ou cometa, denominado A/2017 U1, será o primeiro objeto proveniente de outro lugar na galáxia de que se tem noticia, dizem os astronomos


Um misterioso objeto detectado zunindo pelo Sol pode ser a primeira rocha espacial oriunda de outro sistema solar, segundo os astronomos que o rastreiam.
Embora outros objetos tenham sido previamente aventados como sendo de origem interestelar, especialistas dizem que esta ultima descoberta, um objeto que se calcula ter menos de 400 metros de diametro, é o melhor candidato até agora. 


“O detalhe emocionante no caso deste, é que ele pode ser essencialmente um visitante de outro sistema estelar,”disse o Dr. Edward Bloomer, astronomo do Royal Observatory de Greenwich.
Se sua origem for de fato fora do sistema solar, esta será a primeira rocha espacial a vir de algum outro lugar da galáxia.
Publicadas nas minor planet electronic circulars pelo Minor Planet Center do Centro Harvard-Smithsonian de Astrofisica, as observações revelam que o objeto está em uma forte órbita hiperbolica – em outras palavras, está em movimento acelerado para escapar da atração gravitacional do Sol. 
Objetos originários do nosso sistema solar, e em óbitas de longo periodo no interior dele, podem acabar em uma trajetoria hiperbolica, e ser ejetados para o espaço interestelar – por exemplo, se  passarem perto de um planeta gigante, já que a gravidade do planeta pode fazer os objetos acelerar. Mas o Dr Gareth Williams, diretor associado do Minor Planet Center, disse não ser o caso do astro recém-descoberto. 
“Quando traçamos a orbita para este [objeto] de volta no tempo, eka permanece hiperbolica por todo o trajeto fora – não há grandes aproximações de qualquer dos planetas gigantes que poderiam ter dado um empurrão a essa coisa,” disse. “Se seguirmos a orbita para o futuro, ela permanece hiperbolica,” acrescentou Williams. “Portanto, ele está vindo do espaço interestelar, e está indo para o espaço interestelar.”




“Se observações posteriores confirmarem a incomum natureza desta orbita, este objeto poderá ser o primeiro caso evidente de um cometa interstelar,” observa o relatorio. Um segundo relatorio, publicado no mesmo dia, redesignou o objeto como um asteroide por conta de uma nova análise de sua aparencia, dando-lhe a denominação A/2017 U1.
Conforme observações feitas por astronomos, o objeto entrou em nosso sistema solar por cima, passando bem por dentro da orbita de Mercurio e viajando sob o Sol, antes de virar e rumar de volta atraves do plano do sistema solar em direção às estrelas além. Em seu ponto mais proximo, em  9 de setembro, o objeto estava a 23,4 milhões de milhas do Sol.


Visto pela primeira vez no começo deste mes por um telescopio em um observatorio no Havaí, astronomos por todo o mundo estão agora acompanhando a trajetoria do objeto. Entre eles está o professor Alan Fitzsimmons, da Queen’s University, em Belfast, Irlanda do Norte.
“É praticamente certo que estamos lidando com nosso primeiro visitante alienigena realmente identificado,” disse. Fitzsimmons aacrescentou que sua equipe está atualmente trabalhando na medição da posição do objeto para aprimorar os calculos da sua trajetoria, e para reunir informações a respeito de sua composição quimica e tamanho. 
Os primeiros resultados, disse, sugerem que o objeto poderia ter composição similar à de muitos do Cinturão de Kuiper – uma região além de Netuno no sistema solar que contém uma miriade de pequenos corpos celestes.
Bloomer diz que não devemos ficar muito surpresos se de fato revelar-se como proveniente de algum outro lugar da galaxia.
“Além dos planetas e depois do Cinturão de Kuiper, nós acreditamos haver uma região chamada Nuvem de Oort, que pode abrigar uma quantidade impressionante de corpos de gelo,” disse.
“ Modelos em computadores sugeriram que perturbações na Nuvem de Oort de fato enviam coisas em direção ao interior do sistema solar, mas também enviariam coisas para fora – portanto, podemos estar atirando corpos de gelo em direção a outros sistemas estelares.”
Se for assim, disse Bloomer, não ha motivos para se suspeitar que perturbações em em outros sistemas estelares, como resultado de interações gravitacionais ou outros processos, também não atirariam materia para fora. “Apenas estatisticamente, alguns deles chegarão até nós,” acrescentou. 
Williams notou que objetos tambem poderiam ser atirados para fora da região interna de outros sistemas solares como resultado de interações gravitacionais com planetas gigantes, projetando-os no espaço interstelar.
E Fitzsimmons acrescentou que havia outra possibilidade – a de  que o objeto tivesse sido atirado para fora durante o periodo de formação dos planetas de outro sistema solar.
“Nos sabemos agora que muitas estrelas, provavelmente a maioria delas em nossa galaxia, tem planetas ao redor delas, e sabemos pelo estudo dessas estrelas, mas também especialmente pelo estudo do sistema solar, que a formação de planetas é um processo bastante confuso,” disse.
Com grandes quantidades de materiais atirados em nosso espaço interestelar, disse Fitzsimmons, era de se esperar que houvesse objetos viajando por entre as estrelas.
“Este objeto em si pode ter estado entre as estrelas durante milhões ou bilhões de anos antes de o identificarmos quando entrou no sistema solar,” disse.
Mas, notou ele, ainda há misterios, especialmente que os corpos do cinturão de Kuiper, que se acredita serem de gelo, formariam uma atmosfera e uma cauda se chegassem perto do Sol. 
“Não há provas de que esse objeto tenha se comportado daquela forma; tudo o que nossos dados revelam é um ponto de luz indeterminado, indicando tratar-se mais de um  asteroide rochoso do que de um cometa de gelo,” disse. “Há misterios a resolver aqui.”
Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha
If its origins are confirmed, the asteroid or comet, named A/2017 U1, will be the first object known to come from elsewhere in the galaxy, say astronomers
A mysterious object detected hurtling past our sun could be the first space rock traced back to a different solar system, according to astronomers tracking the body.
While other objects have previously been mooted as having interstellar origins, experts say the latest find, an object estimated to be less than 400m in diameter, is the best contender yet. 


“The exciting thing about this is that this may be essentially a visitor from another star system,” said Dr Edward Bloomer, astronomer at the Royal Observatory Greenwich.
If its origins are confirmed as lying beyond our solar system, it will be the first space rock known to come from elsewhere in the galaxy.
Published in the minor planet electronic circulars by the Minor Planet Center at the Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics, the observations reveal that the object is in a strong hyperbolic orbit – in other words, it is going fast enough to escape the gravitational pull of the sun. 
Objects originating from, and on long-period orbits within, our solar system can end up on a hyperbolic trajectory, and be ejected into interstellar space – for example if they swing close by a giant planet, since the planet’s gravity can cause objects to accelerate. But Dr Gareth Williams, associate director of the Minor Planet Center, said that wasn’t the case for the newly discovered body. 
“When we run the orbit for this [object] back in time, it stays hyperbolic all the way out – there are no close approaches to any of the giant planets that could have given this thing a kick,” he said. “If we follow the orbit out into the future, it stays hyperbolic,” Williams added. “So it is coming from interstellar space and it is going to interstellar space.”

“If further observations confirm the unusual nature of this orbit, this object may be the first clear case of an interstellar comet,” the report notes. A second report, published later the same day, redesignated the object as an asteroid on account of new analysis of its appearance, giving it the handle A/2017 U1.
According to observations made by astronomers, the object entered our solar system from above, passing just inside Mercury’s orbit and travelling below the sun, before turning and heading back up through the plane of the solar system towards the stars beyond. At its closest, on 9 September, the object was 23.4m miles from the sun.


First spotted earlier this month by a telescope at an observatory in Hawaii, astronomers around the world are now following the path of the object. Among them is Professor Alan Fitzsimmons from Queen’s University Belfast.
“It is fairly certain we are dealing with our first truly identified alien visitor,” he said. Fitzsimmons added that his team is currently working on measuring the objects’ position better to improve calculations of its trajectory, and to gather information relating to its chemical makeup, and size. 
Early results, he said, suggest that the object might be similar in make-up to many of those of the Kuiper belt – a region past Neptune in our solar system that contains myriad small bodies.

Bloomer says we should not be too surprised if it does indeed turn out to have come from elsewhere in the galaxy.
“Beyond the planets and past the Kuiper belt we think there is a region called the Oort cloud, which may be home to an astonishing number of icy bodies,” he said.
“Computer models have suggested that disturbances to the Oort cloud do send some stuff in towards the inner solar system, but it would also send stuff outwards as well – so we might be throwing out icy bodies to other star systems.”
If so, Bloomer said, there is no reason to suspect that disturbances to other star systems, as a result of gravitational interactions or other processes, wouldn’t throw material out too. “Just statistically, some of them are going to reach us,” he added. 
Williams noted that objects could also be thrown out from the inner region of other solar systems as a result of gravitational interactions with giant planets, casting them into interstellar space.
And Fitzsimmons added that there was another possibility – that the object had been thrown out during the planet-forming period of another solar system.
“We know now that many stars, probably the majority of stars in our galaxy, have planets going around them, and we know from studying those stars but also primarily from studying our own solar system, that planet building is a very messy process,” he said.
With large quantities of material thrown out into interstellar space, said Fitzsimmons, is was expected that there would be objects travelling between the stars.
“This object itself could have been between the stars for millions or billions of years before we spotted it as it plunged into our solar system,” he said.
But, he noted, puzzles remain, not least that Kuiper belt bodies, which are believed to be icy, would give rise to an atmosphere and tail if brought close to the sun. 
“There is no evidence that this object has behaved like that, all our data show it as an unresolved point of light, implying it is more like a rocky asteroid than an icy comet,” he said. “There are mysteries to be solved here.”

M51: The Whirlpool Galaxy | M51: A galáxia do Redemoinho


Encontre a Grande Concha e siga o seu cabo, afastando-se dela até chegar à última estrela brilhante. Então, desvie seu telescopio levemente para  sul e oeste,  e você verá esse deslumbrante par de galáxias  interativas, o 51º registro do famoso catálogo de Charles Messier. 

Talvez, a nebulosa espiral original, a grande galáxia de estrutura espiral bem definida seja também catalogada como NGC 5194. Seus braços espirais e trilhas de poeira claramente se setendem diante de de sua galáxia companheira (embaixo), NGC 5195. 

O par está distante cerca de 31 milhões de anos-luz, e, oficialmente, situa-se dentro dos limites angulares da pequena constelação dos Cães de Caça (Canes Venatici). Embora M51 pareça esmaecida e difusa ao olhar, imagens profundas como esta podem  revelar cores impressionantes e os esmaecidos detritos de maré gravitacional ao redor da galáxia menor.

Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha

Find the Big Dipper and follow the handle away from the dipper's bowl until you get to the last bright star. Then, just slide your telescope a little south and west and you'll come upon this stunning pair of interacting galaxies, the 51st entry in Charles Messier's famous catalog. 

Perhaps the original spiral nebula, the large galaxy with well defined spiral structure is also cataloged as NGC 5194. Its spiral arms and dust lanes clearly sweep in front of its companion galaxy (bottom), NGC 5195. 

The pair are about 31 million light-years distant and officially lie within the angular boundaries of the small constellation Canes Venatici. Though M51 looks faint and fuzzy to the eye, deep images like this one can reveal striking colors and the faint tidal debris around the smaller galaxy.

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

NGC 4993: The Galactic Home of an Historic Explosion | NGC 4993:A origem galáctica de uma explosão historica


Aquele ponto avermelhado — ele não estava ali antes. É o ponto para o canto superior esquerdo do centro da galáxia NGC 4993, você consegue vê-lo? Ao escanear o grande campo de possiveis locais de uma contraparte óptica do inédito evento de onda gravitacional GW170817 em agosto, a aparência deste esmaecente ponto rapidamente assumiu importancia historica. 

Assinalou a localização exata de GW170817, consequentemente permitindo aos grandes telescopios da humanidade examinar a primeira onda eletromagnetica de contrapartida de um evento de onda gravitational, um evento que fornece fortes provas de ser uma quilonova de explosão de raios gama curtos, a explosão formadora de elementos que ocorre após a fusão de duas estrelas de nêutrons. 

Esta imagem da galaxia lenticular  NGC 4993 obtida com o Hubble mostra o ponto esmaecente vários dias apos sua descoberta. Analises, continuando, incluem a fisica da explosão, quais elementos pesados se formaram, a similaridade das velocidades da radiação gravitacional e da luz, e a calibragem de um novo metodo para determiniar a escala de distancias do nosso universo.

Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha
That reddish dot -- it wasn't there before. It's the dot to the upper left of galaxy NGC 4993's center, do you see it? When scanning the large field of possible locations of an optical counterpart to the unprecedented gravitational wave event GW170817 in August, the appearance of this fading dot quickly became of historic importance. 

It pinpointed GW170817's exact location, thereby enabling humanity's major telescopes to examine the first ever electromagnetic wave counterpart to a gravitational wave event, an event giving strong evidence of being a short gamma-ray burst kilonova, the element-forming explosion that occurs after two neutron stars merge. 

The featured image of lenticular galaxy NGC 4993 by Hubble shows the fading dot several days after it was discovered. Analyses, continuing, include the physics of the explosion, what heavy elements formed, the similarity of the speeds of gravitational radiation and light, and calibrating a new method for determining the distance scale of our universe.

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Lynds Dark Nebula 183 | A nebulosa escura Lynds 183


A nebulosa escura  Beverly Lynds 183  situa-se a apenas 325 anos-luz da Terra, vagando alto acima do plano da Via Lactea. Obscurecendo a luz estelar atras dela quando observada em comprimentos de onda de luz óptica, a escura nuvem de poeira molecular em si parece mão ter estrelas. 

Mas explorações em infravermelho extremo revelam densos aglomerados no interior, provavelmente estrelas nos estágios iniciais de formação, quando regiões aumentadas da nuvem sofrem colapso gravitacional. 

Uma das mais proximas nuvens moleculares, ela é visivel na direção da constelação da cabeça de Serpente  (Serpens Caput). Este nitido retrato de nuvem cosmica estende-se por cerca de meio grau no ceu. Isso equivale a cerca de 3 anos-luz à distancia estimada da Nebulosa  Escura Lynds 183.

Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha

Beverly Lynds Dark Nebula 183 lies a mere 325 light-years away, drifting high above the plane of our Milky Way Galaxy. Obscuring the starlight behind it when viewed at optical wavelengths, the dark, dusty molecular cloud itself seems starless. 

But far infrared explorations reveal dense clumps within, likely stars in the early stages of formation as enhanced regions of the cloud undergo gravitational collapse. 

One of the closest molecular clouds, it is seen toward the constellation Serpens Caput. This sharp cosmic cloud portrait spans about half a degree on the sky. That's about 3 light-years at the estimated distance of Lynds Dark Nebula 183.

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Where Your Elements Came From | De onde vieram os seus elementos


O hidrogenio em seu corpo, presente em todas as moleculas de agua, veio do Big Bang. Não há outras fontes significativas de hidrogenio no universo.O carbono existente em seu corpo foi feito por fusão nuclear no interior de estrelas, asssim como o oxigenio. Boa parte do ferro que há em seu corpo foi formado durantes explosões de supernovas de estrelas que ocorreram há muito tempo e muito distante daqui. 

O ouro de suas joias foi, provavelmente, criado em estrelas de neutrons durante colisões que podem ter sido visiveis como explosões de raios gama de curta duração ou eventos de ondas gravitacionais. Elementos como o fósforo e o cobre estão presentes em nosso corpos apenas em pequenas quantidades, mas são essentiais para o funcionamento de todas as formas de vida conhecidas. 

A tabela periodica aqui mostrada é codificada em cores para indicar os melhores palpites da humanidade em relação à origem nuclear de todos os elementos conhecidos. Os locais de criação nuclear de alguns elementos, como o cobre, não são extamente bem conhecidos, e continuam sendo objeto de pesquisas observacionais e computacionais.

Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha
The hydrogen in your body, present in every molecule of water, came from the Big Bang. There are no other appreciable sources of hydrogen in the universe. The carbon in your body was made by nuclear fusion in the interior of stars, as was the oxygen. Much of the iron in your body was made during supernovas of stars that occurred long ago and far away. 

The gold in your jewelry was likely made from neutron stars during collisions that may have been visible as short-duration gamma-ray bursts or gravitational wave events. Elements like phosphorus and copper are present in our bodies in only small amounts but are essential to the functioning of all known life. 

The featured periodic table is color coded to indicate humanity's best guess as to the nuclear origin of all known elements. The sites of nuclear creation of some elements, such as copper, are not really well known and are continuing topics of observational and computational research.

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Stars and Dust in Corona Australis


Nuvens azuis de poeira e jovens estrelas energeticas povoam esta vista telescopica, distante menos de 500 anos-luz, na direção da fronteira norte de Corona Australis, a Coroa do Sul. 

As nuvens de poeira realmente bloqueiam a luz das estrelas de fundo mais distantes na Via Láctea. Mas o impressionante complexo de nebulosas de reflexão catalogadas como NGC 6726, 6727, e IC 4812 produz uma cor azul caracteristica quando a luz das brilhantes estrelas azuis da região é refletida pela poeira cosmica. 

A poeira também obscurece da visão  estrelas ainda em processo de formação. À esquerda, a nebulosa amarelada NGC 6729, menor,  bends ao redor da jovem estrela variavel R Coronae Australis. Logo abaixo dela, os arcos incandescentes e loops atingidos por fluxos externos vindos de  estrelas incrustradas recém-formadas são identificados como objetos Herbig-Haro. No céu, esse campo de visão se espalha por cerca de um grau, correspondendo a quase nove anos-luz à distancia estimada daquela próxima região de formação estelar.

Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha

Blue dust clouds and young, energetic stars inhabit this telescopic vista, less than 500 light-years away toward the northern boundary of Corona Australis, the Southern Crown. 

The dust clouds effectively block light from more distant background stars in the Milky Way. But the striking complex of reflection nebulas cataloged as NGC 6726, 6727, and IC 4812 produce a characteristic blue color as light from the region's bright blue stars is reflected by the cosmic dust. 

The dust also obscures from view stars still in the process of formation. At the left, smaller yellowish nebula NGC 6729 bends around young variable star R Coronae Australis. Just below it, glowing arcs and loops shocked by outflows from embedded newborn stars are identified as Herbig-Haro objects. On the sky this field of view spans about one degree, corresponding to almost nine light-years at the estimated distance of the nearby star forming region.

domingo, 22 de outubro de 2017

Haumea of the Outer Solar System | Haumea da extremidade do Sistema Solar


Recentemente, descobriu-se a existencia de um anel ao redor de um dos mais estranhos objetos da extremidade do sistema solar. O objeto, chamado Haumea, é o quinto planeta  designado anão, depois de Plutão, Ceres, Eris, e Makemake. 

O formato oblongo de Haumea o torna bastante incomum. Em uma direção, Haumea é muito mais longo que Plutão, e em outra,  sua extensão é bastante semelhante à de Plutão, ao passo que na terceira direção, é bem menor. 

A orbita de Haumea às vezes o leva mais para perto do Sol do que Plutão, porém, normalmente, Haumea está mais além. Na concepção artistica acima Haumea é mostrado como um elipsoide cheio de crateras circundado por um anel uniforme. 

Originalmente descoberto em 2003, tendo sido temporariamente designado 2003 EL61, Haumea foi renomeado em 2008 pela  IAU (União Astronômica Internacional)  em homenagem a uma deusa Havaiana. Além do anel descoberto neste ano, Haumea tem duas pequenas luas, descobertas em 2005, chamadas Hi'iaka e Namaka, filhas da deusa.

Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha

One of the strangest objects in the outer Solar System has recently been found to have a ring. The object, named Haumea, is the fifth designated dwarf planet after Pluto, Ceres, Eris, and Makemake. 

Haumea's oblong shape makes it quite unusual. Along one direction, Haumea is significantly longer than Pluto, while in another direction Haumea has an extent very similar to Pluto, while in the third direction is much smaller. 

Haumea's orbit sometimes brings it closer to the Sun than Pluto, but usually Haumea is further away. Illustrated above, an artist visualizes Haumea as a cratered ellipsoid surrounded by a uniform ring. 

Originally discovered in 2003 and given the temporary designation of 2003 EL61, Haumea was renamed in 2008 by the IAU for a Hawaiian goddess. Besides the ring discovered this year, Haumea has two small moons discovered in 2005, named Hi'iaka and Namaka for daughters of the goddess.