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domingo, 12 de julho de 2015

In the Company of Dione | Na companhia de Dione




Aquela não é a nossa Lua.É Dione, uma lua de Saturno. A espaçonave  robótica Cassini tirou esta foto durante um sobrevoo de lua cheira de crateras, no mês passado. Talvez o que torne esta imagem tão interessante, no entanto, seja o plano de fundo. 

Primeiro, o grande globo assomando atrás de Dione é o próprio Saturno, levemente iluminado pela luz solar inicialmente refletida pelos aneis. Em seguida, as finas linhas correndo diagonalmente através da imagem são os próprios aneis. 

Os milhões de rochas geladas que compões os espetaculares aneis de Saturno orbitam o planetas todos no mesmo plano, e, assim, aparentam ser surpeendentemente finos quando vistos de lado. 

De frente e ao centro, Dione aparece em sua fase crescente, parcialmente iluminada pelo Sol que está fora, embaixo à esquerda. Um exame atento do plano dos aneis também deve localizar a lua Encelado, no alto, à direita.

Tradução de Luiz Leitão

That is not our Moon. It's Dione, and it’s a moon of Saturn. The robotic Cassini spacecraft took the featured image during a flyby of Saturn's cratered Moon last month. Perhaps what makes this image so interesting, though, is the background. 

First, the large orb looming behind Dione is Saturn itself, faintly lit by sunlight first reflected from the rings. Next, the thin lines running diagonally across the image are the rings of Saturn themselves. 

The millions of icy rocks that compose Saturn's spectacular rings all orbit Saturn in the same plane, and so appear surprisingly thin when seen nearly edge-on.

Front and center, Dione appears in crescent phase, partially lit by the Sun that is off to the lower left. A careful inspection of the ring plane should also locate the moon Enceladus on the upper right.

sábado, 11 de julho de 2015

Geology on Pluto | A geologia de Plutão

LEGENDAS: CARACTERÍSTICA POLIGONAL; REGIÃO COMPLEXA NAS FRONTEIRAS DA"CAUDA DA BALEIA"; FAIXA DE PADRÕES COMPLEXOS.


Plutão está chegando ao centro das atenções.Quando a espaçonave robótica New Horizons vai se aproximando deste mundo inexplorado do sistema solar distante, novas características de sua superfície vão se tornando claras. 

Nesta imagem, registrada na semana passada e divulgada ontem, uma incomum estrurura em polígino com cerca de 200 quilômetros de diâmetro é visível à esquerda, enquando logo abaixo seu terreno relativamente complexo corre diagonalmente através do planeta anão. 

Os dados e imagens da New Horizon sobre essas estruturas irão provavelmente, ser estudados durante anos a fio para em um esforço para melhor compreender a história geológica de Plutão e nosso sistema Solar. Apoós sofrer um problemático inconveniente na semana passada, a New Horizons fará seu histórico sobrevoo de Plutão e suas luas na terça-feira.

Tradução de Luiz Leitão da Cunha

Pluto is coming into focus. As the robotic New Horizons spacecraft bears down on this unexplored world of the distant Solar System, new features on its surface are becoming evident. 

In the displayed image taken last Thursday and released yesterday, an unusual polygonal structure roughly 200 kilometers wide is visible on the left, while just below it relatively complex terrain runs diagonally across the dwarf planet. 

New Horizon's images and data on these structures will likely be studied for years to come in an effort to better understand the geologic history of Pluto and our Solar System. After suffering a troublesome glitch last week, New Horizons will make its historic flyby of Pluto and its moons on Tuesday.

terça-feira, 7 de julho de 2015

A jogada de Lula


José Nêumanne


Lula bate em Dilma e no PT porque acha que ainda pode ser a melhor aposta de oposição
Afinal, perguntam Dilma Rousseff, Ruy Falcão, Michel Temer, Aécio Neves, Geraldo Alckmin e José Serra, qual é a jogada de Lula com essa história de que ele e a presidente estão no volume morto e o partido deles, mais abaixo ainda? Será uma crise de sincericídio? Será uma tentativa de pular fora do barco que está fazendo água? Ou apenas de se vingar da indiferença da criatura, que se cerca de velhos adversários do peito, como Aloizio Oliva e Eduardo Cardozo? Ou a mistura disso tudo com uma pitadinha do humor sacana, que lhe é peculiar?
Recentemente, em entrevista a Mino Carta e Gonzaga Belluzzo para a Carta Capital, o ex-presidente me desqualificou como autor do livro O que Sei de Lula alegando que não me conhece nem nunca me viu na vida. Pouco importa. Importa é que o conheço o suficiente para tentar decifrar esse enigma, de vez que ele não é propriamente uma esfinge, embora seja capaz de nos devorar a todos sem hesitação alguma.
Fui muito criticado por direitistas radicais e antipetistas neófitos por ter escrito no livro que ele é o maior político brasileiro da História, batendo o imperador bonachão dom Pedro II e o manhoso caudilho Getúlio Vargas. Talvez tenha chegado a hora de explicar que esse nunca pretendeu ser um elogio – ou pelo menos só um elogio. Ser um bom político, de modo geral, exige de qualquer prócer muitos talentos, algumas qualidades, pouquíssimas virtudes e pelo menos um defeito: mandar todos os escrúpulos às favas. O protagonista deste texto tem uma enorme capacidade de entender os humores da massa e fala a língua do povo como ninguém. Sabe seduzir quem lhe interessa e descartar quem o atrapalha, tendo o dom de iludir. Seu adversário e aliado em horas diferentes, o também populista Leonel Brizola, dizia que para se dar bem ele seria capaz de pisar no pescoço da própria mãe. Lula nem precisou: dona Lidu morreu quando ele preparava sua escalada ao poder como preso político na ditadura. Renega seus erros e adota como dele acertos alheios.
Sua principal vantagem sobre os adversários não é a desfaçatez com que cinge na cabeça os louros deles, mas a difícil arte de fazer e influenciar amigos sem ter de abrir mão de suas convicções, já que nunca as teve mesmo. Recorre a um sucesso do roqueiro Raul Seixas para traçar o melhor autorretrato de si próprio: “Prefiro ser uma metamorfose ambulante do que ter uma opinião formada sobre tudo”. Com perdão da má gramática, Lula nunca teve opinião formada sobre nada. E treinou a capacidade de seu cérebro de borracha em assembleias sindicais em São Bernardo, nas quais, em vez de conduzir a massa, se deixava conduzir pelos amores e ódios dela. Faz sucesso por nunca contrariar o senso comum.
Quando ele disse a bispos e pastores – e tinha a certeza de que suas palavras teriam a repercussão que tiveram, porque a provocou – que Dilma mentiu quando garantiu que não mexeria em conquistas dos trabalhadores nos ajustes nem assumiria a política dos tucanos, que adotou, sabia que ela não o contestaria. Essa aposta ele ganhou: a presidente afirmou que qualquer um tem o direito de depreciá-la, principalmente Lula, muito execrado por jornalistas. Ela mais uma vez chutou a lógica: só alguém de quem se fala mal pode censurar alguém? Para minha avó, “chumbo trocado não dói”. Mas não era o caso: Lula não criticou a presidente, mas a ofendeu chamando-a de mentirosa. Além disso, ela nunca tinha falado mal dele antes.
Rosângela Bittar, no Valor Econômico, citou a metáfora do “quarto de espelhos”, dando um caráter de autocrítica indireta à afirmação dele de que seu Partido dos Trabalhadores (PT) trocou “um pouco de utopia” por cargos públicos. Só omitiu o fato de o PT não estar sendo acusado de ser o “partido da boquinha” apenas por ter aparelhado a máquina estatal, mas também por ter comandado o maior saque ao erário da História da República.
Tanto a confissão aos religiosos quanto a “autocrítica” de outros perante o ex-presidente socialista da Espanha Felipe González resultaram, se eu não estiver enganado, da percepção que Lula tem da insustentável fragilidade de seu poste no poder e da incapacidade da oposição de dar à Nação resposta convincente ao fato inelutável. Ele se lança como proposta de oposição ao que está aí, agindo como Ulysses Guimarães, que mandava e se opunha no governo Sarney. Pouco importa se o que está aí seja obra dele e de companheiros que ele içou ao poder, inclusive a roubalheira e a crise econômica resultante do consumismo usado como panaceia. Às favas com os fatos – é a paródia lulista à frase de Passarinho.
Pode-se argumentar que a aposta de Lula na amnésia generalizada do povo brasileiro é uma jogada arriscada demais para ele expor o próprio pescoço, agora que não dispõe mais do da mãe para subir na vida. Pode ser. O lance é ousado mesmo, mas não necessariamente suicida, ou melhor, sincericida. Não devemos esquecer que, no meio da crise geral de credibilidade de Dilma, do PT e talvez dele próprio (e ninguém o sabe melhor do que ele mesmo), pesquisa do Datafolha atribuiu a 50% dos brasileiros a convicção de que ele foi o melhor presidente da História. Lula afundou o “pai dos pobres”, Getúlio Vargas, ao inexpressivo patamar de 6%. E a rejeição a ele fez o índice do tucano Fernando Henrique alcançar 15% . Quem apostará numa mudança radical de opinião de metade dos brasileiros até a data da próxima disputa eleitoral, se esta será mais distante do dia em que deu posse ao poste que escolheu do que da época em que a pesquisa foi feita?
Essa cartada de Lula pode ter resultado incerto e, decerto, é desesperada. Pior: ele não tem alternativa a ela. Como corintiano de arquibancada, ele deve ter tomado a decisão de se tornar o líder de oposição com base naquele velho axioma: perdido por um, perdido por mil. Como tem tudo a perder, pode ser que o improvável seja o único jeito de vencer.

Jornalista, poeta e escritor
(Artigo publicado na Pag.2A do Estado de S. Paulo de quarta-feira 1º de julho de 2015)



segunda-feira, 6 de julho de 2015

Venus and Jupiter are Far | Vênus e Júpiter são distantes


Em 30 de junho,  Vênus e Júpiter estiveram de fato bem afastados entre si, mas ambos pareciam próximos no céu do oeste, ao crepúsculo. Próximo ao ápice da maravilhosa conjunção deste ano, os dois brilhantes planetas noturnossão captados no mesmo campo de visão telescópica nesta nítida pilha de imagens registradas após o pôr-do-Sol em Poznań, na região centro-oeste da Polônia. 

Na verdade, o gigante Júpiter listrado de gás estava a cerca de 910 milhões de quilômetros da Polônia. Isso equivale a mais de 11 vezes mais distante do que Vênus crescente, que estava distante apenas 78 milhões de quilômetros na ocasião. 

Mas, como o diâmetro do planeta gigante Júpiter é mais de 11 vezes superior ao de Vênus, ambos os planetas aparentam ter o mesmo tamanho angular. Certamente, o  astrônomo polonês do século 16 Nicolau Copérnico também teria apreciado a visão telescópica simultânea que incluiu quatro luas Galileanas de Júpiter e  vênus crescente. 

Observações da fase crescente das luas de Júpiter e Vênus foram provas para o modelo Copernicano ou heliocêntrico do sistema solar.

Tradução de Luiz Leitão da Cunha

On June 30 Venus and Jupiter were actually far apart, but both appeared close in western skies at dusk. Near the culmination of this year's gorgeous conjunction, the two bright evening planets are captured in the same telescopic field of view in this sharp digital stack of images taken after sunset from Poznań in west-central Poland. 

In fact, banded gas giant Jupiter was about 910 million kilometers from Poland. That's over 11 times farther than crescent Venus, only 78 million kilometers distant at the time. 

But since the diameter of giant planet Jupiter is over 11 times larger than Venus both planets show about the same angular size. Of course, 16th century Polish astronomer Nicolaus Copernicus would also have enjoyed the simultaneous telescopic view including Jupiter's four Galilean moons and a crescent Venus. Observations of Jupiter's moons and Venus' crescent phase were evidence for the Copernican or heliocentric model of the solar system.

Colorful Clouds Near Rho Ophiuchi | Nuvens coloridas próximas a Rô Ofiuco


Por que o céu nas proximidades de Antares e Rô Ofiuco é tão colorido? As cores resulta de uma mistura de objetos e processos. A poeira fina iluminada pela frente pela luz estelar produz nebulosas de refexão azuis

Nuvens gasososas cujos átomos são excitados por luz estelar ultravioleta produzem nebulosas de emissões avermelhadas. Nuvens de poeira iluminadas por trás bloqueiam a luz estelar e, portanto, aparecem escuras. 

Antares, uma supergiante vermelha e uma das mais brilhantes estrelas do céu noturno, ilumina as nuvens amarelo-avermelhadas embaixo, ao centro desta imagemRô Ofiuco situa-se no centro da nebulosa azul à esquerda. 

O distante aglomerado globular  M4 é visível na parte superior direita  do centro.Essas nuvens estelares são ainda mais coloridas do que os  humanos conseguem ver, emitindo luz através do espectro eletromagnético.

Tradução de Luiz Leitão da Cunha

Why is the sky near Antares and Rho Ophiuchi so colorful? The colors result from a mixture of objects and processes. Fine dust illuminated from the front by starlight produces blue reflection nebulae

Gaseous clouds whose atoms are excited by ultraviolet starlight produce reddish emission nebulae. Backlit dust clouds block starlight and so appear dark

Antares, a red supergiant and one of the brighter stars in the night sky, lights up the yellow-red clouds on the lower center of the featured imageRho Ophiuchi lies at the center of the blue nebula on the left. 

The distant globular cluster M4 is visible to the upper right of center. These star clouds are even more colorful than humans can see, emitting light across the electromagnetic spectrum.

domingo, 5 de julho de 2015

Preconceitos, delitos e chacinas



Roberto DaMatta

Essas palavras não teriam sentido não fosse pela existência de códigos, leis, credos e mandamentos que governam e classificam o comportamento. Sem classificações não haveria tabus, pecado, crime e ideias (pré)concebidas – preconceitos!


Por outro lado, uma ausência de normas suprimiria até mesmo as fronteiras entre identidades e emblemas sociais. Nós só sabemos quem somos por contraste e, em certas fases da vida, pela admoestação e pelo paciente cuidado dos mais experientes.


Aprendemos a ser de modo penoso, complexo e, sem dúvida, contraditório, pois o que é proibido em certas situações pode ser obrigatório em outras. Numa guerra transformamos um pecado mortal – matar – num ato de bravura. Ademais, não é fácil compreender o diferente como alternativo: como um modo de fazer o que fazemos de modo diverso.


As identidades são relacionais e contextuais. Um paulista e um nordestino que se percebem preconceituosamente em São Paulo viram solidários “brasileiros” por contraste com os “gringos” em Buenos Aires. Entretanto, um argentino e esses brasileiros se transformam em patriotas “latino-americanos” em Washington, onde contrastam com os “ianques imperialistas”. Numa visita a Paris, porém, todo esse conjunto vira “americano” por oposição ao “velho mundo” europeu. Mas, se alguns europeus, brasileiros, argentinos e americanos forem a Tóquio, todos se percebem como “ocidentais” diante de um mundo sem monoteísmos, sem culpa judaico-cristã, mas tornam-se bárbaros e analfabetos.


Para saber quem somos, temos que nos botar em relação. Embora os emblemas sejam fixos, os elos e o que se torna um emblema de identidade variam muito.


Quando dava aulas na Universidade de Notre Dame, vi números sobre a “diversidade étnica” dos seus professores. Setenta por cento eram “brancos” ou “caucasianos” (uma palavra que, nesse contexto, não faz sentido no Brasil) e os 30% restantes pertenciam a muitos outros grupos étnicos, com predominância dos “hispânicos”. Intrigado, ampliei minha busca para descobrir que no meu departamento havia um e apenas um “hispânico”! Imediatamente, um lado meu perguntou: quem é esse “hispânico” perdido no meio dos “brancos”? É você, idiota!, respondeu um outro lado, obrigando-me a tomar um uísque e a me dar conta de um importante traço cultural dos Estados Unidos.


É que na cultura americana você não se autoclassifica etnicamente. Muito pelo contrário, você é classificado pela coletividade. Eu era um “hispânico” e não um “branco” naquele sistema de classificação. E não tinha como protestar porque no contexto americano a “etnia” (antigamente chamada de “raça”) era um código desenhado para discriminar negros (e outros alienígenas) por costumes e legislação.


Vejam a reviravolta. Uma sociedade na qual a autonomia e a opinião individual são direitos estabelecidos, existem áreas onde isso é suprimido. No Brasil, ter opinião é pecado, mas a diversidade física e as leis que regulam o sistema de cotas se fundam na autodefinição. Se você se considera branco, negro ou índio, você assim se classifica.


Lá, a ênfase é na “raça” como uma “realidade” englobante de uma pessoa. Aqui, a ênfase é na “cor”, algo que, obviamente, varia de acordo com pessoas e, mais que isso, com situações. A “raça” é inapelável, mas a “cor” (que faz parte de um sistema de aparências) permite toda a sorte de negociações. Num caso, a classificação é pela “origem” (que alguns chamam de “essência”) no outro, é pela “aparência”, conforme demonstrou o sociólogo Oracy Nogueira, num ensaio lapidar publicado em 1954.


Mas, acrescento, há contratempos em ambos os estilos de classificar. Nos limites de uma crônica, pode-se afirmar que qualquer política de identidade é algo delicado e complexo. Por quê? Porque as pessoas podem ser oprimidas pelo sistema desenhado para libertá-las. A autoclassificação pode inventar o falso “índio” ou “negro”. Já os sistemas totalizados, nascidos no princípio do “separados, mas iguais”, promovem violência e alimentam o ódio racial com seus massacres e a indignação moral de quem, pelas normas do sistema, seria inapelavelmente “branco”, mas se classifica como “negro” o que, nos Estados Unidos segregados, caracteriza o fenômeno negativo do “passing”. Do passar-se por outro.


Foi exatamente esse julgamento que enredou Rachel Dolezal, uma “branca” que quis ser negra num país onde negros eram discriminados e linchados e, hoje, são presos ou mortos pela polícia! Por coincidência, no momento em que escrevo, explode o massacre de Charleston, no qual nove negros são chacinados por um jovem branco racista.



O assunto longo leva a uma questão curta: você se classificaria como judeu no nazismo, como burguês na Rússia soviética ou como gay no Brasil?


É válido classificar seres humanos por meio de uma única (e inapelável) dimensão? O que é mais sensato? Classificar de modo definitivo ou discutir crítica e honestamente a classificação?

PS: Saio em férias. Se a agenda funcionar, retorno a esse espaço em agosto.

Zeta Oph: Runaway Star | Zeta Oph: Estrela fugitiva




Como um navio singrando mares cósmicos, a estrela fugitiva Zeta Ophiuchi produz a onda arqueada estelar acima, ou arco de choque, que aparece nesta impressionante foto infravermelha. Nesta vista em cores ertificiais, a azulada Zeta Oph, uma estrela com cerca de 20 vezes mais massa que o Sol, situa-se próxima ao centro do quadro, movendo-se para a esquerda a 24 quilômetros por segondo

Seu forte vento estelar a precede, comprimindo e aquecendo o poeirento material interestelar e sando forma à frebte curvada. Ao seu redor há nuvens de material relativamente não perturbado. O que teria posto esta estrela em movimento? 

Zeta Oph foi um dia, provavelmente,  membro de um sistema estelar binário, sua estrela companheira tinha mais massa e, portanto, vida mais curta. Quando a companheira explodiu em uma supernova, catastroficamente perdendo massa, Zeta Oph foi atirada para fora do sistema. 

Distante cerca de 460 anos-luz, Zeta Oph é 65.000 vezes mais luminosa do que o Sol, e seria uma das mais brilhantes estrelas de todo o céu, se não fosse circundada por poeira obscurecedora. A imagem estende-se por cerca de 1,5 grau, ou 12 anos-luz, à distância estimada de Zeta Ofiuco.

Tradução de Luiz Leitão da Cunha

Like a ship plowing through cosmic seas, runaway star Zeta Ophiuchi produces the arcing interstellar bow wave or bow shock seen in this stunning infrared portrait. In the false-color view, bluish Zeta Oph, a star about 20 times more massive than the Sun, lies near the center of the frame, moving toward the left at 24 kilometers per second

Its strong stellar wind precedes it, compressing and heating the dusty interstellar material and shaping the curved shock front. Around it are clouds of relatively undisturbed material. What set this star in motion? 

Zeta Oph was likely once a member of a binary star system, its companion star was more massive and hence shorter lived. When the companion exploded as a supernova catastrophically losing mass, Zeta Oph was flung out of the system. 

About 460 light-years away, Zeta Oph is 65,000 times more luminous than the Sun and would be one of the brighter stars in the sky if it weren't surrounded by obscuring dust. The image spans about 1.5 degrees or 12 light-years at the estimated distance of Zeta Ophiuchi.

sábado, 4 de julho de 2015

Planeta Aurora




Que estranho planeta alienígena é este ? Certamente, trata-se do planeta Terra, visto através do tremeluzente brilho de auroras, a bordo da Estação Espacial Internacional. Cerca de 400 quilômetros acima, a estação orbital está, ela própria, inserida nos domínios superiores das exibições de aurora, também observados da superfície da Terra em 23 de junho. 

As aurorastêm as cores características de moléculas a átomos excitados nas baixas densidades encontradas a altitudes extremas. O estranho brilho esverdeado do oxigênio molecular dominaesta visão. 

Mais alto, porém, logo acima do horizonte da Estação Espacial, há uma faixa mais rara de aurora de oxigênio atômico. A tempestade geomagnética em andamento começou após o impacto de uma ejeção de massa coronal na magnetosfera terrestre.

Tradução de Luiz Leitão da Cunha

What bizarre alien planet is this ? It's planet Earth of course, seen through the shimmering glow of aurorae from the International Space Station. About 400 kilometers (250 miles) above, the orbiting station is itself within the upper realm of the auroral displays, also watched from the planet's surface on June 23rd. 

Aurorae have the signature colors of excited molecules and atoms at the low densities found at extreme altitudes. The eerie greenish glow of molecular oxygen dominates this view. 

But higher, just above the space station's horizon, is a rarer red band of aurora from atomic oxygen. The ongoing geomagnetic storm began after a coronal mass ejection's recent impact on Earth's magnetosphere.

Earth has entered sixth mass extinction, warn scientists | Cientistas alertam: a Terra entrou em sua sexta extinção em massa

The last mass extinction saw the dinosaurs wiped out | A última extinção em massa acabou com os dinossauros

Os humanos são  responsáveis pelo desaparecimento de tantas espécies que estamos agora na era da sexta extinção em massa, alertaram cientistas da Universidade Stanford.


A Terra entrou em seu sexto ciclo de extinção em massa com animais atualmente desaparecendo a um ritmo 100 vezes maior que o normal.
Os humanos criaram uma mistura tóxica de perda de hábitat, poluição e mudanças climáticas, que já levou à perda de ao menos 77 espécies de mamíferos, 140 tipos de pássaros e 34 anfíbios desde 1500.
Entre elas estão criaturas como o dodo, a Vaca Marinha de Steller, o lobo das Ilhas Falkland, o quagga, o leopardo  nebuloso de Formosa, o urso Atlas, o tigre do Cáspio e o leão do Cabo.
Cientistas da Universidade Stanford nos EUA dizem que esta é a maior perda de espécies desde a extinção em massa do período Cretáceo-Terciário, que eliminou os dinossauros há 66 milhões de anos.
“Sem qualquer dúvida razoável, estamos entrando no sexto grande evento de extinção em massa," disse o professor Paul Ehrlich, do Instituto Ambiental Stanford Woods.
“Espécies estão desaparecendo a um ritmo até 100 vezes mais rápido que o normal entre as extinções em massa, o chamado ritmo de fundo.
“Nossos cálculos, muito provavelmente, subestimam a gravidade da crise de extinção. Há exemplos de espécies em todo o mundo que são essencialmente mortos-vivos.”
Utilizando registros fósseis e contagens de extinção de uma série de fontes, os pesquisadores calcularam a ‘taxa de fundo’ normal de extinções e a comparou com um cálculo conservador das extinções atuais.
As mudanças nas populações naturais no ambiente selvagem geralmente causam o desaparecimento de duas espécies de mamíferos a cada 10.000 anos. Entretanto o ritmo atual  é de 114 vezes aquele nível.
E os humanos são responsáveis pelo declínio de espécies animais há muito mais tempo. Nas ilhas tropicais da Oceania, calcula-se que até 1.800 espécies de pássaros tenham sido extintas nos últimos 2.000 anos.
É provável que os humanos primordiais também tenham sido responsáveis pelo desaparecimento de uma enorme mega faunaque costumava viver na Austrália inclusive uma enorme vombate gigante, um leão marsupial e um canguru carnívoro.
Atualmente, um em cada quatro  mamíferos corre risco de extinção, e 41 por cento dos anfíbios. Muitos deles só sobrevivem em cativeiro.
"Caso se permita que isso continue, as formas de vida levariam vários milhões de anos para se recuperar, e nossas espécies provavelmente desapareceriam elas próprias logo," disse o principal autor Gerardo Ceballos,  da Universidade Autônoma do México.
O professor Ehrlich disse que os governos devem começar a trabalhar em conjunto para conservar as espécies ameaçadas.
Apesar das perspectivas sombrias, há um importante caminho  à frente, segundo Ehrlich e seus colegas.
"Evitar uma real sexta extinção em massa exige esforços rápidos e muito intensificados para conservar as espécies já ameaçadas, e para aliviar pressões sobre suas populações - especialmente perdade de hábitat, superexploração para ganhos econômicos e mudanças climáticas, escreveram os autores do estudo.
A Terra passou, reconhecidamente, por cinco extinções em massa. A extinção em massa Ordoviciana-Siluriana, há 443 milhões de anos, causou a eliminação de 83 por cento das espécies marinhas. Na extinção em massa  do Devoniano Final, ocorrida 90 milhões de anos depois, três quartos da espécies vivas na Terra foram extintas . A extinção massiva do Permiano, há 248 milhões de anos, foi apelidada A Grande Morte, já que 96 por cento das espécies foram eliminadas. E 48 milhões de anos mais tarde, metade das espécies existentes na Terra foram dizimadas por mudanças climáticas e impactos de asteroides. A última delas marcou a extinção dos dinossauros.
O Dr Mike Barrett, Diretor de Ciência e Políticas do  WWF do Reino Unido, disse, ‘Essas descobertas ecoam as do Relatório Planeta Vivo do WWF, que destacou um declínio de 52 por cento nas populações de vertebrados durante os últimos 40 anos.
"Se essa tendência não for revertida, é fácil perceber como poderão ocorrer mais extinções, sendo mais uma prova de que precisamos claramente fazer mais para proteger os animais selvagens e seus hábitats."
Tradução de Luiz Leitão da Cunha

Humans are responsible for so many species dying out that we are now in a sixth mass extinction, Stanford University has warned


Earth has entered its sixth mass extinction with animals now dying out at 100 times the normal rate, scientists have warned.
Humans have created a toxic mix of habitat loss, pollution and climate change, which has already led to the loss of at least 77 species of mammals, 140 types of bird since and 34 amphibians since 1500.
They include creatures like the dodo, Steller’s Sea Cow, the Falkland Islands wolf, the quagga, the Formosan clouded leopard, the Atlas bear, the Caspian tiger and the Cape lion.
Scientists at Stanford University in the US claim it is the biggest loss of species since the Cretaceous-Tertiary mass extinction which wiped out the dinosaurs 66 million years ago.
“Without any significant doubt that we are now entering the sixth great mass extinction event," said Professor Paul Ehrlich, at the Stanford Woods Institute for the Environment.
“Species are disappearing up to about 100 times faster than the normal rate between mass extinctions, known as the background rate.
“Our calculations very likely underestimate the severity of the extinction crisis. There are examples of species all over the world that are essentially the walking dead.”
Using fossil records and extinction counts from a range of sources, the researchers calculated the normal ‘background rate’ of extinctions and compared it with a conservative estimate of current extinctions.
Natural population changes in the wild usually lead to two species of mammals dying out every 10,000 years. But the current rate is 114 times that level.
And humans have been responsible for animal decline going much further back. In the islands of tropical Oceania, up to 1800 bird species are estimated to have gone extinct in the last 2,000 years.
It is likely that early humans were also responsible for wiping out the huge megafauna which used to live in Australia including a huge giant wombat a marsupial lion and a flesh-eating kangaroo.
Currently one in four mammals is at risk of going extinct and 41 per cent of amphibians. Many now only survive in captivity.
"If it is allowed to continue, life would take many millions of years to recover, and our species itself would likely disappear early on," said lead author Gerardo Ceballos of the Universidad Autónoma de México.
Professor Ehrlich said that government must start working together to conserve threatened species.
Despite the gloomy outlook, there is a meaningful way forward, according to Ehrlich and his colleagues.
"Avoiding a true sixth mass extinction will require rapid, greatly intensified efforts to conserve already threatened species, and to alleviate pressures on their populations - notably habitat loss, over-exploitation for economic gain and climate change," the study's authors write.
Earth has experienced five recognised mass extinctions. The Ordovician-Silurian mass extinction of 443 million years ago saw 83 per cent of sea life wiped out. In the Late Devonian mass extinction which followed 90 million years later three quarters of life on Earth became extinct . The Permian mass extinction of 248 million years ago was nicknamed The Great Dying as 96 per cent of species died out. Then 48 million years later half of Earth’s species were wiped out by climate change and asteroid impacts. The final one marked the end of the dinosaurs.
Dr Mike Barrett, WWF-UK’s Director of Science and Policy said, ‘These findings echo those of WWF’s Living Planet Report which highlighted a 52 per cent decline in vertebrate populations over the last 40 years.
"If this trend is not reversed it is easy to see how more extinctions could take place and it is further evidence that we clearly need to do more to protect wildlife and their habitats."
The research was published in the journal Science Advances.



Aurora Australis




Não são fogos de artifícios essas intensas luzes tremeluzentes que ainda dançavam pelo céu noturno da Terra bem no final do mês passado, e que aparecem aqui acima do polo sul geográfico do planeta. 

As impressionantes aparições de auroras foram causadas quando uma ejeção de massa coronal emitida pelo Sol dias antes atingiu a  magnetosfera, dando início a uma tempestade geomagnética disseminada. 

Os seis paineis olho de peixe foram fotografados com uma câmera digital e bateria em uma caixa aquecida para proteger os equipamentos da temperatura ambiental de -90 graus F da longa noite de inverno. 

Ao redor do horizonte estão obsrvatórios astronômicos do polo sul, enquanto além da Aurora Austral espalham-se as estrelas da região sul da Via Láctea.

Tradução de Luiz Leitão da Cunha

Not fireworks, these intense shimmering lights still danced across Earth's night skies late last month, seen here above the planet's geographic south pole. 

The stunning auroral displays were triggered as a coronal mass ejection blasted from the Sun days earlier impacted the magnetosphere, beginning a widespread geomagnetic storm. 

The six fisheye panels were recorded with digital camera and battery in a heated box to guard against -90 degree F ambient temperatures of the long winter night. 

Around the horizon are south pole astronomical observatories, while beyond the Aurora Australis stretch the stars of the southern Milky Way.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Marte pode conter água em estado líquido | Mars may hold liquid water


Marte pode conter água em estado líquido, aumentando as chances de se descobrir vida no Planeta Vermelho.
Embora os cientistas há muito saibam da existência de água congelada no polos gelados de Marte, novas pesquisas sugerem que pode haver água salgada líquida próxima à superfície do planeta.
A água em estado líquido propriamente dita ainda não foi encontrada, mas o jipe-sonda Curiosity encontrou pergolado de cálcio — um tipo de sal — no solo.
Assim como jogar sal no gelo faz com que ele derreta, o pergolado de cálcio reduz a temperatura à qual a água congela, e permitiria a sua sua existência em estado líquido mesmo sob as gélidas temperaturas da superfície de Marte. A temperatura superficial de Marte varia entre -195 F (-125 C) no inverno e 70 F (20 C) no verão.
O pergolado de cálcio também  absorve a água presente na atmosfera, trazendo-a para a superfície.
Toda forma de vida na Terra necessita de água para existir, então, a possibilidade de haver água na superfície do planeta aumenta as chances de que algum tipo deforma de vida alienígena  primitiva possa  ser descoberta. Recentemente, foram descobertas formas de vida na Terra capazes de viver totalmente em água salina, sem necessitarem de oxigênioAs criaturas, chamadas Loriciferans, têm apenas um milímetro de comprimento e lembram águas-vivas encapsuladas em conchas.
“Nós descobrimos a substância pergolado de cálcio no solo e, sob as condições ideais, ele absorve o vapor d'água da atmosfera,” disse o Dr Morten Madsen,  professor associado e chefe do Mars Group no Niels Bohr Institute, daUniversidade of Copenhagen.
“Nossas medições da estação de monitoramente climático da Curiosity mostram que essas condições existem à noite e logo após o nascer-do-Sol no inverno.
“Com base em medições da umidade e temperatura a uma altitude de 1,6 metro e na superfície do planeta, podemos estimr a quantidade de água que é absorvida.
“Quando cai a noite, parte do vapor d'água presente na atmosfera se condensa na superfície do planeta como gelo, mas o  pergolado de cálcio é muito absorvente e forma uma salmoura com a água, de forma que o ponto de congelamento é reduzido e o gelo pode virar líquido.”
A geografia da área sugere que toda a Cratera Gale pode um dia ter sido um grande lago,  já que a Curiosity lá encontrou o que são claramentes depósitos sedimentares. Há também also pedriscos arredondados que mostram que em algum momento água com uma profundidade ao redor de um metro esteve presente no planeta.
Há cerca de 4,5 bilhões de anos, Marte tinha 6,5 vezes mais água do que atualmente, e uma atmosfera mais espessa. Mas a maior parte dessa água desapareceu em direção ao espaço porque Marten perdeu seu campo magnético, que o protegia contra radiações cósmicas vindas do Sol. Sem essa proteção, Marte perdeu a maior parte de sua atmosfera, que agora é cerca de 100 vezes mais fina que a da Terra.
Em dezembro passado a Curiosity descobriu  espigões de metano, que podem ser a primeira pista da existência de vida atualemte em Marte.
A maior parte do metano na Terra é  produzida na forma de gás de dejetos de organismos vivos, e é possível que os ‘arrotos’ do gás possam ter sido produzidos por bactérias.
A pergunta sobre se há, ou houve, vida em Marte, poderá finalmente ser respondida  pela missão ExoMars, da Agência Espacial Europeia, que fará pousar um veículo de 300 kg no Planeta Vermelho, em 2019.
A Experts Mars será equipada com uma furadeira de dois metros, e terá a capacidade de detectar biomarcadores de vida. Entretanto, ela não seguirá em direção à Cratera. Isso porque pousará com menor precisão do que a Curiosity, e a cratera e sua montanha, o Monte Sharp, são considerados lugais potencialmente arriscados.

Tradução de Luiz Leitão
Mars may hold liquid water raising the chances of finding life on the Red Planet.
Although scientists have long known that there is frozen water at the poles of Mars, new research suggests that salty liquid water could be present close to the planet’s surface.
Liquid water has not itself been found, but Nasa’s Mars rover Curiosity has found calcium percholate – a type of salt – in the soil.
Like throwing salt onto ice to melt it, calcium percholate lowers the temperature at which water freezes and would allow it to exist in liquid form even on the frozen surface of Mars. The temperature on the surface of Mars varies between -195 F (-125 C) in winter to 70F (20C) in summer.
Calcium Percholate also absorbs water that is present in the atmosphere, dragging it down into the surface.
All life on Earth requires water to live, so the prospect of liquid water on the planet’s surface raises the chance that some kind of primitive alien life-form could be discovered. Recently life has been discovered on Earth which can live entirely in brine without needing oxygen. The creatures, Loriciferans, are only a millimetre long and resemble jellyfish encased in shells.
“We have discovered the substance calcium perchlorate in the soil and, under the right conditions, it absorbs water vapour from the atmosphere,” said Dr Morten Madsen, associate professor and head of the Mars Group at the Niels Bohr Institute at the University of Copenhagen.
“Our measurements from the Curiosity rover’s weather monitoring station show that these conditions exist at night and just after sunrise in the winter.
“Based on measurements of humidity and the temperature at a height of 1.6 meters and at the surface of the planet, we can estimate the amount of water that is absorbed.
“When night falls, some of the water vapor in the atmosphere condenses on the planet surface as frost, but calcium perchlorate is very absorbent and it forms a brine with the water, so the freezing point is lowered and the frost can turn into a liquid.”
The geography of the area suggests the whole of Gale crater may have once been a large lake, as Curiosity has found clear sedimentary deposits. There are also rounded pebbles which show that at some point flowing water with a depth of around one metre was present on the planet.
Around 4.5 billion years ago, Mars had 6.5 times as much water as it does now and a thicker atmosphere. But most of this water has disappeared out into space because Mars lost its magnetic field which protected the planet from cosmic radiation from the Sun. Without that protection Mars lost most of its atmosphere which is now around 100 times thinner than Earth’s.
Last December the Curiosity Rover discovered spikes of methane which could be the first hint of biological life living on Mars.
Most methane on Earth is produced as a waste gas by living organisms and it is possible that the ‘burps’ of the gas may have been produced by bacteria.
The question of whether there is, or was, life on Mars may finally be answered by the European Space Agency's ExoMars mission, which will land a 300kg rover on the Red Planet in 2019.
Experts Mars will be equipped with a two-metre drill and the ability to detect biomarkers of life. It will not be heading for Gale Crater, however. Because it will land with less precision than Curiosity, the crater and its mountain are considered too potentially hazardous.


Herbert

Herbert, um peixe-boi de 6 anos e 430 quilos, nada em seu aquário no Parque Zoológico de Paris, no Bois de Vincennes, no leste da cidade.