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terça-feira, 9 de junho de 2015

Êxodo estelar em 47 Tucanae | Stellar Exodus in 47 Tucanae


Utilizando dados do Telescópio Espacial Hubble da NASA, astrônomos tiraram, pela primeira vez, fotos de incipientes anãs brancas iniciando sua lenta migração de 40-milhões de anos, do centro superpovoado de um velho aglomerado estelar para subúrbios menos populosos.

Anãs brancas são  relíquias exauridas de estrelas que perdem massa rapidamente, resfiram-se e fecham seus fornos nucleares. Quando essas carcaças brilhantes envelhecem e perdem peso, suas órbitas começam a se expandir  para fora do centro superpovoado do aglomerado estelar. Essa migração é causada por um embate gravitacional entre estrelas no interior do aglomerado. Aglomerados estelares globulares expelem estrelas de acordo com suas massas, governados por um jogo de bolas de bilhar gravitacional no qual estrelas de menor massa roubam momentum de estrelas de maior massa. O resultado é que as estrelas mais pesadas se desaceleram e afundam no núcleo do aglomerado, enquanto as mais leves ganham velocidade e se movem através do aglomerado até sua borda. Este processo é chamado " segregação de massa." Até essas observações do Hubble, os  astrônomos nunca haviam visto definitivamente a dinâmica correia transportadora em ação.

Astrônomos usaram o Hubble para observar o êxodo de anãs brancas no aglomerado estelar globular  47 Tucanae, um denso enxame de centenas de milhares de estrelas na Via Láctea. O aglomerado está situado a 16.700 anos-luz, na constelação do Tucano, no sul.

“Nós já vimos o final deste filme antes: anãs brancas que já caíram fora e estão orbitando em uma localidade fora do núcleo que é apropriado para suas massas,” explicou Jeremy Heyl da Universide de British Columbia (UBC), em Vancouver, Canadá, primeiro autor do artigo científico. Os resultados obtidos pela equipe foram publicados na edição de 1º de maio do Astrophysical Journal.

“Mas neste estudo, que compreende cerca de um quarto de todas as anãs brancas do aglomerado, nós estamos, na verdade,  captando as estrelas no processo de movimento em direção ao exterior e segregando a si mesmas de acordo com a massa," disse Heyl. "O processo inteiro não leva muito tempo, apenas algumas centenas de milhões de anos, dos 10 bilhões de anos de idade do aglomerado, para que as anãs brancas cheguem as seu novo lar nos subúrbios exteriores.”

“Esse resultado não havia sido obeservado anteriormente, e põe em cheque algumas ideias a respeito de parte dos detalhes de como e quando uma estrela perde sua  massa próximo ao final de sua vida,” acrescentou o membro da equipe Harvey Richer, da UBC.

Usando a capacidade de potente visão da Câmera Grande Angular 3  em luz  ultravioleta do Hubble, os astrônomos examinaram 3.000 anãs brancas, identificando duas populações com diversas idades e órbitas. Um agrupamento tinha 6 milhões de anos de idades, e havia acabado de iniciar sua jornada. O outros tinha por volta de 100 mihões de anos de idade e já havia chegado a seu novo lar, muito distante do centro, distante cerca de 1,5 ano-luz, ou uns 9 trilhões de milhas.

Somente o Hubble é capaz de detectar essas estrelas porque a luz ultravioleta é bloqueada pela atmosfera da Terra e, portanto, não chega ao telescópios baseados em solo. Os astrônomos calcularam as idades das anãs brancas pela análise de suas cores, o que dá as temperaturas das estrelas. As anãs mais quentes brilham fortemente em luz ultravioleta.

As anãs foram foram expelidas do caótico centro do aglomerado devido a interações gravitacionais com estrelas maiores orbitando a região. Estrelas em aglomerados globulares selecionam a si próprias por peso, com as mais pesadas afundando para o meio. Antes de queimarem como anãs brancas, as estrelas migratóriads estavam entre as de maior massa do aglomerado, pesando aproximadamente tanto quando o Sol; as estrelas de maior massa queimaram há muito tempo.

As  anãs brancas migratórias, entretanto, não têm pressa de sair. Suas órbitas se expandem para fora a cerca de 30 milhas por hora, mais ou menos a velocidade média de um carro transitando pela cidade. As estrelas  mortas  continuarão em seu ritmo por cerca de 40 milhões de anos, até chegarem a uma localidade mais apropriada às suas massas.

Embora os astrônomos não estivessem surpresos em ver a migração, ficaram  confusos ao descobrirem que as mais jovens anãs brancas estavam acabando de iniciar suas jornadas. Essa descoberta pode ser a prova de que as estrelas perdiam boa parte de suas massas em um estágio mais tardio de suas vidas do que antes se pensava.

Cerca de 100 milhões de anos antes de as estrelas se transformarem em anãs brancas, incharam em se tornaram gigantes vermelhas. Muitos astrônomos pensavam que as estrelas perdessem a maior parte de suas massas durante esta fase ao expeli-las para o espaço. Mas as observações do Hubble revelam que as estrelas, na verdade, jogam fora algo entre 40% e 50% de suas massas apenas 10 milhões de anos antes de queimarem completamente como anãs brancas.

“Este início tardio é a prova de que essas anãs brancas estão perdendo uma grande quantidade de massa pouco antes de se tornarem anãs brancas, e não durante a fase anterior, de gigante vermelha, como a maioria dos astrônomos pensava,” disse Richer. “Eis por que nós estamos vendo estrelas ainda em processo de lenta movimentação para longe do centro do aglomerado. Somente depois de perderem suas massas elas são gravitacionalmente empurradas para fora do núcleo. Se as estrelas houvessem perdido a maior parte de seu peso mais cedo durante suas vidas, nós não variam esse efeito impressionante entre as anãs brancas mais jovens e as mais antigas, que são 100 milhões de anos mais velhas."

Embora as anãs brancas tenham esgotado o combustível de hidrogênio que as faz brilhar como estrelas, essas relíquias estelares estão entre as mais brilhantes estrelas neste aglomerado primordial porque seus brilhantes e quentes núcleos são expostos, os quais são mais luminosos em luz ultravioleta.

“Quando as anãs brancas se formam, têm todo esse calor armazenado em seus núcleos, e a razão pela qual podemos ver as anãs brancas se deve ao fato de elas, ao longo do tempo, irradiarem sua energia térmica armazenada lentamente para o espaço,” explicou Richer. “Elas estão se tornando mais frias e menos luminosas à medida que o tempo passa porque não têm fontes nucleares de energia.”

Após atravessarem o emeranhado de interações gravitacionais dentro do populoso núcleo de  1,5 ano-luz de diâmetro, as anãs brancas viajantes encontram poucas interações ao migrarem para fora, porque a densidade das estrelas diminui. “Muita ação ocorre quando elas têm entre 30 milhões e 40 milhões de anos,  e continua até cerca de 100, e então, ao envelhecerem, as anãs brancas ainda se desenvolvem, porém menos intensamente,” disse Heyl.

O aglomerado 47 Tucanae é um lugar ideal para se estudar a segregação de massa de anãs brancas porque está próximo e contém uma grande quantidade de estrelas centralmente concentradas que podem ser vistas individualmente através da aguçada visão do Hubble.


Tradução de Luiz Leitão


Using NASA’s Hubble Space Telescope, astronomers have captured for the first time snapshots of fledging white dwarf stars beginning their slow-paced, 40-million-year migration from the crowded center of an ancient star cluster to the less populated suburbs.
White dwarfs are the burned-out relics of stars that rapidly lose mass, cool down and shut off their nuclear furnaces. As these glowing carcasses age and shed weight, their orbits begin to expand outward from the star cluster’s packed downtown. This migration is caused by a gravitational tussle among stars inside the cluster. Globular star clusters sort out stars according to their mass, governed by a gravitational billiard ball game where lower mass stars rob momentum from more massive stars. The result is that heavier stars slow down and sink to the cluster's core, while lighter stars pick up speed and move across the cluster to the edge. This process is known as "mass segregation." Until these Hubble observations, astronomers had never definitively seen the dynamical conveyor belt in action.

Astronomers used Hubble to watch the white-dwarf exodus in the globular star cluster 47 Tucanae, a dense swarm of hundreds of thousands of stars in our Milky Way galaxy. The cluster resides 16,700 light-years away in the southern constellation Tucana.

“We’ve seen the final picture before: white dwarfs that have already sorted themselves out and are orbiting in a location outside the core that is appropriate for their mass,” explained Jeremy Heyl of the University of British Columbia (UBC), Vancouver, Canada, first author on the science paper. The team’s results appeared in the May 1 issue of The Astrophysical Journal.

“But in this study, which comprises about a quarter of all the white dwarfs in the cluster, we’re actually catching the stars in the process of moving outward and segregating themselves according to mass," Heyl said. "The entire process doesn’t take very long, only a few hundreds of millions of years, out of the 10-billion-year age of the cluster, for the white dwarfs to reach their new home in the outer suburbs.”

“This result hasn’t been seen before, and it challenges some ideas about some of the details of how and when a star loses its mass near the end of its life,” Added team member Harvey Richer of UBC.

Using the ultraviolet-light capabilities of Hubble’s sharp-eyed Wide Field Camera 3, the astronomers examined 3,000 white dwarfs, tracing two populations with diverse ages and orbits. One grouping was 6 million years old and had just begun their journey. Another was around 100 million years old and had already arrived at its new homestead far away from the center, roughly 1.5 light-years, or nearly 9 trillion miles, away.

Only Hubble can detect these stars because ultraviolet light is blocked by Earth’s atmosphere and therefore doesn’t reach ground-based telescopes. The astronomers estimated the white dwarfs’ ages by analyzing their colors, which gives them the stars’ temperatures. The hottest dwarfs shine fiercely in ultraviolet light.

The dwarfs were tossed out of the rough-and-tumble cluster center due to gravitational interactions with heftier stars orbiting the region. Stars in globular clusters sort themselves out by weight, with the heavier stars sinking to the middle. Before flaming out as white dwarfs, the migrating stars were among the most massive in the cluster, weighing roughly as much as our sun; the more massive stars burned out long ago.

The migrating white dwarfs, however, are not in a hurry to leave. Their orbits expand outward at about 30 miles an hour, roughly the average speed of a car traveling in the city. The dead stars will continue this pace for about 40 million years, until they reach a location that is more appropriate for their mass.

Although the astronomers were not surprised to see the migration, they were puzzled to find that the youngest white dwarfs were just embarking on their journey. This discovery may be evidence that the stars shed much of their mass at a later stage in their lives than once thought.

About 100 million years before stars evolve into white dwarfs, they swell up and become red giant stars. Many astronomers thought that stars lose most of their mass during this phase by blowing it off into space. But the Hubble observations reveal that the stars actually dump 40 percent to 50 percent of their bulk just 10 million years before completely burning out as white dwarfs.

“This late start is evidence that these white dwarfs are losing a large amount of mass just before they become white dwarfs and not during the earlier red giant phase, as most astronomers had thought,” said Richer. “That’s why we are seeing stars still in the process of moving slowly away from the center of the cluster. It’s only after they lose their mass that they get gravitationally pushed out of the core. If the stars had shed most of their weight earlier in their lives, we wouldn’t see such a dramatic effect between the youngest white dwarfs and the older ones that are 100 million years old."

Although the white dwarfs have exhausted the hydrogen fuel that makes them shine as stars, these stellar relics are among the brightest stars in this primordial cluster because their brilliant hot cores have been exposed, which are luminous largely in ultraviolet light.
“When a white dwarf forms, they’ve got all this stored-up heat in their cores, and the reason we can see a white dwarf is because over time they radiate their stored thermal energy slowly into space,” Richer explained. “They’re getting cooler and less luminous as time goes on because they have no nuclear sources of energy.”

After making it through the gauntlet of gravitational interactions within the crowded 1.5-light-year-wide core, the traveling white dwarfs encounter few interactions as they migrate outward, because the density of stars decreases. “A lot of action happens when they’re 30 million to 40 million years old, and continues up to around 100, and then as they get older the white dwarfs still evolve but less dramatically,” Heyl said.

The 47 Tucanae cluster is an ideal place to study the mass segregation of white dwarfs because it is nearby and has a significant number of centrally concentrated stars that can be resolved by Hubble’s crisp vision.

segunda-feira, 8 de junho de 2015

NGC 3132: The Eight Burst Nebula | NGC 3132: A Nebulosa de Oito Explosões


Foi a estrela pouco brilhante, e não a mais brilhante, próxima ao centro de NGC 3132, que criou esta estranha mas bela nebulosa planetária. Apelidada de Nebulosa de Oito Explosões, e também Nebulosa Anelar do Sul, seu gás incandescente  foi originado nas camadas externas de uma estrela como o Sol

Nesta representativa foto colorida, o quente lago azul de luz visível ao redor deste sistema binário é energizado pela superfície quente da estrela de brilho mais fraco. 

Embora tenha sido fotografada para explorar simetrias incomuns, são as assimetrias que ajudam a tornar essa nebulosa planetária tão intrigante. Nem a incomum forma do envoltório circundante, mais frio, nem a estrutura e localização das fileiras de filamentos de poeira fria que atravessam NGC 3132 são bem compreendidas.

Tradução de Luiz Leitão

It's the dim star, not the bright one, near the center of NGC 3132 that created this odd but beautiful planetary nebula. Nicknamed the Eight-Burst Nebula and the Southern Ring Nebula, the glowing gas originated in the outer layers of a star like our Sun

In this representative color picture, the hot blue pool of light seen surrounding this binary system is energized by the hot surface of the faint star. 

Although photographed to explore unusual symmetries, it's the asymmetries that help make this planetary nebula so intriguing. Neither the unusual shape of the surrounding cooler shell nor the structure and placements of the cool filamentary dust lanes running across NGC 3132 are well understood.

Dorothy Caldwell


Aos 97 anos, Dorothy Caldwell é, provavelmente, a mais velha navegadora de rally de automóveis do mundo, e  se prepara para participar de uma corrida de 5.892 milhas (9.482 km) através da América do Norte com seu filho. 

A animada Dorothy irá guiar seu filho, Alastair, 72, durante a viagem de 22 dias para a prova Endurance Rally Association’s Trans-America Challenge, que começou neste domingo, 7/6/15. Nesta foto, ela está navegando durante a prova Trans America 2012.

domingo, 7 de junho de 2015

Fresh Crater Near Sirenum Fossae Region of Mars | Cratera recente próxima à região Sirenum Fossae em Marte


A câmera HiRISE  a bordo da Mars Reconnaissance Orbiter  da NASA registrou esta imagem em close-up de uma "recente" (na escala geológica, embora muito antiga na escala humana) cratera de impacto na região Sirenum Fossae de Marte em 30 de março de 2015. Essa cratera de impacto parece ser relativamente recente, devido à sua borda afiada e aos bem preservados materiais ejetados.

Tradução de Luiz Leitão

The HiRISE camera aboard NASA's Mars Reconnaissance Orbiter acquired this closeup image of a "fresh" (on a geological scale, though quite old on a human scale) impact crater in the Sirenum Fossae region of Mars on March 30, 2015. This impact crater appears relatively recent as it has a sharp rim and well-preserved ejecta.

Amizade improvável


Estes são o  Labrador e o camaleão que formam a mais improvável das amizades. Apesar da enorme diferença de tamanho entre Winston, o labra amarelo de  6 anos, e o camaleão Kammer, de um ano, eles são completamente inseparáveis.

sábado, 6 de junho de 2015

Green Flash at Moonrise | Clarão verde ao nascer da Lua


Acompanhe um pôr-do-sol em um dia de céu límpido contra o horizonte distante e você poderá ver um clarão verde quando o Sol estiver desaparecendo, que é a luz solar brevemente refletida sobre uma longa linha de visão através das camadas atmosféricas. 

Você também poderá ver  um clarão verde ao nascer-do-sol. Entretanto descobrir o local e hora exatos para observar o Sol nascendo sobre do horizonte é um pouco mais difícil, e pode ser ainda mais difícil flagrar um clarão verde da Lua nascente, que é bem menos brilhante. 

Mas sessões de fotografia bem planejadas permitiram registrar um clarão verde sobre a borda superior da Lua cheia em 2 de junho, do Observatório Roque de los Muchachos, na Ilha Canária de La Palma. 

Voltada ligeiramente para o sul a partir do oeste,  esta  vista por telefoto revela a lua nascente sobre montanhas e um mar de nuvens. Em perfil iluminado pelo Sol no topo da montanha, percebem-se domos de telescópios do Observatório Teide, na ilha de Tenerife, distante uns 14o quilômetros.

Tradução de Luiz Leitão

Follow a sunset on a clear day against a distant horizon and you might glimpse a green flash just as the Sun disappears, the sunlight briefly refracted over a long sight-line through atmospheric layers. 

You can spot a green flash at sunrise too. Pinpointing the exact place and time to see the rising Sun peeking above the horizon is a little more difficult though, and it can be harder still to catch a green flash from the fainter rising Moon. 

But well-planned snapshots did record a green flash at the Full Moon's upper edge on June 2nd, from the Roque de los Muchachos Observatory on the Canary Island of La Palma. 

Looking a little south of due east, this long telephoto view finds the rising Moon above mountains and a sea of clouds. In sunlit profile are the mountaintop Teide Observatory telescope domes on the island of Tenerife some 143 kilometers away.

Cabeças cortadas






Arnaldo Jabor

A grande descoberta dos terroristas do Estado Islâmico foi a mídia. Diferentemente da Al-Qaeda e outros grupos menores, eles não querem nos atacar, como fez Osama no 11 de setembro; eles querem nos corroer por dentro. Eles são pós-Osama. Estão testando nossos sentimentos - nós que nos pensamos civilizados. Sentimentos como compaixão, perdão, moral, respeito ao outro... Entre um holocausto e uma Hiroshima, entre Coreia e Vietnã, somos bons, somos sensatos amantes da liberdade, da fraternidade (igualdade nem pensar).

Os pavorosos assassinos do EI jogam com isso, criando a internet de fogo, nos acostumando às novas formas de crueldade. Um dia, ficaremos entediados com o horror: "Orra, meu..., outro incendiado? Esses caras têm de inventar novas torturas!".

Porém, mais do que nos assustar com sua violência, eles tiveram uma ideia sinistramente genial: em vez de matarem 5.000 desconhecidos como em New York, eles escolheram o indivíduo, o morto antes de morrer, o solitário no vídeo para a degola ou o fogo. Eles atacam nosso individualismo. Como disse Stalin, que matou mais de 15 milhões: "A morte de uma pessoa é uma tragédia; a de milhões, uma estatística". Essa foi a grande sacada desses ratos, pois todo mundo se identifica com o pobre diabo diante da morte. Hiroshima nos leva a dizer: "Que horror!". Essas cenas do EI nos fazem pensar: "Já imaginou eu nessa situação?". Só choramos por nós mesmos.

Há alguns anos, eu vi um homem sendo decapitado. Chegou um vídeo completo na TV e vi. Um bando de demônios de preto, gritando "Só Deus é grande!", agarram o pobre sujeito e lhe cortam o pescoço como o de um porco. Ele grita enquanto a cabeça lhe é arrancada, com grande profusão de sangue que suja as mãos dos carrascos, que gargalham de felicidade porque se sentem mais perto do céu, pois a cada cão infiel morto à faca, eles sobem de 'ranking' para a salvação.

Essas cenas nos levam a um anti-islamismo inevitável, mas isso é o que eles querem: nos chamar a atacá-los com bombardeios ferozes e, assim, inibir os muçulmanos moderados e fazê-los mais rancorosos contra nós. Só os islâmicos podem limitar os terroristas, mas nunca o farão. Aqueles que se declaram contra o EI, não se decidiram por uma reação concreta aos assassinos - não os apoiam, mas, no fundo, celebram uma vingança secreta. Cada vez mais nos governa a Lei de Murphy: "Tudo que pode piorar, piora".

Além disso, eles testam a si mesmos, querendo atingir níveis inimagináveis de crueldade, crucificando crianças, enterrando-as vivas, como fazem também outros horrendos zumbis como o Boko Haram e o Taleban. Querem despertar em nós a violência recíproca, pois em nossa mente surge o vingador implacável, o desejo de arrancar da face da terra esses espelhos de nossa própria animalidade. Não queremos contemplar nossa bruta agressividade - eles são como nós. "Ah... se eu pudesse metralhar esses filhos da p...!" Desejamos exterminar esses assassinos do pobre jordaniano e do 'japa'. Mas eles escapam de nossas balas e de nosso ódio, porque não são "napoleônicos" no combate, mas dispersos demônios no deserto. O modo napoleônico de fazer a guerra não funciona contra forças irregulares. Napoleão procurava a destruição do exército adversário e a queda do governo desse Estado. Contudo, num combate irregular - subversão -, não há uma batalha decisiva.

Agora, a guerra virou loucura pura. Se um dos inimigos não tem medo de morrer, muda tudo, não há vitória.


De uma forma repugnante, a verdade do mundo atual apareceu. Estão irrompendo todas as misérias do planeta para além do circuito Helena Rubinstein: uma religião da vingança e da morte, formada pela ignorância milenar de desgraçados no deserto, com inveja das conquistas do Ocidente e o cultivo do martírio.

Os fanáticos do Oriente são a pulsão de morte recalcada, a morte que mandamos para debaixo do tapete. Agora, a sujeira está voltando em nossa cara. Não temos a sólida estupidez dos islamistas; nossa violência tem sempre uma racionalização, mentiras sob o pretexto da busca de um 'bem'. Mas está ficando clara a fragilidade e a impotência do Ocidente, sob a capa de antiga competência invulnerável. E esta nova forma de horror se dá em pleno século 21, quando foguetes americanos já viajam entre os anéis de Saturno e aterrissam em cometas. Alguns dirão: "Bem feito, pois o Ocidente gerou isso tudo com sua exploração colonial e imperialista".



Não, agora os terroristas não são mais reativos; são inventivos, bem armados pela Rússia e China, além do armamento pilhado da "primavera árabe". Não são mais "consequência" de nada; são a vanguarda de uma nova forma de morte, são a invenção de uma perversidade que nasceu deles mesmos, da estupidez fanática da "sharia", de séculos de ignorância e atraso. Claro que o Ocidente já aprontou muito, mas nada disso é mais a causa de coisa alguma, agora que tiveram a ideia genial de usar as máquinas do Ocidente - aviões e mísseis contra os infiéis. E convocam malucos ingleses e americanos (mais de 1.000) para o EI, que voltam para infernizar seus países de origem. Eles estão pautando nossa agenda. Agora, só resta aos países ameaçados a defesa.

Subitamente, fomos arrojados de volta a uma era pré-política. Os nazistas queriam um milênio ariano, os comunas queriam construir um paraíso social, os fanáticos do Islã querem construir nada. Já estão prontos. Já chegaram lá. Já vivem na eternidade. Querem apenas destruir o demônio - que somos nós.

Tudo que fazemos tem o alvo da finalidade, do progresso. O Islã não quer isso. Quer o imóvel, a verdade incontestável. O Islã transcendeu o político há muito tempo. Suas multidões jazem na miséria, conformadas, perfazendo o ritual obsessivo cotidiano do Corão que os libertou da dúvida e do medo.

A morte ocidental é diferente da morte oriental. Como uma vez disse o líder dos Talebans Muhammad Omar com desdém: "Nós amamos a morte; vocês sempre gostaram de viver!".


Link between Mergers and Supermassive Black Holes with Relativistic Jets | O elo entre fusões e buracos negros supermassivos e jatos relativísticos


Uma equipe de  astrônomos utilizando o Telescópio Espacial Hubble encontrou uma ambígua relação entre a presença de buracos negros supermassivos que alimentam jatos de alta velocidade que emitem  sinais de rádio, e a história da fusão de suas galáxias hospedeiras. Quase todas as galáxias com os jatos se revelaram em processo de fusão com outra galáxia, ou o fizeram recentemente.

A equipe estudou uma grande seleção de galáxias com centros extremamente luminosos — chamados núcleos galácticos ativos — que se acreditam serem resultantes da grandes quantidades de matéria aquecida circulando ao redor e sendo consumidas por um buraco negro supermassivo. 

Embora se acredite que a maioria das galáxias hospedem buracos negros supermassivos, somente um pequeno porcentual delas é tão luminoso assim, e bem menos ainda vão um passo adiante e formam os chamados jatos relativísticos. Os dois jatos de plasma de alta velocidade se movem quase à velocidade da luz e se projetam em direções opostas em ângulos retos em relação ao disco de matéria que circunda o buraco negro, estendendo-se por milhares de anos-luz pelo espaço.

Futuras observações poderiam expandir a pesquisa ainda mais e continuar a jogar uma luz sobre esses complexos e potentes processos.

Uma equipe de astrônomos utilizando a Câmera Grande Angular 3  (WFC3) do Telescópio Espacial Hubble conduziram uma ampla pesquisa para investigar a relação entre as duas galáxias que passaram por fusões e a atividade dos buracos negros supermassivos em seus núcleos.
A equipe estudou uma grande seleção de galáxias com centros extremamente luminosos — chamados núcleos galácticos ativos (AGNs) — que acredita-se serem resultantes de grandes quantidades de matéria aquecida circulando ao redor e sendo consumida por um buraco negro supermassivo. 

São esses jatos que Marco Chiaberge, do Instituto de Ciências do Telescópio Espacial, nos EUA (também filiado à Universidade Johns Hopkins, nos EUA, e à INAF-IRA, na Itália) e que sua equipe esperava confirmar que fossem resultantes de fusões galácticas.

Tradução de Luiz Leitão

A team of astronomers using the Hubble Space Telescope found an unambiguous link between the presence of supermassive black holes that power high-speed, radio-signal-emitting jets and the merger history of their host galaxies. Almost all galaxies with the jets were found to be merging with another galaxy, or to have done so recently.

The team studied a large selection of galaxies with extremely luminous centers — known as active galactic nuclei — thought to be the result of large quantities of heated matter circling around and being consumed by a supermassive black hole. While most galaxies are thought to host supermassive black holes, only a small percentage of them are this luminous and fewer still go one step further and form what are known as relativistic jets. The two high-speed jets of plasma move almost at the speed of light and stream out in opposite directions at right angles to the disc of matter surrounding the black hole, extending thousands of light-years into space.

Future observations could expand the survey set even further and continue to shed light on these complex and powerful processes.

A team of astronomers using the NASA/ESA Hubble Space Telescope’s Wide Field Camera 3 (WFC3) have conducted a large survey to investigate the relationship between galaxies that have undergone mergers and the activity of the supermassive black holes at their cores.
The team studied a large selection of galaxies with extremely luminous centres — known as active galactic nuclei (AGNs) — thought to be the result of large quantities of heated matter circling around and being consumed by a supermassive black hole. 

It is these jets that Marco Chiaberge from the Space Telescope Science Institute, USA (also affiliated with Johns Hopkins University, USA and INAF-IRA, Italy) and his team hoped to confirm were the result of galactic mergers.



sexta-feira, 5 de junho de 2015

Saturn's Sponge Moon Hyperion | A esponjosa lua Hiperion de Saturno




Por que esta lua se parece com uma esponja? Para melhor investigar isso, a NASA e a ESA enviaram, mais uma vez, a espaçonave robótica Cassini, que orbita Saturno, para passar perto de sua lua Hiperion, no começo desta semana. 

Uma das imagens transmitida para a Terra é mostrada acima, ao natural, sem processamento. Visíveis, como esperado, há várias crateras de formato incomum com um material escuro, também incomum, no fundo. 

Embora Hiperion se espalhe por cerca de 250 quilômetros, sua fraca atração gravitacional sobre  Cassini indica que ela é majoritariamente constituída de espaço vazio, tendo, portanto, muito fraca gravidade superficial. 

Por conseguinte, acredita-se que as estranhas formas de muitas das crateras de Hiperion sejam resultantes de impactos que basicamente comprimem e ejetam material da superfície — em vez das crateras redondas mais típicas que surgem após uma onda de choque circular que redistribui explosivamente o material da superfície. A Cassini está a caminho de outro sobrevoo da lua Dione de Saturno, dentro de umas duas semanas.

Tradução de Luiz Leitão

Why does this moon look like a sponge? To better investigate, NASA and ESA sent the Saturn-orbiting robotic spacecraft Cassini zooming past Saturn's moon Hyperion, once again, earlier this week. 

One of the images beamed back to Earth is featured above, raw and unprocessed. Visible, as expected, are many unusually shaped craters with an unusual dark material at the bottom. 

Although Hyperion spans about 250 kilometers, its small gravitational tug on Cassini indicates that it is mostly empty space and so has very low surface gravity. 

Therefore, the odd shapes of many of Hyperion's craters are thought to result from impacts that primarily compress and eject surface material -- instead of the more typical round craters that appear after a circular shock wave that explosively redistributes surface material. Cassini is on track for another flyby of Saturn's Dione in about two weeks.

Ares 3 Landing Site: The Martian Revisited | Local de pouso da Ares 3: O Marciano revisitado




Este close-up da Câmera HiRISE do Mars Reconnaissance Orbiter mostra crateras que sofreram a das intempéries e  depósitos formados pela ação dos ventos no sul  de Acidalia Planitia. 

Com um impressionante tom de azul em cores padrão de imagens da HiRISE, ao olho humano a área provavelmente pareceria cinza ou um pouco avermelhada. Entretanto o olhar  humano ainda não teve acesso a esse terreno, a menos que se considerem os olhos de astronautas da NASA  na novela de ficção científica The Martian, de Andy Weir.

A novela conta as aventuras de Mark Watney, um astronauta preso no local de pouso da missão ficcional Ares 3 a Marte correspondente às coordenadas desta foto da HiRISE recortada. 

Para se ter uma ideia de escala, o hábitat de Watney, com 6 metros de diâmetro no local, teria cerca de 1/10 do diâmetro da grande cratera. É claro que as coordenadas de pouso de Ares 3 estão a apenas  cerca de 800 quilômetros ao norte da (na vida real) Estação Memorial Carl Sagan, local de pouso da Pathfinder em 1997.

Tradução de Luiz Leitão

This close-up from the Mars Reconnaissance Orbiter's HiRISE camera shows weathered craters and windblown deposits in southern Acidalia Planitia. 

A striking shade of blue in standard HiRISE image colors, to the human eye the area would probably look grey or a little reddish. But human eyes have not gazed across this terrain, unless you count the eyes of NASA astronauts in the scifi novel The Martian by Andy Weir. 

The novel chronicles the adventures of Mark Watney, an astronaut stranded at the fictional Mars mission Ares 3 landing site corresponding to the coordinates of this cropped HiRISE frame. For scale Watney's 6-meter-diameter habitat at the site would be about 1/10th the diameter of the large crater. Of course, the Ares 3 landing coordinates are only about 800 kilometers north of the (real life) Carl Sagan Memorial Station, the 1997 Pathfinder landing site.

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Quem?


Roberto DaMatta


Quem não entendeu nada? Quem pulou o muro? Quem fez a prova? Quem ouviu estrelas? Quem chorou quando o sol nasceu? Quem não morreu? Quem ficou mais velho? Quem é mais sábio? Quem se f...? Quem ficou rico? Quem queimou o filme? Quem mentiu? Quem tomou todas? Quem disse o último adeus? Quem abriu a porta? Quem deu a última punhalada? Quem acendeu o fogo? Quem ficou em silêncio? Quem acreditou? Quem disse a última palavra? Quem fechou o caixão? Quem recusou a comida? Quem viu o fantasma? Quem fez o café? Quem não fez o favor? Quem aumentou o volume? Quem perdeu a chave? Quem cantou? Quem passou a mão? Quem bateu a carteira? Quem foi de gravata? Quem não leu? Quem usou a fantasia? Quem soltou os cachorros? Quem pagou a propina? Quem tocou o sino? Quem comeu a mulher do amigo? Quem assinou o cheque? Quem não tomou o remédio? Quem pintou os canecos? Quem conhece a regra? Quem assinou o contrato? Quem soltou a bomba? Quem soprou a vela? Quem deu o tiro? Quem pregou a violência? Quem pegou o ladrão? Quem não deu o presente? Quem colocou o boné longe demais? Quem peidou? Quem não penteou o cabelo? Quem contou o conto? Quem entrou na contramão? Quem perdeu o navio? Quem virou a canoa? Quem está em toda a parte? Quem nem olhou? Quem fez o discurso? Quem não foi ao médico? Quem perdeu o pênalti? Quem vomitou no povo? Quem sentiu frio? Quem contou a piada? Quem não foi convidado? Quem recomendou o malandro? Quem perdeu a eleição? Quem tem preconceito? Quem não reencarnou? Quem prendeu o elevador? Quem enfartou? Quem vai apagar a luz? Quem pagou a conta? Quem foi mais ingrato? Quem deu o soco mais forte? Quem gritou mais? Quem esqueceu o aniversário? Quem teve malária? Quem levou a culpa? Quem faltou à reunião? Quem não cumpriu o prazo? Quem perdeu a hora? Quem falsificou os números? Quem não sabe escrever? Quem não teve dor de cabeça? Quem não deu a descarga? Quem fez a casa? Quem jamais duvidou? Quem não acredita em outro mundo? Quem não levou um tombo? Quem não fez uma festa? Quem não amou? Quem não buscou a paz? Quem está certo? Quem apagou a fita? Quem é canhoto? Quem deu o tiro? Quem fez a cama? Quem leu tudo? Quem é o mais burro? Quem fala melhor? Quem tem medo do escuro? Quem dormiu na rede? Quem não é doente? Quem não gosta de futebol? Quem chegou primeiro? Quem não foi a Paris? Quem não gosta do Brasil? Quem não queria ter nascido? Quem passou a roupa? Quem fritou o ovo? Quem não viu o filme? Quem não pediu perdão? Quem teve bicho de pé? Quem comeu o doce de leite? Quem não levou um fora? Quem não tem sombra? Quem jamais soltou um palavrão? Quem não deixa rastro? Quem é mais desonesto? Quem é mais pobre? Quem não falou mal dos outros? Quem não deu uma esmola? Quem recusou a compaixão? Quem perdeu a esperança? Quem não colheu uma rosa? Quem não descobriu que inteligência pode ser burrice? Quem não teve inveja? Quem não ouviu o uivo do lobo? Quem não viu um céu estrelado?

Eis uma grande lista que você, nobre e querido leitor ou leitora, pode ampliar ou diminuir. Peço desculpas pelas repetições: devem haver algumas. Ademais, você pode até mesmo pensar que - apesar de me basear numa longa pesquisa em andamento - fiz um exercício inútil. Mas de uma coisa eu estou certo: cada uma dessas interrogações contém uma dúvida, um cruzamento, um umbral e um eventual paradoxo ou uma decisão perigosa. Em cada “quem” ou, quem sabe, em todos eles, há uma revelação e toda revelação é uma crise. Dessas que arrancam as máscaras que os disfarces teimam em esconder.
Se você encarou todos esses “quem” e os respondeu com plena certeza, você é honesto e talvez seja um filósofo ou uma pessoa prestes a ser fuzilada por sua honestidade. Se você ficou em dúvida ou não soube (ou pôde) responder a muitas dessas questões, você é um sujeito comum. Se, entretanto, você jamais se colocou ao menos três dessas indagações, você é um perfeito idiota.

Helium Levitate




O Helium Levitate desafia a gravidade ao flutuar em uma nuvem invisível de força magnética. Por ter um potente magneto na barriga do alto falante, é possível prendê-lo a quase qualquer metal. A bateria recarregável interna proporciona até cinco horas de duração, e pode ser recarregada através do cabo USB que vem incluso.

A magnífica Nebulosa da Cabeça de Cavalo


Esculpida por ventos estelares e radiação, uma magnífica nuvem interstelar casualmente tomou este formato facilmente reconhecível. Apropriadamente denominada Nebulosa da Cabeça de Cavalo ela éstá distante cerca de 1.500 anos-luz, incrustada no vasto complexo da nuvem de Orion

Com cerca de cinco anos-luz de "altura", a escura nuvem está catalogada como Barnard 33, e é  visível somente porque sua obscurecedora poeira está em silhueta contra a brilhante e vermelha nebulosa de emissões IC 434. 

Estrelas estão se formando no interior da nuvem escura. A contrastante nebulosa de reflexão azul NGC 2023, circundando uma jovem e quente estrela, está embaixo, à esquerda. A deslumbrante imagem é uma combinação de imagens em banda estreita e larga.

Tradução de Luiz Leitão

Sculpted by stellar winds and radiation, a magnificent interstellar dust cloud by chance has assumed this recognizable shape. Fittingly named the Horsehead Nebula, it is some 1,500 light-years distant, embedded in the vast Orion cloud complex. 

About five light-years "tall", the dark cloud is cataloged as Barnard 33 and is visible only because its obscuring dust is silhouetted against the glowing red emission nebula IC 434. 

Stars are forming within the dark cloud.Contrasting blue reflection nebula NGC 2023, surrounding a hot, young star, is at the lower left. The gorgeous featured image combines both narrowband and broadband images.

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Leão acuado


Este leão sobre em uma árvore enquanto uma manada de búfalos furiosos espera por ele, no Maasai Mara, Quênia.

terça-feira, 2 de junho de 2015

Polaris and Comet Lovejoy | Polaris e o Cometa Lovejoy


Um desses dois brilhantes objetos celestiais está se movendo. À direita está a famosa estrela Polaris. Embora seja apenas a 45ª estrela mais brilhante do céuPolaris é famosa por parecer estacionária. Uma vez que você a encontre, ela sempre aparecerá na mesma direção — o dia e a noite inteiros — pelo resto de sua vida. 

Isso ocorre porque o polo norte de rotação da Terra — chamado Polo Norte Celestial —aponta para uma direção próxima a Polaris. À esquerda, cerca de dez milhões de vezes mais próximo, está o Cometa Lovejoy, que perceptivelmente muda sua posição no céu a cada hora. 

A imagem aqui mostrada foi registrada na semana passada. Oficialmente designada C/2014 Q2 (Lovejoy), essa bola de neve em desintegração está de visita, vinda da parte mais externa do Sistema Solar, e só aparecerá próxima à Estrela do Norte por mais algumas semanas

Entretanto isso é tempo suficiente para que os habitantes do norte munidos de binóculos ou pequenos telescópios possam ver a coma esverdeada deste fugaz forasteiro, talvez com a ajuda de um bom mapa estelar.

Tradução de Luiz Leitão

One of these two bright sky objects is moving. On the right is the famous star Polaris. Although only the 45th brightest star in the sky, Polaris is famous for appearing stationary. Once you find it, it will always appear in the same direction — all night and all day — for the rest of your life. 

This is because the northern spin pole of the Earth — called the North Celestial Pole — points near Polaris. On the left, about ten million times closer, is Comet Lovejoy, which noticeably changes its sky position by the hour. 

The featured image was taken last week. Officially designated C/2014 Q2 (Lovejoy), this disintegrating snowball is on a visit from the outer Solar System and will only appear near the North Star for a few more weeks. 

That should be long enough, however, for northerners with binoculars or a small telescope to see the greenish coma of this fleeting newcomer, perhaps with the help of a good star map.

Équidna


Um Équidna no Healesville Sanctuary, em Victoria, Austrália.

segunda-feira, 1 de junho de 2015

A Supernova 1994D e o universo inesperado | Supernova 1994D and the Unexpected Universe




Há muito tempo, e muito longe daqui, uma estrela explodiu. A Supernova 1994D, visível como o ponto brilhante embaixo, à esquerda, ocorreu na periferia do disco da galáxia NGC 4526. 

A Supernova 1994D não interessa por ter sido diferente, mas, sim, por ter sido semelhante a outras supernova. Na verdade, a luz emitida durante as semanas que se sucederam à sua explosão fizeram com que ela recebesse a familiar designação de  supernova Tipo Ia

Se todas as supernovas Tipo Ia tê o mesmo brilho intrínseco, então a supernova mais apagada aparece, por mais distante que possa estar. Ao calibrar uma precisa relação brilho-distância, os astrônomos podem estimar não só a taxa de expansão do universo (parametrizada pela Constante de Hubble), mas também a geometria do universo em que vivemos (parametrizado por Omega e Lambda). 

A grande quantidade e as longas distâncias até as supernovas medidas durante os últimos anos, quando combinadas a outras observações, são interpretadas como indicando que nós vivemos em um universo anteriormente inesperado.

Tradução de Luiz Leitão

Long ago, far away, a star exploded. Supernova 1994D, visible as the bright spot on the lower left, occurred in the outskirts of disk galaxy NGC 4526. 

Supernova 1994D was not of interest for how different it was, but rather for how similar it was to other supernovae. In fact, the light emitted during the weeks after its explosion caused it to be given the familiar designation of a Type Ia supernova. 

If all Type Ia supernovae have the same intrinsic brightness, then the dimmer a supernova appears, the farther away it must be. By calibrating a precise brightness-distance relation, astronomers are able to estimate not only the expansion rate of the universe (parameterized by the Hubble Constant), but also the geometry of the universe we live in (parameterized by Omega and Lambda). 

The large number and great distances to supernovae measured over the past few years, when combined with other observations, are interpreted as indicating that we live in a previously unexpected universe.

Saturn at Opposition | Saturno em oposição




Observadores com telescópios baseados em Terra foram recentemente brindados com vistas espetaculares de Saturno, quando o planeta anelado atingiu sua oposição de 2015, em 23 de maio, às 02h00 UT (GMT). 

É claro que oposição, no caso, significa em relação ao Sol no céu da Terra. Tão próximo à oposição, Saturno está no alto a noite toda, em sua mais próxima e mais brilhante oposição do ano. 

Essas nítidas imagens obtidas em um espaço de horas do alinhamento Sol-Terra-Saturno, também mostram o forte abrilhantamento dos aneis de Saturno, conhecido como aumento de oposição pelo  Efeito Seeliger. 

Diretamente iluminadas, as partículas de gelo dos aneis não projetam sombras, e difundem fortemente a luz solar em direção ao planeta Terra, criando o impressionante aumento de brilhosidade. Saturno atualmente situa-se no céu a pouca distância da brilhante Antares, estrela alfa da constelação de Sagitário.

Tradução de Luiz Leitão

Telescopic observers on Earth have been treated to spectacular views of Saturn lately as the ringed planet reached its 2015 opposition on May 23 at 0200 UT. 

Of course opposition means opposite the Sun in Earth's sky. So near opposition Saturn is up all night, at its closest and brightest for the year. 

These sharp images taken within hours of the Sun-Earth-Saturn alignment also show the strong brightening of Saturn's rings known as the opposition surge or the Seeliger Effect. 

Directly illuminated, the ring's icy particles cast no shadows and strongly backscatter sunlight toward planet Earth, creating the dramatic surge in brightness. Saturn currently stands in the sky not far from bright Antares, alpha star of the constellation Sagittarius.

Digger


'Digger', de seis meses de idade, é um marsupial opossum da espécie golden brushtail , e está sendo cuidado por Tenielle Matheson, no Currumbin Wildlife Sanctuary, em Queensland, Austrália. 

A vulnerável espécie um dia foi  muito comum na Austrália, mas agora só é encontrada na Tasmânia. A bela coloração dourada de Digger de deve a uma mutação genética adquirida diretamente de um de seus pais. No caso de Digger, foi de seu pai, 'Steve', que também é uma golden brushtail e um dos habitantes do abrigo.