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sexta-feira, 17 de abril de 2015

NGC 2903: Uma joia faltante em Leão | NGC 2903: A Missing Jewel in Leo




A galáxia espiral barrada NGC 2903  está distante apenas uns 20 milhões de anos-luz. Popular entre astrônomos amadores, ela brilha na constelação primaveril do Leão, no norte, próxima ao alto da cabeça do Leão. 

Aquela parte da constelação é às vezes vista como uma foice ou ponto de interrogação invertido. Uma das mais brilhantes galáxias visíveis do hemisfério norte, NGC 2903, surpreendentemente, não consta do catálogo de brihantes visões celestiais do astrônomo Charles Messier. 

Esta colororida imagem obtida com um pequeno telescópio baseado em solo mostra os deslumbrantes braços espirais da galáxia tracejado por aglomerados de jovens estrelas azuis e regiões rosadas de formação estelar. Há também intrigantes detalhes do brilhante núcleo de NGC 2903, uma notável mistura de jovens aglomerados e imensas nuvens de poeira e gás. 

In fact, NGC 2903 exibe um exceptional ritmo de atividade de formação estelar próximo ao seu centro, também brilhante em faixas de onda de frequência de rádio, infravermelho, ultravioleta e raios X. Pouco menor do que a Via Láctea, NGC 2903 tem cerca de 80.000 anos-luz de diâmetro.

Tradução de Luiz Leitão

Barred spiral galaxy NGC 2903 is only some 20 million light-years distant. Popular among amateur astronomers, it shines in the northern spring constellation Leo, near the top of the lion's head. 

That part of the constellation is sometimes seen as a reversed question mark or sickle. One of the brighter galaxies visible from the northern hemisphere, NGC 2903 is surprisingly missing from Charles Messier's catalog of lustrous celestial sights. 

This colorful image from a small ground-based telescope shows off the galaxy's gorgeous spiral arms traced by young, blue star clusters and pinkish star forming regions. Included are intriguing details of NGC 2903's bright core, a remarkable mix of old and young clusters with immense dust and gas clouds. 

In fact, NGC 2903 exhibits an exceptional rate of star formation activity near its center, also bright in radio, infrared, ultraviolet, and x-ray bands. Just a little smaller than our own Milky Way, NGC 2903 is about 80,000 light-years across.

quinta-feira, 16 de abril de 2015

A Sofia da NASA descobre o elo perdido entre supernovas e a formação planetária | NASA’s SOFIA Finds Missing Link Between Supernovae and Planet Formation

Legendas: Sagittarius A East Supernova Remnant: Remanescente de Supernova Sagitário A Leste; — Warm Dust: Poeira morna; Cold Dust: Poeira fria; Rádio; Raios X; 5 anos-luz
Utilizando o Observatório Estratosférico para Astronomia em Infravermelho da NASA (SOFIA), uma equipe científica internacional descobriu que supernovas são capazes de produzir uma substancial quantidade de materiais a partir dos quais planetas como a Terra podem se formar.
"Nossas observações revelam que uma nuvem em particular produzida por uma explosão de supernova há 10.000 anos contém poeira suficiente para formar 7.000 planetas iuais à Terra," disse Ryan Lau, da Cornell University em Ithaca, Nova York.
A equipe de pesquisas, chefiada por Lau, utilizou o telescópio aerotransportado da SOFIA e a câmera Infravermalha para Objetos Esmaecidos para o telescópio SOFIA, FORCAST, para obter imagens detalhadas em infravermelho de uma nuvem de poeira interestelar, conhecida como Remanescente de Supernova Sagitário A Leste, ou SNR Sgr A Leste.
A equipe usou dados da SOFIA para  estimar a massa total de poeira na nuvem a partir da intensidade de sua emissão. A investigação exigiu medições em frequências de onda infravermalha longas para permitir um olhar através das nuvens interestelares intercaladas e detectar a radiação emitida pela poeira da supernova.
Os astrônomos já tinham provas de que  ondas de choque de supernovas distanciando-se podem  produzir grandes quantidades de poeira. Até agora, uma pergunta fundamental era se as novas partículas de poeira semelhantes a fuligem e areia sobreviveriam à subsequente onda de choque “ricochete”em direção inversa gerada quando a a primeira onda de choque, movendo-se para fora colidisse com a poeira e gás interestelares circundantes.
"A poeira resistiu ao ataque de ondas de choque da explosão da supernova, e está agora fluindo para o meio interestelar, onde pode tornar-se parte do 'material de semente' para novas estrelas e planetas," explicou Lau.
Esses resultados também revelam a possibilidade de que a vasta quantidade de poeira observada em distantes jovens galáxias pode ter sido criada por explosões de supernovas de grandes estrelas  primordiais, já que nenhum outro mecanismo conhecido poderia ter produzido tanta poeira.
SOFIA é um jato de carreira Boeing 747 Special Performance bastante modificado, que leva um telescópio com diâmetro efetivo de 2,5 metros a  altitudes de 39.000 pés a 45.000 pés (12 km a 14 km). 

Legendas: Ejeções de Remanescentes de Supernova; 2 light-years: 2 anos-luz; infrared (warm dust); Infravermelho (poeira morna); Infrared (inset): Infravermelho (inserto); X-ray (hot iron gas): Raios-X (gás de ferro quente); X-ray (inset0: Raios-X (inserto); 5 light-years: 5 anos-luz.

Using NASA's Stratospheric Observatory for Infrared Astronomy (SOFIA), an international scientific team discovered that supernovae are capable of producing a substantial amount of the material from which planets like Earth can form.
These findings are published in the March 19 online issue of Science magazine.
"Our observations reveal a particular cloud produced by a supernova explosion 10,000 years ago contains enough dust to make 7,000 Earths," said Ryan Lau of Cornell University in Ithaca, New York.
The research team, headed by Lau, used SOFIA's airborne telescope and the Faint Object InfraRed Camera for the SOFIA Telescope, FORCAST, to take detailed infrared images of an interstellar dust cloud known as Supernova Remnant Sagittarius A East, or SNR Sgr A East.
The team used SOFIA data to estimate the total mass of dust in the cloud from the intensity of its emission. The investigation required measurements at long infrared wavelengths in order to peer through intervening interstellar clouds and detect the radiation emitted by the supernova dust.
Astronomers already had evidence that a supernova’s outward-moving shock wave can produce significant amounts of dust. Until now, a key question was whether the new soot- and sand-like dust particles would survive the subsequent inward “rebound” shock wave generated when the first, outward-moving shock wave collides with surrounding interstellar gas and dust.
"The dust survived the later onslaught of shock waves from the supernova explosion, and is now flowing into the interstellar medium where it can become part of the 'seed material' for new stars and planets," Lau explained.
These results also reveal the possibility that the vast amount of dust observed in distant young galaxies may have been made by supernova explosions of early massive stars, as no other known mechanism could have produced nearly as much dust.
SOFIA is a heavily modified Boeing 747 Special Performance jetliner that carries a telescope with an effective diameter of 100 inches (2.5 meters) at altitudes of 39,000 to 45,000 feet (12 to 14 km). 

O lado bom da crise



Arnaldo Jabor

A crise é boa. Nada melhor do que uma crise para nos dar a sensação de que a vida muda, que a história anda, que a barra pesa. A crise nos tira o sono e nos faz alertas. A crise nos faz importantes, nós, a opinião pública, nós, o "povo", nós, os ex-babacas que viviam na sombra, na modorra e que, de repente, saíram batendo panelas nas ruas. Na crise no Brasil, a política fica visível para a população. A crise nos lembra a maldição chinesa: "Que você viva em tempos interessantes" - por "tempos interessantes" se entenderia uma época de calamidade, guerras e instabilidade. A crise é boa porque acabaram as antigas crises cegas, radiofônicas, anos 50. Hoje, as crises são online, na internet, nos celulares com todas as roubalheiras ao vivo, imediatas, na velocidade da luz. A crise é uma aula, quase um videogame. A crise é um "thriller em nossas vidas. A crise nos permite ver a verdade. Mas como - se todos mentem o tempo todo? A crise nos ensina a ver a verdade de cabeça para baixo, nos ensina que a verdade é o contrário de tudo que dizem os depoentes, testemunhas e réus. A verdade está em tudo o que os políticos negam.

A crise é boa para conhecer tipos humanos. Temos de tudo - uma galeria de personas, de máscaras, de bonecos de engonço, temos um reality show sobre o Brasil, temos o desfile de caras, de bocas, de mãos trêmulas, temos as vaidades na fogueira, os clamores de honradez, os falsos testemunhos, a lama debaixo das dignidades, temos os intestinos, os nós nas tripas, os miasmas que nos envenenam, sujeiras escorrendo pelas frestas da lei.

E tudo vai diplomando o povo em ciência política. A crise é boa para acabar com a crença de que um operário tem uma aura de santidade e mostra que para ser presidente tem, sim, que estudar e ter competência. E nos mostra também o mal que um sujeito egoísta e deslumbrado pode fazer a um país.

A crise nos mostra que o crime político não é um defeito, mas uma instituição. A crise nos espanta: como um partido consegue esquecer qualquer resquício de grandeza e contaminar as instituições? A crise nos ensina o horror do narcisismo totalitário. A crise nos ensina que os velhos "revolucionários" ficaram iguais aos piores políticos oligárquicos - ambos trabalham na sombra, na dissimulação, no cabresto dos militantes. A crise nos lembra que a burrice é uma "força da natureza", como os ciclones e terremotos. Crise também é cultura. A crise é Brecht, Shakespeare e revista Caras. A crise acabou com a mistificação de que o PT era o partido dos "puros", como muitos intelectuais acreditaram e continuam acreditando, com a fé inquebrantável do "mesmo assim" - quebraram a Petrobrás e o País, mas, mesmo assim, continuam acreditando , como religiosos: "Credo quia absurdum" (Creio mesmo sendo absurdo). A crise nos mostra que o petismo maculou as ideias de uma verdadeira esquerda no País, sequestraram as palavras, a linguagem romântica d'antanho. A crise prova que a velha esquerda ancorada no petismo não tem programa, nem projeto; tem um sonho que vira pesadelo. A crise acaba com os fins justificando os meios. A crise acaba com o "futuro" e nos traz o doce, o essencial presente. A crise nos ensina que ninguém se define apenas como "companheiros", "comandantes", "aventureiros", "guerreiros do povo brasileiro", pois as pessoas são compulsivas, agressivas, invejosas, narcisistas, fracassadas e com problemas sexuais. A crise nos ensina mais Freud do que Marx. A crise ensina que revolução no País tem de ser administrativa e não de ruptura e utopia.

A 'contemporaneidade', esse "faz-tudo" do novo vocabulário, inventou a 'utopia da distopia'. Nada como uma boa distopia para saciar nossa fome de certezas. A crise ensina que não adianta mostrar apenas os horrores da miséria dos desvalidos; a verdadeira miséria está nos intestinos da própria política.

A crise nos mostra que existem fascistas de direita e de esquerda, que a verdadeira esquerda está em tudo que é profundo e que a direita está em tudo que é superficial - logo o PT é de direita.

A crise nos revela que o País (e a vida) é mais complexo do que a divisão "opressores e oprimidos" e que o capitalismo não é uma pessoa malvada para conscientemente nos destruir; capitalismo não é um regime político - é um modo de produção.

A crise nos ensinou que a corrupção de hoje não é um pecado contra a lei de Deus - é um sistema, uma ferramenta de trabalho. A crise nos mostra que não há mais inocentes em Brasília - todos são cúmplices. E aprendemos que mesmo com terríveis expectativas para 2015, as ruas provaram que a história é intempestiva (Nietzsche) e marcha no escuro, quando nós dormimos. A crise nos lembra a frase de Baudrillard tão citada por mim: "O comunismo hoje desintegrado se tornou viral, capaz de contaminar o mundo inteiro, não através da ideologia nem do seu modelo de funcionamento, mas através do seu modelo de desfuncionamento e de desestruturação da vida social", vide o estrago do PT e o novo eixo do mal da América Latina. A crise está abrindo nossos olhos.

Ouso dizer que, por vielas escuras e mal frequentadas, a crise fará bem ao Brasil. A crise também é útil porque nos dá uma porrada na cara para deixarmos de ser bestas.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Vídeo: Powers of Ten



Quão diferente parece o universo em escalas pequenas, médias e grandes? O mais famoso filme científico de curta metragem de sua geração proporciona comparações de tirar o fôlego. 

Aquele  filme, Powers of Ten (Potências de Dez), originalmente criado nos anos 1960, foi agora oficialmente inserido no YouTube e  embutido acima. Clique na seta acima para assistir o filme de nove minutos. 

De uma toalha de piquenique nas proximidades de Chicago até o aglomerado galáctico de Virgem,  a cada dez segundos a câmera se afasta, mostrando um quadro com um fator  dez vez maior em cada lado. 

O video então recua, aproximando-se de volta com um fator de dez a cada dois segundos, terminando dentro de um só próton. A sequência Powers of Ten baseia-se, na verdade, no livro Cosmic View (Visão Cósmica) de Kees Boeke, em 1957, assim como o filme similar, porém mais animado Cosmic Zoom, também criado no final da década de 1960. 

As perspectivas que mudam o tempo todo são tão interessantes e educativas que seções foram recriadas com o uso de técnicas computadorizadas mais modernas, incluindo os cinco primeiros minutos do filme Contact, e em um vídeo digital curto chamado The Known Universe (O Universo conhecido), criado em 2010 para o Museu  Americano de História Natural. Ray e seu marido, Charles Eames, criadores do filme, eram conhecidos como espíritos muito visionários, tendo até inventado sua própria cadeira popular.

Tradução de Luiz Leitão

How different does the universe look on small, medium, and large scales? The most famous short science film of its generation gives breathtaking comparisons. 

That film, Powers of Ten, originally created in the 1960s, has now been officially posted to YouTube and embedded above. Please click the above arrow to see the nine minute movie for yourself. 

From a picnic blanket near Chicago out past the Virgo Cluster of Galaxies, every ten seconds the film zooms out to show a square a factor of ten times larger on each side. 

The video then reverses, zooming back in a factor of ten every two seconds and ends up inside a single proton. The Powers of Ten sequence is actually based on the book Cosmic View by Kees Boeke in 1957, as is a similar but mostly animated film Cosmic Zoom that was also created in the late 1960s. 

The changing perspectives are so enthralling and educational that sections have been recreated using more modern computerized techniques, including the first few minutes of the movie Contact, and in a short digital video called The Known Universe created in 2010 for the American Museum of Natural History. Ray and husband Charles Eames, the film's creators, were known as quite visionary spirits and even invented their own popular chair.

A matéria escura pode não ser totalmente escura | Dark matter may not be completely 'dark'

Dark matter is responsible for 85 per cent of the mass of the universe but nobody knows what it is  | A matéria escura é responsável por 85% da massa do universo, mas ninguém sabe o que é.
A matéria escura pode estar causando um impacto no universo ainda maior do que anteriormente se imaginava, depois que cientistas encontraram os primeiros sinais de que ela interage com algo além da gravidade.
Embora ninguém saiba o que é a matéria escura, acredita-se que ela forme cerca de 85 por cento da massa do Universo, mantendo as estrelas e planetas em suas galáxias.
A matéria escura não pode ser vista, mas sua forte influência pode ser observada através de telescópios porque encurva a luz ao redor das galáxias, criando um anel de luz estelar chamado lente gravitacional.
Entretanto pela primeira vez, cientistas da Universidade de Durham observaram um incomum encurvamento em um dos aneis de luz, indicando que um aglomerado de matéria escura está fora de alinhamento com sua galáxia.
Isso indica que uma força além da gravidade a está impedindo de permanecer em seu devido lugar.
"Nós pensávamos que a matéria escura permanecesse quieta, estável, sem interfir em nada,” disse o Dr Richard Massey, do Instituto Computacional de Cosmologia da Universidade de Durham.
"Mas se ela  desacelerou-se, isso pode ser a primeira prova de que a matéria escura percebe o mundo ao seu redort.
"É realmente muito emocionate. A matéria escura pode não ser completamente 'escura', afinal. Talvez sua fraquíssima interação com nuvens de gás ea a matéria da qual somos feitos.”
Os pesquisadores fizeram a descoberta utilizando o Hubble e o Extra Grande Telescópio do Observatório Europeu do Sul para verem a colisão simultânea de quatro distantes galáxias no centro de uma aglomerado galáctico distante 1,3 bilhão de anos-luz da Terra.
This image shows that the gravitational lensing is skewed as dark matter interacts with an unknown force | Esta imagem mostra que o efeito de lente gravitacional é distorcido quando a matéria escura interage com um força desconhecida.
Eles descobriram que um aglomerado de matéria escura aparentou estar ficando para trás da galáxia que circunda.
Ela está atualmente desviada de sua galáxia por uma distância de 5.000 anos-luz (50.000 milhões de milhões de km) - uma distância que a espaçonave Voyager da NASA lavaria 90 milhões de anos para percorrer.
Tal desvio é previsto durante colisões quando a matéria escura interage, ainda que muito levemente, com outras forças além da gravitacional.
Os pesquisadores dizem que a descoberta potencialmente descarta a teoria padrão da Matéria Escura Fria, segundo a qual a matéria escura interage somente com a gravidade.
A integrante da equipe Professora Liliya Williams, da Universidade de Minnesota, disse: "Nossa observação sugere que a matéria escura pode ser capaz de interagir com mais forças além da gravidade.
"O Universo paralelo que ocorre ao nosso redor tornou-se interessante. O setor escuro pode conter uma física muito rica e, potencialmente, um comportamento complexo."
O Dr Massey acrescentou: “Nós estamos, finalmente, chegando à matéria escura  sobre e abaixo de nós — consolidando nosso conhecimento  por duas vertentes.
"Matéria escura, nós estamos chegando até você."

Tradução de Luiz Leitão
Dark matter may be having an even bigger impact on the Universe than previously thought, after scientists found the first signs that it interacts with something other than gravity.
Although nobody knows what dark matter is, it is believed to make up about 85 per cent of the Universe's mass, keeping stars and planets in their galaxies.
Dark matter cannot be seen but it’s huge impact can be viewed through telescopes because it bends light around galaxies creating a ring of star light known as gravitational lensing.
However, for the first time scientists at Durham University have seen an unusual bend in one of the rings of light, suggesting that a clump of dark matter is out of alignment with its galaxy.
It indicates that a force other than gravity is stopping it sitting in its rightful place.
"We used to think that dark matter sits around, minding its own business,” said Dr Richard Massey, at Durham University's Institute for Computational Cosmology.
"But if it slowed down, this could be the first evidence that dark matter notices the world around it.
"It’s really very exciting. Dark matter may not be completely 'dark' after all. Perhaps its interacting very weakly with clouds of gas and what we’re made of.”
Researchers made the discovery using the Hubble Space Telescope and the European Southern Observatory's Very Large Telescope to view the simultaneous collision of four distant galaxies at the centre of a galaxy cluster 1.3 billion light years away from Earth.

They found that one dark matter clump appeared to be lagging behind the galaxy it surrounds.
It is currently offset from its galaxy by 5,000 light years (50,000 million million km) - a distance it would take NASA's Voyager spacecraft 90 million years to travel.
Such an offset is predicted during collisions if dark matter interacts, even very slightly, with forces other than gravity.
The researchers say the finding potentially rules out the standard theory of Cold Dark Matter, where dark matter interacts only with gravity.
Team member Professor Liliya Williams, of the University of Minnesota, said: "Our observation suggests that dark matter might be able to interact with more forces than just gravity.
"The parallel Universe going on around us has just got interesting. The dark sector could contain rich physics and potentially complex behaviour."
Dr Massey added: “We are finally homing in dark matter from above and below - squeezing our knowledge from two directions.
"Dark matter, we're coming for you."
The research was published in the Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.

Auroras e misteriosas nuvens de poeira ao redor de Marte | Aurora and Mysterious Dust Cloud around Mars


A espaçonave da NASA Mars Atmosphere and Volatile Evolution (MAVEN) observou dois fenômenos inesperados na atmosfera marciana: uma inexplicada nuvem de poeira de grande altitude e auroras que alcançam as profundezas da atmosfera do planeta. 

A presença da poeira em altitudes orbitais, entre 150 quilômetros e 300 quilômetros acima da superfície não estava prevista. Embora a fonte e a composição da poeira sejam desconhecidas,  não há perigo para a MAVEN e outras espaçonaves orbitando Marte.

Tradução de Luiz Leitão

NASA's Mars Atmosphere and Volatile Evolution (MAVEN) spacecraft has observed two unexpected phenomena in the Martian atmosphere: an unexplained high-altitude dust cloud and aurora that reaches deep into the Martian atmosphere. 

The presence of the dust at orbital altitudes from about 93 miles (150 kilometers) to 190 miles (300 kilometers) above the surface was not predicted. Although the source and composition of the dust are unknown, there is no hazard to MAVEN and other spacecraft orbiting Mars.

Mercedes SL 500


Oguz Yildirim, dono de uma miniatura de automóvel de edição limitada produzida na Alemanha, dirige seu carro em Esparta, Turquia.

terça-feira, 14 de abril de 2015

Labareda solar classe X2 | Class X2 Solar Flare


Uma forte labareda solar (classe X, a maior de todas) irrompeu em direção ao espaço, oriunda de uma região ativa levemente voltada para a Terra (11 de março de 2015). 

Labaredas classe X são extremamente incomuns. O forte brilho da labareda foi seguido de correntes de ejeções escuras que se movem para a esquerda através do Sol. 

A labareda realmente causou alguns blecautes de rádio na Terra quando causou perturbações em nossa ionosfera, e também estava relacionada a uma ejeção de massa coronal.

Tradução de Luiz Leitão

A strong flare (X-class, the largest class) erupted into space from an active region that was roughly facing towards Earth (Mar. 11, 2015). 

X-class flares are rather uncommon. The bright flash of the flare was followed by streams of dark ejecta that move across the sun to the left. 

The flare did cause some radio blackouts on Earth when it disturbed our ionosphere. The flare was also associated with a coronal mass ejection.

segunda-feira, 13 de abril de 2015

O grande pelicano branco

O grande pelicano branco é realmente enorme.

Ao longo do Muro do Cisne | Along the Cygnus Wall


A cordilheira de emissões em formato de W mostrada nesta vívida paisagem celeste é conhecida como o Muro do Cisne. Parte de uma nebulosa de emissões maior com um formato diferenciado, popularmente chamada Nebulosa da América do Norte, a cordilheira cósmica estende-se por cerca de 20 anos-luz. 

Feita com a utilização de dados de banda larga para ressaltar o revelador brilho avermelhado de átomos de hidrogênio ionizado recombinando-se com elétrons, a imagem de mosaico composta de dois quadros segue uma frente de ionização com finos detalhes de formas escuras e poeirenta em silhueta. 

Esculpidas por radiação energética proveniente das grandes e quentes estrelas da região, as formas escuras nesta vista são nuvens de gás frio e poeira com estrelas provalemnete formando-se em seus interiores. A  Nebulosa da América do Norte em si, NGC 7000, está distante 1.500 anos-luz da Terra.

Tradução de Luiz Leitão

The W-shaped ridge of emission featured in this vivid skyscape is known as the Cygnus Wall. Part of a larger emission nebula with a distinctive outline popularly called The North America Nebula, the cosmic ridge spans about 20 light-years. 

Constructed using narrowband data to highlight the telltale reddish glow from ionized hydrogen atoms recombining with electrons, the two frame mosaic image follows an ionization front with fine details of dark, dusty forms in silhouette. 

Sculpted by energetic radiation from the region's young, hot, massive stars, the dark shapes inhabiting the view are clouds of cool gas and dust with stars likely forming within. The North America Nebula itself, NGC 7000, is about 1,500 light-years away.

domingo, 12 de abril de 2015

A Terra durante uma eclipse solar total | Earth During a Total Eclipse of the Sun

Legendas: Cyprus: Chipre; Turkey: Turquia.

Como se parece a Terra durante uma eclipse total solar? Ela fica escura na regão onde as pessoas avistam a eclipse porque é onde a sombra da Lua se projeta. A área de sombra, na verdade, cruza a Terra a cerca de 2.000 quilômetros por hora, escurecendo locais em sua trajetória durante apenas alguns minutos antes de seguir adiante. 

Esta imagem mostra a Terra durante a eclipse total solar  de março de 2006, vista da Estação Espacial Internacional. Na última eclipse, a Lua passou novamente diante do Sol, projetando outra sombra circular distorcida que, desta vez, cruzou parte do Oceano Atlântico norte.

Tradução de Luiz Leitão

What does the Earth look like during a total solar eclipse? It appears dark in the region where people see the eclipse, because that's where the shadow of the Moon falls. The shadow spot actually shoots across the Earth at nearly 2,000 kilometers per hour, darkening locations in its path for only a few minutes before moving on. 

The featured image shows the Earth during the total solar eclipse of 2006 March, as seen from the International Space Station. On Friday the Moon will move in front of the Sun once again, casting another distorted circular shadow that, this time, will zip over part of the north Atlantic Ocean.

Dólar de prata


Um funcionário da casa de leilões Sotheby's segura uma moeda de dólar de prata de 1804, cujo valor é estimado entre 8 e 10 milhões de dólares, em Londres, Inglaterra. Uma coleção de mais de 600 moedas será vendida em uma série de leilões na Sotheby's em Nova York, iniciando-se em Maio, com um total estimado em mais de 100 milhões de dólares.

Aviões e suicídios

Andreas Lubitz, co-piloto da empresa Germanwings

Roberto Damatta

A notícia da semana nos tirou do sujo da "corrupção altruísta" (em nome de um partido, utopia ou ideal religioso ou secular) e da "egoísta" (enriquecimento pessoal) para o sofrimento compartilhado de um outro dispositivo voador: o desastre do helicóptero que matou o filho de Geraldo Alckmin, governador do Estado de São Paulo, um dos políticos mas importantes do País. Escrevo pensando no pai e na mãe que perderam o que criaram, no amor que nos aproxima dos deuses e do imenso sofrimento da perda de um filho - preço da nossa humanidade.

Somos fadados aos acidentes - esses inesperados difíceis de assimilar numa era de alta tecnologia. Mapeamos o mundo, mas não o controlamos porque ele é dinamizado por nós e nenhum homem é ilha ou máquina. Aliás, a máquina ou a prótese, como dizia Freud, é o justo oposto da humanidade por seu automatismo e o seu dispositivo de ser ligado e desligado sem, entretanto, morrer. Podemos saber se o rebento será menino ou menina, mas não podemos prever o inesperado dos desastres. Sabemos o dia do nascimento, mas não nos é dado conhecer o dia do funeral...

A guerra, envolvendo as identidades que nascem do etnocentrismo presente em todos os grupos humanos e o uso da violência na luta pelo poder, são desastres programados. Elas confirmam a inferioridade do "outro". Que me perdoem os idiotas em socioantropologia, a consciência do "nós" depende "deles". Todos os sujeitos são construídos. Ninguém vira holandês tomando uma injeção, mas holandeses viram holandeses em confronto com alemães, brasileiros ou japoneses. Como ninguém pediu para nascer. Somos obrigatoriamente produzidos por quem nos "criou", num palco e capítulo não escolhidos de uma novela em curso da qual, um dia, saímos.

As programações coletivas fabricam universos e identidades por meio de língua, regime político, economia e religião - esses dispositivos primordiais - como dizia Fustel de Coulanges - para enxergar o cosmos sem nenhuma equação matemática ou "big-bang". Um conceito que, com a devida vênia, só poderia ter nascido na civilização dos caubóis a qual, finalmente, se aprimorou com a invenção de um dispositivo capaz de infinita destruição: a bomba atômica! Este sim, é um dispositivo disposto porque tem, inclusive, a disposição de destruir, disponibilizando os próprios inventores. A morte absoluta do outro tem a ver com a nossa própria morte. 

Só o cronista enrolado escreve tudo isso para chegar a um ponto intuído na semana passada. O suicídio seria, como escreveu Camus, "o único problema filosófico verdadeiramente sério". Por quê? Porque ele implica um julgamento fundado na liberdade de decidir se a vida merece ou não ser vivida. Esse "merece" situa o sujeito como dono da vida, algo assustador em sistemas nos quais o viver não nos pertence, pois nos foi dado por Deus. 

Se Camus tivesse lido o Durkheim que, em 1897, escreveu O Suicídio, ele teria sido enriquecido com um tipo de suicídio que rouba do sujeito essa escolha tão cara aos existencialistas. Pois, como demonstra Durkheim, o suicídio pode resultar de um surto de melancolia individual ou de uma obrigação imposta pela sociedade. Durkheim chama o primeiro tipo de "suicídio egoísta"; o segundo ele chama de "altruísta". Essa forma de suicídio complica os axiomas individualistas, porque ele é motivado por forças externas ao indivíduo como a honra, o patriotismo e o amor. Os políticos japoneses se matam quando são vergonhosamente apanhados no roubo dos dinheiros públicos. Romeu e Julieta se mataram por amor, como ocorreu com os mártires católicos na velha Roma e com os heróis de guerra que morrem em nome da pátria cuja identidade, com devida vênia aos idiotas que imaginam que elas são fixas e concretas, se torna maior do que os seus interesses.

No Brasil, Vargas torna-se admirável, aos meus olhos molhados pela velhice, como o único caso da história do nosso país em que um ex-ditador se confrontou consigo mesmo e resolveu dar um tiro no próprio coração - esse símbolo maior do país por ele possuído. Ao perder o controle do contexto político, saiu da cena da realidade corrompida para "entrar na história" - o palco das mitologias.

A tipologia de Durkheim funciona quando se usa o olhar distanciado. Mas com uma lupa, vemos que todos os suicídios são uma mistura complexa de egoísmo e altruísmo. Pois a chave do suicídio do copiloto jaz no desejo de sair da crise pessoal, mas também na vontade de morrer de modo colossal, incluindo outras pessoas e, num avião, o que transforma o autoassassinato numa tragédia em estado puro. Eis um drama idêntico dos assassinatos coletivos em escolas e templos, os quais imortalizam seus infames programadores que acabam o mundo e, ato contínuo, se matam com a mesma impiedade.

Mortes sem dono. Mortes aparentemente sem uma causa, exceto pela sua imediata e atraente celebrização - essa chave de trevas do terrorismo como instrumento político. Suicidar-se é revelador de um profundo sentimento antipaterno. É, talvez, uma recusa do fato que todos fomos feitos por e para os outros. Ninguém pode ser o seu próprio outro a não ser no suicídio.

sábado, 11 de abril de 2015

Nitrogênio biologicamente utilizável em Marte


Uma equipe, utilizando o instrumento Sample Analysis at Mars (SAM) — Análise de Amostras em Marte — a bordo do jipe-sonda Curiosity da NASA, fez sua primeira detecção de nitrogênio na superfície de Marte de emissões ocorridas durante o aquecimento de sedimentos do planeta. 

O nitrogênio foi detectado na forma de óxido nítrico, e poderia ter sido liberado a partir da quebra de nitratos durante o aquecimento. Nitratos são uma classe de moléculas que contêm nitrogênio em uma form que pode ser usada por organismos vivos. A descoberta aumenta as provas de que antigamente Marte era habitável.

Tradução de Luiz Leitão

A team using the Sample Analysis at Mars (SAM) instrument suite aboard NASA's Curiosity rover has made the first detection of nitrogen on the surface of Mars from release during heating of Martian sediments. 

The nitrogen was detected in the form of nitric oxide, and could be released from the breakdown of nitrates during heating. Nitrates are a class of molecules that contain nitrogen in a form that can be used by living organisms. The discovery adds to the evidence that ancient Mars was habitable for life.

sexta-feira, 10 de abril de 2015

No buraco da agulha


Um artista criou a menor escultura do mundo...apenas para ser esmagada. Jonty Hurwitz cria esculturas tão pequenas que podem ser colocadas sobre um fio de cabelo humano ou na cabeça de uma formiga, mas 'perdeu o controle' ao descobrir que algumas delas haviam sido esmagadas durante uma sessão de fotos. 

As minúsculas figuras do artista de 45 anos têm menos de um décimo de milímetro de altura e são criadas através de um processo chamado nanoimpressão. 

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Full Moon in Earth's Shadow


Na semana que passou, a Lua cheia esteve totalmente imersa na escura sombra da umbra da Terra, embora apenas por um breve instante. A fase total da eclipse lunar de 4 de abril durou menos de 5 minutos, a mais curta clipse total lunar deste século, até agora

Na verdade, passando apenas pela borda norte da sombra umbral da Terra, o norte lunar permaneceu relativamente brilhante, enquanto uma bela gama de tons vermelhos e azuis emergia através do restante o hemisfério lunar voltado para a Terra. A luz avermelhada na área de sombra que atinge a superfície lunar é filtrada através da baixa atmosfera. 

Vista da perspectiva lunar, ela vem de todos os pores-do-sol e nasceres-do-sol ao redor das brodas da Terra em silhueta. Mais perto da borda da sombra, a luz mais azulada é ainda filtrada através da atmosfera da Terra, mas se origina quando os raios de Sol passam através das altas camadas da estratosfera superior. 

Aquela luz é colorida por ozônio, que absorve a luz vermelha e transmite os tons mais azulados. Nesta nítida visão telescopica da totalidade, registrada em Auckland, Nova Zelândia, planeta Terra, o polo norte da Lua foi girado para o topo do quadro da imagem.

Tradução de Luiz Leitão

Last week the Full Moon was completely immersed in Earth's dark umbral shadow, just briefly though. The total phase of the April 4, 2015 lunar eclipse lasted less than 5 minutes, the shortest total lunar eclipse of the century

In fact, sliding just within the Earth's umbral shadow's northern edge, the lunar north stayed relatively bright, while a beautiful range of blue and red hues emerged across the rest of the Moon's Earth-facing hemisphere. The reddened light within the shadow that reaches the lunar surface is filtered through the lower atmosphere. 

Seen from a lunar perspective it comes from all the sunsets and sunrises around the edges of the silhouetted Earth. Close to the shadow's edge, the bluer light is still filtered through Earth's atmosphere, but originates as rays of sunlight pass through layers high in the upper stratosphere. That light is colored by ozone that absorbs red light and transmits bluer hues. In this sharp telescopic view of totality from Auckland, New Zealand, planet Earth, the Moon's north pole has been rotated to the top of the frame.

NGC 2403 na Girafa | NGC 2403 in Camelopardalis


O magnífico universo-ilha NGC 2403 situa-se dentro dos limites da constelação do Camelopardalis, a Girafa. Distante cerca de 10 milhões de anos-luz, com um diâmetro de, aproximadamente, 50.000 anos-luz, a galáxia espiral parece ter também mais do que sua porção justa das regiões de formação estelares HII marcadas pelo indicador brilho avermelhado de gás atômico de hidrogênio. 

As gigantescas regiões HII são energizadas por aglomerados de grandes estrelas quentes que explodem em brilhantes supernovas ao final de suas curtas e violentas vidas

Integrante do grupo galáctico M81, NGC 2403 lembra muito outra galáxia com abundantes regiões de formação estelar, situada em nosso grupo local de galáxias, M33 a Galáxia do Triângulo

Brilhantes estrelas de aparência pontuda aparecem em primeiro plano neste colorido retrato galáctico de NGC 2403, em nossa Via Láctea.

Tradução de Luiz Leitão

Magnificent island universe NGC 2403 stands within the boundaries of the long-necked constellation Camelopardalis. Some 10 million light-years distant and about 50,000 light-years across, the spiral galaxy also seems to have more than its fair share of giant star forming HII regions, marked by the telltale reddish glow of atomic hydrogen gas. 

The giant HII regions are energized by clusters of hot, massive stars that explode as bright supernovae at the end of their short and furious lives. 

A member of the M81 group of galaxies, NGC 2403 closely resembles another galaxy with an abundance of star forming regions that lies within our own local galaxy group, M33 the Triangulum Galaxy

Spiky in appearance, bright stars in this colorful galaxy portrait of NGC 2403 lie in the foreground, within our own Milky Way.

quarta-feira, 8 de abril de 2015

A arte de maldizer (*)



Arnaldo Jabor

Malditos sejais, ó mentirosos, negadores, defraudadores, vigaristas, intrujões, chupistas, tartufos e embusteiros! Que a peste negra vos cubra de feridas pútridas, que vossas línguas mentirosas sequem e que água alguma vos dessedente, que vossas mentiras, patranhas, fraudes, lérias e marandubas se transformem em cobras peçonhentas que se enrosquem em vossos pescoços, que entrem por vossos rabos, rabiotes e fundilhos e lá depositem venenosos ovos que vos depauperem em diarreias torrenciais e devastadoras. Que vossas línguas se atrofiem em asquerosos sapos e bichos pustulentos que vos impedirão de beijar vossas amantes, barregãs e micheteiras que vos recebem nos lupanares de Brasília, nos prostíbulos mentais onde viveis, refocilando-se nas delícias da roubalheira. 

Malditos sejais, ladrões, gatunos, ratoneiros, trabuqueiros dos dinheiros públicos, dos quais agadanhais, expropriais mais da metade de todos os orçamentos, deixando viadutos no ar, pontes no nada, esgotos a céu aberto e crianças mortas de fome, mortas de tudo.

Que a maldição de todas as pragas do Egito e do Deuteronômio vos impeça de comer os frutos de vossas fazendas escravistas, que não possais degustar o pão de vossos fornos, nem o milho de vossos campos, e que vossas amantes vos traiam e vos contaminem com escabrosas doenças e repugnantes furúnculos! 

Malditos sejais, homúnculos dedicados a se infiltrar nas brechas, nas breubas do Estado para malversar, rapinar, larapiar desde pequenas gorjetas embolsadas, até essa doença nacional chamada petróleo, onde vos repastais no revezamento sinistro de negociarrões com empresas fantasmas em terrenos baldios, até a rapinagem dos mínimos picuás dos miseráveis.

Malditas sejam as caras de pau dos ladravazes, com seus ascorosos sorrisos, imunda honradez ostentada, gélido cinismo, baseado na crapulosa legislação que vos protege há quatro séculos, por compradiços juízes, repulsivos desembargadores, fariseus que vendilham sentenças por interesses políticos, ocultados por intrincados circunlóquios jurídicos, solenes lero-leros para compadrios e favores aos poderosos! Que vossas togas se virem em abutres famintos que vos devorem o fígado, acelerando vossas mortes que virão pela ridícula sisudez esclerosada com que justificais liminares e chicanas que liberam criminosos ricos e apodrecem pobres pretos na boca do boi de nossas prisões! 

Malditos sejais, burocratas, sicofantas, enfiados na máquina pública, emperrando-a e sugando migalhas do Estado com voracidade e gula! Tomara que sejais devorados pelos carunchos que rastejam nos processos empoeirados da burocracia que impede o País de andar! Que a poeira dos arquivos mortos vos sufoque e envenene como o trigo roxo dos ratos!

Malditas sejam também as "consciências virginais", as mentes "puras"; malditos os alienados e covardes, malditos os limpos, os não culpados, os indiferentes, que se acham superiores aos que sofrem e pecam; malditos intelectuais silenciosos que ficam agarrados em seus dogmas, que se "escandalizam" com os horrores, mas nada fazem, diante dos erros óbvios que clamam por condenações. Maldito aquele que culpou os "brancos de olhos azuis" pela crise econômica mundial. Malditos os que só pensam em dividir os brasileiros entre "nós" e "eles". Maldita seja a técnica de vitimização que funciona bem para ditadores que se dizem sempre 'defensores do povo' - suas vítimas. Malditos os que condenam o passado, se eles são o passado. 

Malditos os radicais de cervejaria, os radicais de enfermaria e os radicais de estrebaria. Os frívolos, os loucos e os burros. Uns bebem e falam em revolução; outros alucinam e os terceiros zurram. 

Maldita seja também a indiferença narcisista do déspota sindicalista que renegou a herança bendita que recebeu e que se esconde nas crises para voltar um dia como pai da pátria. Que gordos carrapatos infectem sua barba de estadista deslumbrado.

Malditos também os que desejam trazer de volta a irresponsabilidade fiscal, malditos anjos da cara suja, malditos os que inventaram as gorjetas de milhões, malditos espertos fugitivos da cassação, anatematizados e desgraçados sejam os que levam dólares na cueca e, mais que eles, os que levam dólares às Bahamas, malditos os que usam o "amor ao povo" para justificar suas ambições fracassadas, malditos bolchevistas que agora são arroz de festa de intelectuais mal informados; malditos sejam, pois neles há o desejo de fazer regredir o Brasil para o velho Atraso pustulento, em nome de suas ideologias infantis! 

Se eles prevalecerem, voltará o dragão da Inflação, com sete cabeças e dez chifres e sete coroas em cada cabeça e a prostituta do Atraso virá montada nele, berrando todas as blasfêmias, vestida de vermelho, segurando uma taça cheia de abominações. E ela, a besta do Atraso, estará bêbada com o sangue dos pobres e em sua testa estará escrito: "Mãe de todas as meretrizes e Mãe de todos os ladrões que paralisam nosso país". 

Só nos resta isso: maldizer. 

Portanto: que a peste negra vos devore a alma, políticos canalhas, que vossos cabelos com brilhantina vos cubram de uma gosma repulsiva, que vossas gravatas bregas vos enforquem, que os arcanjos vingadores vos exterminem para sempre! 

(*) Não pude escrever o artigo da semana por doença (nada grave, inimigos meus), mas me lembrei de outro texto da época do "mensalão" e achei por bem republicá-lo, pois cabe perfeitamente nestes tempos de "petrolão".

terça-feira, 7 de abril de 2015

M100


Majestosa em uma verdadeira escala cósmica, M100 é apropriadamente conhecida como uma grande galáxia de  design espiral. É uma grande galáxia com mais de 100 bilhões de estrelas, com braços espirais bem definidos, similiar à Via Láctea

Um dos mais brilhantes membros do aglomerado galáctico de VirgemM100 (aliás NGC 4321) está distante 56 milhões de anos-luz, nas proximidades da constelação da Cabeleira de Berenice (Coma Berenices). 

Esta image de M100 foi feita pelo Hubble em 2006, e revela brilhantes aglomerados estelares azuis e intrincadas vielas de poeira que são características dessa classe de galáxias. 

Estudos de estrelas variáveis em M100 tiveram um papel importante para determinar o tamanho e idade do Universo. Se você souber exatamente para onde olhar, poderá encontrar uma pequena mancha que é um eco de luz de um brilhante supernova, que foi registrado alguns meses antes de esta foto ter sido tirada.


Tradução de Luiz Leitão

Majestic on a truly cosmic scale, M100 is appropriately known as a grand design spiral galaxy. It is a large galaxy of over 100 billion stars with well-defined spiral arms that is similar to our own Milky Way Galaxy

One of the brightest members of the Virgo Cluster of galaxies, M100 (alias NGC 4321) is 56 million light-years distant toward the constellation of Berenice's Hair (Coma Berenices). 

This Hubble SpaceTelescope image of M100 was made in 2006 and reveals bright blue star clusters and intricate winding dust lanes which are hallmarks of this class of galaxies. 

Studies of variable stars in M100 have played an important role in determining the size and age of the Universe. If you know exactly where to look, you can find a small spot that is a light echo from a bright supernova that was recorded a few months before the image was taken.