Pesquisar conteúdo deste blog

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

A Nebulosa da Bolha


Soprada pelo vento de uma grande estrela, esta figura interestelar tem uma forma surpreendentemente familiar. Catalogada como NGC 7635, ela é também simplesmente conhecida como a Nebulosa da Bolha. Embora pareça delicada, a bolha de 10 anos-luz de diâmetro fornece provas de  violentos processos em andamento. 

Abaixo e à esquerda do centro da Bolha há uma quente estrela O, vários milhares de vezes mais luminosa e cerca de 45 vezes maior do que o Sol. Um feroz vento estelar e intensa radiação daquela estrela sopraram a estrutura de gás incandescente contra matéria mais densa em uma nuvem molecular nos arredores

A intrigante Nebulosa da Bolha e o complexo de nuvens associado situam-se a apenas 11.000 anos-luz de distância, próximo à constelação de Cassiopeia. Esta tentadora visão da bolha cósmica é composta de dados imagens de banda estreita, registrando emissões dos átomos ionizados de hidrogênio e oxigênio da região. Para criar a imagem tricolor, emissões de hidrogênio e oxigênio foram usadas vermelhas e azuis foram combinadas para criar o canal verde.

Tradução de Luiz Leitão

Blown by the wind from a massive star, this interstellar apparition has a surprisingly familiar shape. Cataloged as NGC 7635, it is also known simply as The Bubble Nebula. Although it looks delicate, the 10 light-year diameter bubble offers evidence of violent processes at work. 

Below and left of the Bubble's center is a hot, O star, several hundred thousand times more luminous and around 45 times more massive than the Sun. A fierce stellar wind and intense radiation from that star has blasted out the structure of glowing gas against denser material in a surrounding molecular cloud

The intriguing Bubble Nebula and associated cloud complex lie a mere 11,000 light-years away toward the boastful constellation Cassiopeia. This tantalizing view of the cosmic bubble is composed from narrowband image data, recording emission from the region's ionized hydrogen and oxygen atoms. To create the three color image, hydrogen and oxygen emission were used for red and blue and combined to create the green channel.

domingo, 5 de outubro de 2014

Deixem o Paulinho do Lula delatar em paz!


José Nêumanne
Não se deve permitir a Dilma e à oposição que saibam antes de todos o que tem dito o delator
O ex-diretor de Abastecimento e Refino da Petrobrás Paulo Roberto Costa, que o ex-presidente Lula chamava na intimidade de Paulinho, alimentou, durante algum tempo, a ilusão de que uma eventual delação dele abalaria a República a ponto de ameaçar a realização das eleições de outubro. Seria ele um megalomaníaco? Por mais que as informações que resolveu repassar à Polícia Federal (PF) e ao Ministério Público (MP) sobre a roubalheira na estatal sejam de fato relevantes e ameacem a reputação de vários figurões graduados no alto comando dos Poderes republicanos, ninguém cogitou em momento algum de adiar a disputa. E mais ainda: essa delação não alterou o cacife eleitoral dos candidatos à Presidência de forma mais significativa do que o fez a queda em Santos do avião em que viajava o presidenciável socialista Eduardo Campos.
Não que suas revelações sejam de pouca monta. O que ele já disse e ainda tem a contar é muito relevante e muito grave, como demonstra o pouco que vazou até agora. O suficiente para irritar a ainda favorita à vitória, a presidente petista Dilma Rousseff, que tem passado a impressão generalizada de que se preocupa mais em evitar vazamentos do que em tomar conhecimento dos delitos gravíssimos cometidos para punir os responsáveis por eles.
Os executivos do poder federal e parlamentares eventualmente citados nesses vazamentos também não têm sido atingidos diretamente em suas pretensões de ascensão na carreira. O presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB), continua favorito na eleição para governador de seu Estado, o Rio Grande do Norte. O mesmo ocorre com o filho de Renan Calheiros (PMDB), que disputa o governo de Alagoas, e o de Edison Lobão (PMDB), que é o preferido do clã Sarney na sucessão de Roseana, no Maranhão. O próprio ministro de Minas e Energia continua fagueiro no posto, embora meio à sombra dos holofotes depois de ter dito à chefona Dilma que as acusações contra ele seriam falsas.
Mesmo tendo sido fundamental para a eleição de pregadores da moral e dos bons costumes, casos de Jânio Quadros e Fernando Collor, no passado, a corrupção como cavalo de batalha volta a ser agora, como já o fora nas duas disputas perdidas pelo brigadeiro Eduardo Gomes, lana caprina. Em artigo em que não se refere à gatunagem, talvez por achá-la irrelevante, o diretor da Faculdade de Direito da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Joaquim Falcão, listou uma série de motivos para o eleitor apartidário votar de novo no governo. Está na cara que a economia degringola, e o autor reconhece isso, mas, como ele aduziu, decide-se o voto na vida real e no instante atual.
Falta aos opositores à candidata à reeleição autoridade moral para isolá-la na fogueira de bruxa do furto do erário. O nome do socialista Eduardo Campos certamente vai figurar entre os maganões republicanos citados pelo Paulinho de Lula. Embora nem de longe isso afete a reputação de sua sucessora na corrida presidencial, Marina Silva, é claro que qualquer “malfeito” (para adotar o educadíssimo pleonasmo empregado por Dilma para evitar termos pesados como furto na definição de delitos cometidos pela “companheirada”) de Eduardo poderá fragilizá-la.
O caso dos tucanos, embora não citados nos vazamentos que tiram o sono dos governistas, é diferente, mas também não é muito confortável. À medida que a quebra do silêncio pelo delator vai jogando lama na reputação dos maiorais, fica cada dia mais claro que têm relação entre si os três escândalos mais estrondosos dos últimos 12 anos: a morte de Celso Daniel, o mensalão e a roubalheira na Petrobrás. O que já era sabido se tornou comprovado quando apareceu na papelada de Meire Poza, contadora do doleiro Alberto Youssef, o documento do “empréstimo” do operador do mensalão a uma personagem na morte do ex-prefeito de Santo André.
Não foi à toa que a presidente da República cometeu o lapsus linguae de negar aos jornalistas seu direito (na verdade, dever, pois o direito de ser informado é do cidadão) de investigar. Ela até quis corrigir, mas sua frase, de uma clareza incomum em seu estilo, é injustificável. O delator do mensalão, Roberto Jefferson, contou que no Congresso o assunto era conhecido. E não foi revelado pela oposição, mas, sim, por uma entrevista dele à Folha de S.Paulo. A oposição, comprometida no caso pela origem tucana do esquema em Minas, não se empenhou em esclarecer a confissão de Marcos Valério ao MP de que teria dado R$ 6 milhões a Ronan Maria Pinto para este parar de chantagear Lula e Gilberto Carvalho pelo envolvimento de ambos não na execução de Celso Daniel, mas na garantia de impunidade para os assassinos. Revelada pelo Estado, a transação teve a prova achada pela PF.
A oposição cobra de Dilma sua omissão nos furtos na Petrobrás, pois ela foi ministra de Minas e Energia, chefe da Casa Civil, presidente do Conselho de Administração da estatal e presidente da República enquanto o Paulinho de Lula e seus comparsas assaltavam a empresa. É estarrecedor que alguém pretenda ser uma “gerentona” eficiente sem ter percebido o óbvio. Mas o mesmo se pode dizer do Tribunal de Contas da União e dos parlamentares oposicionistas, que não tomaram conhecimento, por exemplo, de documentos em que o roubo era denunciado interna corporis na empresa.
Como um meliante enviou R$ 1 bilhão para o exterior sem que autoridades ou parlamentares ficassem sabendo? Como um subalterno (caso do delator) pôde cobrar uma propina milionária na compra da refinaria belga no Texas, denunciada pela Veja? O procurador-geral Rodrigo Janot e o juiz Sérgio Moro têm razão ao negar a Dilma (para quem o gatuno “tinha credenciais” para ser diretor da estatal) e à oposição acesso à confissão que a Nação quer que seja levada a termo. E é espantoso que isso  não interfira nos votos dos lesados.
Jornalista, poeta e escritor
(Publicado na Pag2A do Estado de S. Paulo de 24 de setembro de 2014)

Bang Neow


Um devoto do culto chinês Bang Neow em transe, quando mais agulhas são atravessadas em suas bochechas e lábios antes de uma processão de comemoração do festival vegetariano anual em Phuket, na Tailândia. 

sábado, 4 de outubro de 2014

Enredos repetidos





Roberto Damatta

O autoritarismo se repete tanto quanto as eleições. Só que o traço familístico e personalista que o forma ocorre diariamente e surge nas negativas envergonhadas e cínicas das roubalheiras; enquanto a eleição desponta como um ato cívico. Um ritual de passagem do poder mais do que positivo emoldurado na forma pelos partidos, mas no fundo por pessoas, padrinhos e ventríloquos cuja sombra se projeta em certos candidatos. Qual é a fórmula do autoritarismo? Ela é banal: no Brasil todos os crimes e desafios dependem de pessoas. Se for X duvidamos; se for de classe média e não petista, é fascista.

Em véspera de eleição, determinados assuntos surgem nitidamente como propriedade de candidatos ou partidos. O PT aparece, mesmo alquebrado, como dono absoluto do Brasil. Ele condescendentemente relega seus opositores ao papel de incapazes de enfrentar problemas e de inimigos dos pobres. Mas, como compensação, o PT falha clamorosamente quando não explica como um sistema de corrupção tomou conta da vida pública brasileira nestes "momentos mágicos" em que tem governado. Nunca, jamais e em nenhum momento, as pessoas foram tão ou mais importantes do que assuntos, os crimes e as leis neste país quanto neste período lulo-petista. Daí o recorrente da máquina pública para o enriquecimento ilícito por meio do personalismo. Se é nosso, pode! Se for uma outra pessoa, polícia!

Centrado em protagonistas, o processo eleitoral amplia esse lado. Porque em campanha presidencial todos se apresentam como a "solução" para os problemas. Na refrega que vai terminar neste fim de semana, todos os recursos pessoais e institucionais são mobilizados na esperança de mudar os prognósticos das pesquisas. 

Mas o fato é que o ritual eleitoral exerce pressão para votar. Nisso reside a esperança de quem espera mudar o jogo, indo para o segundo turno (caso de Aécio); ou simplesmente lá chegar sem maiores trepidações (caso de Marina); ou de vencer e liquidar a fatura neste primeiro embate (caso da presidente Dilma). 

Os marqueteiros e observadores sutis ou medíocres, como é o meu caso, especulam e se abrem às angústias dominantes do não saber - essa máquina de fazer rezar e promover insônia.

Pessoalmente, eu gostaria que o eleitor estivesse também interessado em liquidar o "Você sabe com quem está falando?", essa praga cultural que faz parte de nossa estrutura autoritária. Que revela o personalismo porque tenta distinguir, proteger e inocentar os que, em nome do povo e elevados a donos do poder, promovem a má-fé e uma intolerável transgressão dos limites entre a esfera pública (que é de todos) e a pessoal - a do partido, do compadre e do filhotismo. Hoje, graças ao PT e a uma exemplar ausência de oposição, partidos, parentes e companheiros se confundem.

Nascido de um sistema aristocrático, o nosso republicanismo acabou com o império, mas manteve o baronato. Hoje, ministros, senadores, magistrados, deputados e outros altos funcionários públicos, são muito mais patrões do Estado do que seus servidores. No Brasil, o significado profundo da palavra "poder" tem tudo a ver com a tomada de cargos. Tomar o poder é ter o gosto de "tirar" e de promover a "queda" de milhares de pessoas. O poder à brasileira é tão onipotente que ele pode até mesmo saquear o nosso dinheiro, como ocorreu no governo Collor e ocorre na roubalheira atual. Ele também censurou, prendeu, exilou e torturou no Estado Novo e na Ditadura Militar.

A reação sistemática contra a autonomia de certas instituições é um sintoma da relação entre pessoas e cargos estatais por meio do governo que faz a intermediação entre o Estado impessoal e grupos que passam a comandá-lo e, inevitavelmente, o fazem com um viés pessoal.

Seria isso feito apenas por maldade? Penso que é mais complicado. Não sou fascista, embora tenha alergia pelos reducionismos e pelo controle do mercado, da informação e do mérito. Sei como isso opera porque tenho observado o processo ao longo da minha longa vida. 

Alexis de Tocqueville observou como, nos Estados Unidos, a democracia liberal e individualista promovia solidão e isolamento. Ele viu a luta para desmanchar elos pessoais, mesmo num país excepcional porque foi fabricado por imigrantes. Em sociedades que transitaram da monarquia para a República por meio de golpes (de elos pessoais entre poderosos), as oligarquias continuaram a operar juntando sua força familística ao poder do voto aberto e livre. Em todo lugar, a democracia tem recriado clãs pelo voto. É um defeito do regime ou da sociedade? Essa é questão.

O fato é que quando a maré vai mal os laços pessoais compensam a derrota política e ficam acima das clivagens ideológicas mais ferozes. No Brasil, sempre fomos nobres ou comunistas e fascistas generosos e, mais que isso, bem-educados e penhorados a quem nos prestou um favor ou roubou conosco. 

Amor com amor se paga.

Antes de votar, caro leitor, reflita sobre o personalismo que relativiza todos os crimes, caso o criminoso seja amigo, partidário ou parente. O que o País precisa é de um Plano Real Social. De uma moeda ética única, que discuta o espaço dos favores trocados com justiça e mérito; ao lado dos empenhos que conduzem a essas falcatruas que, realizadas debaixo do caldo do filhotismo, inibem a oposição e impedem a apuração dos carnavais de escândalos.

Isso para não falar da crise institucional envolvendo as polícias que, para alguns, atuam independentemente e, para outros, agem dentro de parâmetros partidários e familísticos para derrubar os nossos em favor dos adversários
Você decide!

Vídeo: A missão Swift observa mega labaredas de uma mini estrela



Em 23 de abril, o satélite Swift da NASA detectou a mais forte, quente e duradoura sequência de labaredas estelares já observada de uma estrela anã vermelha próxima. o jato inicial desta série recordista de explosões foi até 10.000 vezes mais potentes do que a maior labareda solar já registrada.
"Nós costumávamos pensar que grandes episódios de labaredas de anãs vermelhas não durassem mais de um dia, mas o Swift detectou ao menos sete potentes erupções durante um período de, aproximadamente, duas semanas," disse Stephen Drake,  astrofísico do Centro Goddard de Voos Espaciais da NASA em Greenbelt, Maryland, EUA, que fez uma apresentação da "superlabareda" no encontro de agosto da Divisão de Astrofísica de Altas Energias da Sociedade Astronômica Americana. "Foi um evento muito complexo."
Em seu pico, a labareda atingiu temperaturas de 200 milhões de graus Celsius, mais de 12 vezes mais quente do que o centro do Sol.

A "superlabareda" veio de uma das estrelas de um sistema binário próximo chamado DG Canum Venaticorum, ou DG CVn abreviadamente, localizado a cerca de 60 anos-luz de distância. Ambas as estrelas são tênues anãs vermelhas com massas e tamanhos de cerca de um terço do Sol. Elas orbitam uma à outra a cerca de três vezes a distância média da Terra ao Sol, o que é próximo demais para o Swift  determinar qual estrela entrou em erupção.


A  maioria das estrelas situadas a cerca de 100 anos-luz do sistema solar são, assim como o Sol, de meia idade. Mas cerca de mil  jovens anãs vermelhas nascidas em outros lugares vagueiam através dessa região,e essas estrelas dão aos astrônomos sua melhor oportunidade para um estudo detalhado da atividade de altas energias que normalmente acompanha a juventude estelar. Astrônomos estimam que DG CVn tenha nascido há cerca de 30 milhões de anos, ou seja, ela tem uma idade equivalente a menos de 0,7 por ceno da idade do sistema solar.

Tradução de Luiz Leitão


On April 23, NASA's Swift satellite detected the strongest, hottest, and longest-lasting sequence of stellar flares ever seen from a nearby red dwarf star. The initial blast from this record-setting series of explosions was as much as 10,000 times more powerful than the largest solar flare ever recorded.
"We used to think major flaring episodes from red dwarfs lasted no more than a day, but Swift detected at least seven powerful eruptions over a period of about two weeks," said Stephen Drake, an astrophysicist at NASA's Goddard Space Flight Center in Greenbelt, Maryland, who gave a presentation on the "superflare" at the August meeting of the American Astronomical Society’s High Energy Astrophysics Division. "This was a very complex event."

At its peak, the flare reached temperatures of 360 million degrees Fahrenheit (200 million Celsius), more than 12 times hotter than the center of the sun.
The "superflare" came from one of the stars in a close binary system known as DG Canum Venaticorum, or DG CVn for short, located about 60 light-years away. Both stars are dim red dwarfs with masses and sizes about one-third of our sun's. They orbit each other at about three times Earth's average distance from the sun, which is too close for Swift to determine which star erupted.


Most of the stars lying within about 100 light-years of the solar system are, like the sun, middle-aged. But a thousand or so young red dwarfs born elsewhere drift through this region, and these stars give astronomers their best opportunity for detailed study of the high-energy activity that typically accompanies stellar youth. Astronomers estimate DG CVn was born about 30 million years ago, which makes it less than 0.7 percent the age of the solar system.

Arco-íris circular


Você já viu um a arco-íris inteiro? Do solo, normalmente, somente a parte superior dos arcos-íris é visível porque o direcionamento para solo tem uma quantidade menor de gotas de chuva. 

Do ar, entretanto,todo o círculo de 360 graus dos arcos-íris é mais comumente visível. Nesta foto, aparece um arco-íris  circular inteiro sobre Cottesloe Beach, próxima a Perth, na Austrália no ano passado, durante um voo de helicóptero em meio ao Sol poente e uma chuva. 

Sendo um fenômeno dependente do observador, basicamente causado pela reflexão interna da luz solar pelas gotas de chuva, o arco-íris com diâmetro de 84 graus seguiu o helicóptero, intacto,por cerca de 5 quilômetros. Como bônus, um segundo arco-íris, mais esmaecido e de cores investidas, era visível fora do primenro.

Tradução de Luiz Leitão

Have you ever seen an entire rainbow? From the ground, typically, only the top portion of a rainbow is visible because directions toward the ground have fewer raindrops. 

From the air, though, the entire 360 degree circle of a rainbow is more commonly visible. Pictured here, a full circle rainbow was captured over Cottesloe Beach near PerthAustralia last year by a helicopter flying between a setting sun and a downpour. 

An observer-dependent phenomenon primarily caused by the internal reflection of sunlight by raindrops, the 84-degree diameter rainbow followed the helicopter, intact, for about 5 kilometers. As a bonus, a second rainbow that was more faint and color-reversed was visible outside the first.

Diamante de coração


Uma auxiliar da casa de leilões Sotheby's exibe um pendente de diamante internamente perfeito em formato de coração, de 50,05 quilates, cor D, que fará parte de sua liquidação de outono Hong Kong Magnificent Jewels and Jadite, em 7 de outubro. Seu valor é calculado em algo entre £4,7 milhões e £5,5 milhões.

Filamento gigante no Sol


Há um filamento solar extenso e serpenteante de material solar atualmente em frente ao Sol — com cerca de 1 milhão de milhas de ponta a ponta. Filamentos são nuvens de material solar material suspenso acima do Sol por potentes foças magnéticas. Embora notoriamente instáveis, os filamentos podem durar dias, ou mesmo semanas.
Observatório de Dinâmica  Solar da NASA (SDO), que observa o Sol 24 horas por dia, observou este gigantesco filamento durante vários dias, enquanto ele girava com o Sol. Se fosse esticado, o filamento teria quase o perímetro do Sol inteiro, de cerca de 1 milhão de milhas, ou 100 vezes o tamanho da Terra.
O SDO captou imagens do filamento em vários comprimentos de onda, cada um dos quais ajuda a assinalar materiais de diferentes  temperaturas no Sol. Olhando qualquer característica solar em diferentes comprimentos de onda e temperaturas, cientistas podem saber mais a respeito do que causa tais estruturas, assim como o que catalisa suas erupções gigantes ocasionais em direção ao espaço.
Olhe as imagens para ver como o filamento aparece em diferentes comprimentos de onda. A imagem combinada amarronzada foi produzida pela mistura de dois comprimentos de onda de luz UV extrema, com  comprimentos de onda de 193 e 335 Angstroms. A imagem vermelha mostra o comprimento de onda de 304 Angstroms de luz UV extrema.
Tradução de Luiz Leitão

A snaking, extended filament of solar material currently lies on the front of the sun — some 1 million miles across from end to end. Filaments are clouds of solar material suspended above the sun by powerful magnetic forces. Though notoriously unstable, filaments can last for days or even weeks.
NASA's Solar Dynamics Observatory, or SDO, which watches the sun 24 hours a day, has observed this gigantic filament for several days as it rotated around with the sun. If straightened out, the filament would reach almost across the whole sun, about 1 million miles or 100 times the size of Earth.
SDO captured images of the filament in numerous wavelengths, each of which helps highlight material of different temperatures on the sun. By looking at any solar feature in different wavelengths and temperatures, scientists can learn more about what causes such structures, as well as what catalyzes their occasional giant eruptions out into space.
Look at the images to see how the filament appears in different wavelengths. The brownish combination image was produced by blending two wavelengths of extreme UV light with a wavelength of 193 and 335 Angstroms. The red image shows the 304 Angstrom wavelength of extreme UV light.

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Laniakea: Nosso superaglomerado galáctico


Não se trata apenas de uma das maiores estruturas conhecidas — é nosso lar. O recém-identificado Superglomerado Laniakea de galáxias contém milhares de galáxias, inclusive a Via Láctea, O Grupo Local de galáxias, e todo o vizinho Aglomerado Galáctico de Virgem

O colossal superaglomerado é mostrado aqui em uma vizualização gerada por computador, na qual as áreas verdes estão cheias de galáxias como pontos brancos e as linhas brancas indicam movimento em direção ao centro do superaglomerado. 

O traçado de Laniakea é mostrado em laranja, e o ponto azul indica nossa localização. Fora da linha laranja, galáxias fluem para outras concentrações galácticas. O Superaglomerado de Laniakea  se espalha por cerca de 500 milhões de anos-luz e contém algo em torno de 100.000 vezes a massa da Via Láctea. Os descobridores de Laniakea lhe deram este nome, que significa "céu imenso" em Havaiano.

Tradução de Luiz Leitão

It is not only one of the largest structures known — it is our home. The just-identified Laniakea Supercluster of galaxies contains thousands of galaxies that includes our Milky Way Galaxy, the Local Group of galaxies, and the entire nearby Virgo Cluster of Galaxies

The colossal supercluster is shown in the above computer-generated visualization, where green areas are rich with white-dot galaxies and white lines indicate motion towards the supercluster center. 

An outline of Laniakea is given in orange, while the blue dot shows our location. Outside the orange line, galaxies flow into other galatic concentrations. The Laniakea Supercluster spans about 500 million light years and contains about 100,000 times the mass of our Milky Way Galaxy. The discoverers of Laniakea gave it a name that means "immense heaven" in Hawaiian.

Candidatos, pedintes e profetas





Roberto Damatta

O momento pré-eleitoral expõe uma inversão carnavalesca. Um igualitarismo e uma descentralização somente admitidos nos eventos liminares desregrados ou orgiásticos quando Apolo, o controlador dos acontecimentos, cede o palco a Dionísio, o revelador. 

De saída, vale mencionar a transformação dos poderosos que bem-vestidos e protegidos - os que sabem tudo sobre o Brasil, transformarem-se em profetas e pedintes. É com o coração na mão que nós os vemos fantasiados de gente simples, ouvindo eleitores em locais insalubres e perigosos. Em botequins baratos, a comer pastéis ou traçando com indisfarçável falta de jeito um bandejão.

Essa saída dos palácios e partidos (com seus protocolos protetores) para mergulhar nos braços do populacho é dramático, mas é a prova de que alguns desses profetas amam esse "povo" de coração. Quanto mais não seja por mero reconhecimento, porque é dele que vivem, enriquecem, fazem suas revoluções e morrem e é para ele que profetizam.

São poucas as promessas que fecham com a realidade, mas como em política "vale tudo", todos tentam convencer que há um mundo novo a nascer de suas mãos. 

De recebedores ricos, tornam-se modestos passistas. Visam acima de tudo aos votos dos desvalidos e, como não trabalham focam, fascinados, o "trabalhador". O fato, porém, é que uma vez vitoriosos e "arrumados", esses profetas da mudança, da honestidade e da revolução tornam-se "políticos" e viram amigos dos seus inimigos e compadres e comparsas dos seus exploradores de modo que tudo muda, menos a "política", cuja promessa era justamente mudar. 

Vindo de cima ou de baixo, nenhum eleito recusa o palácio, as mordomias e os milhares de cargos que podem preencher, nomeando por mérito ou - e essa é uma complicação - simpatia, aparelhamento, parentesco ou no roubo puro e simples em nome do partido.

É tocante.

Havia um desses candidatos que após visitar os morros, sentia-se "sujo". Tal como um brâmane - esse ser que habita todos os "superiores" deste nosso Brasil da desigualdade - era somente após um banho que ele ficava à vontade com seus partidários e amigos. Mas muitos, advirto, se sentem realmente à vontade ao lado do povo pobre, embora o cargo que desejam, com suas incríveis vantagens financeiras e a sua roupagem aristocrática (as "mordomias") venha contraditoriamente tirá-lo da esfera dos desvalidos.

Não quero estigmatizar os candidatos que surgem na minha televisão como um patético álbum de figuras dignas de um Lombroso no pior método de propaganda eleitoral do planeta pago com dinheiro público, desejo apenas acentuar essa carnavalização da autoridade obrigada a confrontar-se pessoalmente com a sua obra: a rua esburacada, o esgoto a céu aberto, o mar e os rios emporcalhados, a miséria chocante dos que lhes pagam um grandioso estilo de vida. De todos os idiotas que, de tempo em tempo, retornam ao ato eleitoral, tendo como motivo um fio de esperança ao lado das grossas algemas das profecias. E dos últimos escândalos...

Exatamente como num desfile carnavalesco no qual os pobres surgem magicamente fantasiados de felicidade, a fase pré-eleitoral faz o arrogante virar humilde; o insincero tornar-se um marco de honestidade e - pasmemos todos! - os que jamais fizeram coisa alguma a prometer uma enorme competência num novo governo ou num governo novo!

Não deve ser fácil pedir para quem mandava. A competição faz surgir uma dimensão esquecida do papel de administrador público - aquele que depende do seu lado lamentavelmente apagado: o eleitor. O homem comum que não tem puxa-sacos e mordomias. Que mal educa os filhos; que teme a violência e enfrenta todas as filas. Inclusive a do voto.

Trata-se de uma reviravolta dramática porque surge numa moldura de temível igualdade e numa indeterminação competitiva que amedronta. Na eleição, todos dependem de uma conjuntura imprevista que corrói fachadas. Ademais, como competir num país que, mesmo adotando a democracia, ainda chama de "bate-boca" e toma como agressividade discordâncias legítimas? 

Seria o medo do retorno do nosso velho companheiro? O famoso autoritarismo risonho, doce e feito sob medida para o povo e para quem discorda e critica? Esse neofascismo que permitiria permanecer décadas no poder porque somente assim o Brasil pode mesmo ser arrumado, cuidado e consertado?

A ausência de valores e a política como um campo no qual os fins justificam brutal e abertamente os meios, inventa um tempo patético e arriscado. A palavra final não está mais com o governante, mas com o eleitor. Com a opinião pública que o neofascismo nacional sempre odiou, porque ela cria novos fatos para quem, no poder, pensa que não está sujeito a nenhuma circunstância.

Subitamente, vejam que enrascada, a democracia no seu implacável trabalho de igualar, desequilibrar e limitar, mostra que o papel que ocupávamos não é nosso, mas pertence a esse povão que governamos e que aceita e acredita em (quase) tudo.

Jui Tui


Mais um maluco devoto, este do culto chinês Jui Tui, com as bochechas furadas com furadeiras durante uma procissão de rua no Festival Vegetariano anual, na cidade sulina taliandesa de Phuket.

A Nebulosa da Borboleta


Os brilhantes aglomerados e nebulosas visíveis no céu do planeta Terra costumam receber nomes de flores ou insetos. Embora a envergadura de sua asa se estenda por mais de 3 anos-luz, NGC 6302 não constitui exceção. 

Com uma temperatura superficial estimada em cerca de 250.000 graus Celsius, a estrela central em colapso desta nebulosa planetária em particular tornou-se excepcionalmente quente, brilhando forte em luz ultravioleta, mas oculta da visão direta por um denso toro de poeira. 

Este nítido close-up da nebulosa da estrela em colapso foi registrado em 2009 pela Câmera 3 de Campo Amplo do Telescópio Espacial Hubble, sendo apresentada aqui em cores reprocessadas. 

Atravessando uma brilhante cavidade de gás ionizado, o toro de poeira circundando a estrela central está próximo ao centro nesta imagem, quase de frente para a linha de visão. Foi detectado gás hidrogênio molecular no poeirento manto cósmico da estrela quenteNGC 6302 situa-se à distância de cerca de 4.000 anos-luz, na constelação do Escorpião.

Tradução de Luiz Leitão

The bright clusters and nebulae of planet Earth's night sky are often named for flowers or insects. Though its wingspan covers over 3 light-years, NGC 6302 is no exception. 

With an estimated surface temperature of about 250,000 degrees C, the dying central star of this particular planetary nebula has become exceptionally hot, shining brightly in ultraviolet light but hidden from direct view by a dense torus of dust. 

This sharp close-up of the dying star's nebula was recorded in 2009 by the Hubble Space Telescope's Wide Field Camera 3, and is presented here in reprocessed colors. 

Cutting across a bright cavity of ionized gas, the dust torus surrounding the central star is near the center of this view, almost edge-on to the line-of-sight. Molecular hydrogen has been detected in the hot star's dusty cosmic shroud. NGC 6302 lies about 4,000 light-years away in the arachnologically correct constellation of the Scorpion (Scorpius).

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Células-tronco contra a degeneração macular


Centenas de milhares de pessoas consideradas cegas têm agora uma nova esperança, após cientistas descobrirem células-tronco especiais no olho humano que podem ser modificadas para captar luz.
Pesquisadores da Universidade de Southampton descobriram um reservatório de células-tronco em uma área do olho chamada limbo corneano.
Eles provaram que, no meio ambiente certo, elas podem ser transformadas em células fotorreceptoras que reagem à luz.
Os cientistas têm a esperança de, ao implantarem as células-tronco cultivadas em um olho prejudicado, poderem reverter a cegueira.
Isso poderá representar a cura potencial para centenas de milhares de pessoas que sofrem de degeneração macular ou retinitis pigmentosa, ambas patologias causadas pela perda de células fotorreceptoras no olho.
E os pesquisadores ficaram maravilhados ao descobrir que as células existiam até mesmo no olho de uma pessoa de 97 anos, abrindo a possibilidade de que o tratamento possa funcionar em pessoas bem mais velhas.
“Essas células estão imediatamente acessíveis, e podem apresentar uma plasticidade surpreendente, o que as torna um atraente recurso de células para futuras terapias,” disse o professor Andrew Lotery, da Universidade de Southampton e Oftalmologista Consultor do hospital Geral de Southampton, que chefiou o estudo.
“Isso ajudará a evitar complicações com rejeições ou contaminação, porque as células retiradas do olho seria reimplantadas no mesmo paciente.
“Agora, são  necessárias mais pesquisas para desenvolver essa abordagem antes de essas células serem usadas em pacientes.”
A perda de células fotorreceptoras causa cegueira irreversível.
A degeneração macular relacionada à idade (AMD) é a principal causa de cegueira no mundo desenvolvido, afetando aproximadamente uma em cada três pessoas de 75 anos no Reino Unido.
Cerca de 513.000 pessoas estão no último estágio de AMD, e esse número deverá aumentar em um terço na próxima década, totalizando cerca de 700.000 casos em 2020.
Há quase dois milhões de pessoas no Reino Unido com perda de visão, aproximadamente uma em cada 30 pessoas.
Atualmente, não existe tratamento para a cegueira causada pela perda de fotorreceptores.
Até agora, os cientistas só demonstraram que o conceito funciona em laboratório e ainda irão implantá-las em um paciente humano. Mas eles têm boas esperanças de que as células poderiam ser retiradas de um paciente, cultivadas em laboratório, e  transplantadas de volta ao olho. Os testes clínicos deverão começar dentro de cinco anos.
"O estudo mostra que é possível cultivar células-tronco e fazer com que elas atuem como células sensíveis à luz, um grande passo adiante para ajudar pacientes com essas condições, como a degeneração macular relacionada à idade, nas quais as células fotossensíveis tenham sido danificadas.
"Essas células podem ser  retiradas de um paciente, modificadas e recolocadas nele - reduzindo o risco de rejeição, o que é animador.
"Temos esperanças de que a tecnologia de células-tronco ira mudar significativamente a forma de tratamento de pessoas com perda de visão durante a próxima década."

A lista dos perigos



Arnaldo Jabor

O que acontecerá com o Brasil se a Dilma for eleita?


Aqui vai a lista:A catástrofe anunciada vai chegar pelo desejo teimoso de governar um país capitalista com métodos "socialistas". Os "meios" errados nos levarão a "fins" errados. Como não haverá outra "reeleição", o PT no governo vai adotar medidas bolivarianas tropicais, na "linha justa" da Venezuela, Argentina e outros.

 Dilma já diz que vai controlar a mídia, economicamente, como faz a Cristina na Argentina. Quando o programa do PT diz: "Combater o monopólio dos meios eletrônicos de informação, cultura e entretenimento", leia-se, como um velho petista deixou escapar: "Eliminar o esterco da cultura internacional e a 'irresponsabilidade' da mídia conservadora". Poderão, enfim, pôr em prática a velha frase de Stalin: "As ideias são mais poderosas do que as armas. Nós não permitimos que nossos inimigos tenham armas, porque deveríamos permitir que tenham ideias?".

As agências reguladoras serão mais esvaziadas do que já foram, para o governo PT ter mais controle sobre a vida do País. Também para "controlar", serão criados os "conselhos" de consulta direta à população, disfarce de "sovietes" como na Rússia de Stalin.

O inútil Mercosul continuará dominado pela ideologia bolivariana e "cristiniana". Continuaremos a evitar acordos bilaterais, a não ser com países irrelevantes (do "terceiro mundo") como tarefa para o emasculado Itamaraty, hoje controlado pelo assessor internacional de Dilma, Marco Aurélio Garcia. Ou seja, continuaremos a ser um "anão diplomático" irrelevante, como muito acertadamente nos apelidou o Ministério do Exterior de Israel.

Continuaremos a "defender" o Estado Islâmico e outros terroristas do "terceiro mundo", porque afinal eles são contra os Estados Unidos, "inimigo principal" dos bolcheviques que amavam o Bush e tratam o grande Obama como um "neguinho pernóstico".

Os governos estaduais de oposição serão boicotados sistematicamente, receberão poucas verbas, como aconteceu em S. Paulo.

Junto ao "patrimonialismo de Estado", os velhos caciques do "patrimonialismo privado" ficarão babando de felicidade, como Sarney, Renan "et caterva" voltarão de mãos dadas com Dilma e sua turminha de brizolistas e bolcheviques.

Os gastos públicos jamais serão cortados, e aumentarão muito, como já formulou a presidenta.

O Banco Central vai virar um tamborete usado pela Dilma, como ela também já declarou: "Como deixar independente o BC?".

A Inflação vai continuar crescendo, pois eles não ligam para a "inflação neoliberal".

Quanto aos crimes de corrupção e até a morte de Celso Daniel serão ignorados, pois, como afirma o PT, são "meias-verdades e mentiras, sobre supostos crimes sem comprovação...".

Em vez de necessárias privatizações ou "concessões", a tendência é de reestatização do que puderem. A sociedade e os empresários que constroem o País continuarão a ser olhados como suspeitos.

Manipularão as contas públicas com o descaro de "revolucionários" - em 2015, as contas vão explodir. Mas ela vai nomear outro "pau-mandado" como o Mantega. Aguardem.

Nenhuma reforma será feita no Estado infestado de petistas, que criarão normas e macetes para continuar nas boquinhas para sempre.

A reforma da Previdência não existirá, pois, segundo o PT, "ela não é necessária, pois exageram muito sobre sua crise", não havendo nenhum "rombo" no orçamento. Só de 52 bilhões.

A Lei de Responsabilidade Fiscal será desmoralizada por medidas atenuantes - prefeitos e governadores têm direito de gastar mais do que arrecadam, porque a corrupção não pode ficar à mercê de regras da época "neoliberal". Da reforma política e tributária ninguém cogita.

Nossa maior doença - o Estado canceroso - será ignorada e terá uma recaída talvez fatal; mas, se voltar a inflação, tudo bem, pois, segundo eles, isso não é um grande problema na política de "desenvolvimento".

Certas leis "chatas" serão ignoradas, como a lei que proíbe reforma agrária em terras invadidas ilegalmente, que já foi esquecida de propósito.

Aliás, a evidente tolerância com os ataques do MST (o Stedile já declarou que se Dilma não vencer, "vamos fazer uma guerra") mostra que, além de financiá-los, este governo quer mantê-los unidos e fiéis, como uma espécie de "guarda pretoriana", como a guarda revolucionária dos "aiatolás" do Irã.

A arrogância e cobiça do PT aumentarão. As 30 mil boquinhas de "militantes" dentro do Estado vão crescer, pois consideram a vitória uma "tomada de poder". Se Dilma for eleita, teremos um governo de vingança contra a oposição, que ousou contestá-la. Haverá o triunfo "existencial" dos comunas livres para agir e, como eles não sabem fazer nada, tudo farão para avacalhar o sistema capitalista no País, em nome de uma revolução imaginária. As bestas ficarão inteligentes, os incompetentes ficarão mais autoconfiantes na fabricação de desastres. Os corruptos da Petrobrás, do próprio TCU, das inúmeras ONGs falsas vão comemorar. Ninguém será punido - Joaquim Barbosa foi uma nuvem passageira.

Nesta eleição, não se trata apenas de substituir um nome por outro. Não é Fla x Flu. Não. O grave é que tramam uma mutação dentro do Estado democrático. Para isso, topam tudo: calúnias, números mentirosos, alianças com a direita mais maléfica.

E, claro, eles têm seus exércitos de eleitores: os homens e as mulheres pobres do País que não puderam estudar, que não leem jornais, que não sabem nada. Parafraseando alguém (Stalin ou Hitler?) - "que sorte para os ditadores (ou populistas) que os homens não pensem".

Toda sua propaganda até agora se acomodou à compreensão dos menos inteligentes: "Quanto maior a mentira, maior é a chance de ela ser acreditada" - esta é do velho nazista.

O programa do PT é um plano de guerra. Essa gente não larga o osso. Eles odeiam a democracia e se consideram os "sujeitos", os agentes heroicos da História. Nós somos, como eles falam, a "massa atrasada".

É isso aí. Tenho vontade de registrar este texto em cartório, para depois mostrar aos eleitores da Dilma. Se ela for eleita.

O vulcão Bardarbunga


Um rio de lava flui do vulcão Bardarbunga, nas Islândia. As impressionantes fotos da erupção do Holuhraun foram tiradas de uma altitude de 50-500 m. O acesso ao vulcão a pé é atualmente restrito devido aos perigosos gases liberados pela erupção e o risco de inundação por conta dos glaciares derretendo.

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

M27: A Nebulosa do Haltere


A primeira pista sobre o que viria ser o Sol foi descoberta por acaso em 1764. Naquela época, Charles Messier estava compilando uma lista de objetos difusos para não serem confundidos com cometas. 

O 27º objeto da lista de Messier, hoje chamado M27 ou Nebulosa do Haltere, é uma nebulosa planetária, o tipo de nebulosa que o Sol irá produzir quando o processo de fusão nuclear em seu núcleo cessarM27 é uma das mais brilhantes nebulosas planetárias de todo o céu, e pode ser observada através de binóculos, próxima à Constelação da Raposa (Vulpecula). 

A luz leva cerca de 1.000 anos para chegar até nós, vinda de M27, mostrada aqui em cores emitidas por hidrogênio e oxigênio. Compreender a física e o significado de M27 era algo que estava muito além do alcance da ciência no século 18. 

Mesmo hoje em dia, muita coisa a respeito de nebulosas planetárias bipolares como M27 permanece um mistério, inclusive o mecanismo físico que expele um envoltório externo gasoso de pouca massa da estrela, deixando uma anã branca quente de raios X.

Tradução de Luiz Leitão

The first hint of what will become of our Sun was discovered inadvertently in 1764. At that time, Charles Messier was compiling a list of diffuse objects not to be confused with comets. 

The 27th object on Messier's list, now known as M27 or the Dumbbell Nebula, is a planetary nebula, the type of nebula our Sun will produce when nuclear fusion stops in its core. M27 is one of the brightest planetary nebulae on the sky, and can be seen toward the constellation of the Fox (Vulpecula) with binoculars. 

It takes light about 1000 years to reach us from M27, shown above in colors emitted by hydrogen and oxygen. Understanding the physics and significance of M27 was well beyond 18th century science. 

Even today, many things remain mysterious about bipolar planetary nebula like M27, including the physical mechanism that expels a low-mass star's gaseous outer-envelope, leaving an X-ray hot white dwarf.

A mentira virou verdade





Arnaldo Jabor

Aproxima-se a hora da verdade política do País. Hora da verdade ou hora da mentira? Mentira virou verdade? Nossas "verdades" institucionais foram construídas por 500 anos de mentiras. Portanto, virou uma razão de Estado para o governo do PT a proteção à mentira brasileira inventada pela secular escrotidão portuguesa. Se a verdade aparecesse em sua plenitude, nossas instituições cairiam ao chão. Por isso, o governo acha que é necessário proteger as mentiras para que a falsa "verdade" do País permaneça. E não é só a mentira que indigna. É a arrogância com que mentem. E a mentira vai se acumulando como estrume durante um ano e acaba convencendo muitos ingênuos de que "sempre foi assim" ou de que "erraram com boa intenção".


Não só roubaram cerca de 2 bilhões de reais desviados de aparelhos do Estado, de chantagem com empresários, de fundos de pensão, de contratos falsos, mas roubaram também nossos mais generosos sentimentos. A verdadeira esquerda se modificou, avançou, autocriticou-se, enquanto eles não arredaram os pés dos velhos dogmas da era stalinista e renegaram todo trabalho de uma esquerda mais socialdemocrata, como aliás fazem desde que não votaram nos 'tucanos' da época e o Hitler subiu ao poder. 


"Nunca antes", nunca antes um partido tomou o poder no Brasil e montou um esquema secreto de "desapropriação" do Estado, para fundar um "outro Estado". Nunca antes se roubou em nome de um projeto político alastrante em todos os escaninhos do Estado, aparelhado por mais de 30 mil militantes. 


O ladrão tradicional sabia-se ladrão. O ladrão tradicional roubou sempre em causa própria e se escondia pelos cantos para não ser flagrado. 


Os ladrões desse governo roubam de testa erguida, como se estivessem fazendo uma "ação revolucionária", se orgulham de fingir de democratas para apodrecer a democracia por dentro.


A verdade está sempre no avesso do que dizem. 


São hábeis em criar um labirinto de "falsas verdades", formando uma rede de desmentidos, protelações e enigmas que vão desqualificando as investigações de coisas como a CPI da Petrobrás e todos os crimes de seus aliados. Regozijam-se porque seus eleitores são ignorantes e pobres e não sabem nem o que é "dossiê" - pensam que é um tipo de doce. A verdade do Brasil é coloquial, feita de pequenos ladrões, sujos arreglos políticos, emperramentos técnicos. Hoje, sabemos que somos parte da estupidez secular do País. Assumir nossa doença talvez seja o início da sabedoria.


A verdade é que os petistas nunca acreditaram na "democracia burguesa"; como disse um intelectual emérito da USP - "democracia é papo para enrolar o povo".


O PT que se agarra ao poder degrada a linguagem. Falam de um lugar que é o auge de um baixo voluntarismo aventureiro, de uma ideia de socialismo decaída em populismo. A esquerda petista não tem memória. Dá frio na espinha vê-la tender para os mesmos erros de 64 e 68.


Na cabeça dessa gente ignorante e dogmática, nada é real; só a ideologia existe. 


Todos os erros eram previsíveis por comentaristas e foram cumpridos à risca pelos governos petistas. 


Milhares de petistas ocupam o Estado aparelhado e querem que a Dilma ganhe para permanecerem nas "boquinhas".


As Agências Reguladoras estão sendo assassinadas.


Dilma berra que o Banco Central não tem de ter autonomia. 


A era Meirelles-Palocci foi queimada, velho desejo dos camaradas. 


Qualquer privatização essencial foi esquecida. A reforma da Previdência "não é necessária" - dizem eles - não havendo nenhum "rombo" no orçamento (!). Os gastos públicos aumentaram, pois, como afirmam, "as despesas de custeio não diminuirão para não prejudicar o funcionamento da máquina pública". 


Se reeleita, voltará a obsessão do "Controle" sobre a mídia e a cultura. E como não poderá se reeleger, o bolivarianismo vai florir e o passarinho do Chávez vai cantar em seus ouvidos. Nossa maior doença - o Estado canceroso - foi e será ignorada. Tudo o que construíram com sua militância foi um novo "patrimonialismo de Estado", com a desculpa de que "em vez de burgueses mamando na viúva, nós, do povo, nela mamaremos".


O perigo que corremos é sua reeleição, porque o país de analfabetos é boçal, espera um salvador da pátria. No fundo, brasileiros preferem uma boa promessa de voluntarismo e populismo, na base do "pau no burro" ou "bota para quebrar". Estamos prontos para ditadores e demagogos; para administradores e reformadores racionais, não. 


Enquanto o óbvio se exibe, a covardia de muitos intelectuais é grande. Há o medo de serem chamados de reacionários ou caretas. Continuam ativos os três tipos exemplares de "radicais": os radicais de cervejaria, os radicais de enfermaria e os radicais de estrebaria. Os frívolos, os burros e os loucos. Uns bebem e falam em revolução; outros alucinam e os terceiros zurram. 


A "presidenta" vive a missão impossível de ser "socialista e dirigir um país... ah... capitalista". A conclusão é que Dilma perdeu o controle da zona geral que Lula sabia 'desorganizar' com esmero e competência. Dilma não é competente nem para desorganizar. Não é apenas o fim de dois maus governos; é o despertar de um caos institucional que será mais grave do que pensávamos. Estamos diante de um momento histórico gravíssimo, com os dois tumores gêmeos de nossa doença: a direita do atraso e a esquerda do atraso. É uma herança que vai amaldiçoar o futuro. Como escreveu Bobbio, se há uma coisa que une esquerda e direita é o ódio à democracia. 


O Brasil evolui pelo que perde e não pelo que ganha. Sempre houve no País uma desmontagem contínua de ilusões históricas. Com a história em marcha à ré, estranhamente, andamos para a frente. Como? 


O Brasil se descobre por subtração, não por soma. Chegaremos a uma vida social mais civilizada quando as ilusões chegarem ao ponto zero.