Astronomia, astrofísica, astrogeologia, astrobiologia, astrogeografia. O macro Universo em geral, deixando de lado os assuntos mundanos. Um olhar para o sublime Universo que existe além da Terra e transcende nossas brevíssimas vidas. Astronomy astrophysics, astrogeology, astrobiology, astrogeography. The macro Universe in general, putting aside mundane subjects. A look at the sublime Universe that exists beyond Earth and transcends our rather brief life spans.
terça-feira, 23 de setembro de 2014
Auroras e pilar de luz vulcânica
Não há pôr-do-sol. E aquela fina linha vermelha logo acima — não é um pilar de Sol. O brilho vermelho no horizonte se origina de uma erupção vulcânica, e a linha vermelha é o reflexo da erupção de cristais de gelo atmosféricos vagantes.
Este incomum pilar de luz vulcânica foi registrado sobre a Islândia no começo deste mês. A cena mostrada está voltada para o norte, de Jökulsárlón, em direção ao vulcão em erupção Bárðarbunga, no campo de lava Holuhraun.
Até o céu de primeiro plano é pitoresco, com cores cinzas texturizadas na atmosfera inferior, auroras verdes dançantes na atmosfera superior, e estrelas brilhantes ao longe. Embora a última erupção do Holuhraun tenha ocorrido em 1797, a atual atividade vulcânica continua.
Tradução de Luiz Leitão
That's no sunset. And that thin red line just above it -- that's not a sun pillar. The red glow on the horizon originates from a volcanic eruption, and the red line is the eruption's reflection from fluttering atmospheric ice crystals. This unusual volcanic light pillar was captured over Iceland earlier this month. The featured scene looks north from Jökulsárlón toward the erupting volcano Bárðarbunga in the Holuhraun lava field. Even the foreground sky is picturesque, with textured grey clouds in the lower atmosphere, shimmering green aurora in the upper atmosphere, and bright stars far in the distance. Although the last eruption from Holuhraun was in 1797, the present volcanic activity continues.
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Monte Slamet
O Monte Slamet expele lava e gás durante uma erupção, nesta vista da aldeia de Pandansari, em Brebes, Java Central, Indonésia.
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segunda-feira, 22 de setembro de 2014
Finalidade correta
Rolos de papel higiênico com a foto do presidente russo Vladimir Putin à venda na barraca de um vendedor de rua, em Lviv, Ucrânia.
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O Trio incomum
A espaçonave Cassini registrou uma rara foto em família de três das luas de Saturno que não poderiam ser mais diferentes umas das outras! Sendo a maior das três, a imagem de Tétis (imagem ao centro) é redonda e tem uma variedade de terrenos ao longo de sua superfície. Nesse ínterim, Hiperion (acima e à esquerda de Tétis) é a "selvagem" com um giro caótico, e Prometeu (embaixo, à esquerda) é uma minúscula lua que se ocupa esculpindo o anel F.
Esta vista está voltada na direção do lado dos anéis iluminado pelo Sol, de cerca de 1 grau acima do plano dos anéis. A imagem foi registrada em luz visível coma câmera de ângulo estreito da espaçonave Cassini em 14 de julho de 2014.
A foto foi tirada à distância de, aproximadamente 1,9 milhão de quilômetros) de Tétis e a uma fase ou ângulo Sol-Tétis-espaçonave de 22 graus. A escala da imagem é de 11 quilômetros) por pixel.
Tradução de Luiz Leitão
The Cassini spacecraft captures a rare family photo of three of Saturn's moons that couldn't be more different from each other! As the largest of the three, Tethys (image center) is round and has a variety of terrains across its surface. Meanwhile, Hyperion (to the upper-left of Tethys) is the "wild one" with a chaotic spin and Prometheus (lower-left) is a tiny moon that busies itself sculpting the F ring.
This view looks toward the sunlit side of the rings from about 1 degree above the ringplane. The image was taken in visible light with the Cassini spacecraft narrow-angle camera on July 14, 2014.
The view was acquired at a distance of approximately 1.2 million miles (1.9 million kilometers) from Tethys and at a Sun-Tethys-spacecraft, or phase, angle of 22 degrees. Image scale is 7 miles (11 kilometers) per pixel.
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astronomia
Vombate
Este adorável pequeno vombate está se recuperando bem, após ter se tornado órfão devido a um acidente de carro.
O jovem sem nome tem agora 8 meses de idade e foi levado ao Healesville Sanctuary em Victoria, Austrália, após ter sido descoberto à beira de uma estrada.
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ANIMAIS
Vídeo: Equinócio na Terra
É equinócio na Terra. Durante as próximas 24 horas, o dia e a noite terão duração aproximadamente igual em todo o planeta Terra. Tecnicamente, o equinócio transpires às 2h29 UT de amanhã, mas isso ocorre hoje nas Américas do Norte e do Sul.
Neste mês de setembro, o equinócio sinaliza que o inverno está se aproximando no hemisfério norte, e o verão vai chegando ao sul. No equinócio, a linha divisória entre a metade da Terra iluminada pelo Sol e aquela na qual é noite, passa temporariamente através dos polos de rotação norte e sul da Terra.
O satélite Elektro-L está em órbita geoestacionária sobre um ponto no equador da Terra e sempre aponta diretamente na direção da Terra. O vídeo mostra uma sequência de lapso temporal de um dia inteiro ao redor do equinócio, com uma nova imagem registrada a cada 30 minutos. Movimentos de nuvens são visíveis, assim como os reflexos do Sol á medida que o dia do equinócio se desenrolava. O próximo equinócio na Terra será em março de 2015.
Tradução de Luiz Leitão
Earth is at equinox. Over the next 24 hours, day and night have nearly equal duration all over planet Earth. Technically, equinox transpires at 2:29 am Universal Time tomorrow, but this occurs today in North and South America. This September equinox signal that winter is approaching in the northern hemisphere, and summer is approaching in the south. At equinox, the dividing line between the sunlit half of Earth and the nighttime half of Earth temporarily passes through Earth's north and south spin poles.
This dividing line is shown in clear detail in the featured video, taken by the Russian meteorological satellite Elektro-L during last year's September equinox.
The Elektro-L satellite is in geostationary orbit over one spot on Earth's equator and always points directly toward the Earth. The featured video shows a time lapse for an entire day surrounding the equinox, with a new image taken every 30 minutes. Cloud motions are visible as well as the reflection of the Sun are visible as the equinox day progressed. The next Earth equinox is scheduled for March.
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astronomia
Pasta óssea poderá ser tratamento para osteoporose
Cientistas estão desenvolvemdo uma pasta feita de células-tronco encapsuladas em esferas ocas de osso mineral que, esperam, ajudarão a regenerar osso enfraquecidos através de uma simples injeção.
Um tecido ósseo líquido que está sendo desenvolvido por cientistas poderá ajudar a regenerar ossos frágeis e fracos em pacientes com osteoporose.
A pasta é feita de microesferas de fosfato de cálcio contendo células-tronco para desencadear novo crescimento ósseo.
O produto seria injetado em áreas de interesse específico, proporcionando um tratamento para ossos enfraquecidos minimamente invasivo.
O fosfato de cálcio, que é o princípio mineral dos ossos, fornece uma cápsula protetora para as células-tronco, que são muito delicadas e frequentemente morrem após serem transplantadas.
O tratamento está sendo desenvolvido por uma equipe da Universidade de Nottingham, que espera atender a quantidade crscente de pessoas mais velhas sob risco de fraturas, reduzindo o recurso a hospitais e aliviando o ônus financeiro do sistema de saúde.
Cerca de três milhões de britânicos sofrem de osteoporose atualmente, uma condição influenciada por vários fatores, como genético, falta de exercício e dieta inadequada, e que resulta em cerca de 60.000 fraturas de quadril, 50.000 de pulso e 120.000 de espinha anualmente, segundo a Sociedade Nacional de Osteoporose, a um custo de cerca de 1,7 bilhão de libras em tratamentos de saúde e atendimento social.
O dr. Ifty Ahmed, pesquisador da Universidade de Nottingham, disse que sua equipe deseja fornecer um tratamento preventivo, fortificando os ossos daqueles sob risco, antes de sofrerem fraturas.
Ao falar durante a conferênica Regener8 sobre medicina regenerativa, na semana passada, em Leeds, ele disse: “Nosso objetivo é utilizar varredura para identificar pessoas em risco e fortificar seus ossos antes que sofram fraturas.
“Isso significa que, em vez de esperar até que as pessoas caiam e quebrem alguma parte do corpo, nós tentaríamos evitar que isso aconteça, assim como as consequências, perdade independência, cirurgias e doenças secundárias.”
Houve tentativas anteriores de encontrar formas de fortificar ossos enfraquecidos, mas as dificuldades de proteger as frágeis células-tronco impediram que tais tratamentos fossem desenvolvidos até agora.
A equipe do dr Ahmed espera superar esse problema fazendo perfurando as minúsculas esferas ocas de fosfato de cálcio, permitindo que as células-tronco entrem nelas, onde são protegidas.
O tratamento experimental ainda não foi testado em humanos.
Ele consistiria em extrair células-tronco da medula óssea de um paciente e misturá-las com as microesferas antes de injetar a pasta nos ossos vulneráveis.
O dr Ahmed disse: "Se der certo, esse tipo de tratamento poderia ser feito em um só dia.”
Até agora, a equipe foi financiada pelo Conselho de Pesquisas de Engenharia e Ciências Físicas, mas agora está em busca de um parceiro comercial.
Tradução de Luiz Leitão
Scientists are developing a paste made up of stem cells encased in hollow spheres bone mineral which they hope will help regenerate thinning bones using a simple injection
A liquid bone tissue is being developed by scientists that could help regenerate weak and fragile bones in patients suffering from osteoporosis.
The paste is made up of porous calcium phosphate microspheres which contain stem cells to trigger new bone growth.
This would be injected into specific areas of concern, providing a minimally invasive treatment for thinning bones.
Calcium phosphate, which is the principle mineral in bones, provides a protective casing for the stem cells, which are very delicate and often die after being transplanted.
The treatment is being developed by a team from the University of Nottingham who hope to target the growing number of older people at risk of fracture, reducing hospital visits and easing the financial burden on the health system.
About three million Briton currently suffer osteoporosis which is affected by a number factors such as genes, a lack of exercise and poor diet and results in about 60,000 hip, 50,000 wrist and 120,000 spinal fractures every year, according to the National Osteoporosis Society, costing about £1.7 billion in health and social care.
Dr Ifty Ahmed, a researcher at Nottingham University, said his team wanted to provide a preventative treatment, strengthening the bones of those at risk before they suffered a fracture.
Speaking at the Regener8 conference on regenerative medicine, in Leeds last week, he said: “Our aim would be to use screening to spot people who are at risk, then strengthen their bones before they get fractures.
“It means that rather than waiting until people have a fall and break something, we would try to stop that ever happening, along with the consequences, loss of independence, surgery and secondary illnesses.”
Previous attempts have been made to find ways of strengthening thinning bones but the difficulties of protecting the fragile stem cells has meant no such treatments have yet been developed.
Dr Ahmed’s team hope to overcome this problem by puncturing the tiny hollow spheres of calcium phosphate allowing the stem cells to migrate inside them where they are protected.
The experimental treatment has not yet been trialled on humans.
It would involve extracting stem cells from a patient’s bone marrow and mixing them with the microspheres before injecting the paste into the vulnerable bones.
Dr Ahmed said: "If it works, this kind of treatment could be done in a day.”
Until now the team have been funded by the Engineering and Physical Sciences Research Council but they are now looking for a commercial partner.
domingo, 21 de setembro de 2014
Melhor juntas
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Crew Space Transportation (CST)-100
Concepção artística da nave Crew Space Transportation (CST)-100 próxima à estação Espacial Internacional (ISS).
A Boeing e a SpaceX receberam o sinal verde para produzir a próxima geração de veículos espaciais que irão transportar os astronautas americanos à órbita baixa da Terra e trazê-los de volta, anunciou a Nasa.
O contrato, de US$6,8 bilhões, anunciado na pelo administrador da Nasa, Charles Bolden, no Centro Espacial Kennedy, na Flórida, permitirá que os Estados Unidos desenvolvam veículos próprios de transporte de tripulações que poderão levar astronautas à Estação Espacial Internacional em 2017.
Tradução de Luiz Leitão
An artist's impression of the Crew Space Transportation (CST)-100 next to the International Space Station (ISS).
Boeing and SpaceX have been given the green light to build the next generation of space vehicles that will carry US astronauts to low Earth orbit and back, Nasa announced.
The $6.8 billion contract announced by Nasa administrator Charles Bolden at the Kennedy Space Center in Florida, will enable the United States to develop its own crew transport vehicles that could carry astronauts to the International Space Station by 2017.
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A volta do complexo de vira-latas
ARNALDO JABOR - O ESTADO DE S.PAULO
15 Julho 2014
Amigos,
vocês passaram o tempo todo da Copa falando de mim: Nelson Rodrigues pra cá, pra lá...
Antes eu era o pornográfico, o reacionário, agora virei técnico de futebol. E me citavam. Todos diziam que tinha acabado o nosso "complexo de vira-latas". Mas esse complexo que eu descobri pode existir também ao avesso (Freud nem me olha aqui no céu, com uma inveja danada). Mas ele não é apenas o pavor diante dos estrangeiros, a cabeça baixa, o "sim senhor", a alma de contínuo. Não. Este complexo aparece na submissão à FIFA, lambendo-lhe os pés como cachorrinhos gratos, nas arenas grã-finas. O vira-latas estava ali. Podemos botar uma fitinha cor de rosa no vira-latas que ele continua sendo um legitimo vira-latas, cheirando postes e abanando o rabo.
Para nossos jogadores ricos e famosos, o Brasil é a vaga lembrança da infância pobre, humilhada. O País virou um passado para os plásticos negões falando alemão, todos de brinco e com louras vertiginosas. Não são maus meninos, ingratos, não; mas neles está ausente a fome nacional "por um prato de comida", a ânsia dos vira-latas.
Já disse e repito que, antes, nas copas do mundo, éramos a pátria de chuteiras. Hoje somos chuteiras sem pátria. Fomos infeccionados pelo futebol europeu, mas pela metade; ficamos na dúvida se somos Pelé ou Dunga.
Nesta Copa, só o povo estava de chuteiras, para esquecer os escândalos que lhe mergulharam em cava depressão.
Foi diferente de 1950. Lá, sonhávamos com um futuro para o País. Agora, tentamos limpar nosso presente. Somos uma nação de humilhados e ofendidos, pois o país é dominado por ladrões de galinha e batedores de carteira. E a população queria que o escrete fizesse tudo que o governo não fez. Mas, era peso demais. O brasileiro não estava preparado para ser o "maior do mundo" em coisa nenhuma. Ser o maior do mundo, mesmo em cuspe à distância, implica numa grave e sufocante responsabilidade. Além disso, era um time de várzea.
Isso era o óbvio, mas foi ignorado. E quando o obvio é desprezado, ficamos expostos ao mistério do destino. E um dos fatos óbvios foi o endeusamento do técnico. Felipão era mais importante que o time. E ninguém é mais obstinado do que o sujeito que é portador de um erro colossal. O ser humano acredita mais em seus equívocos do que em suas verdades. O técnico é sempre contra a opinião geral. Em vez de orientar as vocações dos rapazes, Felipão achou que todos tinham de caber em sua estratégia. O técnico devia ser um reles treinador, quase um roupeiro, humilde diante dos craques. Mas o Felipão os tratava como garotinhos inseguros ou então parecia um "Mussolini" de capacete e penacho. A própria figura do Felipão era deplorável - nervoso e mal vestido, quase de pijama, era o retrato físico de nosso despreparo. O único jogador do "passado glorioso" foi o Neymar - Didi, Zizinho, Ademir guiavam seus dribles.
Quando o alemão fez o primeiro gol, sentimo-nos diante da verdade de que os próprios jogadores suspeitavam: éramos 11 solitários, nosso time era uma ilusão que parecia realidade por causa do Neymar. Nossa meta não era o gol; era o Neymar. Esse jovem gênio nos cegou e, com ele, acreditávamos que o Brasil voltaria a seus melhores dias. Mas, o Brasil nunca está em seus melhores dias. Não esperávamos uma vitória, mas uma salvação. Só a taça aplacaria nossa impotência diante da zona brasileira - era a nossa única chance de felicidade.
E aí começaram as interpretações dos idiotas da objetividade: por que perdemos? Tentam explicar a derrota como uma bula de remédio. Como se a derrota tivesse explicação; toda derrota é anterior a si mesma, ela começa 40 anos antes do Nada e vem desabrochar em nossos dias. Mas só podemos entender o que "não" houve. Atrás da derrota, estavam todos nossos vícios seculares: salvacionismo, milagres brasileiros, fé no improviso, vitórias abstratas e derrotas políticas.
Além disso, há entre nós e a loucura um limite que é quase nada. Enlouquecemos diante da Alemanha.
Nessa hora do jogo a loucura explodiu feito uma libertação. Isso. Nossa loucura não foi de Napoleões ou Neros, nossa loucura apareceu como um fundo desejo de parar, de ter sossego. Nos jogadores surgiu a ânsia do fracasso, como uma exaustão diante de tanta incapacidade.
Ao contrario do que disse o Parreira em 2006, de que "não estávamos preparados para perder", dessa vez estávamos todos preparados para a calamidade e secretamente sabíamos disso. Depois daqueles seis minutos em que houve quatro gols, o absurdo adquiriu uma doce, persuasiva, admirável naturalidade. Depois de 5 a 0, queríamos perder mais, queríamos nos espojar na derrota absoluta, sentíamos a doce nostalgia do aniquilamento. E aí, quem surgiu no estádio? O imponderável Sobrenatural de Almeida passou a dirigir o time como um técnico espectral, um fantasma trapaceiro. Dava até para ver que os alemães tiveram pena de nós, os anfitriões desmoralizados.
Até o Felipão fez autocrítica. Mas a autocrítica tem a imodéstia de um necrológio redigido pelo próprio defunto.
É isso. Sempre que vai estourar uma catástrofe, o ser humano cai num otimismo obtuso, pétreo, córneo. E perde.
Agora estamos com uma angústia épica, como uma víbora crispada dentro de nós.
E depois de perdermos para a Holanda por 3 a 0, vimos que não houve derrota - como haver derrota se não tínhamos time? O povo viu no fracasso a confirmação de sua sina de vira-latas e desceu as rampas arrastando os chinelos, como em 1950.
Agora, eis o nosso dilema: ou o Brasil ou o caos. O diabo é que temos a vocação do caos. O Brasil precisa ser feito e nós não o fazemos. O mal da cultura brasileira é que nenhum intelectual sabe bater um escanteio.
Mas ninguém cresce sem sentir o gosto amargo da vergonha. Sempre fomos condenados à esperança, ansiando por uma redenção pelo futebol; mas pode ser que agora a gente vá assumir a própria miséria, a própria lepra, e isso será nossa salvação.
É isso aí, amigos, e só.
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artigo
Saturno no Equinócio
Como seria a aparência de Saturno se o seu plano anelar apontasse diretamente para o Sol? Antes de agosto de 2009, ninguém sabia. A cada 15 anos, vistos da Terra, os aneis de Saturno apontam na direção de nosso planeta, e parecem desaparecer.
Mas o desaparecimento dos aneis não é mais um mistério — sabe-se que os aneis de Saturno são tão finos, e que a Terra está tão próxima do Sol, que quando os aneis apontam na direção do Sol, também apontam para a Terra, mas voltados quase de frente. Felizmente, neste terceiro milênio, a humanidade está suficientemente avançada para ter uma espaçonave capaz de ver os aneis durante o equinócio pelo lado.
Em agosto de 2009, a espaçonave orbital em Saturno, Cassini, pôde tirar uma série de fotos inéditas dos aneis de Saturno durante o equinócio. Um composição digital de 75 dessas imagens é mostrada acima.
Os aneis parecem incomumente escuros, e uma finíssima linha de sombra dos aneis pode ser notada nos topos das nuvens de Saturno. Objetos que sobressaem do plano anelar são fortemente iluminados e projetam longas sombras. A inspeção dessas imagens está ajudando a humanidade a compreender os tamanhos específicos das partículas dos aneis de Saturno e a dinâmica geral do movimento orbital. Nesta semana, a Terra passa por um equinócio.
Tradução de Luiz Leitão
How would Saturn look if its ring plane pointed right at the Sun? Before August 2009, nobody knew. Every 15 years, as seen from Earth, Saturn's rings point toward the Earth and appear to disappear.
The disappearing rings are no longer a mystery — Saturn's rings are known to be so thin and the Earth is so near the Sun that when the rings point toward the Sun, they also point nearly edge-on at the Earth. Fortunately, in this third millennium, humanity is advanced enough to have a spacecraft that can see the rings during equinox from the side.
In August 2009, that Saturn-orbiting spacecraft, Cassini, was able to snap a series of unprecedented pictures of Saturn's rings during equinox. A digital composite of 75 such images is shown above.
The rings appear unusually dark, and a very thin ring shadow line can be made out on Saturn's cloud-tops. Objects sticking out of the ring plane are brightly illuminated and cast long shadows. Inspection of these images is helping humanity to understand the specific sizes of Saturn's ring particles and the general dynamics of orbital motion. This week, Earth undergoes an equinox.
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astronomia
sábado, 20 de setembro de 2014
Campanhas aerotransportadas da NASA
Este avião vermelho é um DHC-3 Otter, o utilizado nos voos da pesquisa Operação IceBridge-Alaska da NASA de pesquisa dos glaciares nas montanhas do Alasca.
Durante as últimas décadas, as temperaturas globais médias têm aumentado, e este aquecimento está ocorrendo de forma entre duas e três vezes mais rápida no Ártico. Com o verão da região chegando ao final, a NASA está trabalhando duro em estudos para compreender como as temperaturas em elevação estão afetando o Ártico.
Neste verão e outono no hemisfério norte, os pesquisadores da NASA estão realizando três campanhas aerotransportadas baseadas no Alasca destinadas a medir as concentrações de gases estufa próximas à superfície da Terra, monitorando os glaciares do Alasca e colhendo dados sobre o gelo marinho e nuvens do Ártico . Observações dessas campanhas da NASA proporcionarão aos pesquisadores uma melhor compreensão sobre a forma como o Ártico está reagindo às temperaturas em elevação.
A Radiação Ártica – IceBridge Sea e Ice Experiment, ou ARISE, é uma nova campanha aerotransportada da NASA destinada a coletar dados sobre o afinamento do gelo marinho e medir as propriedades das nuvens e da atmosfera no Ártico. A campainha foi idealizada para resolver questões a respeito da relação entre o gelo marinho em encolhimento e o clima do Ártico.
Tradução de Luiz Leitão
This red plane is a DHC-3 Otter, the plane flown in NASA's Operation IceBridge-Alaska surveys of mountain glaciers in Alaska.
Over the past few decades, average global temperatures have been on the rise, and this warming is happening two to three times faster in the Arctic. As the region’s summer comes to a close, NASA is hard at work studying how rising temperatures are affecting the Arctic.
NASA researchers this summer and fall are carrying out three Alaska-based airborne research campaigns aimed at measuring greenhouse gas concentrations near Earth’s surface, monitoring Alaskan glaciers, and collecting data on Arctic sea ice and clouds. Observations from these NASA campaigns will give researchers a better understanding of how the Arctic is responding to rising temperatures.
The Arctic Radiation – IceBridge Sea and Ice Experiment, or ARISE, is a new NASA airborne campaign to collect data on thinning sea ice and measure cloud and atmospheric properties in the Arctic. The campaign was designed to address questions about the relationship between retreating sea ice and the Arctic climate.
sexta-feira, 19 de setembro de 2014
Rhizostoma pulmo
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ANIMAIS
PSR J1640-4631
O ponto azul nesta imagem marca a mancha de um pulsar energético — o núcleo rotativo magnético de uma estrela que explodiu como supernova.O Nuclear Spectroscopic Telescope Array, ou NuSTAR, descobriu o pulsar ao identificar seu pulso, que o denunciou — um jato de raios X giratório que, como um farol marítimo cósmico, cruza a Terra a cada 0,2 segundo.
O pulsar, chamado PSR J1640-4631, está situado na parte interna da Via Láctea, a cerca de 42.000 anos-luz. Ele foi originalmente identificado como uma intensa fonte de gaios gama pelo Sistema Estereoscópico de Alta Energia (H.E.S.S.) na Namíbia. O NuSTAR ajudou a relacionar claramente a fonte de raios gama a um pulsar.
Os outros ponto cor-de-rosa desta foto mostram raios X de baixa energia detectados pelo Observatório Chandra de Raios X da NASA.
Nesta imagem, dados do NuSTAR aparecem em azul e mostram raios X de alta energia com entre 3 e 79 quiloelétronvolts; os dados do Chandra são cor-de-rosa e mostram raios X com entre 0,5 e 10 quiloelétronvolts.
A imagem de fundo mostra luz infravermelha, e foi registrada pelo Telescópio Espacial Spitzer da NASA.
Tradução de Luiz Leitão
The blue dot in this image marks the spot of an energetic pulsar -- the magnetic, spinning core of star that blew up in a supernova explosion. NASA's Nuclear Spectroscopic Telescope Array, or NuSTAR, discovered the pulsar by identifying its telltale pulse -- a rotating beam of X-rays, that like a cosmic lighthouse, intersects Earth every 0.2 seconds.
The pulsar, called PSR J1640-4631, lies in our inner Milky Way galaxy about 42,000 light-years away. It was originally identified by as an intense source of gamma rays by the High Energy Stereoscopic System (H.E.S.S.) in Namibia. NuSTAR helped pin down the source of the gamma rays to a pulsar.
The other pink dots in this picture show low-energy X-rays detected by NASA's Chandra X-ray Observatory.
In this image, NuSTAR data is blue and shows high-energy X-rays with 3 to 79 kiloelectron volts; Chandra data is pink and shows X-rays with 0.5 to 10 kiloeletron volts.
The background image shows infrared light and was captured by NASA's Spitzer Space Telescope.
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Video: Brazilian Police Kills Transient
Officers of "Military" Police in São Paulo, Brazil, arrested an unarmed street vendor, Antonio Carlos Braga, 30, recklessly pointing a pistol at the surrounding crowd which protested against the abuse. The man, restrained by the officers and laying on the ground, face down, was handcuffed. All of a sudden, the bald officer shoots at random, hitting a bystander, who falls dead.
It looks like here in Brazil tourists must fear the police, rather than other, ordinary criminals.
The suspect officer, soldier Henrique Dias Bueno de Araujo, was arrested, but will very likely remain in prison only for a short time...
Luas potencialmente habitáveis
Para astrobiólogos, estas podem ser a mais tentadoras luas do Sistema Solar. Mostradas na mesma escala, sua exploração por naves interplanetárias lançou a ideia de que luas, a não só planetas, podem ter ambientes favoráveis à existência de vida.
A missão Galileu para Júpiter descobriu um oceano submerso global de água líquida de Europa e indicações de mares internos em Ganimedes. Em Saturno, a sonda Cassini detectou fontes de gelo de água em erupção na lua Encelado, indicando a presença de água subsuperficial mais morna até mesmo naquela pequena lua, e descobrindo lagos superficiais de hidrocarbonetos frios, porém ainda em estado líquido, sob a densa atmosfera da grande lua Titã.
Atualmente voltadas para além do Sistema Solar, novas pesquisas indicam que exoluas razoavelmente grandes poderiam, na verdade, ultrapassar a quantidade de exoplanetas em zonas estelares habitáveis. Isso faria das luas o mais comum tipo de astro habitável em todo o Universo.
Tradução de Luiz Leitão
For astrobiologists, these may be the four most tantalizing moons in our Solar System. Shown at the same scale, their exploration by interplanetary spacecraft has launched the idea that moons, not just planets, could have environments supporting life.
The Galileo mission to Jupiter discovered Europa's global subsurface ocean of liquid water and indications of Ganymede's interior seas. At Saturn, the Cassini probe detected erupting fountains of water ice from Enceladus indicating warmer subsurface water on even that small moon, while finding surface lakes of frigid but still liquid hydrocarbons beneath the dense atmosphere of large moon Titan.
Now looking beyond the Solar System, new research suggests that sizable exomoons, could actually outnumber exoplanets in stellar habitable zones. That would make moons the most common type of habitable world in the Universe.
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quinta-feira, 18 de setembro de 2014
Encontro nas alturas
Praticantes de corda bamba em busca de emoções descansam em suas redes presas a cordas entre picos rochosos durante o International Highline Meeting, em Monte Piana, próximo a Misurina, no norte dos Alpes Italianos.
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Variedades
62 quilômetros acima do cometa Churyumov-Gerasimenko
A espaçonave Rosetta continua suas manobras de aproximação, contorno e mapeamento do Cometa Churyumov-Gerasimenko. Cruzando o Sistema Solar interno há dez anos para chegar próxima do cometa no mês passado, a espaçonave robótica continua a colher imagens do incomum núcleo de dois lobos do cometa.
A imagem em cores refeitas aqui mostrada, registrada há cerca de 10 dias, indica como é o escuro o núcleo deste cometa. Em média, a superfície do cometa reflete apenas cerca de quatro por cento da luz visível que incide sobre ela, tornando-o tão escuro quanto carvão.
O Cometa 67P/Churyumov–Gerasimenko tem cerca de quatro quilômetros de comprimento, e uma gravidade superficial tão fraca que um astronauta poderia saltar dele.
Dentro de aproximadamente dois meses, a Rosetta deverá lançar a primeira sonda de todos os tempos a tentar um pouso controlado no núcleo de um cometa.
Tradução de Luiz Leitão
Spacecraft Rosetta continues to approach, circle, and map Comet Churyumov-Gerasimenko. Crossing the inner Solar System for ten years to reach the vicinity of the comet last month, the robotic spacecraft continues to image the unusual double-lobed comet nucleus.
The reconstructed-color image featured, taken about 10 days ago, indicates how dark this comet nucleus is. On the average, the comet's surface reflects only about four percent of impinging visible light, making it as dark as coal.
Comet 67P/Churyumov–Gerasimenko spans about four kilometers in length and has a surface gravity so low that an astronaut could jump off of it.
In about two months, Rosetta is scheduled to release the first probe ever to attempt a controlled landing on a comet's nucleus.
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astronomia
WASP-18
Um planeta pode estar fazendo com que sua estrela-mãe pareça muito mais velha do que de fato é, segundo novos dados do Observatório Chandra de Raios X da NASA.
Esta descoberta mostra como um grande planeta pode afetar o comportamento de sua estrela-mãe. A estrela, WASP-18, e seu planeta, WASP-18b, estão localizados a cerca de 330 anos-luz da Terra.
WASP-18b tem uma massa cerca de 10 vezes maior que a de Júpiter e completa um órbita ao redor de sua estrela em menos de 23 horas, o que o insere na categoria de exoplanetas “Júpiter quente”, ou planetas fora do nosso sistema solar.
Tradução de Luiz Leitão
A planet may be causing the star it orbits to act much older than it actually is, according to new data from NASA’s Chandra X-ray Observatory.
This discovery shows how a massive planet can affect the behavior of its parent star. The star, WASP-18, and its planet, WASP-18b, are located about 330 light-years from Earth.
WASP-18b has a mass about 10 times that of Jupiter and completes one orbit around its star in less than 23 hours, placing WASP-18b in the “hot Jupiter” category of exoplanets, or planets outside our solar system.
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quarta-feira, 17 de setembro de 2014
Dallol
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