Pesquisar conteúdo deste blog

sábado, 9 de agosto de 2014

Vídeo: Perseidas vs Superlua



Dia 10 de agosto de 2014 será Lua Cheia, quando ela atinigirá o ponto mai próximo da Terra em sua órbita, o perigeu. Esta Lua Cheia, também chamada Superlua, estará até 14% mais próxima, e seu brilho será 30% mais intenso do que o de outras luas cheias neste ano.

A chuva de meteoros das Perseidas  vs a Superlua.

Logo no começo da próxima semana, haverá também a chuva anual de meteoros das Perseidas. 







sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Fokker DR-1


Não, este não é o lendário  Barão Vemelho, mas, sim, David King, pilotando a reprodução de um  Fokker DR-1 da  Primeira Guerra Mundiual em um show aéreo no campo de pouso Old Rhinebeck, em Rhinebeck, N.Y., Estados Unidos.

Uma 'tempestade solar extrema' poderia ter causado um apagão na Terra


A data de 23 de Julho de 2012 poderia ter sido o dia em que as luzes se apagaram, juntamente com smartphones subitamente não tão smart (inteligentes), computadores, transmissões de satélites, sistemas de navegação por GPS, televisão, transmissões de rádio,equipamentos hospitalares, bombas elétricas, fornecimento de água.
Naquele dia, uma "tempestade solar extrema" fez de tudo para acabar com as formas de vida conhecidas na Terra. O Sol expeliu uma das maiores nuvens de plasma já detectadas, à velocidade de 3.000 km por segundo, mais de quatro vezes superior à de uma erupção solar típica. Por sorte, ela errou o alvo.
"Se tivesse nos atingido, estaríamos até hoje juntando os cacos," disse Daniel Baker, do Laboratório de Física Atmosférica e Espacial da Universidade do Colorado, nos EUA. "Saí de nossos estudos recentes mais convencido  que nunca de que a Terra e seus habitantes tiveram uma sorte incrível pelo fato de a erupção de 2012 ter ocorrido naquela data. Tivesse sido apenas uma semana antes, a Terra teria estado na linha de fogo."
Com colegas da Nasa e de outras universidades, Baker estudou o desastre que não houve. Se a ejeção de massa coronal (CME) tivesse atingido a Terra, teria desativado "tudo que se conecta em tomadas".
Teria havido uma grande interrupção de todas as comunicações via satélite, e flutuações elétricas que teriam explodido os transformadores de nossas redes de transmissão de eletricidade. A maioria das pessoas não teria podido abrir  torneiras ou dar a descarga em privadas porque o abastecimento urbano de água depende muito de eletricidade.
A Nasa calculou que o custo teria sido 20 vezes maior que o da devastação causada pelo furação Katrina, que foi de US$ 2 trilhões.
A tempestade teria começado com uma labareda solar, que, por si só, pode causar blecautes de rádio e falhas em navegação por GPS. Se a Terra tivesse estado em seu caminho, isso teria se seguido, minutos ou horas depois,  pelos elétrons e prótons acelerados pelo jato, seguido da CME — uma nuvem de plasma magnetizado de bilhões de toneladas.
Há uma grande quantidade de dados na tempestade para Baker e os outros cientistas estudarem porque, embora a nuvem de plasma tenha passado longe da Terra, atingiu uma espaçonave carregada com equipamentos de monitoração.
A tempestade solar foi descrita como um " Evento Carrington" após a tempestade solar observada pelo astrônomo inglês Richard Carrington, em 1859. Ele viu a instigante labareda, e, nos dias seguintes,  uma série de CMEs atingirem a Terra. Como na época os motores eram a vapor, e o transporte era feito a cavalo, aquela foi menos prejudicial do que seria uma ocorrência semelhante nos dias de hoje, mas fez com que as linhas de telégrafo em todo o planeta emitissem fagulhas suficientes para incendiar alguns postos telegráficos. Houve também espetaculares auroras boreais, ou Luzes do Norte, vista de latitudes tão ao sul quanto Cuba, e tão de brilho tão intenso em alguns locais que as pessoas podiam ler jornais do lado de fora das casas em plena noite.
"A meu ver, a tempestade de julho de 2012 foi, em todos os aspectos, no mínimo, tão forte quanto o evento  Carrington em 1859," disse Baker. "A única diferença é que não atingiu a Terra."
De fato, 2012 foi um ano em que o mundo escapou por um triz: A Nasa também divulgou um comunicado à imprensa, em 22 de dezembro de 2012, que começava assim: "se você está lendo esta história, é porque o mundo não acabou em 21 de dezembro". E veio acompanhado de  um vídeo explicando "por que o mundo não acabou ontem".
A labareda era um motivo de pânico muito mais plausível do que as estórias de dezembro, que se baseavam em uma compreensão errônea dos antigos calendários Maias, que, dizia-se, acabariam em 21 de dezembro de 2012. Isso foi amplamente interpretado como significando que os astrônomos maias teriam tido um mau palpite sobre os eventos daquele dia. Agora, parece que não foi bem assim, e o mundo ficou chocado.

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

O palhaço que foi aula e espetáculo



José Nêumanne
           Jornalista e escritor
Certa vez, Ariano Suassuna foi ao Palácio da Redenção, sede do governo da Paraíba, na Praça João Pessoa, no centro da capital, batizada com o nome do maior inimigo de seu pai, João Suassuna. Lá foi barrado à entrada por um guarda instruído para não permitir que alguém adentrasse o recinto sem gravata. De camisa, calça e paletó de linho, como de hábito, o autor de O auto da compadecida, peça em que se baseou o filme de maior bilheteria do cinema brasileiro, retrucou:
- Olhe, a primeira vez que entrei neste palácio aqui foi nu, viste?
E era verdade: isso se deu em 27 de junho de 1927 num quarto do prédio decadente e saído do ventre da mãe, Rita de Cássia Vilar Suassuna. O pai, João, era presidente do Estado, como se dizia na República Velha. E ali começou a saga de um professor de aparência sisuda que, ao longo do tempo, de tanta comédia que escreveu para o palco, se tornaria o maior palhaço do Brasil, embora nunca tenha sido humorista profissional. Se o cearense Chico Anysio extraía personagens da observação da vida e os tornava reais, Ariano os punha no palco e, depois, brincava com a troça deles recorrendo à graça na cátedra universitária, nos gabinetes da burocracia e numa cadeira na Academia Brasileira de Letras. E, quando tudo isso apenas se esboçava no menino que berrava nu na sede do poder estadual, se desenrolava a tragédia política nacional, em cujo epicentro o palhaço octogenário também desempenhou seu papel.
João Suassuna, chefe do clã sertanejo de Catolé do Rocha, tinha sido substituído na presidência da Paraíba por João Pessoa, sobrinho do ex-presidente Epitácio, oligarca da várzea do Paraíba do Norte, e destinado a se tornar o estopim da Revolução de 30, que sepultaria a Primeira República para, depois de um interregno de arremedo institucional, mergulhar nas trevas do Estado Novo. João Pessoa, candidato a vice na chapa presidencial do gaúcho Getúlio Vargas, derrotada, foi assassinado a tiros pelo advogado João Dantas, aparentado e devotado dos Suassuna e do coronel Zé Pereira, de Princesa Isabel, que havia enfrentado a bala o poder paraibano, armado pelo federal, presidido por Washington Luís, que se preparava para empossar seu candidato eleito Júlio Prestes quando os políticos mineiros e as tropas gaúchas amarraram suas montarias no obelisco do centro do Rio, mandando o presidente deposto para o exílio. Acusado de manter ligações com os mandantes da morte do herói revolucionário, o pai de Ariano foi baleado e morto no centro do Rio em 1930. Corriqueiro seria vingar o patriarca assassinado, mas dona Ritinha nunca permitiu que a vingança levasse a prole a alguma loucura. Criado em Taperoá, terra da mãe, e, depois pelo resto da vida em Recife, o filho nascido no palácio sempre devotou ódio ao inimigo-mor do pai, recusando-se a chamar a antiga Filipéia de Nossa Senhora das Neves de João Pessoa e preferindo sempre designar a capital pelo nome do Estado, como era useiro fazer antes da Revolução de 30.
Ariano vingou-se em versos. Em 2000, selecionei um poema dele na antologia Os cem melhores poetas do século. Ariano protestou:
- Não sou poeta, poetas são os personagens dos meus romances.

 Como negar, contudo, que era do estro do autor o magnífico soneto (modalidade em que era mestre) em que saudou o pai? “Aqui morava um rei quando eu menino”. / Vestia ouro e castanho no gibão, / Pedra da Sorte sobre meu Destino, / Pulsava junto ao meu, seu coração”.

A poesia, aliás, nele tudo originou. Em sua comédia teatral mais popular, O auto da compadecida, fundiu três folhetos de cordel, gênero poético popular por excelência. João Grilo e Chicó, os protagonistas, personificam a força do “amarelo”, que enfrenta valentões com sagacidade e graça. E tudo em Ariano tinha graça. Seu livro Introdução à estética, manual de ensino de teoria literária, é um show de erudição com pitadas de humor que rivalizam com as melhores anedotas de outra comédia dele, O santo e a porca.

Na última vez em que o vi no Centro Cultural Maria Antônia, da USP, em Higienópolis, fez uma palestra intitulada “O humor – de Aristóteles a Bergson”. Nunca uma platéia, formada por professorinhas de escola pública no interior de São Paulo, imaginou que pudesse rir tanto das peripécias do preceptor de Alexandre da Macedônia e do filósofo francês da virada do século 19 para o 20 com aspecto de agente funerário captado pelos pioneiros da fotografia em preto e branco.

É imenso o acervo deixado pelo intelectual que tornou Paraíba e Pernambuco, inimigos em 1930, um Estado só. Mas tudo pode ser resumido numa Aula-espetáculo, título do documentário de Vladimir Carvalho, que se tornou seu cavalo-de-batalha nos últimos anos. Mais do que dramaturgo, romancista (do genial A pedra do reino), professor,  acadêmico secretário estadual da cultura ou mesmo o humorista em que se transformou já velho, Ariano foi, ao mesmo tempo, uma aula viva estupenda e um permanente espetáculo folgazão de inteligência, vida, senso de humor e savoir-faire.

 (Publicado na Pag C6 do Caderno 2 do Estado de S. Paulo, quinta-feira 23 de julho de 2014)

A Península Coreana


Imagem noturna da Península Coreana. As luzes da cidade à noite mostram a importância econômica relativa das cidades. Nesta vista voltada para o norte, percebe-se claramente que a grande Seul é uma cidade importante e que o porto de Gunsan é menor, em comparação. 

A Coreia do Norte é quase totalmente escura em comparação com as vizinhas Coreia do Sul e China. O terreno escuro parece um trecho de água unindo o Mar Amarelo ao Mar do Japão. Sua capital, Pyongyang, parece uma pequena ilha, apesar de ter uma população de 3,26 milhões (em 2008).

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Aang


Uma águia de 2 anos, chamada Aang, alça voo sobre o lago no North Shore Country Club, em Sneads Ferry, Carolina do Norte,  EUA, depois de passar três meses reabilitando-se  no Cape Fear Raptor Center, em Rocky Point, no mesmo estado americano. O animal foi encontrado em um estacionamento, doente devido a envenenamento por chumbo, e incapaz de voar.

O Cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko


Esta imagem do Cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko foi obtida pela câmera OSIRIS de ângulo estreito da espaçonave Rosetta, em 3 de agosto de 2014, à distância de 285 km. A resolução da imagem é de 5,3 metros por pixel. Rosetta é a primeira missão da história a ir ao encontro de um cometa. Ela irá acompanhá-lo durante sua órbita ao redor do Sol, lançando uma nave que pousará em sua superfície. 

Tradução de Luiz Leitão

This image of Comet 67P/Churyumov-Gerasimenko was captured by the Rosetta spacecraft’s OSIRIS narrow-angle camera on August 3, 2014, from a distance of 177 miles (285 km). The image resolution is 17 feet (5.3 meters) per pixel. Rosetta is the first mission in history to rendezvous with a comet. It will escort the comet as it orbits the Sun, and deploy a lander to its surface. 

HK Tauri


Esta impressão artística mostra um impressionante par de discos de gás formadores de planetas, muito desalinhados ao redor das duas jovens estrelas do sistema binário HK Tauri

Observações deste sistema feitas pelo telescópio ALMA proporcionaram a mais clara imagem de discos protoplanetários até hoje vistas em uma estrela dupla. O novo resultado é uma explicação possível para o fato de que tantos exoplanetas — diferentemente dos planetas do Sistema Solar — vieram a ter órbitas estranhas, excêntricas ou inclinadas.

Tradução de Luiz Leitão


An artist's impression of a striking pair of wildly misaligned planet-forming gas discs around both the young stars in the binary system HK Tauri

ALMA observations of this system have provided the clearest picture ever of protoplanetary discs in a double star. The new result demonstrates one possible way to explain why so many exoplanets - unlike the planets in the Solar System - came to have strange, eccentric or inclined orbits.

Golfinhos surfistas


Um bando de golfinhos surfa nas água da Baía Jeffreys, na África do Sul.

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Grandes possibilidades de existência de vida extraterrestre


Um aglomerado globular na Via Láctea contendo cerca de 100 bilhões de estrelas
Astrônomos estão diante de um "grande  limiar" da exploração espacial, quando poderão surgir provas que levarão à descoberta de vida extraterrestre dentro dos próximos 20 anos, disse um especialista. A existência de vida em outros mundos além da Terra parece inevitável, dada a imensidão do universo, diz a cientista planetária americana  dra. Sara Seager.
Nas próximas décadas, uma nova geração de telescópios espaciais poderá encontrar sinais químicos característicos de seres vivos na atmosfera de planetas orbitando estrelas próximas.
Em um artigo para a publicação Proceedings of the National Academy of Sciences, Seager, do Massachusetts Institute of Technology (MIT), disse: "Podemos dizer com certeza que, pela primeira vez na história da humanidade, nós estamos, finalmente, prestes a poder procurar sinais de vida além do nosso sistema solar, ao redor das  centenas de estrelas mais próximas."
Astrônomos sabem agora que, estatisticamente, todas as estrelas de nossa galáxia, a Via Láctea, devem ter ao menos um planeta — e pequenos mundos rochosos como a Terra são comuns.
"Nossa galáxia tem 100 bilhões de estrelas, e o universo abriga mais de 100 bilhões de galáxias (portanto, 100 bilhões vezes 100 bilhões, ou 10²²!!) – o que torna uma certeza a chance de haver vida em outros lugares, levando-se em conta puramente as probabilidades," disse Seager.
Dentro de uma ou duas décadas, terão sido descobertos alguns exoplanetas "potencialmente habitáveis",  que poderão ser detalhadamente estudados por meio de sofisticados telescópios espaciais.
O primeiro desses telescópios de "nova geração" será o Telescópio Espacial James Webb (JWST),  da NASA, que deverá ser lançado em 2018.
Ele será capaz de analisar a atmosfera de dezenas de "super-Terras" –  planetas rochosos pouco maiores do que a Terra – dentre os quais vários com condições de abrigar formas de vida.
O estudo da atmosfera de planetas para detectar sinais de vida envolve a captação da luz das estrelas  filtrando seus gases.
Diferentes elementos absorvem luz de diferentes comprimentos  de onda, fornecendo informações sobre a composição da atmosfera.
Seres vivos, de bactérias até grandes animais, devem produzir gases "biomarcadores" que poderiam ser detectados na atmosfera de planetas. Entres estes estão o oxigênio, ozônio, óxido nitroso e metano.
O problema enfrentado pelos cientistas é que alguns destes gases, como o metano, podem ser gerados tanto por processos geológicos como por seres vivos.
A probabilidade de "falsos positivos" poderia ser reduzida buscando-se os biomarcadores de gases mais intimamente relacionados a sistemas vivos, como o dimetil sulfito (DMS) e o metanotiol, disse Seager.
Entretanto ela destacou que observações através de telescópios como o JWST, que se concentrarão no "trânsito" de planetas iluminados por trás que venham a passar diante de suas estrelas mães, serão limitadas.
O aumento das chances de encontrar provas de vida  extraterrestre irá exigir um salto tecnológico que levem a métodos para se obter diretamente imagens de grandes quantidades de exoplanetas.
Tal tarefa é desafiadora, uma vez que observar diretamente planetas semelhantes à Terra equivale a distinguir um vaga-lume em meio ao brilho de um farol marítimo à distância de 2.500 milhas.
Ainda assim, duas técnicas que estão sendo agora desenvolvidas poderão tornar possível a observação direta de gêmeos da Terra.
Uma envolve  óptica especializada para bloquear a luz estelar ofuscante, permitindo revelar a presença de exoplanetas em órbita. A outra é a "starshade" (sombra estelar) – uma tela semelhante a um guarda-chuva, com dezenas de metros de diâmetro, disposta a dezenas de milhares de quilômetros diante da  lente de um telescópio espacial.
A sombra estelar consiste na projeção de uma sombra, que bloqueia a luz vinda de  estrelas, mas sem afetar a luz refletida pelos planetas.
"Para termos a segurança de encontrar uma quantidade suficientemente grande de exoplanetas  que permita procurarmos gases biomarcadores, é necessário que possamos observar diretamente exoplanetas orbitando 1.000, ou mais, das mais próximas estrelas semelhantes ao Sol," disse Seager.
Ela acrescentou: "Nós estamos diante de um importante limiar da história da exploração espacial pela humanidade.Se a vida for predominante em nossas vizinhanças na galáxia, temos boas chances de sermos a primeira geração na história da humanidade a, finalmente, cruzar esta fronteira e descobrir se existe algum tipo de vida fora da Terra."

Tradução de Luiz Leitão

A globular cluster in the Milky Way, which contains about 100 billion stars. 
Astronomers are standing on a "great threshold" of space exploration that could see evidence of extra-terrestrial life being discovered in the next 20 years, an expert has claimed. Life beyond the Earth seems inevitable given the immensity of the universe, says US planetary scientist Dr Sara Seager.
In the coming decades chemical fingerprints of life written in the atmospheres of planets orbiting nearby stars could be found by the next generation of space telescopes.
Writing in the journal Proceedings of the National Academy of Sciences, Seager, from the Massachusetts Institute of Technology (MIT), said: "We can say with certainty that, for the first time in human history, we are finally on the verge of being able to search for signs of life beyond our solar system around the nearest hundreds of stars."
Astronomers now know that statistically every star in our galaxy, the Milky Way, should have at least one planet, and small rocky worlds like the Earth are common.
"Our own galaxy has 100bn stars and our universe has upwards of 100bn galaxies (that's an astonishing 100 billion x 100 billion, which makes 10²²!!) – making the chance for life elsewhere seem inevitable based on sheer probability," said Seager.
In the next decade or two, a handful of "potentially habitable" exoplanets will have been found with atmospheres that can be studied in detail by sophisticated space telescopes.
The first of these "next generation" telescopes will be the American space agency Nasa's James Webb Space Telescope (JWST) due to be launched in 2018.
It will be able to analyse the atmospheres of dozens of "super-Earths" – rocky planets somewhat larger than Earth – including several that could harbour life.
Studying a planet's atmosphere for signs of life involves capturing starlight filtering through its gases.
Different elements absorb different wavelengths of light, providing information about the atmosphere's make-up.
Living things, from bacteria to large animals, are expected to produce "biosignature" gases that could be detected in a planet's atmosphere. They include oxygen, ozone, nitrous oxide, and methane.
The problem faced by scientists is that some of these, such as methane, can be generated by geological processes as well as life.
The likelihood of "false positives" could be reduced by searching for rarer biosignature gases more closely tied to living systems, such as dimethyl sulphide (DMS), and methanethiol, said Seager.
But she pointed out that observations using telescopes such as the JWST, which will focus on backlit "transiting" planets that happen to passing in front of their parent stars, will be limited.
Maximising the chances of finding evidence of extraterrestrial life will require a technological leap to methods of directly imaging large numbers of exoplanets.
Such an undertaking is daunting, given that directly imaging an Earth-like exoplanet is equivalent to picking out a firefly in the glare of a searchlight from a distance of 2,500 miles.
Yet two techniques now under development could make direct imaging of Earth twins possible.
One involves specialised optics to block out interfering starlight and reveal the presence of orbiting exoplanets. The other is the "starshade" – an umbrella-like screen tens of metres in diameter placed tens of thousands of kilometres in front of a space telescope lens.
The starshade is designed to cast a shadow blocking out light from a star while leaving a planet's reflected light unaffected.
"To be confident of finding a large enough pool of exoplanets to search for biosignature gases, we require the ability to directly image exoplanets orbiting 1,000 or more of the nearest Sun-like stars," said Seager.
She added: "We stand on a great threshold in the human history of space exploration. If life is prevalent in our neighborhood of the galaxy, it is within our reach to be the first generation in human history to finally cross this threshold and learn if there is life of any kind beyond Earth."

NGC 7023: A Nebulosa da Iris


Estas nuvens interestelares de poeira e gás floresceram à distância de 1.300 anos-luz, nos férteis campos estelares da constelação de Cefeu.Às vezes chamada Nebulosa da IrisNGC 7023 não é, entretanto, a única nebulosa no céu a evocar a imagem de flores

Ainda assim, esta profunda imagem telescópica mostra a  variedade de cores e simetrias da Nebulosa da Iris em detalhes impressionantes. Dentro da Iris, um poeirento material  nebular circunda uma estrela  jovem e quente. A cor predominante da nebulosa de reflexão mais brilhante é o azul, característico da reflexão da luz estelar por grãos de poeira

Filamentos centrais nas nuvens de poeira brilham com uma esmaecida fotoluminescência quando alguns grãos  convertem a invisível radiação ultravioleta  da estrela em luz vernelha visível. Observações em infravermelho indicam que esta nebulosa pode conter complexas moléculas de carbono, chamadas PAHs (Hidrocarbonetos Aromáticos Policíclicos). As belas pétalas azuis da Nebulosa da Iris espalham-se por cerca de seis anos-luz.

Tradução de Luiz Leitão

These clouds of interstellar dust and gas have blossomed 1,300 light-years away in the fertile star fields of the constellation Cepheus. Sometimes called the Iris NebulaNGC 7023 is not the only nebula in the sky to evoke the imagery of flowers, though. 

Still, this deep telescopic view shows off the Iris Nebula's range of colors and symmetries in impressive detail. Within the Iris, dusty nebular material surrounds a hot, young star. The dominant color of the brighter reflection nebula is blue, characteristic of dust grains reflecting starlight. 

Central filaments of the dusty clouds glow with a faint reddish photoluminesence as some dust grains effectively convert the star's invisible ultraviolet radiation to visible red light. Infrared observations indicate that this nebula may contain complex carbon molecules known as PAHs (Polycyclic Aromatic Hydrocabons). The pretty blue petals of the Iris Nebula span about six light-years.

Camadas atmosféricas


O que é aquilo se aproximando? Astronautas a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS) viram a cena de longe, pela primeira vez, no começo de 2010. Logo o objeto aumentou, tornando-se uma silhueta escura. À medida que chegava cada vez mais perto, a silhueta parecia ser uma espaçonave. Finalmente, o objeto foi identificado como a espaçonave Endeavour, e logo atracou, como esperado, na estação espacial orbital. 

Nesta imagem, a Endeavour foi fotografada próxima ao horizonte da Terra ao se aproximar, quando várias camadas da atmosfera terrestre eram visíveis. Diretamente atrás da espaçonave está a mesosfera, que aparece em azul. A camada atmosférica que aparece na cor branca é a estratosfera, e a cor de laranja é a troposfera da Terra. A região preta é o espaço profundo.

Esta missão da espaçonave começou com um impressionante lançamento noturno. Entre as tarefas realizadas durante esta visita da espaçonave à ISS, houve a entrega do Módulo Tranquility,  contendo um complexo de  janela de cúpula projetada que permite vistas ainda melhores de espaçonaves se aproximando e partindo da estação espacial.

Tradução de Luiz Leitão

What's that approaching? Astronauts on board the International Space Station first saw it in early 2010 far in the distance. Soon it enlarged to become a dark silhouette. As it came even closer, the silhouette appeared to be a spaceship. Finally, the object revealed itself to be the Space Shuttle Endeavour, and it soon docked as expected with the Earth-orbiting space station. 

Pictured above, Endeavour was imaged near Earth's horizon as it approached, where several layers of the Earth's atmosphere were visible. Directly behind the shuttle is the mesosphere, which appears blue. The atmospheric layer that appears white is the stratosphere, while the orange layer is Earth's troposphere. The black region is the deep space.

This shuttle mission began with a dramatic night launch. Tasks completed during this shuttle's visit to the ISS included the delivery of the Tranquility Module which contained a cupola bay window complex that allows even better views of spaceships approaching and leaving the space station.

Vídeo: Um modelo 3D de erupção estelar



Uma equipe internacional de astrônomos desenvolveu um modelo 3D de uma gigantesca nuvem lançada pelo sistema binário de grande massa Eta Carinae durante sua explosão no século 19.
Eta Carinae situa-se a cerca de 7.500 anos-luz do Sol, na  constelação de Carina – uma das maiores e mais brilhantes de todo o céu.
A estrela menor tem cerca de 30 vezes a massa do Sol, sendo um milhão de vezes mais luminosa, enquanto a estrela principal emite milhões de vezes mais energia do que o Sol.
Ambas as estrelas estão destinadas a terminar suas vidas em espetaculares explosões de supernovas.
Entre 1838 e 1845, Eta Carinae passou por um período incomum de variabilidade, durante o qual, por um breve instante, ofuscou o brilho de Canopus, normalmente a segunda estrela mais brilhante.

Alexander Rusinov


Pendurando-se agarrado com apenas uma das mãos à borda de prédios e gruas, o destemido adolescente russo Alexander Rusinov, 19, não vê limites quando se trata de segurança pessoal.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

M31: A galáxia de Andrômeda


Andrômeda é a  grande galáxia mais próxima da Via Láctea. E nossa galáxia, por sua vez, é considerada muito parecida com Andrômeda. Juntas, essas duas galáxias dominam o Grupo Local de galáxias. A luz difusa de Andrômeda é gerada pelas centenas de bilhões de estrelas que a integram

As inúmeras estrelas distintas que circundam a imagem de Andrômeda são, na verdade, estrelas de nossa galáxia que estão bem em frente ao objeto de fundoAndrômeda é frequentemente chamada M31, por ser o 31º objeto na lista de objetos celestes difusos de Charles Messier

M31 está tão distante que a luz vindo dela leva cerca  de dois milhões de anos para chegar até nós. Embora ela seja visível sem o auxílio de instrumentos, a imagem de M31 acima foi obtida com uma câmera standard através de um pequeno telescópio. Ainda há muita coisa desconhecida a respeito de M31, inclusive o motivo pelo qual ela formou seu incomum centro de pico duplo.

Tradução de Luiz Leitão

Andromeda is the nearest major galaxy to our own Milky Way Galaxy. Our Galaxy is thought to look much like Andromeda. Together these two galaxies dominate the Local Group of galaxies. The diffuse light from Andromeda is caused by the hundreds of billions of stars that compose it. 

The several distinct stars that surround Andromeda's image are actually stars in our Galaxy that are well in front of the background object. Andromeda is frequently referred to as M31 since it is the 31st object on Charles Messier's list of diffuse sky objects. 

M31 is so distant it takes about two million years for light to reach us from there. Although visible without aid, the above image of M31 was taken with a standard camera through a small telescope. Much about M31 remains unknown, including how it acquired its unusual double-peaked center.

A Nebulosa da Cabeça do Cavalo, do azul ao infravermelho


Uma das mais facilmente identificáveis nebulosas de  todo o céu, a Cabeça do Cavalo em Orion é parte de uma grande e escura nuvem molecular. Também chamada Barnard 33, seu formato incomum foi descoberto em uma chapa fotográfica no final dos anos 1800. O brilho vermelho é originado de gás hidrogênio predominantemente atrás da nebulosa, ionizado pela próxima e brilhante estrela Sigma Orionis

A escuridão da Cabeça do Cavalo é causada principalmente por poeira espessa, embora a inferior do pescoço da Cabeça do Cavalo projete uma sombra para a esquerda. As correntes de gás que saem da nebulosa são dirigidas por um forte campo magnético. As brilhantes manchas na base da Nebulosa da Cabeça do Cavalo são jovens estrelas em processo de formação. 

A luz  vinda da Nebulosa da Cabeça do Cavalo luz leva cerca de 1.500 anos para chegar até nós.A imagem acima é uma combinação digital entre imagens obtidas em luz azul, verde, vermelha e alfa-hidrogênio da Argentina, e uma imagem obtida em luz infravermelha pelo Telescópio Espacial Orbital Hubble.

Tradução de Luiz Leitão



One of the most identifiable nebulae in the sky, the Horsehead Nebula in Orion, is part of a large, dark, molecular cloud. Also known as Barnard 33, the unusual shape was first discovered on a photographic plate in the late 1800s. The red glow originates from hydrogen gas predominantly behind the nebula, ionized by the nearby bright star Sigma Orionis

The darkness of the Horsehead is caused mostly by thick dust, although the lower part of the Horsehead's neck casts a shadow to the left. Streams of gas leaving the nebula are funneled by a strong magnetic field. Bright spots in the Horsehead Nebula's base are young stars just in the process of forming. 

Light takes about 1,500 years to reach us from the Horsehead Nebula. The above image is a digital combination of images taken in blue, green, red, and hydrogen-alpha light from the Argentina, and an image taken in infrared light by the orbiting Hubble Space Telescope.

Machado e a picareta


José Nêumanne
Pareceu à autora Patrícia Secco uma ideia genial, um  ovo de Colombo: apresentar ao Ministério da Cultura (MinC) projeto para simplificar algum texto de um grande escritor, contratar uma equipe, instalar um dicionário no computador e trocar palavras que  não sejam familiares ao linguajar contemporâneo por outras mais fáceis para o leitor comum entender. Pois não é que o MinC autorizou que ela captasse recursos da Lei Rouanet para editar 300 mil livros e distribuí-los gratuitamente por bibliotecas e instituições do Brasil? Simplificar um gênio pode dar um dinheirinho – mais, por exemplo, do que escrever livros infanto-juvenis dos quais ninguém ouviu falar. Ela escreveu 200. Dane-se a mutilação do estilo do gênio, que vá para o inferno a turma que não aceita essa tentativa politicamente correta de popularizar um escritor difícil só por elitismo.
A primeira vítima foi apenas o maior escritor brasileiro de todos os tempos, o mulato carioca do morro do Livramento Joaquim Maria Machado de Assis. A sra. Secco não quis saber de desafios comoMemórias Póstumas de Brás Cubas. E mandou sua equipe trocar “sagacidade” por “esperteza” na edição simplificada de O alienista, que, por essas artes do destino, desmascara a verdadeira intenção do projeto, que é atualizar a escrita do bruxo do Cosme Velho. Alienista era a palavra usada no século 19 para definir médicos que cuidam de “alienados mentais”. Quando estes passaram a ser dados como simples doidos, a profissão mudou de denominação para “psiquiatra”. Hoje seria “terapeuta”. Mas quem diabo leria um livro prosaicamente intitulado de O terapeuta? A sra. Secco manteve o “alienista” e não perdeu a pose.
Vociferou: “ “A ideia do projeto não é facilitar os textos, mas facilitar o acesso à leitura. Fiz uma transposição da linguagem da época para a linguagem atual. Fiquei muito chateada com as reações, porque o projeto só visa levar Machado a quem não conhece. Não é fazer com que ele deixe de ser Machado, fazer grandes modificações. É para que o leitor não fique parado ou derrapando”.
Depois do “terapeuta” vem A pata da gazela, de José de Alencar. E sabe Deus quantas mais outras falsificações literárias em nome da divulgação de textos clássicos, mas difíceis. O nome disso é picaretagem. E o único jeito é algum parlamentar mais letrado acabar com a farra de picaretas do gênero tombando primeiro Machado depois outros escritores que merecem usar esta denominação de ofício.  Tipificar esse tipo de malandragem como crime já seria mais difícil, embora se devesse.
Jornalista, poeta e escritor 
(Revista Imprensa, Junho de 2014, Página 19)

O Telescópio Extremamente Grande


Há um projeto no deserto Atacama, no Chile, para cortar o topo do Monte  Cerro Armazone, a 3.000 metros de altitude. O local irá abrigar o maior telescópio óptico e infravermelho do mundo.

O Telescópio Europeu Extremamente Grande, ou E-ELT, servirá a astrônomos e cosmólogos durante várias gerações. O tamanho, como diz o nome, influi. Cerca de 2.500 toneladas de equipamentos de aço irão sustentar um espelho principal com cerca de 40 m de diâmetro. É um tamanho suficientemente grande para permitir observar a mais tênue luz das primeiras estrelas, e colhes sinais de vida em planetas muito além do sistema solar.

A construção do E-ELT vai durar dez anos. Seu enorme espelho é grande demais para ser feito com apenas uma peça de vidro, por isso, os engenheiros irão combinar 798 espelhos hexagonais menores, cada um dos quais movendo-se independentemente. O E-ELT conta com um sistema chamado óptica adaptativa, capaz de mudar a posição dos espelhos simultaneamente para reduzir os efeitos de distorção da atmosfera.

Quando o telescópio entrar em operação, por volta de 2024, os astrônomos irão apontá-lo para planetas semehantes à Terra, orbitando estrelas parecidas com o Sol, em sistemas solares distantes. Até agora, os cientistas dizeram apenas medições rudimentares desses planetas, mas com o E-ELT as coisas serão diferentes. O objetivo é  estudar a atmosfera desses planetas.

A atmosfera de um planeta pode conter vários sinais de vida. O E-ELT irá procurar as marcas de metano em infravermelho de, gás liberado por muitas espécies de vida na Terra, além de outros gases como oxigênio e dióxido de carbono. O telescópio poderá detectar diretamente sinais  de vida, como a clorofila encontrada em vegetais. 

O equipamento terá também outras utilidades. Em 2011, cientistas compartilharam um prêmio Nobel  por seu trabalho sobre supernovas, que são estrelas explodidas, revelando a taxa de expansão do universo. 

Com o E-ELT, será possível observar supernovas muito mais distantes, o que permitirá mapear a expansão do universo desde tempos bem mais remotos. 

domingo, 3 de agosto de 2014

Comedor de abelhas


Um colorido  e raro pássaro comedor de abelhas e sua parceira, no National Trust Land, na Ilha de Wight. 

A Itália à noite


Esta foto da Itália vista do espaço à noite foi tirada pela equipe da Expedição 40 a bordo da Estação Espacial Internacional.

sábado, 2 de agosto de 2014

Tétis à luz do Sol


A Cratera Odisseu tem um diâmetro de 450 quilômetros de diâmetro, enquanto o de Tétis é de 1.062 quilômetros. 
Esta imagem está voltada para o lado anti-Saturno de Tétis. O norte em Tétis está no alto, e girado 33 graus para a direita. A imagem foi registrada em luz visível com a câmera de ângulo estreito da Cassini, em 15 de junho de 2013.
O registro foi obtido a uma distância de, aproximadamente, 809.000 quilômetros de Tétis. A escala da imagem é de 5 quilômetros por pixel.
Tétis, assim como muitas outras luas do sistema solar, mantém uma face voltada na direção do  planeta que orbita. A face anti-Saturno de Tétis está visível aqui, totalmente iluminada, banhada pela luz do Sol. No lado direito da lua nesta imagem está a enorme Cratera Odisseu.

Da mesma laia


Este oportuno cartaz de rua na Praça da Independência, em Kiev, Ucrânia,  mostras três abjetas figuras públicas: Adolf Hitler, Joseph Stalin, e o presidente Russo Vladimir Putin. Gente da mesma laia.

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Trânsito Lunar


Em 26 de julho de 2014, entre 10h57 e 11h42 (EDT/GMT-4), a Lua passou entre o Observatório de Dinâmica Solar (SDO), da NASA, e o Sol, um fenômeno chamado trânsito lunar. O trânsito lunar ocorre, aproximadamente, duas vezes por ano, causando uma eclipse solar parcial que só pode ser observada do ponto de vista do SDO. Imagens da eclipse mostram um nítido horizonte lunar, porque a Lua não tem atmosfera, que causaria distorção da luz. Esta imagem mostra o resultado combinado de dois comprimentos de onda do SDO — um em comprimento 304 e outro, em 171.

Tradução de 

On July 26, 2014, from 10:57 a.m. to 11:42 a.m. EDT, the moon crossed between NASA’s Solar Dynamics Observatory (SDO) and the sun, a phenomenon called a lunar transit. A lunar transit happens approximately twice a year, causing a partial solar eclipse that can only be seen from SDO's point of view. Images of the eclipse show a crisp lunar horizon, because the moon has no atmosphere that would distort light. This image shows the blended result of two SDO wavelengths - one in 304 wavelength and another in 171 wavelength.





Raios gama gerados por novas

Observações  de várias erupções estelares, chamadas novas, feitas através do Telescópio Espacial Fermi de Raios Gama, estabelecem que essas explosões relativamente comuns quase sempre produzem raios gama, a mais energética forma de luz.
Novas são repentinos e breves aumentos no brilho de estrelas normalmente pouco visíveis ou notadas, causados por explosões termonucleares na superfície de anãs brancas, estrelas compactas pouco maiores que a Terra. Cada explosão de nova libera o equivalente a até 100.000 vezes toda a energia anualmente gerada pelo Sol. Antes do Fermi, ninguém suspeitava que esses surtos pudessem produzir raios gama de alta energia, com níveis de emissão de energia milhões de vezes superiores ao da luz visível, e normalmente associados a explosões cósmicas muito mais potentes.
O Telescópio de Grande Área do Fermi (LAT) obteve sua primeira detecção de uma nova, denominada V407 Cygni, em março de 2010. A explosão veio de um tipo raro de sistema estelar, no qual uma estrela anã interage com com uma gigante vermelha, um tipo de estrela várias vezes maior do que o Sol. Outros integrantes da mesma incomum classe de sistema estelar foram observados "virando nova" a cada tantas décadas.

O Fermi detectou as clássicas novas V339 Delphini em agosto de  2013 e V1324 Scorpii em junho de 2012, após sua descoberta em luz visível. Além disso, em 22 de junho de 2012, o LAT descobriu uma fonte passageira de raios gama a cerca de 20 graus do Sol. Mais de um mês depois, quando o Sol já estava bem mais distante, astrônomos que faziam observações em luz visível descobriram uma nova esmaecente de V959 Monocerotis na mesma posição.
Astrônomos calculam que ocorram entre 20 e 50 novas todos os anos em nossa galáxia. A maioria permanece não detectada, com sua luz invisível obscurecida pela poeira intermediária, e com seus raios gama esmaecidos pela distância. Todas as novas de raios gama encontradas até agora situam-se a distâncias entre 9.000 e 15.000 anos-luz — relativamente próximas, dado o tamanho de nossa galáxia.
Novas ocorrem porque  correntes de gás  que fluem de estrelas companheiras se acumulam em uma camada da superfície da anã branca. Com o tempo — dezenas de milhares de anos, no caso de  novas clássicas, e várias décadas, para sistemas como V407 Cygni — essa camada que se aprofunda atinge um ponto de ignição. Seu  hidrogênio começa a sofrer fusão nuclear, disparando uma reação descontrolada que  detona o gás acumulado. O anã branca propriamente dita permanece intacta.
Uma das explicações para a emissão de raios gama é a de que  a explosão cria múltiplas ondas de choque que se expandem para o espaço a velocidades ligeiramente diferentes. Ondas mais velozes podem interagir com outras, mais lentas, acelerando partículas até quase a velocidade da luz. Essas partículas , por fim, poderiam gerar raios gama.

Vídeo: A Cratera Darvaza – vulgo "os portões do inferno"



Um geólogo turcomeno alega que a cratera de Darvaza, no Turcomenistão, foi acesa em 1971 devido a receios de que emitisse gases venenosos. E ela vem queimando há  40 anos. A cratera, com 69 metros de diâmetro e 30 metros de profundidade, está localizada em um campo de gás natural na província de Ahal, no Turcomenistão, país que tem a sexta maio reserva do mundo.


George Kourounis, um explorador canadense, tornou-se a primeira pessoa a se aventurar entrando no buraco, no ano passado, embora a filmagem de sua expedição só tenha sido divulgada esta semana pela National Geographic, que financiou em parte a  expedição. O objetivo era colher amostras do solo, no fundo do buraco, para tentar determinar se era possível haver vida em um ambiente tão inóspito.

"A história sobre o surgimento da cratera sem foi cercada de mistério, e não há outro lugar semelhante a este na Terra," disse Kourounis à National Geographic. "É sem igual, pois não existe outro lugar com um fosso de metano em chamas sendo ejetado do solo a alta pressão". Kourounis comparou sua experiência de descida no buraco à aterrisagem em outro planeta.

Ele descreve o lugar como um "coliseu de fogo" formadopor milhares de  pequenas chamas, que, juntas, soam tão alto quanto uma turbina de jato. Kourounis e sua equipe ficaram contentes com o resultado de sua expedição, e acreditam que ela poderá até ajudar a informar potenciais missões espaciais no futuro em busca de sinais de vida fora do nosso sistema solar.
"Nós encontramos algumas bactérias vivendo lá no fundo, que pareciam bastante confortáveis àquelas temperaturas tão altas, e o mais importante é que elas não foram encontradas em nenhuma outra parte do solo no entorno do exterior da cratera," disse. "Fora do nosso sistema solar existem planetas que lembram as condições deste buraco, e saber isso pode nos ajudar a aumentar a quantidade de lugares em que poderemos começar a procurar com confiança  por vida fora do nosso sistema solar."