Astronomia, astrofísica, astrogeologia, astrobiologia, astrogeografia. O macro Universo em geral, deixando de lado os assuntos mundanos. Um olhar para o sublime Universo que existe além da Terra e transcende nossas brevíssimas vidas. Astronomy astrophysics, astrogeology, astrobiology, astrogeography. The macro Universe in general, putting aside mundane subjects. A look at the sublime Universe that exists beyond Earth and transcends our rather brief life spans.
domingo, 24 de agosto de 2014
How good is the job you do?
Sometimes, I see arrogant people, including many graduate of famous universities doing lousy jobs, making terrible mistakes.
Actually, it's not that much common to see people doing a good job, and feeling proud and happy for that. Very often, I have the impression that most workers, people serving at stores, call centers, brokerage houses, and a handful of other kinds of business, just want to get rid of the customer the easiest and fastest way possible. It looks as though all that really matters is making money, work being merely a way to achieve this — when it should be exactly the opposite, id est, money being the consequence of a well-done job.
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sábado, 23 de agosto de 2014
HR 4796A
Não se trata do olho do diabo, mas, sim, de uma imagem em infravermelho do anel de poeira ao redor da estrela próxima HR 4796A, na constelação do Centauro, no sul. Esta foi uma das primeiras fotos produzidas por um instrumento chamado Sphere, instalado no começo deste ano no Telescópio Extra Grande do Observatório Paranal, no Chile.
O Sphere é um caçador de exoplanetas, e esta imagem mostra sua aptidão para reduzir o ofuscamento causado por estrelas de brilho muito intenso, permitindo que qualquer objeto em órbita delas possa ser mais facilmente detectado e estudado.
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Metralhadora subaquática
Um pelotão de marines participa de exercícios de treinamento para praticar tiro subaquático. Eles são equipados com vestes aquáticas no estado da arte e máscaras, pois treinam para uma espécie de combate furtivo - chamada sabotagem subaquática.
Os mergulhadores passam três horas em águas turvas e podem ser vistos apoiados no joelho enquanto atiram com suas submetralhadoras especiais submarinas. Andrey Nekrasov, ex-soldado do exército russo e membro da Sociedade de Voluntários de Assistência às Forças Aéreas, Exército e Frota, em Odessa, Ucrânia, participou dos exercícios.
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No Centro da Nebulosa da Lagoa
O centro da Nebulosa da Lagoa é um torvelinho de espetaculares formações estelares. Visíveis próximas ao centro da imagem há ao menos duas longas nuvens em forma de funil, cada qual com meio ano-luz de extensão, formadas por fortíssimos ventos estelares e luz estelar de intensa energia.
A tremendamente brilhante estrela próxima Herschel 36 ilumina a região. Muralhas de poeira ocultam e avermelham outras estrelas jovens e quentes. Quando a energia dessas estrelas se espalha pela poeira e gás frios, podem ocorrer grandes diferenças de temperatura nas regiões adjacentes, gerando ventos cortantes, que podem ser a causa dos funis.
Esta foto, espalhando-se por cerca de 5 anos-luz, combina imagens obtidas pelo Telescópio Espacial Orbital Hubble. A Nebulosa da Lagoa, também chamada M8, está situada a cerca de 5.000 anos-luz da Terra, na direção da constelação do Sagitário.
Tradução de Luiz Leitão
The center of the Lagoon Nebula is a whirlwind of spectacular star formation. Visible near the image center, at least two long funnel-shaped clouds, each roughly half a light-year long, have been formed by extreme stellar winds and intense energetic starlight.
The tremendously bright nearby star, Herschel 36, lights the area. Walls of dust hide and redden other hot young stars. As energy from these stars pours into the cool dust and gas, large temperature differences in adjoining regions can be created generating shearing winds which may cause the funnels.
This picture, spanning about 5 light years, combines images taken by the orbiting Hubble Space Telescope. The Lagoon Nebula, also known as M8, lies about 5,000 light years distant toward the constellation of Sagittarius.
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sexta-feira, 22 de agosto de 2014
Estranha amizade
Agarrando-se com seus dedos grudentos, um sapo arbóreo verde descansa corajosamente sobre sua improvável amiga — uma grande píton arbórea.
Enrolada nos galhos de uma pequena árvore, a cobra parece relativamente alheia ao destemido passageiro montado em seu corpo. Criada em cativeiro, a dupla não dá sinais de agressão ou medo, muito à vontade em seus encontros no alto de galhos frondosos, em um zoológico de Jacarta, Indonésia.
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ANIMAIS
O pior governo
Antonio
Risério
Deixando Collor de parte, já que ele não
concluiu o mandato, podemos fazer a seguinte observação. A eleição de Tancredo
marcou o início do processo de construção de um novo Brasil. De lá para cá, os
governos que se sucederam entregaram, ao governo seguinte, um país melhor do
que o que tinham recebido. O grau de contribuição de cada um, na produção de
avanços na vida nacional, é variável. Mas sempre, na passagem do bastão, restou
algum saldo positivo. A triste e solitária exceção, nessa paisagem, é o governo
de Dilma Rousseff, quase sempre sinônimo de fracasso ou retrocesso.
Vejamos. Quando Sarney passou a bola, o
Brasil tinha avançado no caminho da democracia. O Mercosul, em parceria com a
Argentina de Alfonsín, tinha começado a se configurar. E, na dimensão
legislativa, ocorreu um grande avanço histórico, no terreno dos direitos
sociais, com a Constituição de 1988. Com a queda de Collor, Itamar, algo
desacreditado, assumiu em meio à crise. Mas seu governo significou mais um
passo firme no rumo da consolidação democrática. E, sobretudo, deu início ao
processo de estabilização econômica.
Fernando Henrique nos conduziu à
conquista plena da estabilidade econômica, fazendo o que parecia impossível:
nocautear a inflação. O Plano Real se afirmou vitoriosamente. Além disso, FHC
fez a agenda social avançar. Houve redução da pobreza, em consequência do
próprio fim da inflação. Já perto do final de seu segundo mandato, a
desigualdade de renda começou a cair, graças principalmente ao programa Bolsa
Escola (que o PT tratava pejorativamente de “bolsa esmola”, embora fosse
recriá-lo no Bolsa Família). E o Brasil assumiu novo protagonismo no sistema
das relações internacionais.
Em seguida, veio Lula – e os avanços
prosseguiram firmes. Lula alargou em extensão inédita as políticas sociais,
ampliando como nunca o raio da inclusão e a dimensão do mercado interno,
retirando milhões de brasileiros da pobreza, promovendo ascensão social. De
Fernando Henrique, ele não só manteve o tripé macroeconômico, agora sob a
regência do ministro Palocci, como aumentou o peso e estendeu o alcance das
ações internacionais do país.
E Dilma? Bem, ela quebra toda essa
cadeia de avanços, conquistas e realizações significativas. Seu governo meteu
os pés pelas mãos na economia. Estamos hoje numa situação crítica, combinando a
volta da inflação com um crescimento minúsculo, a caminho da recessão. A agenda
ambiental só conheceu retrocessos, a política externa é atrasada e confusa, a
Petrobrás entrou em parafuso, a reforma urbana foi abandonada, o salário mínimo
murcha e assistimos à degradação total dos serviços públicos.
Assim, pela primeira vez na história
brasileira pós-ditadura militar, um governo vai entregar, ao seu sucessor, um
país muito pior do que aquele que recebeu. Pela primeira vez, nesse período
histórico, será correto falar, com absoluta propriedade e absoluta justeza, de
“herança maldita”. É o retrato acabado do pior governo que tivemos depois da
reconquista da democracia.
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O Cometa Jacques,Coração e Alma
Em 13 de julho, um bom lugar para observar o Cometa Jacques era Vênus. Na ocasião, o recém-descoberto visitante (C/2014 E2) do sistema solar interno passou dentro de cerca de 14,5 milhões de quilômetros do nosso planeta irmão.
Ainda assim, o cometa que está se distanciando irá passar à distância de apenas 84 milhões de quilômetros de nosso agradável planeta, em 28 de agosto, e já é um bom alvo para telescópios e binóculos. Dois dias atrás, a coma esverdeada de Jacques e sua longa e estreita cauda de íons foram captadas nesta foto telescópica, em uma só exposição de 2 minutos de duração, com uma câmera digital modificada.
O cometa é ladeado por IC 1805 e IC 1848, também conhecidas como as nebulosas do Coração e Alma de Cassiopeia. Se você estiver no planeta Terra neste fim de semana, poderá procurar o Cometa Jacques no céu noturno, ou ver um triângulo formado por Vênus, Júpiter, e a Lua crescente antes do alvorecer.
Tradução de Luiz Leitão
On July 13th, a good place to watch Comet Jacques was from Venus. Then, the recently discovered visitor (C/2014 E2) to the inner solar system passed within about 14.5 million kilometers of our sister planet.
Still, the outbound comet will pass only 84 million kilometers from our fair planet on August 28 and is already a fine target for telescopes and binoculars. Two days ago, Jacques' greenish coma and straight and narrow ion tail were captured in this telescopic snapshot, a single 2 minute long exposure with a modified digital camera.
The comet is flanked by IC 1805 and IC 1848, also known as Cassiopeia's Heart and Soul Nebulae. If you're stuck on planet Earth this weekend you can hunt for Comet Jacques in evening skies, or spot a Venus, Jupiter, crescent Moon triangle before the dawn.
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O bebê vombate
Um bebê vombate se recuperou completamente após ter sido encontrado na bolsa de sua mãe, que estava morta. Depois de notar o animal à margem da estrada, um esperto passante resolveu verificar se a pobre criatura carregava alguma cria.
Por incrível que pareça, apesar de sua mãe ter sido atropelada por um carro, o jovem animal foi encontrado tremendo dentro de sua bolsa corporal, e ainda tentando mamar. Após um telefonema urgente feito por um passante, o cuidador de animais voluntário Kim Hunter, 48, foi ao local resgatar o bebê vombate, levando-o para casa.
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quinta-feira, 21 de agosto de 2014
Gum 15
Esta imagem de campo amplo capta a espetacular paisagem celestial ao redor de uma nuvem de poeira e gás incandescentes chamada Gum 15 (centro).
O aglomerado estelar NGC 2671 é visível embaixo, à esquerda, e no canto inferior direito há filamentos do Remanescente da Supernova Vela – os restos de uma estrela que explodiu.
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Robô garçom
Este robô garçom leva uma bandeja para os fregueses de um restaurante em Kunshan, China. E não pede gorjeta...
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O acidentado terreno do Cometa Churyumov-Gerasimenko
Onde deverá pousar a sonda Philae? Enquantpo a espaçonave robótica Rosetta vai descrevendo cículos em direção ao Cometa 67P/ Churyumov-Gerasimenko, será preciso decidir onde a sonda deverá tentar pousar.
Ao alcançar o cometa, no começo deste mês, Rosetta vem enviando fotos do incomum núcleo do cometa, no qual será preciso escolher um local liso para o pouso. Na foto acima, próximo ao topo da imagem, a cabeça do núcleo do cometa mostra sulcos acidentados, enquanto nas proximidades da parte inferior da imagem o corpo exibe retalhos de áreas às vezes separadas por colinas irregulares.
Algumas das áreas dos retalhos que aparecem tanto na cabeça como no corpo parecem conter trechos de terreno relativamente liso. No entanto na área de ligação chamada o pescoço, visível através do centro da imagem, aparece uma faixa relativamente grande de terreno de cor clara, pontuada aqui e ali por grandes rochedos.
A Rosetta está programada para lançar Philae em direção ao núcleo escuro do cometa, do tamanho de uma montanha, com data de pouso esperada para novembro.
Tradução de Luiz Leitão
Where should Philae land? As ESA's robotic spacecraft Rosetta circles toward Comet 67P/ Churyumov-Gerasimenko, a decision must eventually be made as to where its mechanical lander should attempt to touch-down.
Reaching the comet earlier this month, Rosetta is sending back detailed pictures of the comet's unusual nucleus from which a smooth landing site will be selected. Pictured above, near the image top, the head of the comet's nucleus shows rugged grooves, while near the image bottom, the body shows a patch-work of areas sometimes separated by jagged hills.
Some of the patch-work areas apparent on both the head and body seem to have fields of relatively smooth terrain. In the connecting area called the neck, however, visible across the image center, a relatively large swath of light-colored smooth terrain appears, punctuated occasionally by large boulders. Rosetta is scheduled to release Philae toward the dark mountain-sized comet nucleus with an anticipated landing date in November.
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Dasht-e Kevir
O Dasht-e Kevir, ou Grande Deserto de Sal, acima, é o maior deserto do Irã. É basicamente terreno vazio e desabitado, composto de lama e pântanos de sal cobertos de crostas de sal que protegem a escassa umidade, impedindo que se evapore por completo.
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quarta-feira, 20 de agosto de 2014
As brancas elites
Eu sou da elite branca. Infelizmente, nasci com olho azul, herança de sangue alemão temperando meu lado sírio-libanês, o que talvez me faça ser da 'elite árabe' ou suspeitosamente palestino e portanto antissemita e "jihadista"?
Ou serei nazista? De parte de mãe, meu sobrenome é Hess. Serei parente do Rudolph Hess - um dos carrascos do Terceiro Reich? Quer dizer: será que eu sou um daqueles que "estimulam setores reacionários a maldizer os pobres e sua presença nos aeroportos, nos shoppings e nos restaurantes", como afirmam petistas graduados? Será que eu desejo mesmo que os pobres morram de fome, como disse Dilma, porque "a elite branca não suporta ver mulheres e crianças melhorando de vida?".
Por que sou tão malvado? Preciso fazer um exame de consciência. Mas, antes, vamos continuar a analisar esse termo vago: elite branca. Evoca doenças antigas, como "flores brancas, peste branca".
Um comunista clássico diria "classe dominante", mas Lula é um simplificador de categorias.
Lula inventou o termo, obedientemente repetido por Gilberto Carvalho. Este termo é propositadamente impreciso, de modo que sirva de carapuça para todos os opositores. Lula sabe fazer bem um sarapatel de conceitos "marxistas" para o povão entender. Discorda? Elite branca.
E elite? Essa palavra sempre foi muito usada por Lula, para engrandecer sua ignorância pessoal, para desovar sua inveja de gente que teve a sorte de estudar (Ex: FHC, sua obsessão).
E "branca"? Há um claro racismo nisso aí. Brancos não são classe, são raça. Será que existe uma elite afrodescendente? Ou uma elite caucasiana? Não haverá cotas raciais para as elites? Afinal, e as elites pardas, onde ficam? E a elite amarela, elite índia? Não há elite preta, claro, pois Lula decretou que os pretos são pobres e bons. Branco é ruim? E os brancos que ajudam o PT como aliados? Sarney, Renan serão da elite branca e, portanto, malvados? Não; para Lula, eles são agentes duplos da elite branca e usados pelo PT para combatê-la. E são puros e bons os que roubaram e foram presos pelo Joaquim do STF? Claro; bons 'revolucionários' injustiçados. Ele, obviamente, deve ser chefe de alguma elite negra secreta e pode ser 'merecidamente' ameaçado de morte. Como seria essa malévola elite negra?
Digamos que o termo 'elite branca' tivesse sido usado pelo ministro Joaquim; ele seria trucidado por racismo, sem dúvida. E se o Gilbertinho ou o Lula fossem pretos, eles usariam o termo? Não. Seria inconveniente politicamente. É muito melhor que eles sejam brancos e assim possam atacar brancos porque, apesar de o serem, estão do lado dos negros que 'sofrem no País todo'. Ou seja, são brancos, mas são bons, são brancos que não temem condenar os maus brancos. Por exemplo, "não havia pretos pobres nas arenas porque a terrível elite branca é que concordou com os preços da Fifa". Ou foi o Lula, que topou tudo desde 2008?
Lula é um mestre em inventar termos úteis para desfigurar a verdade. Ele não tem o menor pudor disso, porque sabe que os pobres não sabem nada e engolem tudo que ele diz. "Pobre pensa que dossiê é doce de batata!" - ele falou com desdém no escândalo do dossiê dos aloprados, lembram? Havia negros entre os aloprados? Não, mas eles não eram brancos da elite - talvez fossem aloprados (militantes esforçados, mas, trapalhões... coitados) da "ralé branca".
Outro dia, o Lula bradou: "A elite brasileira está conseguindo fazer o que nunca conseguimos: despertar o ódio de classes". Este 'ato falho' de Lula é sensacional. Tradução: sempre quisemos despertar o ódio de classes, mas nunca conseguimos. Mas eis que vem a elite branca e consegue!
Ou seja, a elite branca é 'capitalista-leninista', quer a luta de classes contra o pobre PT, com seus militantes desvalidos, proletários oprimidos. Lula, que culpou os "brancos de olhos azuis" pela crise econômica mundial, só pensa em dividir os brasileiros entre "nós" e "eles". É uma paranoia programada: a técnica de vitimização que funciona bem para ditadores que se dizem sempre 'defensores do povo' - suas vítimas.
Todo mundo é responsável pelos anos de governo do PT, menos o PT.
Fascina-me a caradura com que condenam o passado, se eles são o passado. Estão aí há 12 anos e só conseguiram o caos. Mas a culpa não é deles, claro. Nunca. Através de mentiras 'revolucionárias' vão aos poucos 'fulanizando' os escândalos, como, por exemplo, na Petrobrás. Segundo Gabrielli e seus colegas, "houve erros passageiros, como Pasadena, Abreu e Lima, que ficaram um pouco caras..." (só US$ 20 bilhões)... Graças a CPIs fajutas, ninguém jamais saberá como era o esquema entre os políticos de apoio e a Petrobrás.
E os milhões desviados desde o mensalão, que foram um troco, comparados com os bilhões ainda lá fora, tirados dos fundos de pensão 'revolucionários'? E a inflação? Quando haverá correção monetária para o Bolsa Família?
Mas, o perigo máximo é o programa ideológico que traçaram para o País. Não querem governar. Querem mudar o Estado. Se conseguirem, seremos jogados num bolivarianismo abrasileirado, que acabará desmanchando nossas instituições já abaladas. Isso é o óbvio, mas tem de ser repetido! Pena que o povo não entenda porra nenhuma.
Se não, vejamos:
Em 1985, o PT foi contra a eleição de Tancredo Neves e expulsou deputados que votaram nele. Em 1988, votou contra a Constituição. Em 1994, votou contra o Plano Real, dizendo que era eleitoreiro. Em 1996, votou contra a reeleição, que hoje defende. Depois, em 1998, foi contra a privatização da telefonia, hoje com 200 milhões de linhas. Depois, foi contra a adoção de metas para a inflação. Em 2000, luta ferozmente contra a Lei de Responsabilidade Fiscal, que obriga os governantes a gastarem apenas o que arrecadam. O Proer, que nos salvou, impedindo a quebradeira dos bancos em 2008, foi demonizado. Quando FHC criou o Bolsa Escola, o Vale Alimentação e o Vale Gás, o PT foi contra, dizendo que eram esmolas eleitoreiras.
Ou seja, o PT se acha uma elite vermelha, mas não passa de uma reles elite branca.
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Galaxias de lentes gravitacionais
Utilizando o Telescópio Espacial Hubble, astrônomos descobriram acidentalmente a mais distante galáxia, que atua como uma lente de aumento cósmica. Vista aqui como era há 9,6 bilhões de anos, este gigantesca galáxia elíptica bate o recorde anterior por uma diferença de 200 milhões de anos.
Essas galáxias de "lente" são tão grandes que sua força gravitacional entorta, amplia e distorce a luz de objetos atrás dela, um fenômeno chamado "lentes gravitacionais". Encontrar uma dessas em uma região tão pequena do céu é tão raro que normalmente seria preciso pesquisar uma região centenas de vezes maior para achar apenas uma.
O objeto atrás da lente cósmica é uma minúscula galáxia espiral passando por rápido surto de formação estelar. Sua luz levou 10,7 bilhões de anos para chegar até nós, e ver este alinhamento fortuito a uma distância tão grande da Terra é algo raro. A localização de mais dessas distantes galáxias de lente permitirá compreender como jovens galáxias do universo primordial se transformaram nas grandes galáxias de hoje, dominadas por matéria escura. A matéria escura não pode ser vista, mas corresponde à maior parte da matéria existente no universo.
"Quando se observa o universo primordial mais de 9 bilhões de anos atrás, não se espera encontrar este tipo de galáxias de lente," explicou a pesquisadora principal Kim-Vy Tran, Universidade Texas A&M, em College Station. "É muito difícil ver um alinhamento entre duas galáxias no universo primordial. Imagine-se segurando uma lente de aumento próxima a você e, depois, afastando-a bastante. Ao olhar através da lente mantida à distância de um braço estendido, as chances de se ver uma objeto ampliado são grandes. Mas se você mover a lente pela sala, suas chances de ver a lente perfeitamente alinhada a outro objeto distante dela diminuem."
Os membros da equipe Kenneth Wong e Sherry Suyu, do Instituto de Astronomia e Astrofísica Academia Sinica (ASIAA), em Taipei, Taiwan, utilizaram o efeito de lente gravitacional do alinhamento fortuito para calcular a massa total da galáxia gigante, inclusive a quantidade de matéria escura, medindo a intensidade de seus efeitos de lente sobre a luz da galáxia de fundo. A gigantesca galáxia de fundo pesa 180 bilhões de vezes mais do que o Sol, sendo uma galáxia de grande massa para sua época. É também um dos mais brilhantes integrantes de um distante aglomerado galáctico chamado IRC 0218.
"Existem centenas de galáxias de lente que conhecemos, mas quase todas elas estão relativamente próximas, em termos cósmicos," disse Wong, primeiro autor do artigo científico da equipe. "Achar uma lente tão distante quanto essa é uma descoberta muito especial porque podemos entender o conteúdo de matéria escura de galáxias do passado distante. Comparando nossa análise desta galáxia de lente com outras de lente mais próximas, podemos começar a entender como aquele conteúdo de matéria escura de desenvolveu com o tempo."
A equipe acredita que a galáxia de lente tenha continuado a crescer durantes os 9 bilhões de anos passados, ganhando estrelas e matéria escura ao canibalizar galáxias vizinhas. Tran explicou que estudos recentes indicam que essas galáxias de grande massa adquirem mais matéria escura do que estrelas, enquanto continuam a crescer. Os astrônomos acreditavam que a matéria escura e a normal se acumulassem igualmente na galáxia ao longo do tempo, mas sabem agora que a relação entre matéria escura e normal muda com o tempo. A distante galáxia de lente recém-descoberta irá acabar ganhando mais massa, tornando-se maior do que a Via Láctea, e terá mais matéria escura, também.
Tran e equipe estudaram a formação de estyrelas em dois distantes aglomerados galácticos, inclusive IRC 0218, quando deram de cara com a lente gravitacional. Ao analisar dados spectrográficos do Observatório W.M. Keck, no Havaí, Tran identificou uma forte deteção de gás hidrogênio quente que parecia surgir de uma galáxia elíptica gigante. A detecção foi uma surpresa porque o gás hidrogênio quente é um claro indício de nascimento estelar. Observações anteriores mostraram que a gigante elíptica, localizada no aglomerado galáctico IRC 0218, era uma velha e calma galáxia que cessara de produzir estrelas havia muito tempo. Outra descoberta desconcertante foi a de que as estrelas jovens estavam a uma distância muito maior do que a da galáxia elíptica. Tran ficou muito surpresa e aborrecida, e pensou que sua equipe havia cometido um grande erro em suas observações.
A astrônoma logo percebeu que não havia cometido nenhum erro quando viu as imagens do Hubble obidas em comprimentos de onda azuis, que revelaram o brilho de jovens estrelas. As imagens, registradas com a Câmera Avançada de Pesquisas e a Câmera Grande Angular 3 do Hubble, revelaram um objeto azul.com formato de sobrancelha, próximo a um ponto azul disforme ao redor da grande elíptica. Tran reconheceu as características incomuns como as imagens distorcidas e ampliadas de uma galáxia mais distante atrás da galáxia elíptica, a marca de uma lente gravitacional.
Para confirmar sua hipótese de lentes gravitacionais, a equipe de Tran analisou dados de arquivo do Hubble de dois programas de observações, a pesquisa 3D-HST, uma pesquisa espectroscópica em frequência de luz próxima ao infravermelho, feita com a Câmera Grande Angular 3, e a pesquisa Cosmic Assembly Near-infrared Deep Extragalactic Legacy, um grande programa de espaço profundo do Hubble. Os dados revelaram outra marca de gás quente relacionada à galáxia mais distante.
A galáxia distante é muito pequena, e está longe demais para que o Hubble possa examinar sua estrutura. Então, os membros da equipe analisaram a distribuição de luz no objeto para deduzir sua forma espiral. Além disso, galáxias espirais eram mais numerosas durante esses tempos primordiais. As imagens do Hubble também revelaram ao menos uma região compacta brilhante próxima ao centro. A equipe suspeita que a região brilhante seja resultado de uma breve formação estelar, sendo mais provavelmente composta de gás hidrogênio quente aquecido por grandes estrelas jovens. Enquanto Tran continua seu estudo sobre formação de estrelas em aglomerados galácticos, irá procurar mais marcas de lentes gravitacionais.
Tradução de Luiz Leitão
Astronomers using NASA's Hubble Space Telescope have unexpectedly discovered the most distant galaxy that acts as a cosmic magnifying glass. Seen here as it looked 9.6 billion years ago, this monster elliptical galaxy breaks the previous record-holder by 200 million years.
These "lensing" galaxies are so massive that their gravity bends, magnifies, and distorts light from objects behind it, a phenomenon called gravitational lensing. Finding one in such a small area of the sky is so rare that you would normally have to survey a region hundreds of times larger to find just one.
The object behind the cosmic lens is a tiny spiral galaxy undergoing a rapid burst of star formation. Its light has taken 10.7 billion years to arrive here and seeing this chance alignment at such a great distance from Earth is a rare find. Locating more of these distant lensing galaxies will offer insight into how young galaxies in the early universe build themselves up into the massive dark-matter-dominated galaxies of today. Dark matter cannot be seen, but it accounts for the bulk of the universe's matter.
"When you look more than 9 billion years ago in the early universe, you don't expect to find this type of galaxy lensing at all," explained lead researcher Kim-Vy Tran of Texas A&M University in College Station. "It's very difficult to see an alignment between two galaxies in the early universe. Imagine holding a magnifying glass close to you and then moving it much farther away. When you look through a magnifying glass held at arm's length, the chances that you will see an enlarged object are high. But if you move the magnifying glass across the room, your chances of seeing the magnifying glass nearly perfectly aligned with another object beyond it diminishes."
Team members Kenneth Wong and Sherry Suyu of Academia Sinica Institute of Astronomy & Astrophysics (ASIAA) in Taipei, Taiwan, used the gravitational lensing from the chance alignment to measure the giant galaxy's total mass, including the amount of dark matter, by gauging the intensity of its lensing effects on the background galaxy's light. The giant foreground galaxy weighs 180 billion times more than our sun and is a massive galaxy for its time. It is also one of the brightest members of a distant cluster of galaxies, called IRC 0218.
"There are hundreds of lens galaxies that we know about, but almost all of them are relatively nearby, in cosmic terms," said Wong, first author on the team's science paper. "To find a lens as far away as this one is a very special discovery because we can learn about the dark-matter content of galaxies in the distant past. By comparing our analysis of this lens galaxy to the more nearby lenses, we can start to understand how that dark-matter content has evolved over time."
The team suspects the lensing galaxy continued to grow over the past 9 billion years, gaining stars and dark matter by cannibalizing neighboring galaxies. Tran explained that recent studies suggest these massive galaxies gain more dark matter than stars as they continue to grow. Astronomers had assumed dark matter and normal matter build up equally in a galaxy over time, but now know the ratio of dark matter to normal matter changes with time. The newly discovered distant lensing galaxy will eventually become much more massive than the Milky Way and will have more dark matter, too.
Tran and her team were studying star formation in two distant galaxy clusters, including IRC 0218, when they stumbled upon the gravitational lens. While analyzing spectrographic data from the W.M. Keck Observatory in Hawaii, Tran spotted a strong detection of hot hydrogen gas that appeared to arise from a giant elliptical galaxy. The detection was surprising because hot hydrogen gas is a clear signature of star birth. Previous observations showed that the giant elliptical, residing in the galaxy cluster IRC 0218, was an old, sedate galaxy that had stopped making stars a long time ago. Another puzzling discovery was that the young stars were at a much farther distance than the elliptical galaxy. Tran was very surprised, worried and thought her team made a major mistake with their observations.
The astronomer soon realized she hadn't made a mistake when she looked at the Hubble images taken in blue wavelengths, which revealed the glow of fledgling stars. The images, taken by Hubble's Advanced Camera for Surveys and the Wide Field Camera 3, revealed a blue, eyebrow-shaped object next to a smeared blue dot around the massive elliptical. Tran recognized the unusual features as the distorted, magnified images of a more distant galaxy behind the elliptical galaxy, the signature of a gravitational lens.
To confirm her gravitational-lens hypothesis, Tran's team analyzed Hubble archival data from two observing programs, the 3D-HST survey, a near-infrared spectroscopic survey taken with the Wide Field Camera 3, and the Cosmic Assembly Near-infrared Deep Extragalactic Legacy Survey, a large Hubble deep-sky program. The data turned up another fingerprint of hot gas connected to the more distant galaxy.
The distant galaxy is too small and far away for Hubble to determine its structure. So, team members analyzed the distribution of light in the object to infer its spiral shape. In addition, spiral galaxies are more plentiful during those early times. The Hubble images also revealed at least one bright compact region near the center. The team suspects the bright region is due to a flurry of star formation and is most likely composed of hot hydrogen gas heated by massive young stars. As Tran continues her star-formation study in galaxy clusters, she will be hunting for more signatures of gravitational lensing.
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terça-feira, 19 de agosto de 2014
Serpentes Giratórias
Serpentes giratórias – as serpentes circulares parecem girar espontaneamente em nossa visão períferica, em consequência da ilusão de deriva periférica. Note como o movimento cessa ao olhar diretamente para um conjunto de círculos concêntricos. A ilusão é causada, provavelmente, pelo piscar e por movimentos rápidos inconscientes dos olhos. Por Akiyoshi Kitaoka.
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O lemur voador Sunda
Um lemur voador Sunda (Galeopterus variegatus) pedurado em um galho de árvore, que segura com seus braços e pernas, enquanto descansa usando seu corpo como uma rede. Ele descansa repousando sua cabeça sobre a extremidade traseira de suas costas.
A criatura, parecida com um morcego, porém mais bonitinha, fotografada em Sekura, na Indonésia, dormiu durante 15 minutos antes de acordar para se movimentar pelo galho.
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Testes de propulsão elétrica
Em 19 de agosto Dia Nacional da Aviação, há muita gente pensando sobre quão longe a aviação chegou no último século. Será este o futuro – um avião com vários motores elétricos, capaz de pairar como um helicóptero e voar como um avião, podendo revolucionar as viagens aéreas?
Engenheiros do Centro Langley de Pesquisas em Hampton, Virgínia, estão estudando o conceito com modelos como o sistema áereo não tripulado GL-10 Greased Lightning. O GL-10, com uma envergadura de asas de 10 pés, recentemente voou com sucesso enquanto preso. Testes de voo livre estão planejados para o final de 2014.
Esta pesquisa ajudou a Diretoria de Missões de Pesquisas Aeronáuticas da NASA e iniciar esforços para melhor compreender o potencial da propulsão elétrica em todos os tipos, tamanhos e missões para a aviação.
Tradução de Luiz Leitão
On Aug. 19, National Aviation Day, a lot of people are reflecting on how far aviation has come in the last century. Could this be the future – a plane with many electric motors that can hover like a helicopter and fly like a plane, and that could revolutionize air travel?
Engineers at NASA's Langley Research Center in Hampton, Va., are studying the concept with models such as the unmanned aerial system GL-10 Greased Lightning. The GL-10, which has a 10-foot wingspan, recently flew successfully while tethered. Free-flight tests are planned in the fall of 2014.
This research has helped lead to NASA Aeronautics Research Mission Directorate efforts to better understand the potential of electric propulsion across all types, sizes and missions for aviation.
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Anéis ao redor da Nebulosa do Anel
Esta é uma visão familiar para apreciadores de astronomia ainda que munidos de telescópios pequenos. Entretanto há muito mais na Nebulosa do Anel (M57) do que pode-se ver através de pequenos telescópios.
O anel central, facilmente visível, tem cerca de um ano-luz de diâmetro, mas esta notável exposição fotográfica profunda — um esforço de cooperação com a combinação de dados de três diferentes grandes telescópios — explora os filamentos de gás incandescente em forma de laço que se estendem para muito além estrela central da nebulosa.
Esta impressionante imagem composta inclui imagens de hidrogênio em banda estreita, emissões em frequência de onda de luz visível e infravermelha. É claro que neste já bastante estudado exemplo de nebulosa planetária o material incandescente não se origina de planetas. Em vez disso, o manto gasoso representa as camadas externas expelidas de uma estrela em colapso, semelhante ao Sol. A Nebulosa do Anel está distante cerca de 2.000 anos-luz, na direção da constelação da Lira.
Tradução de Luiz Leitão
It is a familiar sight to sky enthusiasts with even a small telescope. There is much more to the Ring Nebula (M57), however, than can be seen through a small telescope.
The easily visible central ring is about one light-year across, but this remarkably deep exposure - a collaborative effort combining data from three different large telescopes - explores the looping filaments of glowing gas extending much farther from the nebula's central star.
This remarkable composite image includes narrowband hydrogen image, visible light emission, and infrared light emission. Of course, in this well-studied example of a planetary nebula, the glowing material does not come from planets. Instead, the gaseous shroud represents outer layers expelled from a dying, sun-like star. The Ring Nebula is about 2,000 light-years away toward the musical constellation Lyra.
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segunda-feira, 18 de agosto de 2014
The Red Arrows
A equipe aerobática da Real Força Aérea Britânica, The Red Arrows, se exibe durante o show aéreo 'Airbourne' (um trocadilho com "Eastbourne" e "Airborne" (que significa aerotransportado), em Sussex.
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Markarian 335
As regiões no entorno de buracos negros supermassivos brilham intensamente em raios X. Parte dessa radiação se origina em um disco ao seu redor, e a maior parcela vem da corona, que aparece aqui nesta concepção artística como a luz branca na base de um jato. Esta é uma entre algumas formas possíveis previstas para as coronas.
O Conjunto de Telescópios Espectroscópicos Nucleares (NuSTAR) da NASA captou um extremo e raro evento nas regiões imediatamente ao redor de um buraco negro supermassivo. Uma fonte compacta de raios X situada próxima ao centro do buraco negro, chamada corona, moveu-se para mais perto dele em um período de apenas alguns dias.
"Recentemente, a corona ruiu para dentro do buraco negro e, com isso, a intensa gravidade do buraco negro atraiu toda a luz para o disco em seu entorno, onde a matéria gira em direção ao centro," disse Michael Parker, do Instituto de Astronomia em Cambridge, Reino Unido, principal autor de um novo artigo sobre as descobertas, publicado nas Monthly Notices da Royal Astronomical Society.
Quando a corona se aproximou do buraco negro, a gravidade do objeto exerceu uma atração mais forte sobre os raios X emitidos por ele. O resultado foi um forte embaçamento e alongamento da luz de raios X. Tais eventos já haviam sido observados anteriormente, porém nunca neste grau, nem com esse nível de detalhes.
Acredita-se que hajam buracos negros supermassivos no centro de todas as galáxias. Alguns são maiores e giram mais rápido do que outros. O buraco negro deste novo estudo, denominado Markarian 335, or Mrk 335, está localizado a cerca de 324 milhões de anos-luz da Terra, na direção da constelação de Pégaso. É um dos sistemas mais extremos que já tiveram a massa e velocidade de rotação medidas. O buraco negro comprime cerca de 10 milhões de vezes a massa do Sol em uma região com apenas 30 vezes o diâmetro deste, e gira tão rápido que o espaço e o tempo são arrastados ao redor dele.
Embora alguma luz caia em buracos negros supermassivos para jamais ser vista novamente, outros tipos de luz de alta energia emanam tanto da corona como do disco de acreção de material superaquecido circundante. Embora os astrônomos não tenham certeza sobre a forma e temperatura das coronas, eles sabem que elas contêm certas partículas que se movem quase à velocidade da luz.
O satélite Swift da NASA monitorou Mrk 335 durante anos, e notou recentemente uma grande mudança na intensidade de seu brilho em raios X. Naquilo que é chamado uma observação ao acaso, não planejada, o NuSTAR foi redirecionado para observar raios X de alta energia vindos desta fonte na faixa de 3 a 79 quiloeletronvolts. Esta faixa de energia em especial proporciona aos astrônomos uma visão detalhada do que está acontecendo nas proximidades do horizonte de eventos, a região ao redor dos buracos negros na qual a luz não consegue mais escapar da atração gravitacional.
Observações de acompanhamento indicam que a corona ainda está nesta configuração próxima, meses depois de ter-se movido. Os pesquisadores não sabem se ou quando a corona voltará à posição original. Além do mais, as observações do NuSTAR revelam que a atração da gravidade do buraco negro puxou a luz da corona para a porção interna do seu disco superaquecido, iluminando-o melhor. Quase como se alguém tivesse apontado uma lanterna para os astrônomos, a corona, ao mudar de lugar, iluminou exatamente a região que eles queriam estudar.
Os novos dados acabaram ajudando a descobrir mais coisas sobre a misteriosa natureza das coronas dos buracos negros. Além disso, as observações proporcionaram uma melhor medição da enorme velocidade relativísitica do giro de Mrk 335. Velocidades relativísticas são aquleas próximas à velocidade da luz, conforme descrito pela teoria da relatividade de Albert Einstein.
"Ainda não entendemos exatamente como a corona é gerada, ou por que ela muda de forma, mas a vemos iluminando a matéria ao redor do buraco negro, permitindo-nos estudar as regiões tão profundamente que os efeitos da teoria greal da relatividade de Einstein se tornam claramente perceptíveis," disse a investigadora principal do NuSTAR, Fiona Harrison, do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), em Pasadena. A inédita capacidade do "NuSTAR de observar este evento e outros similares nos permite estudar os mais extremos efeitos de distorção da luz descritos na relatividade geral."
Tradução de Luiz Leitão
Tradução de Luiz Leitão
The regions around supermassive black holes shine brightly in X-rays. Some of this radiation comes from a surrounding disk, and most comes from the corona, pictured here in this artist's concept as the white light at the base of a jet. This is one of a few possible shapes predicted for coronas.
NASA's Nuclear Spectroscopic Telescope Array (NuSTAR) has captured an extreme and rare event in the regions immediately surrounding a supermassive black hole. A compact source of X-rays that sits near the black hole, called the corona, has moved closer to the black hole over a period of just days.
"The corona recently collapsed in toward the black hole, with the result that the black hole's intense gravity pulled all the light down onto its surrounding disk, where material is spiraling inward," said Michael Parker of the Institute of Astronomy in Cambridge, United Kingdom, lead author of a new paper on the findings appearing in the Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.
As the corona shifted closer to the black hole, the gravity of the black hole exerted a stronger tug on the X-rays emitted by it. The result was an extreme blurring and stretching of the X-ray light. Such events had been observed previously, but never to this degree and in such detail.
Supermassive black holes are thought to reside in the centers of all galaxies. Some are more massive and rotate faster than others. The black hole in this new study, referred to as Markarian 335, or Mrk 335, is about 324 million light-years from Earth in the direction of the Pegasus constellation. It is one of the most extreme of the systems for which the mass and spin rate have ever been measured. The black hole squeezes about 10 million times the mass of our sun into a region only 30 times the diameter of the sun, and it spins so rapidly that space and time are dragged around with it.
Even though some light falls into a supermassive black hole never to be seen again, other high-energy light emanates from both the corona and the surrounding accretion disk of superheated material. Though astronomers are uncertain of the shape and temperature of coronas, they know that they contain particles that move close to the speed of light.
NASA's Swift satellite has monitored Mrk 335 for years, and recently noted a dramatic change in its X-ray brightness. In what is called a target-of-opportunity observation, NuSTAR was redirected to take a look at high-energy X-rays from this source in the range of 3 to 79 kiloelectron volts. This particular energy range offers astronomers a detailed look at what is happening near the event horizon, the region around a black hole from which light can no longer escape gravity's grasp.
Follow-up observations indicate that the corona still is in this close configuration, months after it moved. Researchers don't know whether and when the corona will shift back. What is more, the NuSTAR observations reveal that the grip of the black hole's gravity pulled the corona's light onto the inner portion of its superheated disk, better illuminating it. Almost as if somebody had shone a flashlight for the astronomers, the shifting corona lit up the precise region they wanted to study.
The new data could ultimately help determine more about the mysterious nature of black hole coronas. In addition, the observations have provided better measurements of Mrk 335's furious relativistic spin rate. Relativistic speeds are those approaching the speed of light, as described by Albert Einstein's theory of relativity.
"We still don't understand exactly how the corona is produced or why it changes its shape, but we see it lighting up material around the black hole, enabling us to study the regions so close in that effects described by Einstein's theory of general relativity become prominent," said NuSTAR Principal Investigator Fiona Harrison of the California Institute of Technology (Caltech) in Pasadena. "NuSTAR's unprecedented capability for observing this and similar events allows us to study the most extreme light-bending effects of general relativity."
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