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segunda-feira, 21 de julho de 2014

A espaçonave Rosetta mostra o cometa duplo


Por que o núcleo deste  cometa tem dois componentes? A surpreendtente descoberta de que o Cometa 67P/Churyumov–Gerasimenko tem um núcleo duplo surgiu no final da semana passada, quando a espaçonave robótica interplanetária Rosetta da ESA continuou sua aproximação em direção ao núcleo do antigo cometa

Entre as ideias especulativas sobre a criação do núcleo duplo incluem-se, atualmente, a de que o Cometa Churyumov–Gerasimenko seria, na verdade, o resultado da fusão de dois cometas, a de que o cometa seria um amontoado solto de rochas arrancadas por forças gravitacionais, a de que a evaporação de gelo no cometa tenha sido assimétrica, ou a de que o cometa tenha passado por algum tipo de evento explosivo. 

Na foto acima, o incomum núcleo do cometa de 5 aparece girando durante algumas horas, com cada foto tirada a intervalos de 20 minutos. 

Imagens melhores — e, tomara, teorias mais refinadas — são esperadas quando a Rosetta estiver a caminho de entrar na órbita ao redor do núcleo do Cometa Churyumov–Gerasimenko, no começo do próximo mês, e, no final do ano, se possível, pousar uma sonda nele.

Tradução de Luiz Leitão

Why does this comet's nucleus have two components? The surprising discovery that Comet 67P/Churyumov–Gerasimenko has a double nucleus came late last week as ESA's robotic interplanetary spacecraft Rosetta continued its approach toward the ancient comet's core. 

Speculative ideas on how the double core was created include, currently, that Comet Churyumov–Gerasimenko is actually the result of the merger of two comets, that the comet is a loose pile of rubble pulled apart by tidal forces, that ice evaporation on the comet has been asymmetric, or that the comet has undergone some sort of explosive event. 

Pictured above, the comet's unusual 5-km sized comet nucleus is seen rotating over the course of a few hours, with each frame taken 20-minutes apart. 

Better images -- and hopefully more refined theories -- are expected as Rosetta is on track to enter orbit around Comet Churyumov–Gerasimenko's nucleus early next month, and by the end of the year, if possible, land a probe on it.

Flamingos


Um filhote de flamingo de três semanas próximo ao seu ninho, entre dois adultos.

domingo, 20 de julho de 2014

A Supernova SN 1006


Uma nova estrela, provavelmente a mais brilhante supernova da história conhecida da humanidade, iluminou o céu do planeta Terra no ano 1006 AD. A nuvem de detritos em expansão da explosão estelar, encontrada na constelação do Lobo, no sul, ainda promove um espetáculo de luzes cósmicas por todo o espectro eletromagnético

Na verdade, esta visão composta inclui dados de raios X em azul do Observatório Chandra, dados ópticos em tons amarelados, e dados de imagem nde rádio em vermelho. 

Agora conhecida como os remanescentes da supernova SN 1006, a nuvem de detritos aparenta ter cerca de 60 anos-luz de diâmetro, e entende-se que representa os restos de uma estrela anã branca.

Parte de um sistema estelar binário, a  compacta anã branca foi gradualmente reunindo matéria de sua estrela companheira. O acréscimo de sua massa acabou desencadeando uma explosão  termonuclear que destruiu a estrela anã

Como a distância até os remanescentes da supernova é de cerca de 7.000 anos-luz, aquela explosão ocorreu, na verdade, 7.000 anos antes de a luz chegar à Terra, em 1006

Ondas de choque nos remanescentes aceleram partículas a energias extremas, e acredita-se que sejam uma fonte dos misteriosos raios cósmicos.

Tradução de Luiz Leitão

A new star, likely the brightest supernova in recorded human history, lit up planet Earth's sky in the year 1006 AD. The expanding debris cloud from the stellar explosion, found in the southerly constellation of Lupus, still puts on a cosmic light show across the electromagnetic spectrum.

In fact, this composite view includes X-ray data in blue from the Chandra Observatory, optical data in yellowish hues, and radio image data in red. 

Now known as the SN 1006 supernova remnant, the debris cloud appears to be about 60 light-years across and is understood to represent the remains of a white dwarf star. 

Part of a binary star system, the compact white dwarf gradually captured material from its companion star. The buildup in mass finally triggered a thermonuclear explosion that destroyed the dwarf star. 

Because the distance to the supernova remnant is about 7,000 light-years, that explosion actually happened 7,000 years before the light reached Earth in 1006

Shockwaves in the remnant accelerate particles to extreme energies and are thought to be a source of the mysterious cosmic rays.

Três visões de Saturno


A espaçonave Cassini  captou três magníficas visões de Saturno ao mesmo tempo: O vórtex polar norte e hexágono de Saturno juntamente com seus grandes aneis. O hexágono, duas vezes maior do que a Terra, deve sua forma a corrente de jato que se forma em seu perímetro. 

A corrente de jato forma uma onda estacionária de seis lobos, que corre ao redor das regiões polares norte a uma latitude de, aproximadamente, 77 graus norte. Esta vista está voltada para o lado dos aneis iluminado pelo Sol, de cerca de 37 graus acima do plano dos aneis. 

A foto foi tirada com a câmera grande angular da espaçonave Cassini em 2 de abril de 2014, com um filtro espectral que admite preferencialmente comprimentos de onda de luz próximos ao infravermelho,  centralizados em 752 nanômetros. 

A foto foi tirada a uma distância de, aproximadamete, 2,2 milhões de quilômetros de Saturno em a um ângulo ou fase Sol-Saturno-espaçonave de 43 graus. A escala da imagem é de 131 quilômetros por pixel.

Tradução de Luiz Leitão

The Cassini spacecraft has captured three magnificent Saturn sightings all at the same time: Saturn's north polar vortex and hexagon along with its expansive rings. The hexagon, which is wider than two Earths, owes its appearance to the jet stream that forms its perimeter. 

The jet stream forms a six-lobed, stationary wave which wraps around the north polar regions at a latitude of roughly 77 degrees North. This view looks toward the sunlit side of the rings from about 37 degrees above the ringplane. 

The image was taken with the Cassini spacecraft wide-angle camera on April 2, 2014 using a spectral filter which preferentially admits wavelengths of near-infrared light centered at 752 nanometers. 

The view was obtained at a distance of approximately 1.4 million miles (2.2 million kilometers) from Saturn and at a Sun-Saturn-spacecraft, or phase, angle of 43 degrees. Image scale is 81 miles (131 kilometers) per pixel.

'O correto uso do papel higiênico'




JOÃO UBALDO RIBEIRO - O ESTADO DE S.PAULO

18 Julho 2014 

Esta é a última crônica escrita por João Ubaldo Ribeiro, enviada na quarta-feira, 16, e que seria publicada no domingo, dia 20


O título acima é meio enganoso, porque não posso considerar-me uma autoridade no uso de papel higiênico, nem o leitor encontrará aqui alguma dica imperdível sobre o assunto. Mas é que estive pensando nos tempos que vivemos e me ocorreu que, dentro em breve, por iniciativa do Executivo ou de algum legislador, podemos esperar que sejam baixadas normas para, em banheiros públicos ou domésticos, ter certeza de que estamos levando em conta não só o que é melhor para nós como para a coletividade e o ambiente. Por exemplo, imagino que a escolha da posição do rolo do papel higiênico pode ser regulamentada, depois que um estudo científico comprovar que, se a saída do papel for pelo lado de cima, haverá um desperdício geral de 3.28%, com a consequência de que mais lixo será gerado e mais árvores serão derrubadas para fazer mais papel. E a maneira certa de passar o papel higiênico também precisa ter suas regras, notadamente no caso das damas, segundo aprendi outro dia, num programa de tevê.
Tudo simples, como em todas as medidas que agora vivem tomando, para nos proteger dos muitos perigos que nos rondam, inclusive nossos próprios hábitos e preferências pessoais. Nos banheiros públicos, como os de aeroportos e rodoviárias, instalarão câmeras de monitoramento, com aplicação de multas imediatas aos infratores. Nos banheiros domésticos, enquanto não passa no Congresso um projeto obrigando todo mundo a instalar uma câmera por banheiro, as recém-criadas Brigadas Sanitárias (milhares de novos empregos em todo o Brasil) farão uma fiscalização por escolha aleatória. Nos casos de reincidência em delitos como esfregada ilegal, colocação imprópria do rolo e usos não autorizados, tais como assoar o nariz ou enrolar um pedacinho para limpar o ouvido, os culpados serão encaminhados para um curso de educação sanitária. Nova reincidência, aí, paciência, só cadeia mesmo.
Agora me contam que, não sei se em algum Estado ou no País todo, estão planejando proibir que os fabricantes de gulodices para crianças ofereçam brinquedinhos de brinde, porque isso estimula o consumo de várias substâncias pouco sadias e pode levar a obesidade, diabete e muitos outros males. Justíssimo, mas vejo um defeito. Por que os brasileiros adultos ficam excluídos dessa proteção? O certo será, para quem, insensata e desorientadamente, quiser comprar e consumir alimentos industrializados, apresentar atestado médico do SUS, comprovando que não se trata de diabético ou hipertenso e não tem taxas de colesterol altas. O mesmo aconteceria com restaurantes, botecos e similares. Depois de algum debate, em que alguns radicais terão proposto o Cardápio Único Nacional, a lei estabelecerá que, em todos os menus, constem, em letras vermelhas e destacadas, as necessárias advertências quanto a possíveis efeitos deletérios dos ingredientes, bem como fotos coloridas de gente passando mal, depois de exagerar em comidas excessivamente calóricas ou bebidas indigestas. O que nós fazemos nesse terreno é um absurdo e, se o Estado não nos tomar providências, não sei onde vamos parar.
Ainda é cedo para avaliar a chamada lei da palmada, mas tenho certeza de que, protegendo as nossas crianças, ela se tornará um exemplo para o mundo. Pelo que eu sei, se o pai der umas palmadas no filho, pode ser denunciado à polícia e até preso. Mas, antes disso, é intimado a fazer uma consulta ou tratamento psicológico. Se, ainda assim, persistir em seu comportamento delituoso, não só vai preso mesmo, como a criança é entregue aos cuidados de uma instituição que cuidará dela exemplarmente, livre de um pai cruel e de uma mãe cúmplice. Pai na cadeia e mãe proibida de vê-la, educada por profissionais especializados e dedicados, a criança crescerá para tornar-se um cidadão modelo. E a lei certamente se aperfeiçoará com a prática, tornando-se mais abrangente. Para citar uma circunstância em que o aperfeiçoamento é indispensável, lembremos que a tortura física, seja lá em que hedionda forma – chinelada, cascudo, beliscão, puxão de orelha, quiçá um piparote –, muitas vezes não é tão séria quanto a tortura psicológica. Que terríveis sensações não terá a criança, ao ver o pai de cara amarrada ou irritado? E os pais discutindo e até brigando? O egoísmo dos pais, prejudicando a criança dessa maneira desumana, tem que ser coibido, nada de aborrecimentos ou brigas em casa, a criança não tem nada a ver com os problemas dos adultos, polícia neles.
Sei que esta descrição do funcionamento da lei da palmada é exagerada, e o que inventei aí não deve ocorrer na prática. Mas é seu resultado lógico e faz parte do espírito desmiolado, arrogante, pretensioso, inconsequente, desrespeitoso, irresponsável e ignorante com que esse tipo de coisa vem prosperando entre nós, com gente estabelecendo regras para o que nos permitem ver nos balcões das farmácias, policiando o que dizemos em voz alta ou publicamos e podendo punir até uma risada que alguém considere hostil ou desrespeitosa para com alguma categoria social. Não parece estar longe o dia em que a maioria das piadas será clandestina e quem contar piadas vai virar uma espécie de conspirador, reunido com amigos pelos cantos e suspeitando de estranhos. Temos que ser protegidos até da leitura desavisada de livros. Cada livro será acompanhado de um texto especial, uma espécie de bula, que dirá do que devemos gostar e do que devemos discordar e como o livro deverá ser comentado na perspectiva adequada, para não mencionar as ocasiões em que precisará ser reescrito, a fim de garantir o indispensável acesso de pessoas de vocabulário neandertaloide. Por enquanto, não baixaram normas para os relacionamentos sexuais, mas é prudente verificar se o que vocês andam aprontando está correto e não resultará na cassação de seus direitos de cama, precatem-se.

Eclipse de Saturno pela Lua


O que aconteceu com metade de Saturno? Nada, além do fato de a Lua da Terra ficar em seu caminho. Como se vê à extrema direira da foto acima, Saturno está parcialmente eclipsado pela borda escura da Lua, ela própria apenas parcialmente iluminada pelo Sol

Neste ano, as órbitas da Lua e de  Saturno causaram uma grande quantidade de alinhamentos do gigante anelado atrás do maior satélite da Terra. Tecnicamente denominada ocultação, a imagem acima  registrou uma destas fotogênicas justaposições sobre Buenos AiresArgentina, ocorrida no começo da semana passada

Ainda haverá mais eclipses de Saturno pela Lua visíveis a olho nu em 2014, porém melhor observáveis através de binóculos. A próxima será dia 4 de agosto, visível da Austrália, e a outra, em 31 de agosto, visível do oeste da África à noite, porém simultaneamente de boa parte do leste da América do Norte durante o dia.

Tradução de Luiz Leitão

What happened to half of Saturn? Nothing other than Earth's Moon getting in the way. As pictured above on the far right, Saturn is partly eclipsed by a dark edge of a Moon itself only partly illuminated by the Sun. 

This year the orbits of the Moon and Saturn have led to an unusually high number of alignments of the ringed giant behind Earth's largest satellite. Technically termed an occultation, the above image captured one such photogenic juxtaposition from Buenos AiresArgentina, that occurred early last week. 

Visible to the unaided eye, but best viewed with binoculars, there are more eclipses of Saturn by our Moon left in 2014. The next one will be on August 4 and visible from Australia, while the one after will occur on August 31 and be visible from western Africa at night but simultaneously from much of eastern North America during the day.

sábado, 19 de julho de 2014

A espaçonave Rosetta aproxima-se do cometa duplo

O instrumento OSIRIS, a bordo da espaçonave Rosetta da Agência Espacial Europeia, fotografou o cometa de destino da missão, em  14 de julho de 2014, de uma distância de mais ou menos 7.500 milhas. As imagens mostram que o cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko tem um formato dividido, de duas partes. 

A nebulosa planetária NGC 2818


NGC 2818 é uma bela nebulosa planetária, o manto gasoso de estrelas semlhantes ao Sol, em colapso. Ela poderia muito bem nos dar uma ideia do futuro que espera nosso Sol após passar mais uns 5 bilhões de anos usando continuamente o  hidrogênio em seu núcleo, e depois, finalmente hélio, como combustível para a fusão nuclear

Curiosamente, NGC 2818 parece situar-se dentro de um  aglomerado estelar aberto, NGC 2818A, que está a cerca de 10.000 anos-luz de distãncia na direção da constelação de Pyxis (A Bússola), no sul. 

À distância do aglomerado estelar, a nebulosa teria cerca de 4 anos-luz de diâmetro. Mas medições precisas de velocidade mostram que a velocidade da própria  nebulosa é muito diferente daquela das estrelas que fazem parte do aglomerado. 

O resultado é uma forte prova de que  só por acaso NGC 2818 é encontrada acompanhado a linha de visão para o aglomerado estelar e, portanto, pode não ter a mesma distância ou idade do aglomerado

A imagem do Hubble é uma composição de exposições através de filtros de banda estreita, apresentando emissões de átomos de nitrogêniohidrogênio e oxigênio na nebulosa como tons de vermelho, verde e azul.

Tradução de Luiz Leitão

NGC 2818 is a beautiful planetary nebula, the gaseous shroud of a dying sun-like star. It could well offer a glimpse of the future that awaits our own Sun after spending another 5 billion years or so steadily using up hydrogen at its core, and then finally helium, as fuel for nuclear fusion. 

Curiously, NGC 2818 seems to lie within an open star cluster, NGC 2818A, that is some 10,000 light-years distant toward the southern constellation Pyxis (the Compass). 

At the distance of the star cluster, the nebula would be about 4 light-years across. But accurate velocity measurements show that the nebula's own velocity is very different from the cluster's member stars. 

The result is strong evidence that NGC 2818 is only by chance found along the line of sight to the star cluster and so may not share the cluster's distance or age. The Hubble image is a composite of exposures through narrow-band filters, presenting emission from nitrogenhydrogen, and oxygen atoms in the nebula as red, green, and blue hues.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Atlas


Uma formiga imita a famosa escultura de Atlas, na qual o deus grego sustenta o peso do mundo.

Um planeta com duas estrelas-mães


Um planeta recém-descoberto em um sistema binário, ou de duas estrelas, localizado a 3.000 anos-luz da Terra, está  expandindo os conhecimentos dos astrônomos sobre onde planetas como a Terra — e até mesmo potencialmente habitáveis — podem se formar, e como encontrá-los. 

Com o dobro da massa da Terra, o planeta orbita uma das estrelas do sistema binário a quase exatamente a mesma  distância entre a Terra e o Sol. Entretanto como a estrela-mãe do planeta é muito mais apagada do que o Sol, o planeta é bem mais frio que a Terra — um pouco mais frio do que a gelada ilha Europa de Júpiter.

Tradução de Luiz Leitão

A newly discovered planet in a binary, or twin, star system located 3,000 light-years from Earth is expanding astronomers’ notions of where Earth-like — and even potentially habitable — planets can form, and how to find them. 

At twice the mass of Earth, the planet orbits one of the stars in the binary system at almost exactly the same distance at which Earth orbits the sun. However, because the planet’s host star is much dimmer than the sun, the planet is much colder than Earth -- a little colder than Jupiter’s icy moon Europa.



Skydiving pirotécnico

Um grupo de skydivers malucos levaram seu hobby radical mais adiante, acendendo fogos de artifício ao saltarem de um avião. 

O skydiving (mergulho no céu, literalmente)  pirotécnico é a mais recente mania em esportes radicais. Uma equipe de quatro saltadores ativa conjuntos de se fogos de artifício presos às suas pernas enquanto caem pelo ar à velocidade de até  180 km/h.

A equipe Fastrax, composta por skydiversde alto desempenho, costumava saltar de aviões e cirar formas no céu. Mas ao contrário de saltadores comuns, a mais recente façanha deles inclui um elemento de perigo, as gigantes  varetas de pólvora presas aos seus tornozelos, espalhando fagulhas por todos os cantos.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Uma ponte azul de estrelas entre aglomerados galácticos


Por que há uma ponte azul de estrelas através do centro deste aglomerado galácticor? Primeiramente e mais importante, o aglomerado, designado SDSS J1531+3414, contém muitas grandes galáxias amarelas elípticas

O centro do aglomerado, como na foto acima do Telescópio Espacial Hubble, é circundado por vários e incomuns finos filamentos azuis encurvados que são, na verdade, galáxias ao longe, cujas imagens foram aumentadas e alongadas pelo efeito de lente gravitacional causado pelo aglomerado de grande massa

Mais incomum ainda é um encaracolado filamento azul próximo às duas grandes galáxias elípticas no centro do aglomerado. Uma verificação atenta do filamento indica que ele é mais provavelmente uma ponte criada por efeitos gravitacionais entre as duas galáxias elípticas centrais em fusão do que uma galáxia de fundo com uma  imagem distorcida pelo efeito de lente gravitacional

Os nós na ponte são regiões de condensação que brilham em azul pela luz de estrelas jovens de grande massa. A região central do aglomerado irá, provavelmente, continuar sendo estudada, já que sua singularidade a torna um interessante laboratório de formação estelar.

Tradução de Luiz Leitão

Why is there a blue bridge of stars across the center of this galaxy cluster? First and foremost the cluster, designated SDSS J1531+3414, contains many large yellow elliptical galaxies

The cluster's center, as pictured above by the Hubble Space Telescope, is surrounded by many unusual, thin, and curving blue filaments that are actually galaxies far in the distance whose images have become magnified and elongated by the gravitational lens effect of the massive cluster. 

More unusual, however, is a squiggly blue filament near the two large elliptical galaxies at the cluster center. Close inspection of the filament indicates that it is most likely a bridge created by tidal effects between the two merging central elliptical galaxies rather than a background galaxy with an image distorted by gravitational lensing

The knots in the bridge are condensation regions that glow blue from the light of massive young stars. The central cluster region will likely undergo continued study as its uniqueness makes it an interesting laboratory of star formation.

quarta-feira, 16 de julho de 2014

A elite branca




JOÃO UBALDO RIBEIRO - O ESTADO DE S.PAULO


Como já deve ter previsto o pugilo de bravos que me lê com assiduidade, de novo as Parcas me fizeram a grande maldade de marcar para anteontem (tempo de vocês, este domingo) o jogo com a Colômbia, mais uma vez impossibilitando que eu leve o resultado em conta. Eu pelo menos podia ter conversado com a Sociedade Interamericana de Imprensa, a fim de ver se ela pressionava a Fifa para corrigir a grave injustiça e mudava a tabela, mas é tarde. E, se eu houvesse feito a besteira de escrever, como cheguei a pensar, que o jogo tinha sido moleza, como sempre acontecia com o freguês Chile? Teria quebrado a cara, como quase quebro no boteco, quando pulei na hora em que, já no fim da prorrogação, o Chile botou aquela bola na trave e dei com a testa na tabuleta que anunciava o chope em promoção. Esqueçamos, esqueçamos.
O jeito é voltar-me para os últimos acontecimentos extra-Copa. Quase todos eles se relacionam com o edificante espetáculo democrático deste ano de eleições. Lá e cá, por todo o País, como que se ouvem gritinhos pressurosos pululando nos ares - cadê o meu, cadê o meu, tenho que me fazer, tenho que me fazer! - enquanto estadistas e líderes se digladiam no embate inflamado de ideias, planos e projetos de ascensão pessoal e grupal e os partidos se empenham por caracterizar nitidamente suas posições, embora, assistindo-se a seus anúncios na televisão, seja um pouco difícil distinguir identidades e programas próprios. Todos eles pregam a justiça social, o combate à exclusão, os investimentos em saúde, educação, segurança, coisas com as quais, de tão vagas, qualquer um concorda. Nenhum deles mostra como e o que fará para avançar nesses campos. Isto fica para depois e, pelo visto, sempre ficará.
Cada vez mais abusadas, algumas palavras perderam o sentido. Quase ninguém é capaz de fazer uma distinção teórica, ou abstrata, entre esquerda e direita políticas e, por exemplo, o ex-presidente Lula as emprega para lá e para cá, conforme a necessidade do momento. Ou seja, direita, assim como esquerda, é o que convém. Nega que seja de esquerda e em seguida vocifera contra manobras da direita, como se fosse um porta-voz da esquerda continental. Aliás, é interessante essa conversa de direita e esquerda, considerando-se que Lula é ex-aluno (isto mesmo) da Universidade Johns Hopkins (isto mesmo, universidade), venerável, prestigiosa e cara instituição de ensino americana, onde estudou (isto mesmo) no começo da década de 70 e quem sabe recebeu (não tenho certeza, mas creio que sim) um diplomazinho, ou certificado, que teria precedido o diploma de presidente, o qual bem depois lhe foi conferido, ocasião em que ele proclamou que o primeiro diploma que o operário sem estudo e filho de mãe analfabeta recebia na vida era o de presidente da República. Eu, se tivesse tido até mesmo umas duas parcas semaninhas de seminário na Johns Hopkins, me gabaria de vez em quando, mas esta vida é assim mesmo, tudo é muito relativo. Talvez ele queira esquecer seu período de estudante em Baltimore. Lá de fato faz muito frio, embora eu tenha lido em algum lugar da internet que ele, como sempre simpático, descontraído e boa-praça, fez sucesso e deixou muitos amigos e admiradores. Pode ser que não queira encher a bola da AFL-CIO, poderosa organização sindical americana sob cujos auspícios estudou na Johns Hopkins e, antes, em São Paulo mesmo. O homem não é só doutor honoris causa, não, tem outras láureas acadêmicas, conquistadas nos bancos escolares, de que ele, na sua proverbial modéstia, não fala.
Outra palavra que já merece uma pesquisa semântica é "elite". Lula também faz embaixadinhas com ela a torto e a direito e é preciso estar atento. Assim mesmo, é difícil entendê-la, a começar pela circunstância de que, desde a época em que foi chamado como promissor talento para a temporada universitária patrocinada pela AFL-CIO, formadora de quadros sindicais presente, respeitada e temida em todo o mundo, ele é elite. Foi elite dos sindicalistas, é elite do partido que está no poder, exerceu o posto mais alto da elite governante, num país onde o presidente da República é um monarca tratado com subserviência e vassalagem, viaja esplendidamente para palestras e lobbying, come do bom, bebe do melhor, é amigo pessoal e companheiro de lazer de ricos e poderosos, se trata nos mais respeitados hospitais com os mais renomados médicos, não entra em filas, não pega transporte público, não paga aluguel de casa nem prestação de carro, não se aporrinha com providências do cotidiano, não tem preocupação com o futuro, ganha mais do que todos os professores do primeiro grau da rede pública do Maranhão juntos, manda para lá, desmanda para lá e, ainda por cima, é cultuado por grande parte do povo. Então, ele não é elite? De que mais se precisa para ser elite?
Uma aparente novidade não altera a situação dele e até a faz mais difícil de compreender. Trata-se da expressão "elite branca". Se bem me lembro - e até conferi nuns clipes que guardo no computador - Lula tinha o cabelo bem crespo, antes de sua completa ascensão política. Como sua pele não é alva, poderia talvez, por causa do cabelo, ter sido considerado pardo ou, como se dizia antigamente, mulato. Ou até negro, pelos critérios americanos que agradam a tantos. Mas hoje, como o nome de Conceição, o cabelo dele mudou. Alguém que nunca o tivesse visto antes, nem em fotografia, tê-lo-ia na conta de branco de nascença. Branco latino-americano, hispânico para os americanos, mas, em última análise, branco. Por conseguinte, ele não apenas pertence a várias elites, como pertence à elite branca, ele ficou branco. De resto, elite branca mesmo, no Brasil, só as famílias mais prósperas das comunidades de origem europeia, no Sul. Vai ver que elas acham que die Eschculambazionen foi longe demais e vão chamar dona Angela Merkel para derrubar o PT.
6 Julho 2014

Águia marinha


Uma águia marinha voa levando seu jantar, em El Dorado Park,  Long Beach, Califórnia.

terça-feira, 15 de julho de 2014

A Peculiar galáxia elíptica Centauro A


O que aconteceu com o centro desta galáxia? Incomuns e impressionantes vielas de poeira passam pelo centro  da galáxia elíptica Centauro A. Essas vielas de poeira são tão espessas que obscurecem quase completamente a luz invisível do centro da galáxia

Isto é especialmente incomum pois as estrelas vermelhas de Cen A e sua forma redonda são características de uma galáxia elíptica gigante, um tipo de galáxia normalmente com pouca poeira escura. Cen A, também chamada NGC 5128, é também incomum comparada a galáxias elípticas médias por conter uma proporção maior de jovens estrelas azuis, e por ser uma fortíssima fonte de emissões de  rádio. Provas indicam que  Cen A é, provavelmente, resultante da colisão de duas galáxias normais.

Durante a colisão, várias jovens estrelas se formaram, mas detalhes da criação dos incomuns cinturões de poeira de Cen A ainda estão sendo pesquisados. Cen A situa-se a apenas 13 milhões de anos-luz da Terra, o que a torna a mais próxima das galáxias ativas. Cen A, na foto acima, espalha-se por 60.000 anos-luz, e pode ser vista através de binóculos na direção da constelação do Centauro.

Tradução de Luiz Leitão

What's happened to the center of this galaxy? Unusual and dramatic dust lanes run across the center of elliptical galaxy Centaurus A. These dust lanes are so thick they almost completely obscure the galaxy's center invisible light

This is particularly unusual as Cen A's red stars and round shape are characteristic of a giant elliptical galaxy, a galaxy type usually low in dark dust. Cen A, also known as NGC 5128, is also unusual compared to an average elliptical galaxy because it contains a higher proportion of young blue stars and is a very strong source of radio emission. Evidence indicates that Cen A is likely the result of the collision of two normal galaxies.

During the collision, many young stars were formed, but details of the creation of Cen A's unusual dust belts are still being researched. Cen A lies only 13 million light years away, making it the closest active galaxy. Cen A, pictured above, spans 60,000 light years and can be seen with binoculars toward the constellation of Centaurus.

Armas disfarçadas


A polícia de Hinton, em Alberta, no Canadá, avisou o público de que apreendeu duas armas de choque disfarçadas como telefones móveis.

Os elementos constituintes de Titã podem ser anteriores a Saturno


Um estudo  combinado e financiado pela NASA e ESA descobriu sólidas provas da presença de nitrogênio na atmosfera da lua Titã de Saturno,  originado em condições similares ao frio local de nascimento da maioria dos cometas antigos da nuvem de Oort

A descoberta descarta a possibilidade de que os elemtnso constituintes de Titã tenham se formado no quente disco de matária que se acredita ter circundado o então jovem planeta Saturno durante sua formação.A principal implicação desta nova pesquisa é que  os elementos constituintes de Titã se formaram mais cedo  na história  do sistema solar. 

Tradução de Luiz Leitão

A combined NASA and ESA-funded study has found firm evidence that nitrogen in the atmosphere of Saturn's moon Titan originated in conditions similar to the cold birthplace of the most ancient comets from the Oort cloud

The finding rules out the possibility that Titan's building blocks formed within the warm disk of material thought to have surrounded the infant planet Saturn during its formation. The main implication of this new research is that Titan's building blocks formed early in the solar system's history. 

segunda-feira, 14 de julho de 2014

É só mais do mesmo




José Nêumanne
Dilma promete de novo o que não fez e Aécio sugere que “suguem o que puderem”
Antes de se lançar candidato à Presidência da República, o então governador de Pernambuco e presidente nacional do Partido Socialista Brasileiro (PSB), Eduardo Campos, defendia em conversas com interlocutores políticos a teoria de que era preciso que os políticos de depois da redemocratização se unissem para fazer uma reforma de verdade na gestão pública. O exemplo mais próximo que encontrava para apontar como possível aliado era o do senador tucano mineiro Aécio Neves, já então tido como inevitável candidato do maior partido de oposição contra a reeleição da petista Dilma Rousseff. A hipótese de uma união entre os dois ainda parecia plausível quando Campos abriu fogo contra o governo de que fora aliado para tornar viável a própria candidatura. Hoje a proposta sumiu de cena e não está afastada a possibilidade de o socialista apoiar a petista num eventual segundo turno.
O simples fato de os dois candidatos à mudança radical no comando da gestão pública brasileira serem netos de dois dos principais líderes da atividade política no período entre a queda do Estado Novo, em 1945, e o golpe militar de 1964 já bastava por si só para dar à ideia sua verdadeira dimensão: a de papo para espantar o tédio. Afinal, a simples menção aos dois protagonistas dessa aliança “renovadora” nacional (não por acaso uso o nome do partido que congregava civis que apoiavam o regime militar) bastaria para trazer a lume a evidência de que não passava de uma nova roupagem para a única oferta que os políticos têm dado sempre aos cidadãos: “mais do mesmo”. Eduardo assina Campos (do pai, o escritor Maximiano), mas é neto de Miguel Arraes, da mais notória oligarquia nordestina, a Alencar do Ceará. Aécio não assina Cunha, do pai, mas Neves, como o avô materno ilustre, Tancredo, que foi ministro da Justiça do suicida Getúlio Vargas e uniu a dissidência do partido governista, o PDS, com o principal partido de oposição à ditadura na época, o PMDB, para se eleger no colégio eleitoral e faltar à posse por doença.
A citação avoenga de ambos pode até parecer implicância boba deste autor ranheta. Mas os primeiros passos dados na (vá lá) pré-campanha já indicam desde logo que a candidata à reeleição e os dois pretendentes a tirá-la do trono dão indícios claros de que “tudo continua como dantes” no palanque de Abrantes – já que de quartel não se trata mais. Ciente de que a aliança com a ambientalista Marina Silva não o credenciará por si só a chegar ao provável segundo turno contra a presidente, o filho da ex-deputada feita por ele ministra do Tribunal de Contas da União, Ana Arraes, partiu contra o filho do ex-deputado Aécio Cunha com sangue nos olhos e faca nos dentes.
O PSB de Campos – alavanca com que, a exemplo de Arquimedes, ele diz querer remover os compromissos com o passado da política para lançá-la rumo ao futuro ou, no mínimo, para o presente – protagonizou um dos episódios mais óbvios de pragmatismo eleitoral: explicitou apoio ao PT de Dilma no Rio e ao PSDB de Aécio em São Paulo. Mas isso, embora seja mais uma prova de que tudo continua sendo só mais do mesmo, não implica uma prática malfazeja em si, que justifique o apelido dado pelo prefeito do Rio, Eduardo Paes, ao movimento: “bacanal eleitoral”. Como de hábito na política brasileira, o sujo apenas maldisse o mal lavado. Há pouco, Paes deixou de ser um oposicionista ferrenho ao PT federal para se eleger e reeleger pelo PMDB e, assim, aderir ao partido de Lula, que fingia abominar. Nesse caso, Campos tem toda a razão ao afirmar, como o fez na convenção de seu partido, que “o povo brasileiro que não tem filiação partidária, que não vai disputar eleição, não quer saber se a coligação em tal Estado é assim ou assado, mas se tem na política alguém disposto a fazer o debate que não é só do mundo dos políticos, mas do seu mundo, da sua pauta, do seu sonho”. Os candidatos deveriam decorar essa sentença.
Mas não bastaria enunciar o nobre conceito. Vai ser preciso praticá-lo. Dilma, ainda em primeiro lugar nas pesquisas e ainda com perspectiva de ganhar no primeiro turno, teve a desfaçatez de repetir todas as promessas que fez na eleição para seu primeiro mandato, em 2010. Manteve, então, o hábito de prometer mais, mesmo já tendo mostrado que nem sempre cumpre. A distância entre discurso e ação no palanque dela reproduz uma incoerência que atinge as raias do absurdo. Em 2011, em nome de uma pretensa faxina moral que prometeu fazer na Esplanada dos Ministérios, afastou Alfredo Nascimento do Ministério dos Transportes. A três meses do pleito de outubro, nomeou para o posto o indicado pelo presidente do PR, Valdemar Costa Neto, que ora mantém residência fixa no presídio da Papuda. Depois, fez uma profissão de fé nas “convicções” que comungaria com Gilberto Kassab, dono do PSD, para alcançar o triplo do tempo de propaganda na TV e no rádio de seu perseguidor mais próximo, Aécio, e sete vezes o de Campos.
Este, de olho nos 72% de eleitores que querem mudar já, lembrou que PSDB e PT estão no poder há 20 anos, mas omitiu que não faz tanto tempo assim que um aliado por ele indicado para o governo Dilma, Fernando Bezerra Coelho, carreou para o Estado que governava 90% dos recursos do Ministério da Integração Nacional. E Aécio, que não consegue se aproximar do primeiro lugar na disputa pela preferência do voto, conseguiu bater a favorita Dilma em baixaria ao sugerir que os dissidentes das legendas governistas “suguem o máximo que puderem” e, depois, votem nele. Esqueceu-se de que o leite que engorda as tetas do Estado é pago pelo povo.
Diante disso, muitos cidadãos creem que a resposta mais inteligente será abster-se ou votar nulo e em branco. É mais cômodo, mas também o meio menos responsável de manifestar desagrado pelo “mais do mesmo” que inevitavelmente virá aí. Afinal, os políticos são escolhidos na urna pelo cidadão e este não deve se omitir.
Jornalista, poeta e escritor.

STEREO


Há uma vasta atmosfera de partículas solares ao redor do sol, através da qual há uma enxame de campos magnéticos, labaredas solares irrompem, e gigantescas colunas de matéria se elevam, caem e se misturam. 

Agora, utilizando o Observatório Solar Terrestrial Relations da NASA, cientistas descobriram que esta atmosfera, chamada corona, é ainda maior do que se imaginava, projetando-se por cerca de 5 milhões de milhas acima da superfície solar — o equivalente a 12 raios solares.

Surrounding the sun is a vast atmosphere of solar particles, through which magnetic fields swarm, solar flares erupt, and gigantic columns of material rise, fall and jostle each other around. 

Now, using NASA's Solar Terrestrial Relations Observatory, scientists have found that this atmosphere, called the corona, is even larger than thought, extending out some 5 million miles above the sun's surface -- the equivalent of 12 solar radii.

Série incomum de erupções solares


Um conjunto de espaçonaves da NASA observadoras do Sol identificou uma série de erupções na qual uma sequência de rápidos sopros forçaram a lenta ejeção de um grande jato de material solar da atmosfera do Sol. As erupções ocorreram durante um periodo de três dias, em  17de janeiro de 2013. 

A atmosfera mais externa do Sol, a corona, é feita de material solar  magnetizado, chamado plasma, que tem uma temperatura de milhões de graus e estende-se por milhões de milhas pelo espaço.

Tradução de Luiz Leitão

A suite of NASA's sun-gazing spacecraft have spotted an unusual series of eruptions in which a series of fast puffs forced the slow ejection of a massive burst of solar material from the sun's atmosphere. The eruptions took place over a period of three days, starting on Jan. 17, 2013. 

The sun's outermost atmosphere, the corona, is made of magnetized solar material, called plasma, that has a temperature of millions of degrees and extends millions of miles into space.