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segunda-feira, 31 de julho de 2017

NASA Finds Moon of Saturn Has Chemical That Could Form ‘Membranes’ | A NASA descobre que uma Lua de Saturno contém uma substância química que poderia formar "membranas"




Cientistas da NASA definitivamente detectaram a substãncia química acrilonitrila na atmosfera da lua Titã de Saturno, um lugar que há muito tempo vem desafiando a imaginação dos cientistas que investigam os compostos químicos precursores de formas de vida como as que conhecemos.

Na Terra, a acrilonitrila, também denominada cianeto de vinil, é utilizada na favricação de plásticos. Acredita-se que, sob as condições deveras da maior lua de Saturno, este composto possa formar estruturas flexíveis estáveis similares às membranas celulares. Outros pesquisadores haviam sugerido que a acrilonitrila é um ingrediente da atmosfera de Titã, mas não relataram qualquer detecção certeira da substância na miscelânia de moléculas orgânicas, ou ricas em carbono, encontradas por lá.

Agora, pesquisadores da NASA  identificaram sa caracterísicas químicas da acrilonitrila em dados sobre Titã obtidos com o Grande ConjuntoAtacamaMilímetro/submilímetro (ALMA), no Chile. A equipe descobriu grandes quantidades da substância em Titã, mais provavelmente na estratosfera — a  parte enevoada da atmosdera que dá a esta lua sua cor marrom-alaranjada.

“Encontramos provas convincentes da presença de acrilonitrila na atmosfera de Titã, e achamos que uma grande quantidade desta matária prima chega à superfície,” disse Maureen Palmer, pesquisadoea do Centro Goddard de Astrobiologia no Centro Goddard de Voos espaciais da NASA em Greenbelt, Maryland, e autora principal de um artigo publicado em 28 de julho de 2017 no jornal Science Advances.

Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha

NASA scientists have definitively detected the chemical acrylonitrile in the atmosphere of Saturn’s moon Titan, a place that has long intrigued scientists investigating the chemical precursors of life.

On Earth, acrylonitrile, also known as vinyl cyanide, is useful in the manufacture of plastics. Under the harsh conditions of Saturn’s largest moon, this chemical is thought to be capable of forming stable, flexible structures similar to cell membranes. Other researchers have previously suggested that acrylonitrile is an ingredient of Titan’s atmosphere, but they did not report an unambiguous detection of the chemical in the smorgasbord of organic, or carbon-rich, molecules found there.

Now, NASA researchers have identified the chemical fingerprint of acrylonitrile in Titan data collected by the Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA) in Chile. The team found large quantities of the chemical on Titan, most likely in the stratosphere — the hazy part of the atmosphere that gives this moon its brownish-orange color.

“We found convincing evidence that acrylonitrile is present in Titan’s atmosphere, and we think a significant supply of this raw material reaches the surface,” said Maureen Palmer, a researcher with the Goddard Center for Astrobiology at NASA’s Goddard Space Flight Center in Greenbelt, Maryland, and lead author of a July 28, 2017, paper in Science Advances.

terça-feira, 18 de abril de 2017

Life-Enabling Plumes above Enceladus | Nuvens sobre Encelado que possibilitam a existência de vida


Haverá em Encelado oceanos subterrâneos capazes de abrigar formas de vida?  A descoberta de jatos expelindo vapor de água e gelo foi detectada pela espaçonave Cassino ao orbitar Saturno, em 2005. 

A origem da água que alimenta os jatos, no entanto, era originalmente desconhecida. Desde a descoberta, provas vêm se acumulando de que Encelado tem um profundo mar subterrâneo, aquecido pela flexão das marés. 

Nesta foto, a superfície texturizada de Encelado é visí9vel em primeiro plano, enquanto fileriras de nuvens se elevam de fratura no gelo, ao longe. Esses jatos são tornados mais visíveis pelo ângilo do Sol e pela penetrante sombra da noite. 

Um recente vôo de passagem permitiu encontrar provas de que uma nuvem — e, portanto, também o mar subterrâneo — é rica em hidrogênio molecular, uma fonte de alimento viável para micróbios que poderiam potencialmente estar vivendo por lá.

Tradução de Luiz Leitão da Cunha

Does Enceladus have underground oceans that could support life? The discovery of jets spewing water vapor and ice was detected by the Saturn-orbiting Cassini spacecraft in 2005. 

The origin of the water feeding the jets, however, was originally unknown. Since discovery, evidence has been accumulating that Enceladus has a deep underground sea, warmed by tidal flexing. 

Pictured here, the textured surface of Enceladus is visible in the foreground, while rows of plumes rise from ice fractures in the distance. These jets are made more visible by the Sun angle and the encroaching shadow of night. 

A recent fly-through has found evidence that a plume -- and so surely the underlying sea -- is rich in molecular hydrogen, a viable food source for microbes that could potentially be living there.

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Video: An Atlas V Rocket Launches OSIRIS-REx |



Você já viu um foguete lançado em direção ao Sistema Solar? No mês passado, um grande foguete Atlas V partiu doComplexo de Lançamento 41 na Flórida levando a espaçonave OSIRIX-REx. 

Essa espaçonave robótica irá tentar pousar no Asteroide Bennu e trazer de volta À Terra um pouco do seu solo. O asteroide 101955 Bennu orbita o Sol próximo à Terra, tem cerca de 500 metros, é escuro porque sua superfície é coberta de carbono, e tem aproximadamente uma chance em 2.500 der atingir a Terra nos próximos milhares de anos. 

O emocionante vídeo de 2,5 minutos mostra o foguete Atlas V sendo levado para fora do hangar, preparado e lançado — completo com um conjunto de impulsionadores laterais separando. Se tudo correr conforme planejado, a OSIRIS-REx chegará a Bennu em 2018 e trará amostras ao voltar à Terra, em 2023. 

Um objetivo da ciência com a OSIRIS-REx é melhor determinar se antigas colisões entre a Terra e asteroides carbonáceos como Bennu forneceram à Terra uma quantidade significativa de água e moléculas orgânicas necessárias para o desenvolvimento de formas de vida.

Tradução de Luiz Leitão da Cunha

Have you ever seen a rocket launched into the Solar System? Last month a large Atlas V rocket blasted off from Launch Complex 41 in Florida carrying the OSIRIX-REx spacecraft. 

This robotic spacecraft will attempt to land on Asteroid Bennu and return some of its soil to Earth. Asteroid 101955 Bennu orbits the Sun near the Earth, spans about 500-meters, is dark because its surface is covered with carbon, and has about a 1 in 2500 chance of striking the Earth in the next few thousand years. 

The exciting 2.5-minute video shows the Atlas V rocket being rolled out, prepared, and launched — complete with a clip of side-boosters separating. If things go according to plan, OSIRIS-REx will reach Bennu in 2018 and return samples to Earth in 2023. 

One science goal of OSIRIS-REx is to better determine whether ancient collisions between Earth and carbonaceous asteroids like Bennu provided Earth with a significant amount of the water and organic molecules necessary for the development of life.





terça-feira, 4 de outubro de 2016

Jupiter's Europa from Spacecraft Galileo | A Lua Europa de Júpiter vista pela Espaçonave Galileu


Que mistérios podem ser elucidados olhando-se através desta bola de cristal? Neste caso, a bola é, na verdade, uma lua de Júpiter, os cristais são gelo, e a lua não só é suja como fissurada, sem condições de reparo. 

Não obstante, há cada vez mais especulações de que existem oceanos sob as planícies de gelo fraturadas de Europa, os quais poderiam abrigar vida. Essa especulação foi intensificada nesta semana por imagens divulgadas obtidas com o Hubble, indicando que nuvens de vapor de água às vezes emanam da lua com crosta de gelo — nuvens que podem trazer formas de vida marinha microscópicas para a superfície. 

Europa, com aproximadamente o tamanho da Lua da Terra, é mostrada aqui em cores naturais, conforme fotografada em 1996 pela agora extinta espaçonave orbital de Júpiter, Galileu. 

Futuras observações pelo Hubble e missões planejadas, como o Telescópio Espacial James Webb, no final desta década, e uma missão de sobrevoo de Europa na década de 2020 poderá ampliar a compreensão, pela humanidade, não só de Europa e do Sistema Solar primordial, mas também sobre a possibilidade de existência de vida em algum lugar do universo.

Tradução de Luiz Leitão da Cunha

What mysteries might be solved by peering into this crystal ball? In this case, the ball is actually a moon of Jupiter, the crystals are ice, and the moon is not only dirty but cracked beyond repair. 

Nevertheless, speculation is rampant that oceans exist under Europa's fractured ice-plains that could support life. This speculation was bolstered again this week by released images from the Hubble Space Telescope indicating that plumes of water vapor sometimes emanate from the ice-crusted moon — plumes that might bring microscopic sea life to the surface. 

Europa, roughly the size of Earth's Moon, is pictured here in natural color as photographed in 1996 by the now-defunct Jupiter-orbiting Galileo spacecraft. 

Future observations by Hubble and planned missions such as the James Webb Space Telescope later this decade and a Europa flyby mission in the 2020s may further humanity's understanding not only of Europa and the early Solar System but also of the possibility that life exists elsewhere in the universe.

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Faixas sazonais indicam recentes fluxos de água em Marte | Seasonal Streaks Point to Recent Flowing Water on Mars


O que cria estas faixas mutantes em Marte? Chamadas Linhas de Encosta Recorrentes (RSL, na sigla em inglês), essas características escuras começam nas encostas das montanhas e crateras, mas não costumam chegar até embaixo. O que é ainda mais estranho é que essas faixas parecem mudar conforme a estação do ano, aparentando ser novas e crescendo durante o tempo quente (quente para os padrões de Marte), para desaparecerem durante o inverno. 

Após vários estudos, inclusive recentes análises químicas, surgiu uma hipótese principal, a de que essas faixas são, provavelmente, criadas por novas ocorrências  de água salina líquida que se evapora ao fluir. Ainda não se sabe qual é a fonte da água salina, sendo duas das possibilidades a condensação da atmosfera marciana e reservatórios subterrâneos. 

Uma dedução emocionante é a de que se esses fluxos salinos não forem demasiadamente salgados, podem talvez sustentar vida formas de microbianas em Marte, mesmo atualmente

Esta  imagem de uma montanha no interior da Cratera Horowitz foi investigada através de instrumentos a bordo da sonda Orbital de Reconhecimento de Marte, que vem emviando à Terra dados de Marte desde 2006.

Tradução de Luiz Leitão da Cunha

What creates these changing streaks on Mars? Called Recurring Slope Linea (RSL), these dark features start on the slopes of hills and craters but don't usually extend to the bottom. What's even more unusual is that these streaks appear to change with the season, appearing fresh and growing during warm weather and disappearing during the winter. 

After much study, including a recent chemical analyses, a leading hypothesis has emerged that these streaks are likely created by new occurrences of liquid salty water that evaporates as it flows. The source for the briny water is still unclear, with two possibilities being condensation from the Martian atmosphere and underground reservoirs. 

An exciting inference is that if these briny flows are not too salty, they may be able to support microbial life on Mars even today. 

The featured image of a hill inside Horowitz Crater was investigated by instruments aboard the robotic Mars Reconnaissance Orbiter that has been returning data from Mars since 2006.

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Vida em Marte | Life on Mars


Provas da existência de vida em Marte podem ter sido detectadas pelo jipe-sonda Curiosity da NASA. Um instrumento a bordo do robô de seis rodas identificou misteriosos sopros de metano que não podem ser facilmente explicados pela geologia ou por material orgânico transportado para o planeta por cometas ou asteroides. 

Marte, aliás, é o único planeta do sistema solar, fora a Terra, onde é possível a permanência de humanos. A permanência pelo resto da vida, bem entendido, pois não seria possível lançar um foguete de lá rumo  à Terra. E como se vê nas fotos, o planeta vermelho é um deserto, não há nada para se fazer lá. Além disso, mesmo no verão, faz um frio de rachar, e sua atmosfera é composta predominantemente de gás carbônico.

Tradução de Luiz Leitão da Cunha

Evidence of life on Mars may have been detected by the American space agency Nasa's Curiosity rover. An instrument on the six-wheeled robot identified mysterious spikes of methane that cannot easily be explained by geology or organic material transported to the planet by comets or asteroids. 

In fact, Mars is the only planet in the solar system, apart from Earth, where it is possible for humans to remain. For the rest of their lives, well understood, as it would not be possible to launch a rocket from there back to Earth. And, as one can see in pictures, the Red Planet is a desert, barren land, there's nothing to do up there, no hanging out. Apart from this, even in Summer, it's cold as hell, and its atmosphere is basically made up of carbon dioxide.

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

A NASA confirma provas de que existe água corrente em Marte | NASA Confirms Evidence That Liquid Water Flows on Today’s Mars

Essas faixas escuras estreitas, com 100 metros de extensão, chamadas linhas de encosta recorrentes fluindo montanha abaixo em marte segundo, se deduz, foram formadas por água corrente contemporânea. Recentemente, cientistas planetários detectaram sais hidratados nessas encostas na Cratera Hale, corroborando sua hipótese original de que as  faixas são de fato formadas por água em estado líquido. Acredita-se que a cor azul visivel encosta acima das faixas escuras não tem relação com a formação delas, sendo, ao contrário, devido à  presença do mineral piroxeno. A imagem é produzida colocando-se uma imagem ortorretificada em cores artificiais (Infravermelho-Vermelho-Azul/Verde(IRB) (ESP_030570_1440) em um Modelo Digital de Terreno (DTM)  no mesmo local produzido pelo High Resolution Imaging Science Experiment (Universidade do Arizona). O excesso Vertical é de 1,5.
NASA/JPL/Universidade do Arizona.

These dark, narrow, 100 meter-long streaks called recurring slope lineae flowing downhill on Mars are inferred to have been formed by contemporary flowing water. Recently, planetary scientists detected hydrated salts on these slopes at Hale crater, corroborating their original hypothesis that the streaks are indeed formed by liquid water. The blue color seen upslope of the dark streaks are thought not to be related to their formation, but instead are from the presence of the mineral pyroxene. The image is produced by draping an orthorectified (Infrared-Red-Blue/Green(IRB)) false color image (ESP_030570_1440) on a Digital Terrain Model (DTM) of the same site produced by High Resolution Imaging Science Experiment (University of Arizona). Vertical exaggeration is 1.5.
Credits: NASA/JPL/University of Arizona

Novas descobertas da Nave Orbital de Reconhecimento de Marte  (MRO) fornecem as mais sólidas provas até hoje obtidas de que há água em estado líquido correndo intemitentemente em Marte atualmente.

Com o uso de uma espectrômetro de imagem a bordo da MRO, pesquisadores detectaram "assinaturas" químicas de minerais hidratados em encostas onde são visíveis misteriosas faixas no Planeta Vermelho. Essas faixas escurecidas parecem  diminuir e fluir com o tempo. Elas escurecem e parecem fluir pelas encostas durante as estações quentes (para os padrões de Marte), e depois se desvanecem nas estações mais frias. Elas surgem em várias localidades de Marte onde  as temperaturas situam-se acima de -10 graus Fahrenheit (-23º Celsius), e desaparecem em tempos mais frios.

“Nossa  busca em Marte tem sido ‘seguir a água,’ em nossa busca por vida no universo, e agora temos dados científicos convincentes que confirmam nossas antigas suspeitas,” disse John Grunsfeld, astronaua a administrador associado da Diretoria de Missões Científicas da NASA em Washington. “Este é um avanço significativo, pois parece confirmar que há  água — embora salina — correndo hoje em dia pela superfície de Marte.”

Esses fluxo montanha abaixo, chamados linhas de encosta recorrentes (RSL), têm sido frequentemente descritos como possivelmente relacionados a água em estado líquido. As novas descobertas de sais hidratados nas encostas apontam para o que aquela relação pode significar para essas características escuras. Os sais hidratados baixariam o ponto de congelamento de um líquido salino, da mesma forma como o sal nas estradas da Terra faz o gelo e a neve derreterem mais rapidamente. Cientistas dizem ser, provavelmente, um fluxo subterrâneo raso, com água  chegando à superfície por capilaridade em quantidade suficiente para explicar o escurecimento.

"Nós encontramos os sais hidratados somente quando as caracteríticas sazonais estavam no máximo, o que indica que a fonte de hidrtação são as próprias faixas escuras, ou um processo que as forma.Em qualquer dos casos, a detecção de sais hidratados nessas encostas significa que a água desempenha um papel  vital na formação dessas faixas," disse Lujendra Ojha  do Georgia Institute of Technology (Georgia Tech) em Atlanta, principal autora de um relatório sobre esses achados, publicado na edição de 28 de setembro da Nature Geoscience.

Ojha notou pela primeira vez essas desconcertantes características quando era estudante na Universidade do Arizona antes de se graduar, em 2010, utilizando imagens do Experimento Científico de Imagens de Alta Resolução  (HiRISE) da MRO. As observações do HiRISE documentaram agora RSL em dezenas de locais de Marte. O novo estudo combina observações do HiRISE com mapeamento mineral feito pelo Espectrômetro Compacto de Reconhecimento de Imagens para Marte da  MRO (CRISM).

As observações do espectrômetro mostram "assinaturas"  de sais hidratados em várias localidades RSL, mas somente quando as características eram  relativamente amplas. Quando os pesquisadores olharam os mesmos locais e as RSL não eram tão extensas, eles não detectaram sais hidratados.  

Ojha e seus coautores interpretam as assinaturas espectrais como sendo causadas por minerais hidratados chamados percloratos. Os sais hidratados mais consistentes com as assinaturas químicas são, provavelmente, uma mistura de de perclorato de magnésio, clorato de magnásio e perclorato de sódio. Tem sido demonstrado que alguns percloratos impedem líquidos de congelar mesmo quando as  condições chegam as 94 graus Fahrenheit (-70º Celsius). Na Terra, percloratos produzidos naturalmente estão concentrados em desertos, e alguns tipos de percloratos podem ser usados como propelentes de foguetes.

Percloratos já haviam sido vistos anteriormente em Marte. A nave que Phoenix da NASA que pouso em Marte e o jipe-sonda Curiosity os encontraram no solo do planet, e alguns cientistas acreditam que as missões Viking na década de 1970 mediram assinaturas desses sais. Entretanto esses estudo de RSL detectou percloratos, agora na forma hidratada, em diferentes áreas daquelas exploradas pelas naves que lá pousaram. Esta é também a primeira vez que percloratos foram identificados a partir da órbita.

A MRO vem examinando Marte desde 2006 com seus seis instrumentos científicos.

"A capacidade da MRO de observar durante vários anos de Marte com uma carga paga  capaz de ver os finos detalhes dessas características permitiu descobertas como estas: primeiro, identificar as misteriosas faxias sazonais, e agora, dando um grande passo ao explicá-las no Laboratório de Propulsão a Jato da NASA (JPL) em Pasadena, Califórnia.

Para Ojha, as novas descobertas são mais provas de que as misteriosas linhas que ele viu pela primeira vez escurecendo as encostas marcianas cinco anos atrás são, na verdade, água nos dias atuais.

"Quando a maioria das pessoas fala em água em Marte, estão, normalmente, se referindo a água antiga ou congelada," disse. "Agora, sabemos que a história é diferente. Esta é a primeira detecção espectral que embasa claramente nossa hipótese de formação de água em estado líquido para RSL."

A descoberta é a mais recente de várias  conquistas alcançadas pelas missões da NASA em Marte.

“Foram necessárias várias espaçonaves ao longo de muitos anos para resolver esse mistério, e agora nós sabemos que existe água em estado líquido na superfície desse planeta frio e deserto,” disse Michael Meyer, cientista chefe do Programa de Exploração de Marte da NASA na sede da agência em Washington. “Parece que quanto mais estudamos Marte, mais aprendemos sobre como a vida pôde ser sustentada e onde há recursos para sustentar a vida noe futuro.” 

Escuras linhas estreitas chamadas linhas de encosta recorrentes emanando das paredes da cratera Garni em Marte. As faixas escuras aqui têm até algumas centenas de metros de comprimento. Acredita-se que elas tenham  se formado a partir de fluxos de água salina em Marte. A imagem é produzida colocando-se uma imagem ortorretificada em cores artificiais (Infravermelho-Vermelho-Azul/Verde(IRB) (ESP_030570_1440) em um Modelo Digital de Terreno (DTM)  no mesmo local produzido pelo High Resolution Imaging Science Experiment (Universidade do Arizona). O excesso Vertical é de 1,5.
Credits: NASA/JPL/University of Arizona.

Tradução de Luiz Leitão da Cunha

Dark narrow streaks called recurring slope lineae emanating out of the walls of Garni crater on Mars. The dark streaks here are up to few hundred meters in length. They are hypothesized to be formed by flow of briny liquid water on Mars. The image is produced by draping an orthorectified (RED) image (ESP_031059_1685) on a Digital Terrain Model (DTM) of the same site produced by High Resolution Imaging Science Experiment (University of Arizona). Vertical exaggeration is 1.5.
Credits: NASA/JPL/University of Arizona



These dark, narrow, 100 meter-long streaks called recurring slope lineae flowing downhill on Mars are inferred to have been formed by contemporary flowing water. Recently, planetary scientists detected hydrated salts on these slopes at Hale crater, corroborating their original hypothesis that the streaks are indeed formed by liquid water. The blue color seen upslope of the dark streaks are thought not to be related to their formation, but instead are from the presence of the mineral pyroxene. The image is produced by draping an orthorectified (Infrared-Red-Blue/Green(IRB)) false color image (ESP_030570_1440) on a Digital Terrain Model (DTM) of the same site produced by High Resolution Imaging Science Experiment (University of Arizona). Vertical exaggeration is 1.5.
Credits: NASA/JPL/University of Arizona

New findings from NASA's Mars Reconnaissance Orbiter (MRO) provide the strongest evidence yet that liquid water flows intermittently on present-day Mars.

Using an imaging spectrometer on MRO, researchers detected signatures of hydrated minerals on slopes where mysterious streaks are seen on the Red Planet. These darkish streaks appear to ebb and flow over time. They darken and appear to flow down steep slopes during warm seasons, and then fade in cooler seasons. They appear in several locations on Mars when temperatures are above minus 10 degrees Fahrenheit (minus 23 Celsius), and disappear at colder times.

“Our quest on Mars has been to ‘follow the water,’ in our search for life in the universe, and now we have convincing science that validates what we’ve long suspected,” said John Grunsfeld, astronaut and associate administrator of NASA’s Science Mission Directorate in Washington. “This is a significant development, as it appears to confirm that water -- albeit briny -- is flowing today on the surface of Mars.”

These downhill flows, known as recurring slope lineae (RSL), often have been described as possibly related to liquid water. The new findings of hydrated salts on the slopes point to what that relationship may be to these dark features. The hydrated salts would lower the freezing point of a liquid brine, just as salt on roads here on Earth causes ice and snow to melt more rapidly. Scientists say it’s likely a shallow subsurface flow, with enough water wicking to the surface to explain the darkening.

"We found the hydrated salts only when the seasonal features were widest, which suggests that either the dark streaks themselves or a process that forms them is the source of the hydration. In either case, the detection of hydrated salts on these slopes means that water plays a vital role in the formation of these streaks," said Lujendra Ojha of the Georgia Institute of Technology (Georgia Tech) in Atlanta, lead author of a report on these findings published Sept. 28 by Nature Geoscience.

Ojha first noticed these puzzling features as a University of Arizona undergraduate student in 2010, using images from the MRO's High Resolution Imaging Science Experiment (HiRISE). HiRISE observations now have documented RSL at dozens of sites on Mars. The new study pairs HiRISE observations with mineral mapping by MRO’s Compact Reconnaissance Imaging Spectrometer for Mars (CRISM).

The spectrometer observations show signatures of hydrated salts at multiple RSL locations, but only when the dark features were relatively wide. When the researchers looked at the same locations and RSL weren't as extensive, they detected no hydrated salt.  
Ojha and his co-authors interpret the spectral signatures as caused by hydrated minerals called perchlorates. The hydrated salts most consistent with the chemical signatures are likely a mixture of magnesium perchlorate, magnesium chlorate and sodium perchlorate. Some perchlorates have been shown to keep liquids from freezing even when conditions are as cold as minus 94 degrees Fahrenheit (minus 70 Celsius). On Earth, naturally produced perchlorates are concentrated in deserts, and some types of perchlorates can be used as rocket propellant.

Perchlorates have previously been seen on Mars. NASA's Phoenix lander and Curiosity rover both found them in the planet's soil, and some scientists believe that the Viking missions in the 1970s measured signatures of these salts. However, this study of RSL detected perchlorates, now in hydrated form, in different areas than those explored by the landers. This also is the first time perchlorates have been identified from orbit.

MRO has been examining Mars since 2006 with its six science instruments.

"The ability of MRO to observe for multiple Mars years with a payload able to see the fine detail of these features has enabled findings such as these: first identifying the puzzling seasonal streaks and now making a big step towards explaining what they are," said Rich Zurek, MRO project scientist at NASA's Jet Propulsion Laboratory (JPL) in Pasadena, California.
For Ojha, the new findings are more proof that the mysterious lines he first saw darkening Martian slopes five years ago are, indeed, present-day water.

"When most people talk about water on Mars, they're usually talking about ancient water or frozen water," he said. "Now we know there’s more to the story. This is the first spectral detection that unambiguously supports our liquid water-formation hypotheses for RSL."
The discovery is the latest of many breakthroughs by NASA’s Mars missions.

“It took multiple spacecraft over several years to solve this mystery, and now we know there is liquid water on the surface of this cold, desert planet,” said Michael Meyer, lead scientist for NASA’s Mars Exploration Program at the agency’s headquarters in Washington. “It seems that the more we study Mars, the more we learn how life could be supported and where there are resources to support life in the future.” 



sábado, 26 de setembro de 2015

A Área 51 e formas de vida extraterrestre existem de fato, dise o chefe da Nasa

O administrador da Nasa, Major Charles Frank Bolden Jr, disse que existe vida extraterrestre, porém não está sendo mantida em segredo na Área 51

Existe de fato vida extraterrestre, confirmou o chefe da Nasa, mas disse que os alienígenas não estão escondidos na Área 51.
O  administrador da Nasa, Major Charles Bolden, disse a crianças estudantes britânicas estar confiante de que cientistas encontrariam vida fora da Terra porque haviam muitos planetas similares ao nosso.
Perguntado por Carmen Dearing, de 10 anos, se acreditava em alienígenas, ele disse: "Eu acredito que algum dia encontraremos outras formas  de vida, ou uma forma de vida,  se não em nosso sistema solar, em algum dos outros sistemas solares - os bilhões de sistemas solares  existentes no universo.
“Hoje em dia sabemos que existem, literalmente, trilhões, ou mais, de outros planetas, muitos dos quais podem ser bastante similares à Terra. Então, alguns de nós, muitos de nós, acreditam que iremos descobrir...provas de que há vida em algum outro lugar do universo."
O Major Bolden também admitiu que a Área 51 existia, mas disse que o governo dos EUA não estaria escondendo alienígenas lá.
“Existe uma Área 51,” disse ele. “Mas não é o que muita gente pensa.Estive em um lugar com esse nome, mas é um local de pesquisas e desenvolvimento normal. Nunca vi qualquer ser ou espaçonave alienígena ou outra coisa qualquer quando estive lá.
“Eu acho que devido ao sigilo das pesquisas aeronáuticas que são realizadas lá é fácil as pessoas dizerem que há seres alienígenas lá.”
A existência da Área 51 foi um segredo mantido a ferro e fogo por décadas, e tem inspirado a imaginação de teóricos da conspiração e caçadores de UFOs, ou OVNIs, por todo o mundo.
Em 2013, a Central Intelligence Agency (CIA) admitiu sua localização exata, em Nevada, próximo ao Lago Groom, em uma série de documentos divulgados dentro de um pedido baseado na Lei de Liberdade de Informação.
Os documentos descrevem como as instalações haviam sido usadas durante a Segunda Guerra Mundial como artilharia aérea para os pilotos  do Coprpo de  Aviação do Exécito.
O presidente Dwight Eisenhower posteriormente aprovou “essa faixa de terra inútil, conhecida por sua designação no mapa como Área 51, para o local de testes das Comissões de Energia Atômica  de Nevada e área de treinamento. Ela então se tornou fundamental para o desenvolvimento do avião espião U-2.

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Vídeo: 'Aliens know where to find us' | "Alienígenas sabem onde nos encontrar"



Alienígenas provavelmente já sabem que nós  existimos - segundo cientistas que estão dizendo que, se algo está vivo, provavelmente espreita sob a superfície

Um comentário feito pelo ex-astronauta John Grunsfeld diz que "Alienígenas sabem onde nos encontrar" e poderão localizar humanos de longe, pelas mudanças que estamos causando na atmosfera da Terra.
O astronauta fez os comentários na Conferência Científica de Astrobiologia, em Chicago.
"Um grande telescópio localizado à distância de uns 20 anos-luz poderia nos detectar" disse.
Grunsfeld acredita que encontratemos vida extraterrestre dentro de 20 a 30 anos,porém não das formas como conhecemos.
Há anos a NASA vem vasculhando nosso sistema solar à procura de vida, e chegou até a descobrir águas profundas sob a superfície de Marte.
Entretanto a probabilidade de encontrar vida similar à que conhecemos em nosso sistema solar é pequena, diz o vídeo acima.

The central region of the Milky Way | A região central da Via Láctea
Tradução de Luiz Leitão da Cunha
Aliens probably already know we exist - according to scientists who are saying, if something is living, it is probably lurking beneath the surface
A comment made by former astronaut John Grunsfeld said "Aliens know where to find us" and will be able to spot humans from afar from the changes we make to Earth's atmosphere.
The astronaut said the comments at the Astrobiology Science Conference in Chicago.
"A large telescope 20 light years away could detect us" he said.
Mr Grunsfeld believes that we will find extraterrestrial life within 20 to 30 years, but not as we know it.
NASA has been scouring our solar system for life for years and has even found water deep below the surface of Mars.
However, the likelihood of finding life similar to ours in our solar system is low says the video report above.