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domingo, 27 de outubro de 2013

FGTS, um super-imposto disfarçado



Nós, brasileiros, temos uma dos mais altos e escorchantes níveis de impostos do mundo, recebendo, em contrapartida, serviços públicos de quinta categoria.

Dizem que trabalhamos quatro meses do ano apenas para pagar toda essa taxação, mas existe mais um imposto disfarçado, que ninguém percebe, muito menos o trabalhador menos letrado. Trata-se da remuneração do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço, o FGTS, uma poupança compulsória que todo trabalhador com registro em carteira de trabalho é obrigado a fazer, recebendo mensalmente 8% do valor de seu salário nesta conta, da qual não pode fazer retiradas, a não ser em caso de aposentadoria, doença grave ou demissão sem justa causa.

Ocorre que a remuneração desses depósitos é pífia, com juros de míseros 3% ao ano, o que, com os atuais (e passados) níveis de inflação, significa remuneração negativa, perda. A remuneração do FGTS é, provavelmente, o mais injusto, sórdido e caro imposto pago pela classe trabalhadora brasileira com carteira assinada.

Leia o editorial abaixo, e você terá uma ideia de quanto um trabalhador pode perder ao longo dos 35 anos que tem de trabalhar até poder se aposentar, caso sobreviva até lá.



O Estado de S.Paulo 19/10/13

Com ativos de R$ 325 bilhões depositados em 112,5 milhões de contas, o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) é a principal reserva financeira dos trabalhadores. Mas, entre 2002 e 2012, segundo o Instituto FGTS Fácil, os depósitos no fundo renderam apenas 69,15%, abaixo da inflação de 103%. A remuneração dos depósitos no FGTS é a mais baixa entre as diversas aplicações de renda fixa, como fundos e depósitos de poupança (salvo para um pequeno número de contas antigas que rendem o mesmo que as cadernetas).


A baixa remuneração paga pelo FGTS caracteriza, assim, uma distorção. Os trabalhadores não auferem sequer uma renda capaz de preservar o poder aquisitivo dos depósitos originais no fundo. Por isso, alguns depositantes se organizam e entram na Justiça para tentar recuperar o que consideram prejuízo. E este usualmente só é constatado na hora do saque, por motivos como aposentadoria, doença, compra da casa própria, etc., segundo reportagem do jornal O Globo.

Leia o restante no link abaixo:

http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,o-fgts-remunera-mal--os-trabalhadores-,1087390,0.htm

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