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sexta-feira, 24 de maio de 2013

Previsão do tempo para Titã


Ligeia Mare,, mostrado aqui em dados obtidos através da espaçonave Cassini da Nasa, é um lago, a segunda maior  concentração de líquido na lua Titã de  Saturno.

Titan. contém hidrocarbonetos em estado líquido, como etano e metano, sendo um dos vários mares e lagos que enfeitam sua região polar norte..A  Cassini ainda deverá observar ondas em   Ligeia Mare, e irá procurar por elas novamente em sua próxima passagem por lá, em 23 de maio de 2013.  


NASA/JPL-Caltech/ASI/Cornell.


Titã poderá apresentar mau tempo à medida em que vão chegado a primavera e o verão por lá, se dois novos modelos de previsão do tempo estiverem corretos. Cientistas acham que com a mudança de estações no hemisfério norte de Titã, ondas poderão se formar em seus mares de hidrocarbonetos, e furacões também poderão varrer essas regiões.


A região polar norte de Titã, cheia de mares e lagos de hidrocarbonetos, estava escura quando a Cassini chegou pela primeira vez ao sistema de  Saturno, em 2004.Mas a luz solar  está incidindo sobre o hemisfério norte de Titã desde agosto de 2009, quando cruzou o plano  equatorial no equinócio. As mudança de estações de Titã leva cerca de sete anos terrestres. Em 2017, quando a missão da Cassini chegará ao final, Titã estará se aproximando do solstício do hemisfério norte,o ápice do verão. 

Considerando as dunas esculpidas por ventos que a Cassini observou em Titã, os cientistas ficaram perplexos com o fato de não terem ainda visto ondas originadas por ventos nos mares e lagos. Uma equipe chefiada por Alex Hayes,  membro da equipe de radar da Cassini, baseada na Universidade Cornell, em Ithaca, Nova.York., começous a investigar quanto vento seria necessário para gerar ondas. Seu novo modelo, recém-publicado na revista Icarus, é superior a outros por considerar a gravidade de Titã, a viscosidade e tensão superficial do hidrocarboneto líquido nos lagos; e a taxa de densidade ar-líquido. 

"Nós sabemos que as velocidades dos ventos previstas durante as ocasiões em que a Cassini  observou Titã estavam abaixo  do limite necessário para gerar ondas,"disse Hayes. "O que é emocionante, no entanto, é que as velocidades dos ventos previstas durante a primavera e o verão do norte são próximas ás necessárias para gerar ondas em etano e/ou metano líquido. talvez logo seja possível pegar uma onda em algum desses lugares mais exóticos do sistema solar." 


À medida em que a primavera e o verão vão chegando ao hemisfério norte de Titã, outros modelos preveem que os ventos poderão aumentar para 3 km/h ou mais. Dependendo da composição dos lagos, ventos a essas velocidades podem produzir ondas de 0,15 metro de altura. 

O outro modelo sobre furacões, recentemente publicado na Icarus, prevê que o aquecimento do hemisfério norte poderá também causar furacões, também chamados ciclones tropicais. 

Os ciclones tropicais na Terra adquirem energia da formação de calor causada pela evaporação da água marinha, e já foram observadas versões em miniatura desses fenômenos em lagos como o Huron, localizado entre o Estado de Michigan, nos EUA, e Ontario, no Canadá. 

Os trabalhos com o novo modelo, chefiados por Tetsuya Tokano, da Universidade de Colonha, na Alemanha, mostram que os mesmos  processos podem ocorrer em Titanl, exceto pelo fato de que o que se evapora dos mares é metano, em vez de água. 

A estação mais provável para a ocorrência desses furacões seria o solsticio de verão no norte de Titã, quando a temperatura superficial dos mares aumenta e o fluxo de ar próximo a ela se torna mais turbulento. O ar úmido giraria em sentido anti-horário sobre a superfície de um dos mares do norte e causaria um aumento do vento de superfície sobre os mares para, possíveis 70 km/h. 

"Para que esses furacões se desenvolvam em Titã, é preciso haver a proporção correta de hidrocarbonetos nesses mares, e nós ainda não  conhecemos sua composição exata" disse Tokano. "Se virmos furacões, isso será um bom indicador de que há metano suficiente nesses lagos para permitir esses tipo de atividade. Até agora, os cientistas ainda não foram capazes de detectar diretamente a presença de metano." 

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