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sábado, 8 de março de 2008

Paisagens transformadas

************************************************************************************ O plano inicial de "Paisagens transformadas", o documentário dirigido por Jennifer Baichwal sobre o trabalho do fotógrafo Edward Burtynsky, coloca o espectador na escala perfeita para comprender a dimensão gigantesca do capitalismo contemporâneo.
Durante oito minutos, a câmara percorre a lateral de uma enorme fábrica chinesa, 750 metros de linhas de montagem deaparelhos elétricos onde trabalham manualmente uma multidão de homens e mulheres de uniforme.
Baichwal, ganhadora de um Emmy em 1999 com seu primeiro documentário, "Let it come down: The life of Paul Bowles", acompanhou Burtynsky em uma de suas viagens à China en 2005, onde ele passou três décadas fotografando os cenários industriais - minas, refinarias, fábricas- que definem a relação do homem moderno com o planeta.
O desenvolvimento da China na última década, em seu afã de se transformar na fábrica do mundo, é um exemplo dessa alteração da paisagem, da qual a represa de três gargantas é o ícone maior, cuja construção demandou a destruição de 13 cidades e o deslocamento de quatro milhões de pessoas. Como resultado, um gigantesco pântano, que, cheio, alimentará a maior hidrelétrica do mundo. Diz o autor que o reservatório levou 15 dias para encher-se, e, quando isso aconteceu, detectou-se uma alteração no giro da Terra . (será?)
O dilema da China é: têm seus cidadãos o direito de aspirar ao bem-estar que desfruta o ocidente, à custa do equilíbrio do meio-ambiente? Essa dúvida assaltou Burtynsky quando fotografava uma mina de prata e refletiu sobre o fato de que aquele metal é o mesmo empregado na fabricação do filme ou do papel fotográfico com que faz o seu trabalho. Ele crê que temos a mesma capacidade de uma catástrofe natural de modificar o planeta, onde a Natureza está sendo agredida pela expansão urbana que demanda a derrubada de árvores, a extração de petróleo, ferro, etc., em ritmo cada vez mais rápido.

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