A Austrália já havia admitido o óbvio, que a guerra do Iraque foi motivada por petróleo, e agora, Allan Greenspan, que foi presidente do FED, o banco central americano, disse que fica triste ao admitir o que é politicamente inconveniente: que a guerra do Iraque foi motivada, principalmente, por petróleo. São declarações feitas em seu aguardado livro de memórias In The Age of Turbulence: Adventures in a New World. "Na era da turbulência: aventuras em um Mundo Novo". Os comentários de Greenspan coincidem com uma pesquisa sobre os iraquianos, divulgada semana passada, dando conta de que 1,2 milhão de pessoas podem ter morrido, até agora, naquele conflito, o que remete à pesquisa da revista médica Lancet que, em 2006, apresentou resultados similares.
Quer dizer então que Mr. Bush e seus asseclas superaram no Iraque o genocídio de Ruanda, que causou 800 mil mortes. Tudo isso confere razão ao clérigo xiita iraniano Ayatolá Ali Khamenei - e sua posição radical, a jihad e tudo o mais que possa depor contra ele não invalidam seu argumento -, que disse que, um dia, Bush e seus oficiais serão julgados pelos crimes que cometeram no Iraque, um "petrogenocídio", assim eu batizaria.
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